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O
presidente Lula decidiu afastar os presidentes
da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos
(ECT), João Henrique de Almeida
Sousa, e do IRB Brasil Resseguros, Lídio
Duarte, assim como suas diretorias. Os
dois funcionários, indicados respectivamente,
pelo PMDB e pelo PTB foram afastados nesta
terça-feira, após denúncias
de corrupção nos órgãos
que dirigiam.
Ambos
os órgãos são citados
em denúncias recentes de corrupção
no governo federal. Gravação
revelada pela revista Veja mostra
o executivo Maurício Marinho, dos
Correios, negociando propina com empresários
interessados em participar de uma licitação.
No caso do IRB, reportagem da Veja
afirma que Jefferson exigia, por meio
da corretora Assurê, de um amigo,
R$ 400 mil de Lídio Duarte, então
presidente do IRB, indicado pelo PTB.
A decisão do presidente foi comunicada
aos dois partidos. Lula
informou sua decisão também
aos ministros que tratam da ECT (Comunicações)
e do IRB (Fazenda), bem como ao presidente
do Senado, Renan Calheiros (PMDB/AL).
À noite, anunciou a decisão
ao abrir o 4º Fórum Global
de Combate à Corrupção.
O
Ministério da Fazenda anunciou
que a presidência do IRB passa ao
economista Marcos Lisboa, ex-diretor de
Política Econômica do ministério
e homem de confiança do ministro
Antonio Palocci. "A aceitação
do afastamento da diretoria do IRB não
implica qualquer pré-julgamento
em relação às denúncias
veiculadas na imprensa. Trata-se de atitude
de desprendimento da diretoria com vistas
a permitir uma apuração
mais rápida, isenta e de maior
transparência junto à opinião
pública", diz a nota de Palocci
que informa sobre a substituição.
Com
agências
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