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Brasil, quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

4 DE JUNHO DE 2005

IMPÉRIO

Cresce a oposição nos EUA à presença de recrutadores nas escolas

 

Organizações comunitárias e de pais de alunos se opõem à presença de recrutadores militares nos centros educativos dos Estados Unidos, informou ontem (3) o diário The New York Times.

O periódico realizou uma ampla investigação entre os familiares de estudantes que enfrentam a presença dos funcionários militares nas escolas.

Segundo o jornal, Rachel Rogers, uma novaiorquina que não se preocupava com o assunto, amedrontou-se quando soube que os oficiais ensinavam aos estudantes como lançar granadas de mão. No mês passado Rachel passou a pressionar a direção da escola para que limitasse o acesso dos recrutadores às crianças.

Orlando Terrazas, um ex-tratorista na Califórnia, criticou os recrutadores porque eles teriam prometido a seu filho aulas de música, caso ele se alistasse.

Segundo o Times, Amy Hagopian, co-presidente da Associação de Familiares e Professoras da Garfield High School, em Seattle, enfrenta o problema lutando para eliminar uma lei federal que permite o livre acesso às escolas dos recrutadores das forças armadas americanas. A lei penaliza os centros educacionais que impedirem o acesso com a perda de fundos federais.

"Pais e mães americanos estão aterrorizados com a possibilidade de que seus filhos sejam mortos ou venham a matar pessoas em uma guerra, como a do Iraque, considerada desnecessária e infinita", comenta o diário.

Muitos pais exercem forte influência em seus filhos para que não venham a alistar-se nas forças armadas, segundo o NYT.

Uma pesquisa do Pentágono, em novembro do ano passado, demonstrou que somente 25% dos familiares recomendam o serviço militar aos seus filhos, contra 42% que faziam isso em agosto de 2003.

"Os pais americanos defendem seus filhos do alistamento e chegaram até a ameaçar fisicamente funcionários do Pentágono enquanto estes realizavam seu trabalho", observa o jornal.

Há vários meses as autoridades se queixam de que as campanhas de alistamento das forças armadas atravessam uma série crise, acentuada em meio às invasões americanas de Iraque e Afeganistão.

Segundo o major-general Michael Rochelle, as condições de recrutamente que o Pentágono enfrenta hoje são as mais desafiantes dos últimos 30 anos.

Nenhum dos quatro serviços militares da União, inclusive a Guarda Nacional, conseguiram completar suas cotas de alistamento no ano passado. Ao que tudo indica, este ano a situação ainda é pior.

Na opinião de Rochelle, apesar do trabalho de persuasão que o exército tenta fazer com pais, professores, esportistas e outras pessoas, incentivando o alistamento de jovens entre 17 e 24 anos, a taxa de admissão à vida na caserna caiu nos últimos anos para o índice de 14%.

Antes do ataque de 11 de setembro de 2001 em Nova York e Washington, 22% dos americanos dessa faixa etária mostravam-se dispostos a seguir a carreira militar.

Na tentativa de reverter a situação, o Departamento de Defesa implementou medidas adicionais, entre elas o aumento no número de recrutadores e bônus salariais para os alistados.

Fonte: Prensa Latina

 

 

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