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Brasil, quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

1 de junho de 2005

ARAGUAIA 33 ANOS DEPOIS
Deputados tentarão saber se ossada
"x-2" pertence a guerrilheiro


A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM) realiza audiência pública para ouvir esclarecimentos sobre a Guerrilha do Araguaia, nessa quarta-feira (1º). O evento atende a dois requerimentos. O primeiro, dos deputados petistas Iriny Lopes (ES) e Luiz Eduardo Greenhalgh (SP), com o objetivo de avaliar depoimentos de nativos da região do rio Araguaia recrutados pelo Exército para atuar contra a guerrilha.

O segundo foi proposto pelos deputados Jamil Murad (PCdoB/SP) e Luiz Couto (PT/PB), para ouvir o presidente da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, Augustino Veit, sobre suspeita de que a ossada identificada como “X-2”, em poder da comissão, pertença a um dos guerrilheiros.

"Envolto em mistério"

Jamil Murad quer contribuir para “elucidar os fatos veiculados sobre a suspeita de que a ossada seria de um dos opositores da ditadura militar desaparecidos no Sul do Pará”. A deputada Iriny Lopes considerou necessária a CDHM colher os depoimentos “porque se referem a um episódio importante de nossa história recente ainda envolto em mistério”.

Ambos os requerimentos resultaram de revelações que vieram a público pela imprensa. A Folha de S. Paulo publicou série de reportagens no final de abril de 2005, de Josias de Souza e Andréa Michael, com os ex-militares que estiveram no Araguaia, enquanto O Estado de S. Paulo, em sua edição de 31 de março trouxe uma matéria do repórter Leonencio Nossa, a respeito dos restos mortais conhecidos como X-2.

Além do presidente da Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, serão ouvidos também o procurador da República do Pará, Carlos Alexandre Ribeiro de Souza, que está colhendo depoimentos dos ex-militares do Araguaia; o jornalista Josias de Souza, um dos autores das reportagens; Crimeia de Almeida Schimitd, da Comissão de familiares de mortos e desaparecidos políticos, e Suzana Keniger Lisboa, representante dos familiares junto à Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos.

Fonte: Presidência da CDDHM

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