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A Comissão de Direitos Humanos
e Minorias da Câmara dos Deputados
(CDHM) realiza audiência pública
para ouvir esclarecimentos sobre a Guerrilha
do Araguaia, nessa quarta-feira (1º).
O evento atende a dois requerimentos.
O primeiro, dos deputados petistas Iriny
Lopes (ES) e Luiz Eduardo Greenhalgh (SP),
com o objetivo de avaliar depoimentos
de nativos da região do rio Araguaia
recrutados pelo Exército para atuar
contra a guerrilha.
O
segundo foi proposto pelos deputados Jamil
Murad (PCdoB/SP) e Luiz Couto (PT/PB),
para ouvir o presidente da Comissão
Especial sobre Mortos e Desaparecidos
Políticos, Augustino Veit, sobre
suspeita de que a ossada identificada
como “X-2”, em poder da comissão,
pertença a um dos guerrilheiros.
"Envolto
em mistério"
Jamil Murad quer contribuir para “elucidar
os fatos veiculados sobre a suspeita de
que a ossada seria de um dos opositores
da ditadura militar desaparecidos no Sul
do Pará”. A deputada Iriny Lopes
considerou necessária a CDHM colher
os depoimentos “porque se referem a um
episódio importante de nossa história
recente ainda envolto em mistério”.
Ambos
os requerimentos resultaram de revelações
que vieram a público pela imprensa.
A Folha de S. Paulo publicou série
de reportagens no final de abril de 2005,
de Josias de Souza e Andréa Michael,
com os ex-militares que estiveram no Araguaia,
enquanto O Estado de S. Paulo,
em sua edição de 31 de março
trouxe uma matéria do repórter
Leonencio Nossa, a respeito dos restos
mortais conhecidos como X-2.
Além do presidente da Comissão
sobre Mortos e Desaparecidos Políticos,
serão ouvidos também o procurador
da República do Pará, Carlos
Alexandre Ribeiro de Souza, que está
colhendo depoimentos dos ex-militares
do Araguaia; o jornalista Josias de Souza,
um dos autores das reportagens; Crimeia
de Almeida Schimitd, da Comissão
de familiares de mortos e desaparecidos
políticos, e Suzana Keniger Lisboa,
representante dos familiares junto à
Comissão sobre Mortos e Desaparecidos
Políticos.
Fonte: Presidência da CDDHM
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