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O
presidente do PCdoB |
Por Pedro de Oliveira*
O presidente do Partido Comunista do
Brasil (PCdoB), Renato Rabelo, em conversa
sexta-feira (27) com o Vermelho,
analisou os fatos envolvendo a criação da
Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI)
dos Correios na última quarta-feira em
Brasília. Segundo ele, diante da
radicalidade política da atual conjuntura
provocada pelas atitudes provocadoras da
oposição conservadora visando desde já as
eleições de 2006, a CPI acabou se
transformando num instrumento político
desta mesma oposição, para combater o
governo de Luiz Inácio Lula da Silva,
tendo em vista desestabilizá-lo.
“Não temos ilusão a esse respeito”, disse
Renato, para em seguida historiar os fatos
recentes que desembocaram na aprovação da
CPI. “Nos primeiros momentos desse
episódio”, lembra, “alguns parlamentares
dos partidos aliados, inclusive do PCdoB,
assinaram o pedido de convocação da CPI.
Mas com o desenrolar dos acontecimentos,
os deputados e deputadas comunistas,
articulados com a liderança da bancada na
Câmara e com a direção nacional,
concordaram em retirar suas assinaturas
num movimento conjunto da base governista,
desde que este gesto redundasse em
alcançar o patamar suficiente de
assinaturas que impedisse a instalação da
CPI na forma como ela estava proposta".
Esforços de convencimento político foram
feitos à exaustão pelas lideranças dos
partidos aliados. Entretanto, diante da
constatação feita no último prazo legal
pelo líder do governo e pelas lideranças
da base no Congresso de que faltariam
ainda retirar nove assinaturas para
impedir a convocação da CPI, os partidos
aliados foram liberados para encaminhar
seus respectivos documentos da maneira que
considerassem mais adequada [Diante deste
resultado, o PCdoB e outros partidos
governistas deixaram de encaminhar a
relação de seus requerimentos de forma
total ou parcial].
“É preciso salientar”, reforçou Renato,
“que neste processo de convencimento, o
governo conseguiu o apoio de mais de
trezentos parlamentares, entre os que não
assinaram o documento e os que retiraram
suas assinaturas, fato que a mídia
simplesmente ignorou”.
Por fim, o
presidente do PCdoB concluiu que “este
episódio demonstrou a premência de se
estancar a crise política em curso,
conforme tem reiterado a direção nacional
do Partido. Impõem-se uma iniciativa do
governo de reconstrução da plataforma
mudancista e de sinalização de algumas
medidas importantes para a recomposição da
base do governo no Congresso e a montagem
de uma verdadeira coalizão de forças para
o cumprimento dessa nova agenda”.
* Secretário nacional de Comunicação do
PCdoB
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