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| Depoimento
de Marinho na PF foi o motivo alegado |
A
Executiva Nacional do PTB decidiu retirar
as assinaturas no pedido de abertura de
CPI para investigar o esquema de fraude
em licitações na Empresa
Brasileira de Correios e Telégrafos
(ECT). O PTB desistiu também de
entregar seus cargos no governo federal,
recuando da posição levantada
na véspera pelo presidente da sigla,
Roberto Jefferson (RJ).
A
decisão petebista será comunicada
nesta quarta-feira (25), quando for feita
a leitura do pedido de CPI em sessão
do Congresso. Até o fim df tarde
de ontem, 13 deputados e três senadores
do PTB tinham assinado o pedido de CPI,
encabeçado pelos oposicionistas
PSDB e PFL.
O
motivo do recuo
Jefferson é citado na fita de vídeo
que deflagrou o escândalo nos Correios
como o pivô de um esquema de cobrança
de propinas. Após defender-se das
acusações em discurso na
Câmara, na terça-feira da
semana passada, ele assinou o pedido de
CPI e encorajou seus colegas de partido
a fazê-lo, o que contribuiu para
a oposição obter em um só
dia o número mínimo de assinaturas
no Senado e na Câmara (27 e 171).
O
recuo do PTB pode facilitar o esforço
do governo para provocar, até a
meia-noite de quarta-feira - prazo regimental
- uma sangria de assinaturas capaz de
inviabilizr a CPI pedida pela oposição.
O
presidente do PTB disse que a nova posição
foi tomada após o depoimento do
ex-chefe do Departamento de Contratação
e Administração de Material
dos Correios, Maurício Marinho,
à Polícia Federal, nesta
terça-feira. Marinho inocentou
Jefferson e disse que citou o nome do
parlamentar na conversa com os empresários
que gravaram a fita só por "bravata",
para valorizar a importância de
seu cargo.
"Se
ele nega o que está na fita, que
foi obtida de maneira ilegal, não
há mais motivação
policial, é caso de inquérito
administrativo. Não há mais
objeto nem para abertura de inquérito
político", afirmou Jefferson.
A Comissão Executiva Nacional do
PTB reuniu-se na tarde desta terça-feira
e, apesar de ter tido acesso ao depoimento
de Marinho durante o encontro, só
decidiu comunicar a permanência
no governo nesta noite.
"Ele
não me conhece"
O presidente do PTB disse que não
é responsável pela indicação
de Marinho e que o ex-funcionário
dos Correios nem sequer o conhece. "Ele
não me conhece, quando ele diz
que o Roberto vem do Rio e é doidão,
ele não me conhece. Ele tem uma
informação do Roberto Jefferson
do passado", afirmou.
Roberto
Jefferson defendeu Antônio Osório
Batista, ex-diretor de Administração
dos Correios, e disse que confia em sua
conduta. Antônio Osório esteve
na reunião da Executiva e, segundo
Roberto Jefferson, afirmou ser inocente.
"Ele disse que não sabia dessa
fita, nem da fraude", declarou o
deputado. Jefferson contou que Osório
é funcionário de carreira
dos Correios há 28 anos. Conhecido
pelo apelido de "marcha-a-ré",
o ex-diretor de Administração
é tido como uma pessoa séria,
que segue as normais legais, segundo Jefferson.
"É preocupado, consciente
e digno", concluiu.
Com
agências
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