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Brasil, sexta-feira, 10 de outubro de 2008

21 de maio de 2005

CASO CORREIOS
Lula sobre a CPI: "Olha para a
minha cara e vê se estou preocupado"


"Olha para a minha cara para ver se estou preocupado com isso", comentou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, abrindo um sorriso, em resposta a um jornalista que perguntava sobre a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito" dos Correios, que a oposição tenta instalar. Lula, que se dirigia para uma solenidade no Planalto nesta sexta-feira (20), limitou-se a esse comentário.

O vice-presidente e ministro da Defesa, José Alencar, reforçou que Lula não está preocupado. "O presidente nunca deu qualquer tipo de demonstração de estar preocupado com coisas dessa natureza, de forma alguma", disse. "O presidente é exemplo de homem de bem e de homem público com autoridade moral, portanto está absolutamente tranquilo".

Dirceu, "preocupado é com a Casa Civil"

A uma pergunta sobre o adiamento da reforma tributária para o segundo semestre por causa da CPI, Alencar respondeu que "uma comissão não adia uma reforma tributária, não há nada a ver uma coisa com a outra". Ele voltou a lembrar que quando senador (no governo Fernando Henrique Cardoso) assinava todos os pedidos de CPI, "porque era a favor de investigação sobre qualquer denúncia que pudesse representar indício de crime". Mas disse tambgém que nunca fez pré-julgamentos. "A priori, todo cidadão é honesto. A investigação é até boa para o investigado, que terá grande oportunidade de provar a inocência", argumentou.

Também presente, o ministro José Dirceu (Casa Civil) evitou comentar a CPI. "Não falo sobre isso, quem fala é o Aldo (Rebelo, ministro da Coordenação Política)", afirmou. "Estou preocupado é com a Casa Civil". disse Dirceu.

Aldo se articula

Aldo Rebelo reuniu-se na noite de quinta-feira com os ministros Walfrido Mares Guia (PTB), do Turismo; Alfredo Nascimento (PL), dos Transportes; Eunício Oliveira (PMDB), das Comunicações; e Eduardo Campos (PSB), da Ciência e Tecnologia, para pedir que intensifiquem as conversas com os parlamentares de suas bancadas que assinaram o requerimento de criação da CPI dos Correios. Apesar das dificuldades que está encontrando, o governo vai insistir até a próxima quarta-feira na tática de tentar esvaziar a comissão, com a retirada de assinaturas de deputados — já que no Senado a situação é dada como irreversível.

Estes ministros foram chamados porque são considerados representantes políticos de seus partidos no governo. Aldo disse-lhes que os aliados deveriam fazer uma mobilização para não dar um palco para a oposição atacar o governo. Argumentou que a Polícia Federal, o Ministério Público e a Controladoria Geral da União já estariam trabalhando para investigar as denúncias de corrupção e as irregularidades nos Correios a partir da gravação do ex-chefe do Departamento de Contratação e Administração de Materiais dos Correios, Maurício Marinho, e dois empresários da Alfa 1.

O líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT/SP), também esteve com Aldo para fazer uma avaliação do resultado dos esforços dos líderes aliados para a retirada de assinaturas e as providências que precisam ser adotadas para que esta tática dê resultados.

Com agências

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