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"Olha para a minha cara para ver
se estou preocupado com isso", comentou
o presidente Luiz Inácio Lula da
Silva, abrindo um sorriso, em resposta
a um jornalista que perguntava sobre a
CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito"
dos Correios, que a oposição
tenta instalar. Lula, que se dirigia para
uma solenidade no Planalto nesta sexta-feira
(20), limitou-se a esse comentário.
O
vice-presidente e ministro da Defesa,
José Alencar, reforçou que
Lula não está preocupado.
"O presidente nunca deu qualquer
tipo de demonstração de
estar preocupado com coisas dessa natureza,
de forma alguma", disse. "O
presidente é exemplo de homem de
bem e de homem público com autoridade
moral, portanto está absolutamente
tranquilo".
Dirceu,
"preocupado é com a Casa Civil"
A uma pergunta sobre o adiamento da reforma
tributária para o segundo semestre
por causa da CPI, Alencar respondeu que
"uma comissão não adia
uma reforma tributária, não
há nada a ver uma coisa com a outra".
Ele voltou a lembrar que quando senador
(no governo Fernando Henrique Cardoso)
assinava todos os pedidos de CPI, "porque
era a favor de investigação
sobre qualquer denúncia que pudesse
representar indício de crime".
Mas disse tambgém que nunca fez
pré-julgamentos. "A priori,
todo cidadão é honesto.
A investigação é
até boa para o investigado, que
terá grande oportunidade de provar
a inocência", argumentou.
Também
presente, o ministro José Dirceu
(Casa Civil) evitou comentar a CPI. "Não
falo sobre isso, quem fala é o
Aldo (Rebelo, ministro da Coordenação
Política)", afirmou. "Estou
preocupado é com a Casa Civil".
disse Dirceu.
Aldo
se articula
Aldo
Rebelo reuniu-se na noite de quinta-feira
com os ministros Walfrido Mares Guia (PTB),
do Turismo; Alfredo Nascimento (PL), dos
Transportes; Eunício Oliveira (PMDB),
das Comunicações; e Eduardo
Campos (PSB), da Ciência e Tecnologia,
para pedir que intensifiquem as conversas
com os parlamentares de suas bancadas
que assinaram o requerimento de criação
da CPI dos Correios. Apesar das dificuldades
que está encontrando, o governo
vai insistir até a próxima
quarta-feira na tática de tentar
esvaziar a comissão, com a retirada
de assinaturas de deputados — já
que no Senado a situação
é dada como irreversível.
Estes
ministros foram chamados porque são
considerados representantes políticos
de seus partidos no governo. Aldo disse-lhes
que os aliados deveriam fazer uma mobilização
para não dar um palco para a oposição
atacar o governo. Argumentou que a Polícia
Federal, o Ministério Público
e a Controladoria Geral da União
já estariam trabalhando para investigar
as denúncias de corrupção
e as irregularidades nos Correios a partir
da gravação do ex-chefe
do Departamento de Contratação
e Administração de Materiais
dos Correios, Maurício Marinho,
e dois empresários da Alfa 1.
O
líder do governo na Câmara,
Arlindo Chinaglia (PT/SP), também
esteve com Aldo para fazer uma avaliação
do resultado dos esforços dos líderes
aliados para a retirada de assinaturas
e as providências que precisam ser
adotadas para que esta tática dê
resultados.
Com
agências
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