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O ministro de Relações
Exteriores, Celso Amorim, afirmou que é difícil avançar em um amplo pacto
comercial das Américas sem o amparo de um acordo mundial na Organização Mundial
de Comércio (OMC). Os comentários sugerem que há pouco incentivo para progredir
nas conversas sobre a Área de Livre Comércio das Américas (Alca), atualmente
coordenadas por Brasil e Estados Unidos. "Sem a OMC, sem ter as regras gerais do
jogo, é muito difícil lidar com muitos aspectos de uma negociação regional",
disse Amorim. "Se nós conhecemos o arcabouço da OMC, nós podemos procurar algo
extra na Alca. Se não fizermos isso, corremos o risco de negociar vantagens que
poderiam ser corroídas em um acordo regional", afirmou.
O Brasil espera conseguir grandes avanços na rodada de Doha, especialmente
acesso aos mercados dos países ricos para seus produtos agrícolas. Há uma
conferência marcada para dezembro em Hong Kong para tentar aprovar um esboço de
acordo para redução de barreiras ao comércio mundial, abrindo caminho para a
rodada de Doha ser retomada. Amorim disse que, desde o início do mandato de Luiz
Inácio Lula da Silva, o governo vem tentando "reequilibrar" as conversas sobre a
Alca para incluir os interesses das nações pobres da América do Sul. Ele
acrescentou que a Alca estava dominada "pela visão dos países ricos".
Com agências
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