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Brasil, sexta-feira, 10 de outubro de 2008

17 de maio de 2005

PUBLICAÇÃO
Revista Guerrilha do Araguaia
será lançada hoje em Brasília
-
A capa da publicação

A revista Guerrilha do Araguaia – uma epopéia pela liberdade será lançada nesta terça-feira (17), às 18 horas, no Salão Nobre da Câmara dos Deputados. Essa é a quarta edição da revista, que vem enriquecida e atualizada com novos artigos e entrevistas assinadas por jornalistas, pesquisadores e dirigentes do PCdoB sobre um dos episódios mais obscuros da contemporaneidade brasileira. O evento contará com a presença do presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo.

Essa edição da revista é dedicada à memória de Elza Monnerat – a “dona Maria” da Guerrilha do Araguaia, falecida no dia 11 de agosto do ano passado, aos 91 anos, com 60 anos de militância. Ela foi uma das principais organizadoras da primeira edição da revista.

O organizador da publicação, Adalberto Monteiro, secretário de Formação e Propaganda do PCdoB, destaca como principal objetivo da Revista, “fazer reconhecido oficialmente e conhecido do conjunto da nação a Guerrilha do Araguaia, que integra o elenco de feitos heróicos do povo brasileiro, cujos ideais, após se propagarem por gerações, incorporam-se à alma, à própria consciência nacional”.

Segundo ele, há necessidade de se contrapor “aos procedimentos das classes dominantes retrógradas de adulterar o significado dessas batalhas e de ocultá-las das páginas da história”. Nas palavras de Adalberto Monteiro, a Revista cumpre o papel de fazer chegar ao conhecimento da sociedade brasileira “as mensagens dessas jornadas”.

A primeira edição saiu em 1972 e foi apreendida pela Polícia Federal por determinação do Ministério da Justiça. Na época, os responsáveis pela publicação, incluindo o líder comunista João Amazonas, foram presos, interrogados e obrigados a identificar as livrarias onde a revista foi distribuída para ser recolhida.

Luz sobre a história

Adalberto Monteiro lembra que apesar da determinação em manter secretos os documentos oficiais referentes ao episódio, “já são dezenas e dezenas as publicações, os estudos acadêmicos, as reportagens, nas quais está incluída a Revista Guerrilha do Araguaia, que buscam elucidar as diferentes dimensões do episódio”.

Essa edição foi idealizada com o propósito de trazer mais luz aos fatos. Entre o material novo, há uma entrevista com o presidente do PCdoB, Renato Rabelo, que analisa o legado da guerrilha e uma reportagem e análise do advogado dos posseiros do sul do Pará, Paulo Fonteles, publicada nos anos 80 no jornal Tribuna da Luta Operária. Fonteles, que era também dirigente do PCdoB, foi morto por pistoleiros.

Da edição anterior foram mantidos todos os textos que descrevem e analisam a guerrilha, feitos pelos próprios guerrilheiros. Adalberto Monteiro destaca os textos de João Amazonas, Ângelo Arroyo e Elza Monnerat, dirigentes do Partido que participaram da guerrilha. Há também reprodução de comunicados, cartas, dados biográficos, incluindo a de Maurício Gabois, morto em combate.

A Revista é publicada pela editora Anita Garibaldi, que, em parceria com a Liderança do PCdoB na Câmara dos Deputados, a Direção Regional do Partido no DF e o Instituto Maurício Grabois faz o lançamento. Após o ato haverá um coquetel.

De Brasília
Márcia Xavier


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