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capa da publicação |
A revista Guerrilha do Araguaia
– uma epopéia pela liberdade
será lançada nesta terça-feira
(17), às 18 horas, no Salão
Nobre da Câmara dos Deputados. Essa
é a quarta edição
da revista, que vem enriquecida e atualizada
com novos artigos e entrevistas assinadas
por jornalistas, pesquisadores e dirigentes
do PCdoB sobre um dos episódios
mais obscuros da contemporaneidade brasileira.
O evento contará com a presença
do presidente nacional do PCdoB, Renato
Rabelo.
Essa
edição da revista é
dedicada à memória de Elza
Monnerat – a “dona Maria” da Guerrilha
do Araguaia, falecida no dia 11 de agosto
do ano passado, aos 91 anos, com 60 anos
de militância. Ela foi uma das principais
organizadoras da primeira edição
da revista.
O
organizador da publicação,
Adalberto Monteiro, secretário
de Formação e Propaganda
do PCdoB, destaca como principal objetivo
da Revista, “fazer reconhecido oficialmente
e conhecido do conjunto da nação
a Guerrilha do Araguaia, que integra o
elenco de feitos heróicos do povo
brasileiro, cujos ideais, após
se propagarem por gerações,
incorporam-se à alma, à
própria consciência nacional”.
Segundo
ele, há necessidade de se contrapor
“aos procedimentos das classes dominantes
retrógradas de adulterar o significado
dessas batalhas e de ocultá-las
das páginas da história”.
Nas palavras de Adalberto Monteiro, a
Revista cumpre o papel de fazer chegar
ao conhecimento da sociedade brasileira
“as mensagens dessas jornadas”.
A
primeira edição saiu em
1972 e foi apreendida pela Polícia
Federal por determinação
do Ministério da Justiça.
Na época, os responsáveis
pela publicação, incluindo
o líder comunista João Amazonas,
foram presos, interrogados e obrigados
a identificar as livrarias onde a revista
foi distribuída para ser recolhida.
Luz
sobre a história
Adalberto
Monteiro lembra que apesar da determinação
em manter secretos os documentos oficiais
referentes ao episódio, “já
são dezenas e dezenas as publicações,
os estudos acadêmicos, as reportagens,
nas quais está incluída
a Revista Guerrilha do Araguaia, que buscam
elucidar as diferentes dimensões
do episódio”.
Essa
edição foi idealizada com
o propósito de trazer mais luz
aos fatos. Entre o material novo, há
uma entrevista com o presidente do PCdoB,
Renato Rabelo, que analisa o legado da
guerrilha e uma reportagem e análise
do advogado dos posseiros do sul do Pará,
Paulo Fonteles, publicada nos anos 80
no jornal Tribuna da Luta Operária.
Fonteles, que era também dirigente
do PCdoB, foi morto por pistoleiros.
Da
edição anterior foram mantidos
todos os textos que descrevem e analisam
a guerrilha, feitos pelos próprios
guerrilheiros. Adalberto Monteiro destaca
os textos de João Amazonas, Ângelo
Arroyo e Elza Monnerat, dirigentes do
Partido que participaram da guerrilha.
Há também reprodução
de comunicados, cartas, dados biográficos,
incluindo a de Maurício Gabois,
morto em combate.
A
Revista é publicada pela editora
Anita Garibaldi, que, em parceria com
a Liderança do PCdoB na Câmara
dos Deputados, a Direção
Regional do Partido no DF e o Instituto
Maurício Grabois faz o lançamento.
Após o ato haverá um coquetel.
De
Brasília
Márcia Xavier
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