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Em uma coluna publicada ontem (2) pelo jornal argentino
Clarín, o chanceler da Argentina, Rafael Bielsa,
disse que a Área de Livre Comércio das
Américas (Alca), prevista inicialmente
para começar a vigorar neste ano, não está
morta. Mas precisa ser vista de forma
diferente. O chanceler defendeu a necessidade de encarar o processo "sem ideologia barata"
ou "avidez senhorial". "Seria um erro infantil negociar a Alca a partir de preconceitos
ideológicos", diz Bielsa no artigo. "O mais correto seria afirmar que
depende da vontade de negociar de algumas partes", ressaltou.
A Alca "fracassou até o momento devido ao desequilíbrio nas negociações, mas
não existe nenhum impedimento ou condicionamento que nos impeça de avançar (no
processo)", disse. Bielsa afirma que a Argentina e seus parceiros do Mercosul (Brasil, Paraguai
e Uruguai) estão "preparados" para retomar as negociações se elas forem "equitativas".
Segundo ele, existe "um compromisso e um interesse permanente" nesse e em outros
projetos. Mas o ministro de Relações Exteriores destacou que é preciso "reforçar os
mecanismos de convergência (econômica)" para evitar "cenários de confronto" e
frear "projetos hegemônicos", em referência aos Estados Unidos, o principal
defensor da Alca original.
Subsídios agrícolas
As negociações da Alca, que envolvem todos os países americanos
— exceto Cuba, excluída por imposição dos Estados Unidos —, foram lançadas durante a 2ª Cúpula das Américas, realizada em
1998 em Santiago. A previsão era de que este ano começasse uma diminuição
gradual das tarifas alfandegárias entre as 34 nações envolvidas.
O Mercosul exige, no entanto, a eliminação dos subsídios agrícolas aplicados
por Estados Unidos e Canadá, o que, somado à falta de acordo no que diz respeito à abertura
do setor de serviços e investimentos, emperra as negociações. Na coluna, Bielsa
afirma ainda que os outros países americanos são o destino de 50% das
exportações da Argentina, que compra na região 60% dos produtos que importa.
Com agências
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