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A secretária de Estado
Condoleezza Rice, dos Estados Unidos, chegará amanhã (26) ao Brasil para uma
visita de dois dias, nos quais tratará com o presidente Luiz Inácio Lula da
Silva sobre a Área de Livre Comércio das Américas (Alca). Rice, que assumiu o
cargo em janeiro deste ano, fará esta semana sua primeira visita a países
latino-americanos, numa viagem que a levará por Brasil, Colômbia, Chile e El
Salvador. Além do encontro com Lula a secretária se reunirá no mesmo dia com o
ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim. Na quarta-feira, Rice dará uma
conferência sobre a política externa dos Estados Unidos.
A visita de Rice ocorre logo depois de Lula, em um discurso para
sindicalistas de vários países, durante a abertura do 16º Congresso Continental
da Confederação Internacional das Organizações Sindicais Livre, ter garantido
que o Brasil retirou a Alca de sua agenda de discussões. "Há dois anos que não
se discute mais a Alca. Tiramos a Alca da pauta. De que forma? Fortalecendo o
Mercosul e criando a Comunidade Sul-americana de Nações", declarou Lula, na
quinta-feira passada, após dizer que a intenção dessa política é evitar que o
Brasil se torne dependente dos Estados Unidos. Apesar das previsões para que as
suspensões tarifárias começassem este ano, as imposições norte-americanas
impediram avanços.
Além da Alca, a agenda de Rice no Brasil inclui a "democracia" na América
Latina, a luta contra a pobreza e o desenvolvimento sustentável. Na conferência
da quarta-feira, a secretária de Estado falará das divergências entre os Estados
Unidos e a Venezuela, além da reforma do Conselho de Segurança das Nações
Unidas. A visita de Rice ocorre exatamente um mês depois do secretário de Defesa
dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, ter vindo ao Brasil.
"Liberdade" e "democracia"
Na ocasião, o norte-americano aproveitou para criticar duramente a intenção
do governo da Venezuela de comprar 100.000 fuzis de fabricação russa. Todos os
assuntos da agenda de Rice em Brasília já foram abordados durante a audiência
que ela concedeu ao ministro da Casa Civil, José Dirceu, no mês passado, em
Washington. No encontro, os dois discutiram sobre a Alca, a múltipla agenda
entre ambos os países e o papel do Brasil no processo de integração da América
do sul.
Dirceu aproveitou o encontro para apresentar um convite oficial para que o
presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, visite o Brasil em novembro,
depois de sua participação na 4ª Cúpula das Américas, que acontecerá em Buenos
Aires. Bush prometeu espalhar a "liberdade" em todo o mundo em seu segundo
mandato e sua mais importante diplomata fez da "democracia" — tecla preferida do
regime imperialista para justificar sua agressiva política belicosa — um tema
central nas relações bilaterais dos Estados Unidos em suas viagens à Europa, ao
Oriente Médio e à Ásia.
Com informações da
Agência Brasil
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