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Sindicatos da Costa Rica anunciaram hoje
que realizarão uma marcha popular
em San José, na quinta-deira (14)
em repúdio ao Tratado de Livre
Comércio (TLC) entre os Estados
Unidos e a América Central.
Albino
Vargas, secretário-geral da Associação
de Empregados Públicos e Privados
(Anep), disse que a manifestação,
pacífica, encerrará a "Cúpula
Social por Costa Rica e contra o TLC".
Participarão ca cúpula quase
mil representantes de movimentos sindicais,
camponeses, femininos, estudantis, ecológicos
e outros.
O
dirigente da Anep adiantou que a passeata
terminará em frente à sede
da Assembléia Legislativa, onde
se fará a entrega de um texto de
denúncia do Tratado, que o sindicalista
qualificou de "contraproducente"
e "nefasto". "O povo costarriquenho
se opõe ao acordo comercial desigual,
enquanto os especialistas realizam análises
críticas de diferentes pontos de
vista, como o da agricultura e o da propriedade
intelectual", disse Vargas em uma
coletiva de imprensa.
"O
protesto de quinta-feira sairá
às ruas sem se importar se o presidente
desta nação, Abel Pacheco,
envia ou não o Tratado ao Congresso".
disse Fábio Chaves, do Sindicato
de Trabalhadores do Instituto Costarriquenho
de Eletricidade (ICE). "O governante
ainda não enviou o acordo porque
sabe a confrontação social
que essa decisão originaria",
comentou Chaves.
O
TLC afetará a reduzida propriedade
intelectual existente no país.
E inclui a abertura de setores hoje em
mãos das únicas empresas
estatais rentáveis da Costa Rica
— o ICE e o Instituto de Seguros (INS),
avaliam os sindicatos. Seu encaminhamento
estancou, pois Pacheco reluta em enviar
o projeto ao Legislativo, alegando que
primeiro deve ser aprovada a reforma fiscal,
que tramita há dois anos.
O
Tratado já foi aprovado pelos Parlamentos
de El Salvador, Honduras e Guatemala.
Com
informações da
Agência Prensa Latina:
http://www.prensa-latina.cu/
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