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Organizações sociais e sindicais
da Guatemala retomaram nesta sexta-feira
os protestos contra o Tratado de Livre
Comércio (TLC) entre a América
Central e os Estados Unidos. Centenas
de professores da rede pública,
camponeses e indígenas guatemaltecos
bloquearam durante três horas os
acessos à cidade de Totonicapán,
a 200 km da capital.
As
manifestações exigem que
o governo revogue um acordo legislativo
que ratifica o TLC com os Estados Unidos.
O acordo, aprovado pelo parlamento em
10 de março, foi sancionado no
mesmo dia pelo presidente da Guatemala,
Oscar Berger.
"As
pessoas já sabem que essas lei
prejudicarão a economia do país
e por isso apóiam esta manifestação",
afirmou María Pineda, uma das líderes
dos professores.
Na
primeira quinzena de março, grandes
protestos foram reprimidos com violência,
deixando dois mortos e meia centena de
feridos. O movimento arrefeceu devido
à Semana Santa, mas pode voltar
a crescer. Joviel Acevedo, dirigente da
Assembléia Nacional do Magistério,
anunciou que os 85 mil professores da
rede pública do país podem
entrar em greve contra o TLC.
A
Guatemala foi o terceiro país centro-americano
a ratificar o acordo com os EUA, depois
de El Salvador e Honduras. Falta a decisão
da Nicarágua, Costa Rica, Panamá
— e também da República
Dominicana, que aderiu posteriormente
ao TLC, e onde a resistência antiimperialista
ao acordo adquiriu maior amplitude. O TLC
com a América Central — e outros
assemelhados — é a alternativa
que Washington adotou depois que sua proposta
da Alca (Área de Livre Comércio
das Américas) emperrou diante das
resistências dos principais países
sul-americanos.
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