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Atendendo à convocação da Corrente Sindical
Classista, mais de uma centena de sindicalistas, dirigentes partidários e de
entidades da sociedade civil, lotaram na manhã de ontem, 10/3, o Auditório
Deputado Murilo Aguiar da Assembléia Legislativa do Ceará. Duas grandes faixas
da CSC e do Sindicato dos Funcionários do Banco Central em defesa dos direitos
sindicais e trabalhistas e contra a Reforma Sindical foram afixadas, chamando a
atenção dos presentes.
Convidado pela coordenação da CSC do Ceará,
Rogério Nunes, da Executiva Nacional da CUT, que chegou ontem a Fortaleza, fez
um histórico da luta em todo o País contra a proposta enviada ao Congresso
Nacional pelo Ministério do Trabalho e conclamou à unidade para garantir a
retirada da Proposta de Emenda Constitucional e do Projeto de Lei dessa Reforma
Sindical.
O deputado Chico Lopes, líder do PCdoB na
Assembléia Legislativa, solidarizou-se com os sindicalistas e enfatizou que
somente com a amplitude do movimento e a ampla mobilização das bases e de toda a
sociedade essa reforma será rejeitada pelo Congresso Nacional. Professor e
funcionário público municipal, Chico Lopes destacou-se nas lides sindicais
durante décadas, em especial durante a ditadura militar.
Eliseu Gomes, da FETRACE, da CONTRACE e da CSC
chamou a atenção para a necessidade do debate descer às bases, pois atualmente
está sendo realizado somente com a cúpula do movimento sindical. Esta posição
foi observada por diversos outros oradores, como o coordenador da CSC no Ceará,
para quem o projeto é neoliberal que golpeia a Constituição Federal de 1988 e
que a divisão só favorece ao capital. Rubão, como é mais conhecido o coordenador
da CSC cearense, frisou que o projeto é também um golpe da minoria da CUT que
quer o fim da unicidade sindical, exigência do FMI que o governo concordo.
Um calendário de atividades foi sugerido por
diversos sindicalistas que querem ampliar o movimento contra a Reforma Sindical.
Pegando o gancho, o presidente do Sindicato dos Funcionários do Banco Central,
Luis Carlos Paes de Castro, propôs que na próxima quarta-feira todos os
presentes comparecessem à manifestação em frente à sede do BC em Fortaleza para
protestar também contra a política do COPOM que vem elevando a taxa de juros
Celic, favorecendo somente o capital financeiro. “Vamos protestar contra o
aumento da taxa de juros e contra esta contra-reforma”, disse ele, acrescentando
que “necessitamos de uma reforma para reforçar a luta dos trabalhadores e não
podemos aceitar que o acordado se sobreponha ao legislado”.
Do evento, que durou mais de duas horas,
participaram dirigentes dos Sindicatos do Asseio e Conservação, da Alimentação,
dos Gráficos, da Indústria da Construção Civil, dos Marceneiros, dos Motoristas,
dos Jornalistas, da Oposição dos Radialistas, da Saúde, da Confecção Feminina,
dos Bancários, além do Sintset, do Sintsef, da Fetrace e da Federação de Bairros
e Favelas de Fortaleza.
O ato de lançamento da Campanha Contra a Reforma
Sindical e em Defesa dos Direitos Sindicais e Trabalhistas foi prestigiado
também por representantes de PSTU, PT, PCB. O PCdoB foi representado pelo
próprio presidente estadual, Carlos Augusto Diógenes (Patinhas), que defende que
somente com uma ampla mobilização popular e a ampliação do movimento a PEC e o
PL da Reforma Sindical serão retirados do Congresso Nacional.
De Fortaleza,
Messias Pontes
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