Fale Conosco | Marxismo + Brasil | Editorial | Busca: 

Visite a página do Partido Comunista do Brasil

Nova pagina 1

Especiais

 

 

11º Congresso do PCdoB

Crise e corrupção - O Governo sob ataque

Guerra no Iraque

Brasil Sim 
Alca Não

Cuba

Governo Lula

Sindicais

Guerrilha do Araguaia

Juventude

Visite a página da União da Juventude Socialista

Cadastre-se

Receba notícias do Vermelho por e-mail
 


2003 - Top 3
2004 - 1º Lugar
2005 - Top 10

  Brasil

Brasil, quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

3 de dezembro de 2004

Debate Nacional
Lessa recebe homenagem e diz que tucanos assustam


O ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Carlos Lessa, afirmou que renova sua esperança em um Brasil com crescimento sustentado todos os dias. Mas ressaltou que batalhou por uma taxa de juros de longo prazo mais baixa e não conseguiu. "Não faço prognóstico de catástrofe. Eu quero que o Brasil dê certo e, principalmente, que o Brasil de Lula dê certo. Eu tenho muito mais medo do Brasil dos tucanos. Se Lula não der certo, vem os tucanos por aí, coisa que me assusta muito", disse ele.

O economista disse ter visto "a destruição que os tucanos fizeram no país nos anos 90" e, por isso, quer "que o presidente Lula tenha todo o sucesso do mundo. Foi nesse sentido que cooperei com ele 23 meses da minha vida", afirmou. Lessa disse também que estava ciente, como presidente de um banco estatal, da política do governo. "Eu não estava iludido, absolutamente. Sabia que estava em um governo que trabalhava com variadas visões de mundo, mas batalhando para que nossa visão prevalecesse", afirmou.

Garrafa de champagne

E desabafou: "Uma das batalhas que tive neste ano foi lutar brutalmente pra reduzir a TJLP (taxa de juros de longo prazo) e não consegui". Segundo ele, a alta taxa de juros torna mais atraente a compra de títulos da dívida pública do que a realização de investimentos produtivos no país. Além disso, ela ainda "reduz, em termos relativos, a taxa de lucro esperada pelo investidor privado, caso o empresário não tenha controle sobre seus preços".

Para Lessa, as condições atuais que o país possui seriam muito bem aproveitadas se os juros caíssem e os impasses para investimentos públicos fossem retirados. "Com o volume de recursos com os quais os bancos públicos operam e o fim das restrições junto ao FMI, nós vamos seguir em frente. Ninguém segura o Brasil", afirmou. Ele mostrou confiança no presidente Luiz Inácio Lula da Silva e no ministro da Fazenda, Antonio Palocci. "Se essa negociação entre o Fundo e o ministro Palocci tiver sucesso, vou abrir uma garrafa de champagne", brincou Lessa.

Pôncio Pilatos

O economista destacou ainda que sempre reclamou da falta de grandes projetos no setor privado. "Até onde sei, continuam faltando, principalmente no setor de bens de consumo não-duráveis, que reflete muito os empregos e salários", disse. Segundo ele, o "ânimo maior está nas pequenas e médias empresas. As grandes continuam retraídas", afirmou. Além disso, Carlos Lessa esclareceu que, "legalmente, o BNDES não é um órgão subordinado. É um órgão sob supervisão. O presidente responde pelo seu próprio patrimônio e pelos atos da sua gestão. O presidente da República pode me tirar a cadeira, mas não pode me impor nada. Vocês vão ver o ministro Mantega ser tão subordinado quanto Carlos Lessa", disse.

Por fim, o ex-presidente do BNDES disse não ter "nenhuma pretensão de carreira política". O economista estuda a possibilidade de criar um movimento popular nacional de luta contra a elite brasileira - considerada "péssima" por ele, mas não detalhou a idéia. "Estou com 68 anos e a sociedade brasileira continua sendo iníqua. Nossa elite lava as mãos como Pôncio Pilatos para as tragédias brasileiras", disse. O professor Carlos Lessa foi homenageado anteontem no Clube de Engenharia, no Centro do Rio.

Apoios expressos

Quando Lessa foi demitido da presidência do BNDES, um movimento em defesa das suas idéias somou apoios expressos que foram do vice-presidente José Alencar ao compositor Chico Buarque, do economista Celso Furtado ao arquiteto Oscar Niemeyer e do jurista Fabio Konder Comparato ao roqueiro Frejat, além de muitos funcionários de carreira do banco. Em 22 meses à frente do BNDES, a gestão Lessa fez o lucro líquido do Banco passar de R$ 550 milhões (em 2002) para R$ 1,4 bilhão (projeção para 2004). O patrimônio líquido da instituição elevou-se de R$ 11,7 bilhões em dezembro de 2002 para R$ 14,4 bilhões em junho último.

Os desembolsos do BNDES em 2004 devem chegar a R$ 47,3 bilhões, superando em 52,6% os R$ 31 bilhões de 2002. Estes números colocam o BNDES atrás apenas do Banco Mundial, o Bird, entre os bancos de desenvolvimento do planeta. Lessa não caiu somente pelo que pensa e diz, mas também pelo que vinha fazendo à frente do BNDES. Ele era criticado por seguir critérios rigorosos para aprovar os financiamentos do banco. Mas também por dar suporte a empreendimentos nacionais como a Companhia Vale do Rio Doce e a Embraer.

Untitled Document

Voltar

Comente este artigo
Imprimir
Enviar

..:: Diário Vermelho ::..

NACIONAIS

• Até o momento não há Notícias Nacionais

INTERNACIONAIS

• Até o momento não há Notícias Internacionais

 
VERMELHO.ORG.BR