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Estudantes adolescentes distribuíram ontem
materiais informativos e laços vermelhos nos ministérios e no Congresso Nacional
em Brasília. A distribuição fez parte das comemorações do Dia Mundial de Luta
contra a Aids que este ano tem como tema Mulheres, Meninas, HIV e Aids e
foi promovida pelo Programa Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis e
Aids (DST/Aids) do Ministério da Saúde.
Não só na capital federal, mas em todas as
capitais estaduais do país ocorreram eventos para celebrar o Dia Mundial de Luta
contra a Aids, como na capital do Amapá, onde técnicos da secretaria de Saúde do
Estado desenvolveram uma programação no centro de Macapá com o objetivo de
conscientizar a população da necessidade de prevenir contra o vírus da Aids. A
equipe técnica realizou cerca de 100 exames em pessoas voluntárias, distribuiu
os laços que simbolizam a amizade aos portadores do vírus e ainda preservativos
masculinos e femininos.
Programas para mulheres e jovens
Em São Paulo, o ministro da Saúde, Humberto Costa, participou ontem de seminário
sobre a reforma hospitalar brasileira. Durante o evento, o ministro anunciou que
o governo federal vai ampliar os programas de prevenção a Aids voltados
principalmente para as mulheres, grupo no qual tem crescido o número de novos
casos, e para a juventude, na qual é preciso ampliar a adoção de métodos de sexo
seguro.
O ministro falou também sobre a vacina
terapêutica para o tratamento da doença que está sendo desenvolvida em
Pernambuco com apoio do ministério e de instituições francesas. Segundo Humberto
Costa, os primeiros resultados são animadores, mas a vacina só poderá ser
oferecida à população a longo prazo.
Também em São Paulo, o dia foi lembrado com a
colocação de um laço vermelho de 30 metros no novo Palácio Municipal. O ato
marcou o compromisso da capital paulista no combate à doença. A cada ano o laço
é posto em um local diferente da cidade.
No Rio de Janeiro, representantes do projeto
social Jovens em Ação na Luta contra as DST/Aids realizaram, das 14h e 18h, uma
campanha de conscientização e prevenção da doença na Rodoviária de Campo Grande,
na Zona Oeste da cidade. Os jovens distribuíram preservativos e folhetos
informativos. O projeto social é executado pela organização não-governamental
Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável (Cieds),
com financiamento do Ministério da Saúde.
No Paraná, para lembrar o Dia Mundial de Luta
contra a Aids, a secretaria estadual de Saúde está realizando ações com caráter
educativo e preventivo. Mais de 50 mil kits contendo preservativos e adesivos da
campanha do Programa Estadual DST/Aids estão sendo distribuídos em todo o
estado. Também está sendo veiculada a campanha "Não Separe – Quem tem Aids é
igual a você", desenvolvida especialmente para a data com o objetivo de alertar
a população contra o preconceito.
A Secretaria estadual de Saúde investiu cerca de R$ 1,5 milhão este ano em ações
assistenciais e de prevenção à Aids. O número de casos no Paraná vem diminuindo.
Conforme dados preliminares, no ano de 2002 foram registrados 1.322 casos em
adultos. Em 2003, foram registrados 1.175 casos e a previsão para 2004 é que
esses números continuem estabilizados.
Atividades continuam nesta semana
A primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva
participa nesta quinta-feira (02) no Palácio do Planalto de uma cerimônia
promovida pelo Ministério da Saúde para homenagear seis mulheres portadoras do
HIV e que se destacaram na luta contra a Aids.
No evento, dona Marisa Letícia entregará os diplomas às homenageadas: Maria
Aparecida Lemos (RJ), Nair Brito (SP), Fabrícia Lins (PE), Silvana Santos (PR),
Janete Alves da Silva (AC) e Creusa Rodrigues da Cruz Ferreira (MT).
Quebra de patentes
Ainda no bojo das celebrações do 1º de dezembro,
o diretor da Campanha de Acesso a Medicamentos Essenciais da ONG Médicos sem
Fronteiras, do Brasil, Michel Lotrowska, considerou positiva a possibilidade de
o país quebrar a patente de cinco medicamentos contra a AIDS e afirmou que a
intenção não fere os acordos internacionais de propriedade intelectual.
"A licença compulsória ou quebra de patentes que é um mecanismo legal,
respaldado pela Organização Mundial de Comércio. O acordo TRIPS, sobre a
propriedade intelectual, possui mecanismos, reforçados na Declaração de Doha
para saúde pública, que fala claramente que a quebra de patentes pode ser
utilizada não apenas para emergência nacional como também para aumentar o acesso
da população a medicamentos", disse.
Michel Lotrowska também disse que seria importante que fossem adotadas formas de
"prevenção de patentes indevidas", fornecidas para medicamentos de segundo uso
ou novas formulações.
"A patente na sua essência é um prêmio para a
inovação, e isso é uma questão que deve ser discutida. Alguns medicamentos são
similares um pouco melhorados, não são inovações que custaram milhões de
dólares, por isso, esses medicamentos não deveriam receber patentes com 20 anos
de monopólio", avaliou.
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