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Brasil, quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

17 DE NOVEMBRO DE 2004

IMPERIALISMO

Bush nomeia Condoleezza Rice como Secretária de Estado

 

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, nomeou ontem Condoleezza Rice como secretária de Estado, que se comprometeu a "cumprir a ambiciosa agenda" da administração Bush. O presidente americano anunciou o nome da substituta de Colin Powell em uma coletiva de imprensa.

Durante a coletiva Bush também anunciou o nome do substituto de Rice, Stephen Hadley, que era vice-assessor de Segurança Nacional, cargo ocupado por Rice. Hadley trabalhou nos governos de Nixon, Ford e de George Bush, o pai do atual presidente.

Bush deu destaque ao trabalho de Rice como assessora e a qualificou de "uma expert em política mundial". "O secretário de Estado é o representante dos Estados Unidos perante o mundo, e os olhos do mundo verão na doutora a força do nosso país", assinalou o presidente, no ato celebrado na Casa Branca. Também agradeceu a Powell, que renunciou segunda-feira, pelo seu trabalho "incansável".

Para vários analistas, a designação de Rice para a chefia desse departamento significa o fortalecimento de posturas mais conservadoras ainda no gabinete. As diferenças entre o ex-secretário Powell com o vice-presidente Cheney e com o secretário de Defesa Rumsfel, partidários da "linha dura", eram visíveis.

Conhecida por sua proximidade com Bush, Rice tentará limar as arestas nas relações entre os Estados Unidos e seus aliados europeus criadas com a invasão do Iraque. A mídia americana também ressaltou que a escolha de Rice significa um "endurecimento" das posturas mais agressivas que caracteriza o regime Bush.

A nova secretária de Estado foi "especialista" em União Soviética e trabalhou na administração de George Bush pai. Segundo a mídia, ela foi uma estudiosa da vida de Stálin.

Condoleezza Rice é produto da escola de pensamento que produziu gente  como Bush, Cheney, Rumsfeld, Wolfowitz, Perle e Fleischer, os neo-fundamentalistas cristãos, alimentados por uma dose letal de veneno administrado pelo lobby sionista.

Condoleeza Rice não fica muito atrás quando o assunto é falar disparates, algo corriqueiro no regime Bush.

Durante uma palestra em Londres, no Instituto Internacional para Estudos Estratégicos, ela soltou uma pérola: "A multipolaridade é uma teoria de rivalidade, de interesses em competição e no pior das hipóteses, de valores em conflito”, disse a nova Secretária de Estado da nação mais poderosa do planeta. Ou seja, viva o pensamento único, o unilateralismo.

Os princípios fundamentais da democracia burguesa, os quais os EUA bradaram aos céus ad nauseam durante a época da Guerra Fria, são o debate, a discussão e o diálogo, apoiados na gestão de crises pela diplomacia. Esse preceito é aceito praticamente por todas as nações na Terra exceto, ao que parece, pelos próprios EUA de Condoleezza Rice e por aqueles países que apoiaram incondicionalmente a agressão dos Estados Unidos no Iraque.

Rice é vista por muitos analistas internacionais e diplomatas como uma mulher desequilibrada, preconceituosa, arrogante, prepotente e demagógica. Ela se enquadra perfeitamente no pano de fundo que serve de base para a tragicomédia do regime Bush.

Desde a reeleição do presidente, em 2 de novembro passado, seis membros do governo foram demitidos dos seus cargos: os secretados de Estado, Justiça, Comércio, Agricultura, Energia e Educação. A emissora CNN destacou que outros dois secretários, de Saúde e de Segurança Interior, poderão também deixar o governo.

Japão teme linha dura

Após a nomeação de Rice como secretária de Estado, o governo do Japão expressou preocupação com a possibilidade do imperialismo americano adotar uma linha ainda mais agressiva contra a Coréia do Norte, aumentando assim a tensão em todo o Extremo Oriente.

O ministro porta-voz do governo japonês, Hiroyuki Hosoda, pediu aos EUA que insistam no diálogo como caminho para a superação da tensão, criada pelo imperialismo americano. Os EUA pretendem que a república popular coreana abandone seu programa nuclear, mas não dão garantias de que, em troca, o país teria acesso a energia e a um tratado de não-agressão por parte dos Estados Unidos.

Em declarações à imprensa, Hosoda assegurou que "o governo dos EUA assumiu uma postura de extrema dureza quanto à questão nuclear norte-coreana": "Quando os problemas (nucleares) com o Irã forem resolvidos, o próximo (da lista) será a Coréia do Norte". O imperialismo americano vem pressionando seguidamente os governos desses países, utilizando a questão nuclear como pretexto para uma provável agressão militar.

 

 

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