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O presidente dos Estados Unidos, George
W. Bush, nomeou ontem Condoleezza Rice
como secretária de Estado, que
se comprometeu a "cumprir a ambiciosa
agenda" da administração
Bush. O presidente americano anunciou
o nome da substituta de Colin Powell em
uma coletiva de imprensa.
Durante a coletiva Bush também
anunciou o nome do substituto de Rice,
Stephen Hadley, que era vice-assessor
de Segurança Nacional, cargo ocupado
por Rice. Hadley trabalhou nos governos
de Nixon, Ford e de George Bush, o pai
do atual presidente.
Bush deu destaque ao trabalho de Rice
como assessora e a qualificou de "uma
expert em política mundial".
"O secretário de Estado é
o representante dos Estados Unidos perante
o mundo, e os olhos do mundo verão
na doutora a força do nosso país",
assinalou o presidente, no ato celebrado
na Casa Branca. Também agradeceu
a Powell, que renunciou segunda-feira,
pelo seu trabalho "incansável".
Para vários analistas, a designação
de Rice para a chefia desse departamento
significa o fortalecimento de posturas
mais conservadoras ainda no gabinete.
As diferenças entre o ex-secretário
Powell com o vice-presidente Cheney e
com o secretário de Defesa Rumsfel,
partidários da "linha dura",
eram visíveis.
Conhecida por sua proximidade com Bush, Rice tentará limar as arestas nas
relações entre os Estados
Unidos e seus aliados europeus criadas
com a invasão do Iraque. A mídia
americana também ressaltou que
a escolha de Rice significa um "endurecimento"
das posturas mais agressivas que caracteriza
o regime Bush.
A nova secretária de Estado foi
"especialista" em União Soviética e
trabalhou na administração de George Bush
pai. Segundo a mídia, ela foi uma
estudiosa da vida de Stálin.
Condoleezza Rice é produto da escola de
pensamento que produziu gente como
Bush, Cheney, Rumsfeld, Wolfowitz, Perle e
Fleischer, os neo-fundamentalistas
cristãos, alimentados por uma dose letal
de veneno administrado pelo lobby
sionista.
Condoleeza Rice não fica muito atrás
quando o assunto é falar disparates, algo
corriqueiro no regime Bush.
Durante uma palestra em Londres, no
Instituto Internacional para Estudos
Estratégicos, ela soltou uma pérola: "A
multipolaridade é uma teoria de
rivalidade, de interesses em competição e
no pior das hipóteses, de valores em
conflito”, disse a nova Secretária de
Estado da nação mais poderosa do planeta.
Ou seja, viva o pensamento único, o
unilateralismo.
Os princípios fundamentais da
democracia burguesa, os quais os EUA
bradaram aos céus ad nauseam durante a
época da Guerra Fria, são o debate, a
discussão e o diálogo, apoiados na gestão
de crises pela diplomacia. Esse preceito é
aceito praticamente por todas as nações na
Terra exceto, ao que parece, pelos
próprios EUA de Condoleezza Rice e por
aqueles países que apoiaram
incondicionalmente a agressão dos Estados
Unidos no Iraque.
Rice é vista por muitos analistas
internacionais e diplomatas como uma
mulher desequilibrada, preconceituosa,
arrogante, prepotente e demagógica. Ela se
enquadra perfeitamente no pano de fundo
que serve de base para a tragicomédia do
regime Bush.
Desde a reeleição do presidente,
em 2 de novembro passado, seis membros
do governo foram demitidos dos seus cargos:
os secretados de Estado, Justiça,
Comércio, Agricultura, Energia
e Educação. A emissora CNN
destacou que outros dois secretários,
de Saúde e de Segurança
Interior, poderão também
deixar o governo.
Japão teme linha dura
Após a nomeação
de Rice como secretária de Estado,
o governo do Japão expressou preocupação
com a possibilidade do imperialismo americano
adotar uma linha ainda mais agressiva
contra a Coréia do Norte, aumentando
assim a tensão em todo o Extremo
Oriente.
O ministro porta-voz do governo japonês,
Hiroyuki Hosoda, pediu aos EUA que insistam
no diálogo como caminho para a
superação da tensão,
criada pelo imperialismo americano. Os
EUA pretendem que a república popular
coreana abandone seu programa nuclear,
mas não dão garantias de
que, em troca, o país teria acesso
a energia e a um tratado de não-agressão
por parte dos Estados Unidos.
Em declarações à
imprensa, Hosoda assegurou que "o
governo dos EUA assumiu uma postura de
extrema dureza quanto à questão
nuclear norte-coreana": "Quando
os problemas (nucleares) com o Irã
forem resolvidos, o próximo (da
lista) será a Coréia do
Norte". O imperialismo americano
vem pressionando seguidamente os governos
desses países, utilizando a questão
nuclear como pretexto para uma provável
agressão militar.
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