Fale Conosco | Marxismo + Brasil | Editorial | Busca: 

Visite a página do Partido Comunista do Brasil

Nova pagina 1

Especiais

 

 

11º Congresso do PCdoB

Crise e corrupção - O Governo sob ataque

Guerra no Iraque

Brasil Sim 
Alca Não

Cuba

Governo Lula

Sindicais

Guerrilha do Araguaia

Juventude

Visite a página da União da Juventude Socialista

Cadastre-se

Receba notícias do Vermelho por e-mail
 


2003 - Top 3
2004 - 1º Lugar
2005 - Top 10

  Brasil

Brasil, quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

14 de setembro de 2004

PARTIDOS
Racha no PFL: ACM janta com Lula,
Bornhausen quer "purificação"


Por Márcia Xavier

O jantar do presidente Lula com um grupo de senadores liderados por Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) na noite de ontem, segunda-feira (13), na casa do chefe da Casa Civil, José Dirceu, alimenta os boatos de que o senador Antônio Carlos Magalhães movimenta-se para fundar outro partido político, governista. Seu principal parceiro na empreitada é o deputado federal Delfim Neto (PP-SP), que defende a atual política econômica do ministro Antônio Palloci, da Fazenda.

Segundo O Globo, o encontro provoca reações contrárias nos dois partidos - irrita os petistas e é reprovado pela direção do PFL. O argumento é de que as legendas são adversárias nas eleições municipais que se avizinham e o momento não é oportuno para o encontro.

Na imprensa, o jantar foi noticiado como parte do esforço do Governo para romper a paralisia do Congresso e ampliar a base de sustentação no Senado, diz-se que o Palácio do Planalto, estimula a movimentação de setores do PFL alinhados ao governo para formar um novo partido. A partir dessa terça-feira, quando começam de fato os trabalhos no Congresso, há 11 medidas provisórias trancando a pauta da Câmara e uma no Senado.

Segundo os analistas políticos, o jantar do presidente com senadores pefelistas, liderados por Antonio Carlos Magalhães, está sendo visto como uma provocação pela direção do PFL. O esforço para construir maioria no Senado também desperta reservas entre os aliados, por causa da emenda da reeleição da mesa diretora das duas Casas – Câmara e Senado.

PFL anuncia "refundação"

O PFL estuda um projeto de novo modelo econômico para o País - a ser discutido com a sociedade depois da eleição municipal. Também está prevista a realização de um congresso visando à "refundação" do partido. Esta "refundação", anunciada pelo presidente nacional do partido, senador Jorge Bornhausen, quando esteve no Recife, na semana passada, implica mudança de programa, de estrutura e inclui uma "purificação" interna com a saída de quem não se dispuser a assumir um papel de oposição ao governo federal ou não se afinar com a nova bandeira de modelo econômico a ser proposto.

"Nosso partido chegou a 20 anos e muito do que está no programa já não é objeto de prioridade atual", explicou Bornhausen. Com a mudança e atualização do programa, Bornhausen disse que o partido poderá abrir as portas para "os homens e mulheres de bem que querem fazer política e estão mal acomodados ou fora das agremiações partidárias". A purificação da legenda, segundo ele, já começou com a saída de quem aceitou convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para participar do governo. "Quem adere, não merece consideração".

Assim, depois de uma longa (para alguns observadores, multi-secular) experiência governista, as forças que comandam o PFL adotam face ao governo Lula uma linha de oposição pura e dura. E tratam de expurgar quem não adote esta alternativa.

Bornhausen descartou a possibilidade de mudança de nome do partido. “Não está em pauta, mas o partido se prepara para voltar a ter identidade e um projeto de governo, tornando-se opção para disputar a Presidência da República”, disse, destacando que o candidato só será escolhido depois da consolidação do novo modelo econômico, que deverá ter seus pilares na redução de impostos e corte de despesas governamentais. O ex-vice-presidente da República, senador Marco Maciel (PE) é o coordenador dos estudos do novo modelo.

"O governo do presidente Lula mostrou logo no primeiro dia ser perdulário", afirmou Bornhausen, ao dizer que o povo está maduro para não acreditar mais em ilusão (a exemplo da promessa de criação de 10 milhões de emprego), esperando propostas factíveis que possam ser cumpridas. Ele reiterou que o crescimento de 3% da economia é "medíocre" e que o presidente Lula se limitou a continuar a política econômica, "com mau gerenciamento".

Além de Bornhausen e Maciel, compõem a cúpula pefelista os senadores José Agripino Maia (RN), Romeu Tuma (SP), José Jorge (PE) e os deputados federais José Carlos Aleluia (BA) e André de Paula (PE).

De Brasília


 

 

Untitled Document

Voltar

Comente este artigo
Imprimir
Enviar

 
..:: Diário Vermelho ::..

NACIONAIS

• Até o momento não há Notícias Nacionais

INTERNACIONAIS

• Até o momento não há Notícias Internacionais

 
VERMELHO.ORG.BR