Fale Conosco | Marxismo + Brasil | Editorial | Busca: 

Visite a página do Partido Comunista do Brasil

Nova pagina 1

Especiais

 

 

11º Congresso do PCdoB

Crise e corrupção - O Governo sob ataque

Guerra no Iraque

Brasil Sim 
Alca Não

Cuba

Governo Lula

Sindicais

Guerrilha do Araguaia

Juventude

Visite a página da União da Juventude Socialista

Cadastre-se

Receba notícias do Vermelho por e-mail
 


2003 - Top 3
2004 - 1º Lugar
2005 - Top 10

  Brasil

Brasil, quinta-feira, 28 de agosto de 2008

4 de MARÇO de 2004

POR DENTRO DA REFORMA SINDICAL (2)

Financiamento das entidades sindicais é tema polêmico nos debates do FNT

 

por Marcos Verlaine*

Tal como a organização sindical por local de trabalho, o financiamento ou sustentação das entidades sindicais é outro tema controverso nos debates travados no âmbito da Comissão de Sistematização (CS) do Fórum Nacional do Trabalho (FNT). Este e aquele temas provocaram mais uma rodada de reuniões, a pedido da bancada patronal, que acontecerá nos dias 9 e 10 de março.

Os debates no Fórum acerca da sustentação financeira das entidades encontrou resistência da bancada patronal. Os empresários querem manter os critérios de contribuição tal como estão hoje. Isto é, pelos patrões, não se mexe nesse aspecto da estrutura sindical. Novamente procurados pelo Vermelho, os interlocutores do patronato disseram que só falam sobre o assunto após a reunião dos dias 9 e 10.

Com a bancada dos trabalhadores, no âmbito do FNT, o tema já está devidamente consensuado. Pela proposta alinhavada pela CS, haverá substancial mudança na forma de sustentação das entidades. Na matéria de hoje, mostraremos, passo-a-passo, o que propõe o Fórum nessa modalidade do debate da reforma sindical a ser encaminhada ao Congresso Nacional na primeira quinzena de abril.

“Discutir o conjunto da proposta”

Tema tão controverso como o da sustentação financeira das entidades sindicais, em geral, o consenso que se pretende imprimir ao debate pode sufocar as posições divergentes. Para contribuir com o debate, o Vermelho ouviu José Carlos Perret Shult, secretário-geral da CNTC (Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio) e um dos coordenadores do FST (Fórum Sindical dos Trabalhadores), que congrega, segundo Shult, 17 confederações e cinco centrais sindicais.

“Primeiramente não se pode discutir a questão financeira das entidades da forma como está sendo proposto pelo FNT isoladamente. Nós temos que discutir a matéria em seu conjunto. Como o debate está delineado, se propõe a extinção das contribuições sindical e assistencial e da taxa confederativa e instituição de contribuição negocial; à qual a estrutura sindical em debate favorece tão somente as centrais sindicais”, destacou.

Shult discorda do formato da proposta. “Pela proposta, toda contribuição será canalizada e centralizada para central sindical. Isto tornará o sindicato dependente da central, o sindicato perderá sua autonomia. Evidentemente que toda arrecadação dos recursos serão carreados para a central sindical e a entidade destinará esses a quem lhe interessa”, raciocinou.

O dirigente destacou que o FST quer a “manutenção da contribuição sindical para manter a estrutura mínima das atividades sindicais; e a taxa assistencial limitada a 1º da renda anual dos trabalhadores a partir de negociação”. A taxa assistencial é usada para financiar campanhas salariais e outras atividades políticas das entidades.

Perguntado sobre como o FST se inseriria no debate da reforma sindical, Shult enfatizou que “o FST propõe alternativas ao FNT, mas também é um contraponto nessa discussão, porque o Fórum Sindical está legitimado pela maioria do movimento sindical”. “As divergências apontadas entre o FST e o FNT irão estourar na plenária do dia 16. As entidades vão externá-las nesse debate”, antecipou.

No dia 25 de março, uma quinta-feira, o FST realiza manifestação, em Brasília, “em defesa da unicidade sindical, do emprego e dos direitos trabalhistas”, lembrou o dirigente sindical.

A contribuição negocial

Pela proposta que foi delineada no FNT, a contribuição negocial substituirá o imposto sindical e as contribuições confederativa e assistencial. “A contribuição negocial é vinculada à negociação coletiva e será recolhida de todos os trabalhadores beneficiados pelo acordo coletivo, independentemente de filiação sindical”, destaca o relatório do FNT. A taxa é denominada contribuição negocial porque é definida em assembléia geral dos trabalhadores convocada para definir o percentual a ser descontado em folha de pagamento.

A taxa negocial, segundo formulação da Comissão de Sistematização do FNT, será de “1% do valor da remuneração líquida recebida no ano anterior, que deverá ser paga em no mínimo três parcelas mensais a partir do mês de abril”. Esse percentual terá a seguinte destinação: 10% para as centrais sindicais, 5% para as confederações, 10% para as federações, 70% para os sindicatos, e 5% para o Fundo Solidário.

Para calcular a contribuição negocial, deverão ser deduzidos os valores pagos ao INSS, imposto de renda e as deduções referentes a benefícios (transporte, vale-refeição, plano de saúde, previdência complementar). A Contribuição também não poderá incidir sobre os rendimentos referentes aos adicionais por trabalho noturno, insalubridade, periculosidade e adicional constitucional de férias, bem como o Aviso Prévio e as Verbas Rescisórias.

O recolhimento da negocial será feito em folha de pagamento, garantindo-se automaticamente o repasse para cada nível de representação sindical, conforme a atual sistemática de recolhimento e repasse da contribuição sindical (imposto sindical). Os instrumentos normativos dos acordos coletivos deverão especificar as entidades para as quais serão feitos os repasses correspondentes à sua participação na contribuição.

Para o caso da participação de mais de uma entidade sindical em acordo coletivo, os valores correspondentes à contribuição negocial serão subdivididos proporcionalmente à taxa direta de sindicalização de cada uma das entidades envolvidas.

Quando as entidades sindicais diretamente envolvidas na negociação forem vinculadas a entidades distintas em nível inferior e/ou superior de representação, os valores correspondentes à contribuição serão subdivididos proporcionalmente à taxa de sindicalização das entidades beneficiárias.

Fundo Solidário de Promoção Sindical

Um órgão denominado Câmara Bipartite, composto por representantes do governo e dos trabalhadores, administrará os recursos do Fundo Solidário. Os recursos desse fundo devem ser desvinculados do Orçamento Geral da União. O Propósito desse fundo é custear as atividades do Conselho de Relações de Trabalho, bem como programas de valorização da organização sindical.

A transição entre o imposto e a taxa negocial

A contribuição sindical será extinta gradualmente em um período de três anos. Pela proposta da Comissão de Sistematização, a transição deverá obedecer a uma regra diferenciada por nível de representação sindical. Das confederações reduz-se o repasse em 5% nos três anos. As federações terão uma redução de 15% no primeiro ano, 10% no segundo e 5% no terceiro. Os sindicatos terão redução de 40%, 30% e 20%, respectivamente. O Ministério do Trabalho terá redução de 15%, 10% e 5%.

Leia também:
Organização sindical por local de trabalho gera impasse no FNT

 

Untitled Document

Voltar

Comente este artigo
Imprimir
Enviar

..:: Diário Vermelho ::..

NACIONAIS

• Até o momento não há Notícias Nacionais

INTERNACIONAIS

• Até o momento não há Notícias Internacionais

 
VERMELHO.ORG.BR