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A
taxa de desemprego em Cuba no fim de 2003
era de 2,3%, uma das mais baixas do mundo.
E a taxa de emprego, depois de elevar-se
em 5 pontos nos últimos oito anos,
alcançou 68%, equivalendo ao índice
que a União Européia se
colocou como meta para 2010. As informações
foram publicadas pelo jornal Granma, citando
uma reunião de balanço anual
do Ministério do Trabalho e Seguridade
Social.
No
ano passado Cuba criou 128.122 noivos
postos de trabalho, 48% deles nas províncias
do Leste, beneficiando fundamentalmente
mulheres e jovens, informou o ministro
Morales Cartaya. Para ele, o país
alcançou uma condição
de pleno emprego — que a OIT (Organização
Internacional do Trabalho) caracteriza
quanto a taxa de desemprego oscila entre
2% e 6% e existe rápida resposta
à demanda de empregos em condições
dignas.
Além
dos novos postos de trabalho gerados pelos
programas da revolução,
como os de formação de trabalhadores
sociais, professores emergentes, enfermeiros,
técnicos de saúde e operadores
de salas de vídeo, um valioso pilar
do pleno emprego foi a implantação
do "estudo como emprego", que
cria um curso de superação
integral para jovens que não trabalham
nem estudam, hoje com 101 mil matriculados.
Deve-se agregar os 43 mil trabalhadores
do açúcar que se dedicam
unicamente a estudar, desde a reestruturação
do setor açucareiro, quando as
políticas de trabalho e salário
garantiram a proteção da
renda, O programa de agricultura urbana
criou 9 mil nossos empregos, embora ainda
carecendo da necessária estabilidade
na incorporação da força-de-trabalho,
devido a problemas organizativos e pouca
preparação, entre outros
motivos. Em 2003 foram empregadas 15 mil
pessoas portadores de deficiências
físicas, 87% delas em empregos
normais e pouco mais de 2 mil em centros
de treinamento sócio-trabalhista.
Em
geral, o impacto da política de
pleno emprego se reflete também
no incremento da taxa de atividade — relação
entre o número de pessoas economicamente
ativas e a população —,
estimada em 70%.
Acidentes
e doenças de trabalho
O
balanço do Ministério do
Trabalho registrou que os avanços
em matéria de saúde e segurança
do trabalho foram modestos, alertando
para um incipiente aumento de acidentes
de trabalho motivados por negligência
e descumprimento das normas. Indisciplina,
falhas na supervisão dos chefes,
má organização do
trabalho e insuficiências de adaptação
foram as principais causas assinaladas
de acidentes e enfermidades profissionais,
O
membro do Birô Político do
Partido Comunista Cubano Juan Carlos Robinson
insistiu na necessidade de um maior controle
sobre os recursos trabalhistas e de um
empenho mais integrado para avançar
no em matéria de emprego, suprindo
as carências de força de
trabalho com pessoas qualificadas.
Robinson
pediu também mais dinamismo para
se antecipar a eventualidades, dizendo
que para isto é necessário
fazer um rigoroso balanço dos empregos
e das potencialidades dos municípios.
Também
se falou em incrementar as ações
de fiscalização e controle
por parte das entidades econômicas,
inclusive as organizações
internacionais, empresas empregadoras
e outras, tanto do ponto de vista do cumprimento
das disposições sobre emprego
e salário como das funções
estabelecidas pela legislação.
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