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| Membros
do CC ouvem intervenção de Renato Rabelo |
O Comitê Central do
Partido Comunista do Brasil (PCdoB), em
reunião realizada na cidade de São Paulo
nos dias 12, 13 e 14 de dezembro, reafirmou
as decisões de sua 9ª Conferência
Nacional de lutar pelo êxito do governo
Lula na realização do programa de
mudanças. Reiterou, também, o apoio e a
participação dos comunistas no governo,
como atuação construtiva e crítica. A
reunião aprovou a realização de um
"Encontro Nacional sobre Questões de
Partido" visando dar respostas às
novas demandas de um partido que se amplia e
que em 2003 recebeu o reforço de quase 40
mil novas filiações. Tendo em vista
reforçar e aperfeiçoar o trabalho de
direção, o Secretariado Nacional teve sua
composição alterada.
Para a direção nacional
do PCdoB, o primeiro ano do governo Lula
confirmou sua elevada importância
histórica, sua imensa possibilidade de
concretizar uma antiga aspiração dos
trabalhadores e da nação - a de se
construir em um país soberano, democrático
e socialmente justo. Este ponto de pauta, o
balanço do governo Lula e suas pespectivas,
bem como papel do PCdoB neste contexto, foi
apresentado pelo presidente nacional do
PCdoB, Renato Rabelo. (Leia, nesta edição,
maiores detalhes sobre o informe de Renato
Rabelo)
Na ótica dos comunistas,
"vencida a etapa inicial da vida do
governo" os esforços políticos devem
se voltar à "consolidação da
perspectiva mudancista." A resolução
aprovada afirma que ao lado de se aprofundar
a política externa independente e soberana,
impõe-se "dar consequência real à
política de desenvolvimento,
compatibilizando estas orientações com a
adoção de outra política macroeconômica,
de forma a destravar os investimentos
necessários a uma retomada do crescimento
econômico".
Tais objetivos maiores, requerem, segundo a
direção nacional do PCdoB, a reafirmação
da esquerda e das forças mudancistas, como
núcleo da ampla base que sustenta o
governo. Ressalta-se, também, a necessária
acentuação das críticas às orientações
conservadoras que, dentro e fora do governo,
agem no sentido de impedir que as mudanças
se realizem.
Nesse sentido, a
Resolução da 8ª reunião do CC do PCdoB,
destaca que em 2004, "o Partido se
baterá por uma nova agenda voltada para a
retomada do desenvolvimento já, com
soberania e democracia". O leitor do
Vermelho poderá ler o conjunto dos pontos
desta agenda proposta, na íntegra da nota
reproduzida nesta edição.
Quanto às eleições
municipais de 2004, o PCdoB lutará pela
vitória das forças políticas que
sustentam o governo Lula. Simultaneamente, o
Partido buscará um expressivo êxito, com a
triplificação de seu número de
vereadores, com a eleição de prefeitos e
vice-prefeitos, inclusive, de capitais. Os pressupostos
para o lançamento de chapas majoritárias
exigem a existência de candidaturas
competitivas e que tenham o potencial de
aglutinar as legendas progressistas.
No último dia dos
trabalhos, ontem, dia 14, o Comitê Central
debateu o atual estágio de construção do
Partido Comunista do Brasil, a partir de um
informe apresentado pelo secretário
nacional de organização, Walter Sorrentino.
Avaliou-se que o PCdoB, conhece nos dias
atuais, uma das mais intensas fases de
expansão e crescimento.
No ano de 2003, o Partido
recebeu a filiação de quase 40 mil novos
filiados e, hoje, o seu coletivo de filiados
já soma 200 mil. Além deste crescimento
numérico, o Partido elevou sua
visibilidade, aumentou sua participação em
instâncias de governo, fortaleceu seus
vínculos com os movimentos sociais,
procurou qualificar sua participação na
luta de idéias e intensificou e
diversificou suas relações internacionais.
As responsabilidades que o
Partido exerce no governo da República, com
especial destaque para o esforço realizado
por Agnelo Queiroz no Ministério do
Esporte, e o relevante trabalho político
desempenhado por Aldo Rebelo, como Líder do
governo na Câmara dos Deputados, aumentaram
sobremaneira o prestígio e a autoridade dos
comunistas perante o povo e as forças
políticas avançadas do país.
A par deste conjunto de
aspectos positivos, esta expansão e este
crescimento geraram um conjunto de demandas,
desafios e problemas novos. Entre estes,
como em tempo hábil oferecer aos milhares
de novos filiados uma formação teórica e
política básicas, tendo em vista
consolidar a condição de militantes do
PCdoB.
A fim de enfrentar os
problemas teóricos,políticos e práticos
de se construir um Partido Comunista de
massas, grande , influente e
revolucionário, o Comitê Central decidiu
convocar um "Encontro Nacional sobre
questões de Partido". Este evento se
realizará nos primeiros meses do ano
próximo. A data de sua realização será
anunciada nos próximos dias. Os objetivos e
a justificativa deste Encontro estão
disponíveis no Vermelho, com publicação
na íntegra da resolução sobre o assunto.
Finalmente, o CC com
objetivo de fortalecer o trabalho da direção
nacional, de qualificá-lo melhor para os
desafios derivados do relevante papel que
desempenha o PCdoB na vida política
nacional, decidiu fazer algumas modificações
no seu Secretariado Nacional.Foi criada a
Secretaria nacional de relações
institucionais e políticas públicas, com o
intuito de coordenar e dirigir a expressiva
presença e atuação dos comunistas em funções
e responsabilidade de governo. Foi aprovado
para ser o titular desta função Ronald Freitas, que atuava
como Secretário Nacional de Finanças. Por
sua vez, Vital Nolasco, que era o
responsável pela Secretaria de movimentos
sociais e populares, passou a ser novo
Secretário de Finanças. Ricardo Abreu
(Alemão) foi indicado para integrar o
Secretariado Nacional no qual responderá
por duas secretarias, a de Juventude e de
Movimentos sociais e populares.
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