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Brasil, quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

15 de dezembro de 2003

reunião de balanço
Comitê Central do PCdoB decide intensificar em 2004 luta pelas mudanças
 
 
Membros do CC ouvem intervenção de Renato Rabelo

O Comitê Central do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), em reunião realizada na cidade de São Paulo nos dias 12, 13 e 14 de dezembro, reafirmou as decisões de sua 9ª Conferência Nacional de lutar pelo êxito do governo Lula na realização do programa de mudanças. Reiterou, também, o apoio e a participação dos comunistas no governo, como atuação construtiva e crítica. A reunião aprovou a realização de um "Encontro Nacional sobre Questões de Partido" visando dar respostas às novas demandas de um partido que se amplia e que em 2003 recebeu o reforço de quase 40 mil novas filiações. Tendo em vista reforçar e aperfeiçoar o trabalho de direção, o Secretariado Nacional teve sua composição alterada.

Para a direção nacional do PCdoB, o primeiro ano do governo Lula confirmou sua elevada importância histórica, sua imensa possibilidade de concretizar uma antiga aspiração dos trabalhadores e da nação - a de se construir em um país soberano, democrático e socialmente justo. Este ponto de pauta, o balanço do governo Lula e suas pespectivas, bem como papel do PCdoB neste contexto, foi apresentado pelo presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo. (Leia, nesta edição, maiores detalhes sobre o informe de Renato Rabelo)

Na ótica dos comunistas, "vencida a etapa inicial da vida do governo" os esforços políticos devem se voltar à "consolidação da perspectiva mudancista." A resolução aprovada afirma que ao lado de se aprofundar a política externa independente e soberana, impõe-se "dar consequência real à política de desenvolvimento, compatibilizando estas orientações com a adoção de outra política macroeconômica, de forma a destravar os investimentos necessários a uma retomada do crescimento econômico".
Tais objetivos maiores, requerem, segundo a direção nacional do PCdoB, a reafirmação da esquerda e das forças mudancistas, como núcleo da ampla base que sustenta o governo. Ressalta-se, também, a necessária acentuação das críticas às orientações conservadoras que, dentro e fora do governo, agem no sentido de impedir que as mudanças se realizem.

Nesse sentido, a Resolução da 8ª reunião do CC do PCdoB, destaca que em 2004, "o Partido se baterá por uma nova agenda voltada para a retomada do desenvolvimento já, com soberania e democracia". O leitor do Vermelho poderá ler o conjunto dos pontos desta agenda proposta, na íntegra da nota reproduzida nesta edição.

Quanto às eleições municipais de 2004, o PCdoB lutará pela vitória das forças políticas que sustentam o governo Lula. Simultaneamente, o Partido buscará um expressivo êxito, com a triplificação de seu número de vereadores, com a eleição de prefeitos e vice-prefeitos, inclusive, de capitais. Os pressupostos para o lançamento de chapas majoritárias exigem a existência de candidaturas competitivas e que tenham o potencial de aglutinar as legendas progressistas.

No último dia dos trabalhos, ontem, dia 14, o Comitê Central debateu o atual estágio de construção do Partido Comunista do Brasil, a partir de um informe apresentado pelo secretário nacional de organização, Walter Sorrentino. Avaliou-se que o PCdoB, conhece nos dias atuais, uma das mais intensas fases de expansão e crescimento.

No ano de 2003, o Partido recebeu a filiação de quase 40 mil novos filiados e, hoje, o seu coletivo de filiados já soma 200 mil. Além deste crescimento numérico, o Partido elevou sua visibilidade, aumentou sua participação em instâncias de governo, fortaleceu seus vínculos com os movimentos sociais, procurou qualificar sua participação na luta de idéias e intensificou e diversificou suas relações internacionais.

As responsabilidades que o Partido exerce no governo da República, com especial destaque para o esforço realizado por Agnelo Queiroz no Ministério do Esporte, e o relevante trabalho político desempenhado por Aldo Rebelo, como Líder do governo na Câmara dos Deputados, aumentaram sobremaneira o prestígio e a autoridade dos comunistas perante o povo e as forças políticas avançadas do país.

A par deste conjunto de aspectos positivos, esta expansão e este crescimento geraram um conjunto de demandas, desafios e problemas novos. Entre estes, como em tempo hábil oferecer aos milhares de novos filiados uma formação teórica e política básicas, tendo em vista consolidar a condição de militantes do PCdoB.

A fim de enfrentar os problemas teóricos,políticos e práticos de se construir um Partido Comunista de massas, grande , influente e revolucionário, o Comitê Central decidiu convocar um "Encontro Nacional sobre questões de Partido". Este evento se realizará nos primeiros meses do ano próximo. A data de sua realização será anunciada nos próximos dias. Os objetivos e a justificativa deste Encontro estão disponíveis no Vermelho, com publicação na íntegra da resolução sobre o assunto.

Finalmente, o CC com objetivo de fortalecer o trabalho da direção nacional, de qualificá-lo melhor para os desafios derivados do relevante papel que desempenha o PCdoB na vida política nacional, decidiu fazer algumas modificações no seu Secretariado Nacional.Foi criada a Secretaria nacional de relações institucionais e políticas públicas, com o intuito de coordenar e dirigir a expressiva presença e atuação dos comunistas em funções e responsabilidade de governo. Foi aprovado para ser o titular desta função Ronald Freitas, que atuava como Secretário Nacional de Finanças. Por sua vez, Vital Nolasco, que era o responsável pela Secretaria de movimentos sociais e populares, passou a ser novo Secretário de Finanças. Ricardo Abreu (Alemão) foi indicado para integrar o Secretariado Nacional no qual responderá por duas secretarias, a de Juventude e de Movimentos sociais e populares.

 

 

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