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Nem mesmo os mais influentes jornais
norte-americanos estão conseguindo esconder
os erros grosseiros cometidos pelos Estados
Unidos no Iraque. Ontem, o jornal The
New York Times revelou que os últimos
ataques norte-americanos contra a
resistência iraquiana em Bagdá não passam
de uma farsa arquitetada pelo comando
militar das tropas invasoras. De acordo
com o jornal, o primeiro bombardeio da
operação "Martelo de Ferro", ocorrido na
última quarta-feira, foi programado para
simular uma ação contra um ponto de
encontro de insurgentes leais a Saddam
Hussein e de armazenamento de armas. Toda
a imprensa mundial divulgou o fato como
sendo uma verdadeira operação de combate
às forças de resistência. De acordo com o
Pentágono, a ação teria deixado dois
supostos membros da resistência iraquiana
mortos e três feridos. Além disso, cinco
suspeitos teriam sido capturados. Tudo
mentira.
Na verdade, conforme o jornal, o local
não passava de uma pequena indústria
têxtil na zona sul da capital. Antes do
primeiro ataque aéreo, soldados
norte-americanos teriam avisado a todos os
presentes que a instalação seria atacada e
que ninguém deveria permanecer nela. O
proprietário da empresa, Waad Dakhil
Bolane, confirmou a versão.
Após o bombardeio, os soldados teriam
retornado ao local sem efetuar qualquer
prisão. "Os norte-americanos vieram aqui,
disseram para os guardas que eles
deixassem o local e então atacaram. Não
entendo", declarou Bolane ao Post.
Enquanto isso
Enquanto tentam enganar a opinião
pública mundial, o exército ocupante
sofreu ontem mais uma pesada baixa quando
dois helicópteros americanos foram
abatidos no norte do Iraque deixando 17 soldados das tropas de ocupação
mortos e vários feridos, segundo o Exército
dos EUA.
O fato ocorreu em uma área residencial de
Mossul (região norte) por volta das 18h30
(13h30 em Brasília) e envolveu dois
helicópteros Black Hawk da 101ª Divisão
Aerotransportada. Um oficial
americano afirmou à France Presse que dois
helicópteros haviam caído sobre casas. Não
há informações sobre vítimas iraquianas no
solo.
Testemunhas afirmaram que um dos
helicópteros foi atingido por um míssil
terra-ar SAM-7 de fabricação russa.
Um oficial da polícia iraquiana disse ter
visto atacantes emboscarem uma patrulha
americana em terra, provocando a
intervenção de um Black Hawk. Foi então
disparado um míssil contra o helicóptero
que, ao tentar evitar ser atingido,
chocou-se contra o segundo Black Hawk, que
voava perto, acrescentou.
A queda desses dois aparelhos eleva a
quatro o número de helicópteros americanos
que caíram no Iraque em menos de duas
semanas. Nos dois acidentes anteriores
morreram 22 soldados das tropas de
ocupação. Desde o início da guerra,
418 soldados norte-americanos já morreram.
Antes do ataque aos helicópteros de ontem,
um soldado
norte-americano morreu e dois ficaram
feridos em um ataque contra o comboio em
que estavam, no centro de Bagdá.
Segundo um comunicado do comando militar
dos EUA, um comboio da Primeira Divisão
Couraçada foi atingido pela explosão de
uma bomba artesanal quando circulava pelo
centro da capital iraquiana. Este novo
ataque eleva a cinco o número de soldados
norte-americanos mortos nas últimas 72
horas em ações atribuídas à resistência
iraquiana.
Mais cedo, dois soldados norte-americanos
ficaram feridos na explosão de uma bomba,
quando o veículo no qual viajavam, passava
pelo subúrbio meridional de Khadra, na
capital iraquiana.
Fonte: Terra
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