Arqueólogos
iraquianos acusam EUA de cometer crime do
século
Autoridades em antiguidades
iraquianas acusaram os EUA de terem
cometido o crime do século ao não
proteger as obras dos museus iraquianos
dos saques. "O que aconteceu
constitui o crime do século porque afeta
a herança da Humanidade", declarou o
chefe do Museu Arqueológico Nacional de
Bagdá, Donny George. "Parece que
havia outras prioridades (para os Estados
Unidos) que não o Museu de Bagdá",
acrescentou, referindo-se ao fato de as
tropas que tomaram o controle da capital
terem observado impassíveis os
saqueadores que levavam as obras das
civilizações mais antigas do mundo.
Durante uma reunião em
Paris, organizada pela Unesco, cerca de
trinta especialistas reunidos estimaram
que o saque ao Museu de Bagdá foi uma
operação planejada e que foi realizada
por grupos que obtiveram facilidades. Os
especialistas declararam que, em
particular, a coleção de 80 mil tábuas
cuneiformes de argila do museu estava
perdida. O
presidente do comitê consultivo
presidencial norte-americano para Assuntos
Culturais, Martin Sullivan, pediu
demissão para protestar contra o saque do
Museu de Bagdá.