Ao adentrarmos no debate do
temário da 9ª Conferência Nacional do
PCdoB, tendo como guia o documento
"Um novo tempo para o Partido — buscar o êxito do governo Lula na
consecução de um projeto democrático,
nacional-desenvolvimentista",
percebemos o quanto nos é exigido o
conhecimento da nova realidade e dos meios
teóricos e políticos necessários a seu
avanço. A reconstrução do Estado
nacional e as bases do novo modelo de
desenvolvimento econômico e social só
serão possíveis se as forças
conseqüentes enfrentarem, e vencerem, o
debate em curso — superando a herança
neoliberal.
Além de termos de
enfrentar esse debate, o documento da 9ª
Conferência expõe que "o
desenvolvimento partidário reclama maior
atenção ao nosso trabalho de educação
ideológica. O 10º Congresso afirmou que
a base de nossa construção ideológica
é a convicção revolucionária, aliada a
uma política transformadora e à íntima
ligação com o movimento real dos
trabalhadores. (...) A esfera ideológica
abarca, ainda, o próprio tema partido e
sua indispensabilidade como polêmica
central e aguda no atual debate teórico,
ideológico e prático do movimento
social."
A revista teórica do
Partido ganha ênfase nesse contexto.
Princípios tem cumprido uma trajetória
ímpar dentro e fora de nossa
organização e, apesar dos limites,
firmou-se como a principal revista do
gênero em nosso país, podendo jogar um
papel ainda mais destacado como um dos
instrumentos dos comunistas para
interferir nos rumos da atual transição,
difundir nossas idéias e fortalecer a
convicção da militância para a luta. A
atual edição (nº 68) enfoca, além do
problema da guerra imperialista ao Iraque,
os desafios para o novo rumo — são oito
matérias debatendo a situação política
e econômica do país sob o governo Lula.
A próxima edição dará destaque ao
aprofundamento de temas e questões
centrais do temário da 9ª Conferência.
Por compreendermos a
revista teórica como um dos elementos
fundamentais de nosso trabalho ideológico
(junto com o IMG e a Escola nacional)
vimos debatendo a necessidade de melhorar
e fortalecer a revista teórica de nosso
Partido — rico instrumento que vem sendo
construído há mais de duas décadas.
Estamos na edição atual implementando um
aperfeiçoamento gráfico para valorizar o
conteúdo e a apresentação. Ao mesmo
tempo vimos desenvolvendo um projeto para
mudar a periodicidade de trimestral para
bimestral (seis edições/ano), o que a
tornaria mais ágil no enfoque das
polêmicas em curso e dinamizaria a venda
de assinaturas. Porém, para darmos esse
passo, todo o Partido necessita estar
envolvido, pois envolve mais custos e
demanda mais empenho.
Assim, gostaríamos de
colher a opinião dos camaradas sobre o
atual papel da revista e sobre nosso
esforço em fortalecê-la.
Adalberto Monteiro
Comissão Nacional de Formação e
Propaganda do PCdoB |