A poucos quilômetros de
Basra, no sul do Iraque, um bloqueio do Exército
norte-americano revista minuciosamente as
iraquianas, totalmente vestidas de negro.
Envergonhadas e revoltadas com essa
invasão de intimidade, as mulheres dizem
que não agüentam mais terem que se
submeter a essas revistas para voltar à própria casa todos os dias.
Além da incômoda
presença dos invasores trocando tiros com
a população da cidade e com a
resistência iraquiana, os habitantes do
local enfrentam a falta de água.
"Você acredita realmente que eles
(os invasores) vieram para nos trazer a
liberdade? É claro que não! Estão aqui
por causa do nosso petróleo", afirmou
a jornalistas Mohammad, um dos moradores
do subúrbio de Basra.
Pedem água e recebem
metralhadora
De acordo com este
engenheiro que trabalha em uma indústria
petroquímica da região, os habitantes do
sul do Iraque conhecem muito bem os
soldados britânicos que cercam a
localidade, onde também estão
entrincheirados centenas de guerrilheiros.
"Eles já estiveram em
Basra durante a Primeira Guerra Mundial e
o que fizeram? Nos mataram e nos roubaram.
Nossos anciãos não esquecem
disso".
A poucos quilômetros
dali, na estrada que leva de Safwan a
Basra, jornalistas viram uma família
iraquiana que viaja em um burrito parar
para pedir água aos soldados que
controlam o caminho, mas mudam de idéia
quando os militares lhes apontaram a
metralhadora. "Antes dos invasores
chegarem, pelo menos tínhamos
água", lamenta o pai.
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