A rede de televisão do
Qatar Al-Jazira enfrenta mais
problemas para sua difusão na Internet.
Ontem foi cancelado um contrato de
serviços na rede nos Estados Unidos, onde
a rede é abertamente atacada por sua
cobertura imparcial da invasão ao Iraque.
A empresa provedora dos serviços de
Internet Akamai Technologies cancelou o
contrato para prestar serviços à rede de
televisão, cuja página em inglês na
rede sofreu nos últimos dias o ataque de
piratas da informática.
A Akamai não informou
os motivos que teve para deixar de prestar
serviços. A empresa
presta serviços de apoio a servidores de
Internet que são utilizados quando uma
página recebe um volume inusualmente alto,
o que leva a colapso em seus sistemas, um
dos mecanismos de ataque mais utilizados
pelos piratas. Desde
que Al-Jazira lançou sua página na
Internet em inglês, esta sofreu
constantes ataques de piratas, que em uma
oportunidade substituíram o conteúdo da
página da rede de notícias por uma
bandeira dos EUA. Há suspeitas de que
esses ataques são patrocinados por
organismos governamentais
norte-americanos.
Depois de vários dias
sem funcionar, anteontem a página em
inglês voltou a ficar disponível na
rede, embora ainda continuasse enfrentando
problemas, como não poder acessar
separadamente cada notícia anunciada na
primeira página.
Apoio do The New York
Times
A negativa da Akamai a
prestar serviços à Al-Jazira é um
dos muitos problemas que a emissora
enfrentou nos últimos dias. Ontem, a Al-Jazira
denunciou que os portais de Internet Yahoo
e AOL se negaram a publicar sua
publicidade. A
Al-Jazira vem sendo alvo de constantes
ataques. Na semana passada. A
Bolsa de Valores de Nova York, o maior
mercado de ações do mundo, decidiu
retirar as credenciais dos seus
correspondentes. Dois dias depois a
Nasdaq, onde se cotam as empresas de
tecnologia e informática, entre outras,
não atendeu ao pedido da rede catariana
para transmitir de suas instalações, na
cêntrica Times Square.
Na semana passada, a
emissora recebeu apoio do prestigioso
jornal The New York Times, que
publicou um editorial no qual disse que a
proibição das bolsas nova-iorquinas a jornalistas da Al-Jazira
"é repugnante". O
jornal explicou que essa emissora "é
a única voz independente que emite no
mundo árabe" e que é seguida por 35
milhões de pessoas. De acordo com os
dados do site Alta Vista, a página de
internet Al-Jazira foi o endereço mais
procurado pelos cibernautas na semana
passada.
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