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Brasil, sexta-feira, 10 de outubro de 2008

11 de fevereiro de 2003

marcha contra a guerra
Entidades do RJ, SP, BA e RS preparam grandes atos pela paz neste sábado

Está ganhando forte adesão no Brasil a idéia lançada durante o 3º Fórum Social Mundial de realizar no mundo todo grandes manifestações pela paz e contra a guerra no próximo dia 15 de fevereiro (sábado).

Rio de Janeiro

Ontem, no Rio de Janeiro, o que era para ser apenas uma entrevista coletiva na sede da ABI (Associação Brasileira de Imprensa) transformou-se num grande ato pela paz e de repúdio às ameaças de um ataque militar dos Estados Unidos contra o Iraque.

A reunião teve início às 11 horas da manhã e, ao contrário do que se esperava, não levou para a sede da entidade apenas jornalistas interessados em saber detalhes sobre como será a Marcha Contra a Guerra e Pela Paz — aliás, vale registrar que foram poucos órgãos de imprensa que mandaram jornalistas para a coletiva. A sala reservada para a coletiva foi tomada por mais de cem pessoas, representando um grande número setores da sociedade, partidos políticos, igrejas e movimentos sociais dispostos a colaborar na organização da marcha de protesto.

Nesse sentido, a coletiva acabou servindo para marcar o lançamento do Comitê Rio Contra a Guerra e Pela Paz. Comitês semelhantes já foram formados no Rio Grande do Sul, São Paulo, Bahia e Pernambuco. 

Compareceram ao evento de ontem diversas personalidades como o ex-governador Leonel Brizola, representando o PDT; o professor e ex-governador do Rio Nilo Batista; a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ); o ator Marcos Winter; o vereador Fernando Gusmão (PCdoB); além de representantes da CUT, MST, UJS, ABI, PCB, PSTU, PT; membros do Comitê executivo do Fórum Social Mundial e do Comitê de Luta contra a Alca; representantes de igrejas cristãs e católica; integrantes da comunidade palestina, entre outros. Quem não pôde comparecer, como o arquiteto Oscar Niemeyer, mandou representante e mensagem de apoio.

A dirigente comunista Dilcéia Quintela, secretaria estadual de movimentos populares e sociais do PCdoB-RJ, participou da atividade junto com a presidente do Partido no RJ, Ana Rocha.

Segundo Dilcéia, a reunião foi tomada por um clima de intensa solidariedade e unidade em torno da idéia de que é preciso evitar a guerra imperialista no Oriente Médio. "Todos concordam que os povos do mundo todo podem colaborar com este esforço de paz indo para as ruas e manifestando-se contra a guerra. Aqui no Rio de Janeiro, se a imprensa ajudar a divulgar a atividade do dia 15, acredito que poderemos fazer uma das maiores manifestações pela paz que a cidade já viu", disse a dirigente comunista.

Ela informou ao Vermelho que o ato no Rio de Janeiro, marcado para as 15 horas de sábado, será constituído de uma grande marcha pela orla marítima de Copacabana e contará com um ato político, seguido de uma ato inter-religioso e será finalizado com um show com diversos artistas locais. A escola de samba Estação Primeira de Mangueira — que no carnaval deste ano levará para a avenida um enredo sobre a paz — foi convidada para participar da marcha.

A coordenação da manifestação ficará a cargo das seguintes entidades: PT, PCdoB, PSTU, PCL, MST, CUT, UNE, Viva Rio, FSM e uma representação de religiosos.

Na quinta-feira as entidades se reúnem para fazer um balanço da mobilização e acertar detalhes da marcha do dia 15. Estão agendadas panfletagens de convocação para o ato durante os dias 12, 13 e 14 em vários pontos da cidade e em outros municípios do Estado.

Rio Grande do Sul

No dia 5 de fevereiro foi criado o Comitê Gaúcho Contra a Guerra Imperialista e pela Paz, composto por partidos políticos, parlamentares, entidades da sociedade civil, movimento de mulheres, juventude e negros, CUT, representação da OLP no RS, refletindo o sentimento e a organização que ocorre em todo mundo para dar um basta ao poder imperial dos EUA e da administração Bush, à doutrina da "Guerra Preventiva", à mentira contida nas "razões humanitárias, necessidade de destruição de armas perigosas, de contenção do terror". Para dizer não a um conflito bélico indimencionável sobre bases indefinidas, até agora não provadas!

O PCdoB, através de sua direção estadual, dos gabinetes parlamentares da deputada estadual Jussara Cony e do vereador de Porto Alegre Raul Carrion, a UJS, a UNEGRO e a UBM/RS lá estavam levando sua firme posição contra a "nova ordem mundial" de Washington.

"As decisões tiradas no comitê gaúcho devem buscar, segundo nossa ótica, uma grande e comprometida mobilização contra uma guerra que não serve a humanidade pois esta sabe, muito bem, que "aquilo que é bom para o império é desastre para os povos!", disse a deputada Jussara Cony.

Ela informa que o comitê gaúcho deliberou por fazer uma manifestação com panfletagem durante toda esta semana de 10 a 15 de fevereiro na Esquina Democrática de Porto Alegre e, no interior, nos locais de movimentos característicos da cidade. Serão efetuadas, também, colagem de cartazes e pichações.

No, sábado, às 17h, na Usina do Gasômetro, haverá um ato-show com lançamento de um manifesto e abaixo-assinado com o título "RS: Contra a Guerra Imperialista e pela Paz".

No domingo, dia 16 de fevereiro, das 10h às 18h, bancas e manifestações pela paz e contra a guerra serão montadas no Brique da Redenção.

No dia 18 de fevereiro, quando ocorrerá na Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul a primeira sessão da atual legislatura, a Deputada Jussara Cony efetuará pronunciamento levando ao conhecimento do legislativo gaúcho as resoluções do Fórum Parlamentar Mundial e buscando as assinaturas ao manifesto contra a Guerra e pela Paz. Solicitará também, a criação de uma Comissão de Representação Externa para atuar no Comitê Gaúcho.

São Paulo

Em São Paulo, as entidades que integram o comitê paulista contra a guerra reuniram-se ontem à noite para acertar detalhes da manifestação de sábado. 

Segundo informações do jornalista Altamiro Borges (Miro) — dirigente do PCdoB que integrou a mesa da reunião juntamente com representantes do MST, CUT, PT e PSTU —, este segundo encontro das entidades mostrou-se bem mais amplo e representativo que o anterior, alimentando a esperança de que São Paulo assistirá no dia 15 a uma grande manifestação pela paz.

Segundo Miro, cerca de 130 pessoas participaram da reunião de ontem representando mais de 50 entidades. "Os principais partidos, ONG's e sindicatos enviaram representantes para a reunião", informou ao Vermelho o dirigente comunista.

Durante o encontro, ficou acertado que as entidades irão promover uma ampla mobilização para a manifestação do dia 15, que partirá do MASP, na Avenida Paulista, às 15 horas, em direção ao Parque do Ibirapuera, mais precisamente em direção à Praça da Paz, onde haverá um show com a participação de Chico César e diversos grupos locais.

Para a divulgação da atividade foram confeccionados milhares de cartazes que serão colocados nas sedes das entidades e em locais de grande circulação. Também foram impressos folderes que serão distribuídos durante uma grande panfletagem nas principais estações de Metrô da capital na sexta-feira (14).

Na quinta-feira, dia 13/2, haverá um debate com o tema
"A luta pela paz, contra a guerra imperialista". Os debatedores serão o jornalista José Reinaldo de Carvalho (Secretário de relações internacionais do PCdoB) e João Pedro Stédile (Dirigente do MST e da Via Campensina). O evento acontece às 18h30 no Auditório do Instituto Maurício Grabois (IMG)
(Rua Condessa de São Joaquim, 272, Bela Vista, SP, próximo ao Metrô São Joaquim). A promoção é do IMG-SP.

Na ocasião, também será lançado
o livro: "Conflitos internacionais num mundo globalizado" de José Reinaldo de Carvalho e Lejeune Matogrosso (Editora Alfa-Omega)

Bahia

O Comitê Baiano Contra a Guerra, relançado no último dia 3 de fevereiro, definiu para esta semana uma série de atividades preparatórias ao Dia Contra a Guerra e pela Paz Mundial, que acontece em 15 de fevereiro. O calendário de atividades programadas é o seguinte: Terça, dia 11, 10h - Manifestação no CITIBANK (Barra). Quarta, dia 12, 10h - Manifestação no BNK BOSTON (Pituba). Quinta, dia 13, 10h - Manifestação no Consulado dos EUA e coletiva à imprensa (Itaigara). Sexta, dia 14, 15h - Panfletagem no Campo Grande. Sábado, dia 15, 10h - Dia Mundial contra a Guerra, caminhada do Campo Grande ao Pelourinho.

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