Fatima Oliveira

Médica e escritora. É do Conselho Diretor da Comissão de Cidadania e Reprodução e do Conselho da Rede de Saúde das Mulheres Latino-americanas e do Caribe. Indicada ao Prêmio Nobel da paz 2005.

26/04/2017 11h24

Sobre o desejo de ter filhos em tempos de bebês de proveta

Em minha opinião, elaborada durante mais de duas décadas acompanhando as Novas Tecnologias Reprodutivas conceptivas (NTRc), sobre as quais escrevi vários artigos e um livro, “O Estado da Arte da Reprodução Humana Assistida em 2002 e Clonagem e Manipulação Genética Humana: Mitos, Realidade, Perspectivas e Delírios” (CNDM/MJ, 2002), e refletindo sobre ela, afirmo que o desejo de ter uma prole é tão forte quanto o de não tê-la.

18/04/2017 10h56

Haverá dia seguinte após a abolição da Lei Áurea?

Na toada em que o Brasil vai, não é de se duvidar que o que parecia humor político de crítica ao desmonte dos direitos que conferem cidadania a seu povo, poderá concretizar-se. Circulou no Twitter que o atual governo cogitava abolir a Lei Áurea! Era um humor-terror tão surreal que parecia engraçado pelo absurdo que representa, a um ponto que perde para o inferno de Dante Alighieri, na “Divina Comédia”!

11/04/2017 10h21

É uma luta necessária banir o fascismo da sociedade brasileira

Registro o meu repúdio ao ocorrido no Clube Hebraica do Rio de Janeiro, em 3 de abril passado, quando, a convite do presidente Luiz Mairovitch, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) proferiu uma palestra, após cancelamento de outra na sede paulista da Hebraica por solicitação de um abaixo-assinado com mais de 2.600 assinaturas da comunidade judaica.

04/04/2017 10h27

Catolicismo popular e memórias dos ‘Dias Grandes’ no sertão

Tenho como patrimônios culturais familiares, que ainda hoje são marcantes em minha vida de sertaneja, a gastronomia religiosa do “Dia do Nascimento” (Natal) e a dos “Dias Grandes” (nome da Semana Santa no sertão), onde pontificam também minhas lembranças da queimação ou malhação do Judas no Sábado de Aleluia.

29/03/2017 13h58

Angelina Gonçalves, assassinada na luta pelos direitos trabalhistas

Na votação da precarização do trabalho, no dia 22 passado, pelo Projeto de Lei 4.302, a imagem que apareceu em minha mente foi a da operária tecelã gaúcha Angelina Gonçalves, assassinada no dia 1º de maio de 1950, no Rio Grande do Sul, com mais três lideranças operárias – o pedreiro Euclides Pinto, o portuário Honório Alves de Couto e o ferroviário Osvaldino Correia.

22/03/2017 14h38

Carnes adulteradas, segurança alimentar e recolonização do país

Desconhecemos todos os elementos que originaram a operação da Polícia Federal Carne Fraca, no último dia 17, motivada pela denúncia do auditor fiscal federal agropecuário Daniel Gouvêa Teixeira de que carnes estragadas e fora de padrão eram vendidas por frigoríficos da região de Curitiba, cuja fiscalização está sob comando do PMDB!

14/03/2017 18h05

Continua a luta por um mundo de igualdade contra todas as opressões

A greve geral das mulheres no 8 de Março passado, com a adesão de mais de 60 países, incluindo o Brasil, onde ocorreu mais de uma centena de manifestações, nos dá muitas esperanças na força e no poder do internacionalismo feminista, apesar dos atropelos machistas e misóginos que nos cercaram na data em nosso país.

07/03/2017 13h43

Ensinar o povo a se apropriar dos serviços de saúde é um dever

Por que os governos têm dificuldade de implementar os conselhos estaduais e municipais de saúde? E digo implementar porque, obrigatoriamente, para acessar os recursos do SUS, cada Estado e cada município é obrigado a ter conselhos estaduais e municipais de Saúde.

01/03/2017 15h35

As causas do esgarçamento do tecido político no Brasil

Tenho indagado amiúde sobre as causas do esgarçamento do tecido político no Brasil, caracterizado, sobretudo, por atitudes intolerantes no cotidiano das redes sociais e na prática política. São posturas inegavelmente fascistas!

21/02/2017 8h43

Botando fé na greve geral das mulheres por um mundo solidário

Os 107 anos da instituição do Dia Internacional da Mulher em 8 de março serão celebrados em diferentes partes do mundo em 2017 com a greve geral das mulheres. Não sem razão. A ideia central é usar a greve como ferramenta política para visibilizar demandas cruciais e dizer ao mundo que exigimos mudanças!

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