Francisca Rocha

A força do povo estará nas ruas nesta quinta (30) contra Bolsonaro

As prometidas manifestações gigantescas em apoio ao presidente Jair Bolsonaro, não aconteceram. Muito menos gente do que o esperado pelo desgoverno saiu às ruas neste domingo (26) em apoio a um governo que em cinco meses não fez absolutamente nada para o enfrentamento à crise e criação de empregos.



Mais de 30 milhões de pessoas estão desempregadas ou subempregadas atualmente no país e a
única proposta desse desgoverno é a reforma da previdência para uma suposta recuperação econômica que não ocorrerá. Utilizaram os mesmos argumentos pela aprovação da reforma trabalhista e a situação só piorou.

O Brasil não foi às ruas defender a reforma da previdência e o projeto “anticrime” do ministro da (in)Justiça, Sergio Moro, como insinuou a mídia comercial. Em número bem inferior às recentes manifestações em defesa da educação pública e contra a destruição da aposentadoria, os seguidores de Bolsonaro fizeram manifestações rudes, atacando pessoas que pensam diferente ou simplesmente por vestirem camiseta vermelha.

Pior do que isso ainda foi a truculência a favor dos cortes na educação. Em Curitiba, arrancaram uma faixa com os dizeres “Em defesa da educação” da fachada da Universidade Federal do Paraná, aos gritos, assobios e aplausos.

Não à toa, a defesa da educação pública é a bandeira dos setores populares da sociedade. Justamente quem deverá lotar as ruas do país na quinta-feira (30). Aí sim uma manifestação com o povo que sabe que só a luta lhe garante as conquistas das últimas décadas e o futuro de suas filhas e filhos. Os poucos que saíram às ruas neste domingo não sabem o que é passar dificuldade na vida.

O fascismo que tomou conta de setores da elite brasileira mostrou mais uma vez suas garras, mas começa a perder fôlego. Se igualam ao fundamentalismo dos Talibã e do Estado Islâmico, altamente corrosivos para a civilização.

Se orgulham de atacar a educação, os profissionais dessa área e os estudantes. Desprezam as normas civilizacionais, o respeito ao outro, à diversidade, à liberdade e à vida. Defendem o fim da aposentadoria e a privatização como solução para melhorar as suas vidas em detrimento do restante da população.

Ao contrário da grosseria e da falta de educação dos manifestantes deste domingo, os estudantes, os docentes e amplos setores da sociedade que defendem a educação e uma aposentadoria digna estarão nas ruas de todo o país nesta quinta-feira (30).

Em vez de ódio, esteramos defendendo o amor, em vez da ignorância, o saber, em vez da intolerância, o respeito, em vez da ditadura, a liberdade, em vez da perseguição e da prisão, as escolas, em vez da opressão, o diálogo, em vez da desigualdade, a Justiça.

Ocuparemos as ruas contra o desmonte da educação, da saúde, da aposentadoria, das conquistas da classe trabalhadora. Por isso, com certeza o dia 30 será muito maior que foi o dia 15, quando cerca de 2 milhões de pessoas se manifestaram em defesa das professoras e professores, extremamente perseguidos por esse desgoverno.

Às ruas nesta quinta com alegria, irreverência, mas com foco na defesa de um futuro com oportunidades iguais para todas e todos.




* Secretária de Assuntos Educacionais e Culturais do Sindicato dos Professores de Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP), secretária de Saúde da Confederação Nacionaldo Trabalhadores na Educação (CNTE) e dirigente da Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil (CTB-SP).

As opiniões aqui expostas não representam necessariamente a opinião do Portal Vermelho



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