Paulo Vinícius

A unidade é a bandeira da esperança

É em meio às grandes batalhas da História que as forças consequentes e revolucionárias se agigantam. A aliança PT-PCdoB-PROS-PCO e o apoio de inúmeras lideranças do PSB à eleição do Presidente Lula tem as digitais do PCdoB, de sua grande atividade desenvolvida pela unidade, a fim de assegurar a vitória do povo em 2018.

Para o PCdoB, a maior vitória sempre foi unir as forças democráticas, patrióticas e populares para derrotar o Golpe. E Manuela assumiu lugar central ao defender a Frente Ampla, a liberdade de Lula e o direito dos Brasileiros(as) o elegerem. Reconhecida como liderança nacional, será a vice-presidenta com a vitória do Povo em 2018.

Essa linha política levou Manuela a brilhar, unindo a voz das mulheres, da juventude, de negros(as) e da população LGBT à defesa da democracia e do desenvolvimento nacional. Com grande capacidade, Manu desvelou o rosto atual da classe trabalhadora, levantou a pauta dos direitos, do desenvolvimento, da defesa do Brasil e da democracia, das revogações da Deforma trabalhista e do Teto de Gastos. Com a coragem da defesa da vida das mulheres e da juventude negra, Manu se especializou em falar para o povo e denunciar a babaquice perigosa da extrema direita, ganhando o respeito e a confiança de setores cada vez mais amplos. O ânimo da militância do PCdoB, das feministas, LGBT, de sindicalistas, jovens e estudantes garantiam a ela todas condições de seguir adiante como candidata. Confiança, no entanto, jamais foi soberba. Ser candidata não é o que preocupa Manu se estão em jogo o Brasil, a vida de seu povo. Quanto já perdemos!! É o nosso futuro em jogo!!

Foi Manuela quem disse: não podemos nos dar ao luxo de perder a eleição de 2018. Sua palavra vale. Manu e o PCdoB disseram que nunca foram óbice à unidade,. Provaram ser a voz da unidade, e assim asseguraram excepcionais espaços à ação de massas do PCdoB.

Fazemos a grande política e podemos ter a nossa voz nessa luta. Nossa decisão é viver o Centenário do PCdoB em 2022 num ambiente de vitória do Brasil e com Manuela na Vice-Presidência da República. Precisamos libertar o Brasil, precisamos libertar Lula, os comunistas, Manuela o prova, são fiadores da unidade.

A união é uma vitória urdida pelas mulheres. Preso político o maior líder do Brasil – #LulaLivre - , foram elas, Gleisi, no PT, e Luciana Santos e Manuela, no PCdoB, quem teceram esse acordo de palavra, fiado entre elas e o Presidente Lula, e que define o núcleo da frente de esquerda que precisa ser uma Frente Ampla em defesa do Brasil, da Democracia e dos direitos e empregos.

No Brasil do Golpe, a unidade inicia pela confiança entre a esquerda. Por um acordo de confiança, o PT pediu compreendesse o PCdoB a necessidade de ter Haddad pelo lawfare contra Lula. E disse, seja de Lula, seja Haddad, Manu é a vice. É o núcleo da unidade popular, a base a da Frente ampla, e digo-o pensando na importância do PSB que já está nessa luta - em muitas partes essa unidade já existe na prática. É um momento memorável, entrará para a História. Basta que pensemos no ciclo de mudanças na América Latina partir de 1998: em que país da América Latina, com governos de esquerda, o vice era do Partido Comunista? Qual a importância do Brasil e o significado de termos Manu como uma das faces da esperança de uma vida melhor?

Manuela tem chances reais de ser eleita Vice-Presidenta do Brasil, e isso tem um significado transcendente. Ela levará a voz do Partido mais antigo e mais jovem, partido das mulheres, da juventude, da classe trabalhadora.

O PCdoB foi quem mais vidas ofertou no altar da democracia e dos direitos do povo, foi quem sempre defendeu o PT nos momentos mais difíceis, quem propôs a Frente Brasil Popular em 1989. O PCdoB compor a chapa presidencial é um ato de ousadia e é um justo e suado reconhecimento por suas lealdade e capacidades de articulação política e luta social.

Uma frente ampla também do DF
Pensando nessa unidade e levando em conta o grave risco de retrocesso no DF e no Brasil, o PCdoB fez uma busca infatigável pela Frente Ampla no DF, e o conjunto dos movimentos locais e nacionais apontou para a reeleição do Governador Rodrigo Rollemberg (PSB) e a construção de uma frente de centro-esquerda: PSB-PV-PCdoB-Rede-PDT.

No centro da decisão está a recusa da volta de velhas e perigosas raposas da política candanga. O PCdoB quer unir o povo e manter a velharia corrupta mais quatros anos fora do GDF. Tem tambem uma pauta com críticas e sugestões. Propõe-se a pôr a mão na massa, falando, ouvindo, negociando a favor dos servidores públicos e da população do DF e do entorno. A capacidade de articulação e o compromisso com a base que o PCdoB encarna serão decisivos nessa aliança de centro-esquerda.

O PCdoB, mesmo sem ter sido oposição, por opção ficou fora do primeiro governo de Rollemberg. Chega numa hora de dificuldade, sabe que é preciso mudar o roteiro e politizar o debate. Queremos uma guinada em favor do diálogo e da melhoria dos serviços públicos para a população. É preciso avançar, melhorar, corrigir. Retroceder, jamais. E enxergou o partido o risco de a direita ganhar o Buriti. Com a fragmentação da direita, o Partido quer avançar unindo a esquerda com setores progressistas do DF.

Essa união é importante. Evidenciou-se que a derrota de Rollemberg seria apenas a volta da direita no DF. O PCdoB apostou conscientemente na unificação da centro-esquerda no DF e rejeita a tese de que seria indiferente ter uma força à direita à frente do GDF, e é nosso dever cortar tais possibilidades.

Rollemberg apoia Ciro Gomes para presidente. Lutamos há muito para que estejamos todos juntos no segundo turno, com o PT e o PDT, local e nacionalmente. O PCdoB gosta de crítica e auto-crítica, tem opinião e ação. Reúne corajosas e qualificadas lideranças no serviço público, em especial na Saúde e na Educação, e elas trarão críticas ao governo e as reivindicações. Defenderão um novo diálogo com a sociedade e os servidores, uma pactuação pela qualidade do serviço público no DF. O PCdoB quer falar da juventude e dos direitos da população das periferias do DF.

Assim como ajudou muito ao governo Agnelo, apoiando o PT local e nacionalmente, o PCdoB se prepara para recuperar as suas vagas nas CLDF e no Congresso. Para isso, busca unir mobilização social, diálogo político, e competência técnica para construir avanços no governo e isolar a direita. É preciso criticar, mas assumir também a responsabilidade de resolver, nacional e localmente, e por isso o PCdoB busca chances reais de vitória. É hora de entusiasmo, de esperança, podemos vencer no Distrito Federal e no Brasil e reconstruir o país a partir da unidade do povo.

* Sociólogo e Bancário. Membro da direção Nacional da CTB.

As opiniões aqui expostas não representam necessariamente a opinião do Portal Vermelho



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