Postado Tagged ‘geopolítica internacional’
Brasil: vocação natural e vontade de potência
Em CARTA MAIOR o estudioso José Luis Fiori aponta: “O Brasil já se mobilizou internamente e estabeleceu nexos, dependências e expectativas internacionais muito extensas, num jogo de poder que näo admite recuos. Neste altura, qualquer retrocesso terá um custo muito alto para a história brasileira”.
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O Brasil “tem lado” na cena internacional
Eliane Cantanhede, na FSP, afirma que o Brasil nada ganhou em Honduras.
Enviei a ela o seguinte comentário:
“Acho importante o realismo político contido em seu comentário de hoje na FSP, sobretudo em se tratando de relações internacionais. Mas penso que está em tom forçado. O Brasil, no caso Honduras, firmou uma posição indeclinável, que foi a de condenação ao golpe. Essa moda não pode pegar, nem aqui nem alhures. Ademais, isso deixou à mostra o esforço dos EUA em manter América Central em sua área exclusiva de influência e contrapor-se, sem muita maquiagem, ao papel que busca ser representado pelo Brasil, até mesmo coonestando indiretamente o golpe.
Portanto, ganhou-se alguma coisa sim, que vai ser útil no futuro imediato para o reconhecimento do papel do Brasil. Os gestos, em política, têm muito significado”.
Acrescento: um dos temas mais de fundo da disputa eleitoral de outubro será o lugar do Brasil no mundo e o que fazer para chegar lá. No campo Lula temos um legado muito – mas muito mesmo – significativo nesse terreno. Penso não obstante que não devamos abandonar a arma da crítica, porque ainda não se instituiu plenamente a defesa dos interesses do país, notadamente na esfera financeira (o câmbio está aí como exemplo para comprometer os destinos do país).
Mas, o Brasil passou a ter “lado” na cena internacional e decididamente não é mais o lado submisso, de uma inserção subordinada aos interesses do dito mundo ocidental, sob a batuta norte-americana. Será bom combater a visão dos representantes da direita no país acerca desse ponto.
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Parece uma ocupação

“Ficaremos por um bom tempo”, disse o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, enviado de emergência ao Haiti. “Parece uma ocupação” disse um popular diante da acrobacia de 20 helicópteros dos EUA diante do Palácio presidencial do Haiti, ontem. No aeroporto semidestruído, os americanos assumiram o controle de tráfego aéreo. Dos 11 pontos disponíveis para estacionar aeronaves, 7 lhes pertencem, 4 ficam pro resto do mundo auxiliar o Haiti. Leia mais »
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Obama – “Poder Inteligente” também é prepotente

Barack Obama completa um ano na presidência dos EUA. Pouco tempo para um balanço, talvez apenas para registro das tendências principais.
A torcida foi enorme, no sentido de que o amplo movimento mudancista que ele empalmou em sua campanha pudesse reposicionar a situação do povo americano interna e internacionalmente. Isto é simbolizado melhor que tudo pela concessão surpreendente do Prêmio Nobel da Paz a Obama. Foi até certo ponto desmoralizante, em minha opinião. Na cerimônia de entrega do prêmio, Obama viu-se condenado a fazer apologia de “guerras justas”. Leia mais »
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Haiti – cronicamente inviável?
Os setores conservadores adotam neste momento um discurso positivo: reconstruir o Haiti, com ajuda da comunidade internacional. É o mínimo que se pode dizer nestas horas. Até Bill Clinton entrou em cena. Mas ninguém pode se iludir muito com “lágrimas de crocodilo”.
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