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HORAMENSAGEM

Arquivo para 16/11/2009

Uma bela contribuição

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No começo deste ano a UNE, em sua jornada de lutas, ocupou ruas de São Paulo em conjunto com o movimento social. Pois bem, passando pela nova estação de metrô, na Consolação, os metroviários deixaram seus trabalhos por um tempo pra participar da manifestação. O fato (e é ele que me traz aqui) é que muito me chamou a atenção tamanha aceitação e respeito por quem se manifestava e, em especial, pelos comunistas. Percebi que aqueles trabalhadores estavam seguros e empolgados com a nossa presença. Então, tentei registrar, com emoção, aquele momento bonito.

Quero presenteá-lo, Walter, com a tal foto, mas sem a pretensão de achar que existe algum tipo de talento fotográfico. O motivo que me levou a dar essa foto pra você é só um: enxergo nela exatamente a leitura que faz sobre o Brasil e sobre o partido do nosso tempo: maduro, forte e vivo.

 Vanessa Stropp

Dureza da exasperação

O PSDB está sendo duramente fustigado. Não, não é pelo governo, ou por Lula, ou pela esquerda. São seus pares que proclamam: a oposição está sem rumo. Esse o editorial de hoje do vetusto Estadão. Para que não haja dúvidas, na página 2 uma charge: “justamente nestas horas Fernando desapareceâ€.

A dureza desse veredicto foi poucas vezes vista. Afinal, Fernando vem de proclamar o autoritarismo popular, num eco anacrônico da justificativa do golpe de 64, contra a “república sindical†de Jango. E Armínio vinha de propor a reestatização do Estado (só alguém que não tem voto pode ser propor a ironias tão vazias). Buscaram ser a voz cantante…

Mas o Estadão quer mais sangue. Para ele a oposição silencia e critica – erroneamente – o Banco Central. Ou seja, “para não ser visto como anti-Lulaâ€, Serra tem alvo errado no BC e sua política de juros. Aliás, Estadão acha que o Banco Central na crise econômica irrompida ano passado â€foi mais ágil que a Fazendaâ€.

Vale a pena documentar neste blog a conclusão do editorial: “Em resumo, a oposição combateu algumas das melhores ações econômicas dos últimos sete anos e silenciou diante das mais desastrosas. Foi incapaz de defender algumas das mudanças mais importantes do governo anterior, como a Lei de Responsabilidade Fiscal e a bem-sucedida privatização de empresas com atividades típicas de mercado, como a mineração, a produção de aço e a fabricação de aviões. Os oposicionistas ficaram quietos quando o presidente Lula tentou intervir na gestão de algumas dessas companhias, assim como têm ficado passivos diante das perigosas mudanças embutidas nos projetos de lei do pré-sal. Se essa é sua orientação, que mensagem terão para o eleitorado?â€.

Há muitas pedras no caminho da oposição. Ela está dividida, não só no interior do PSDB e entre PSDB e DEM, mas também com seus pontas de lança na grande mídia.