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Lugar de lixo é na lixeira! Para o Kassab não.

Quando assumiu a prefeitura de São Paulo, o prefeito Gilberto Kassab tomou a decisão de deixar como marca de sua administração o programa Cidade Limpa. Varreu os outdoors da cidade, tirou todo tipo de sinalização, impôs regras para as fachadas dos edifícios e casas, e para a distribuição de matéria nas ruas. O alarido foi grande. Até os críticos do programa se dobraram ao “renascimento da cidade”, que com a retirada de placas e de toda a parafernália de divulgação se reapresentou para o cidadão.

sp_lixoOlharam para cima, mas esqueceram de olhar para baixo e ver que, enquanto se tirava o excesso de sinalizações para desvelar a cidade oculta, nas ruas o lixo ia se acumulando.

Ah! outra medida do Cidade Limpa foi a retirada das lixeiras das calçadas. Isso mesmo, aquelas estruturas de ferro que se impunham de forma ultrajante no passeio público, submetendo os transeuntes ao mau-cheiro, à visão desconcertante dos sacos de lixo. Tiraram as lixeiras, e o lixo saiu dela e foi direto para o chão. A solução, não me pareceu muito inteligente.

Já ia me esquecendo de outra medida que marcou o projeto de uma Cidade Limpa. É que ao lado dessas decisões, a prefeitura reduziu os contratos com as empresas de coleta, diminuindo a frequência da retirada dos lixos das ruas. Afinal, para que jogar tanto dinheiro no lixo, pensou o prefeito.

lixo2O resultado dessas medidas administrativas foi que o lixo se acumulou, os bueiros ficaram abarrotados e, com as chuvas de verão – Tchan Tchan Tchan Tchan – apareceram as enchentes.

Ah! mas alguns insistem em apontar a natureza como a responsável pelas enchentes, afinal estamos passando por um regime de chuvas recorde. É o aquecimento global, a ira de São Pedro.

Os que quiserem crer nesse conto da carochinha tudo bem, mas a verdade é que o caos que a cidade de São Paulo está vivendo dia após dia tem responsável, e ele não vive no céu, está bem aqui, na Terra.

Em tempo:
Enquanto isso, a arrecadação da cidade com multas sobe as alturas. Foram somados aos cofres públicos a bagatela de R$ 473,3 milhões. A indústria da multa já gerou de divisas para São Paulo o equivalente ao orçamento de 5,5 mil municípios do país, incluídas nestes 5 capitais. E não é só isso, Kassab aumentou o IPTU e a tarifa de ônibus também.

E onde estão os investimentos em infraestrutura, transporte, projetos urbanísticos para evitar que a população sofra com as enchentes e tantos outros de que a cidade precisa? Então, aonde está o dinheiro? “O gato comeu e ninguém viu!”

As chuvas de São Kassab e a miséria do poder

Fico muito feliz quando pessoas queridas deixam comentários neste blog. Seja para apontar críticas ou reforçar ideias. Afinal, este é um espaço de diálogo. Felipe Maia, doutorando em Ciência Política no Iuperj, deixou comentário na postagem sobre as chuvas e a postura do prefeito Kassab diante do caos em que a cidade mergulhou.

 ” Lembrei de seus artigos sobre Kassab e a chuva quando li o José de Souza Martins no Estadão. O artigo dele parece ser sobre as chuvas, mas é sobre o poder, e me parece muito bom: http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,com-agua-pelo-pescoco,485014,0.htm

De fato, o artigo é excelente, mas discordo do foco escolhido por Martins para tecer considerações sobre os efeitos do poder em governantes. Para isso, o professor da FFLCH da USP compara as posturas de Lula e Kassab diante de situações completamente distintas e sem paralelo, ao meu ver: a ausência do prefeito para ver de perto as enchentes no Jd. Romano e o palavrão usado por Lula no lançamento do programa Minha Casa, Minha Vida no Maranhão.

O que falta, à análise da liturgia do poder feita por Martins, seria medir situações similares e seus impactos sobre a população e as instituições. Ainda assim, vale a reflexão.

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Uma cidade submersa

No lugar de cidade, água. Esta foi a imagem que marcou  São Paulo nesta terça-feira (08/12). No rádio, os repórteres alertavam: “não adie, mas sim cancele seus compromissos”. “Evite a cidade”. “Não saia de casa”.

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O retrato da cidade submersa não é um infeliz acaso causado pelo recorde dos índices pluviométricos. Isso é o que o prefeito e o governador dizem para tirar a responsabilidade de suas costas,  na tentativa de apagar a falta de investimentos nas obras de infraestrutura para evitar alagamentos; o colapso dos serviços de limpeza pública, que deveriam manter as vias, os bueiros e canais de escoamento de águas limpos.

Na Cidade Limpa de Kassab, o que se viu nesta terça-feira foram toneladas de lixo boiando pelas ruas. O caos tomou conta desta cidade desgovernada.

Enquanto isso, em seu gabinete, o prefeito engenheiro fazia cálculos de como aplicar ainda mais dinheiro público, proveniente do aumento nos valores de IPTU, em publicidade. Afinal, o que vale é divulgar o que foi feito, mesmo que não tenha sido.  É muita cara de pau!

Foto extraída da galeria do IG.

13 cassados na Câmara Municipal

A Justiça Eleitoral está cassando geral. Nesta segunda (19) o juiz da 1ª Zona Eleitoral, Aloisio Sérgio Rezende Silveira, cassou e declarou inelegíveis por três anos um suplente e 13 vereadores de São Paulo, por captação ilícita de recursos. Todos os cassados fazem parte da base do prefeito Gilberto Kassab.

Foram cassados os vereadores Adilson Amadeu (PTB), Adolfo Quintas Neto (PSDB), Carlos Alberto Apolinário (DEM), Carlos Alberto Bezerra Júnior (PSDB), Cláudio Roberto Barbosa de Souza (PSDB), Dalton Silvano do Amaral (PSDB), Domingos Odone Dissei (DEM), Gilson Almeida Barreto (PSDB), Marta Freire da Costa (DEM), Paulo Sérgio Abou Anni (PV), Ricardo Teixeira (PSDB), Ushitaro Kamia (DEM) e Wadih Mutran (PP).

Rigor nas contas e transparência
Os mecanismos de prestação de contas das campanhas eleitorais têm, a cada eleição, incorporado mais instrumentos para garantir a transparência nas doações e coibir irregularidades.

Tanto é, que a primeira providência para qualquer candidato é ter um eficiente tesoureiro que esteja atento às regras. A tarefa é complexa e exige profissionalização por parte das candidaturas.

De outro lado, as pessoas físicas e jurídicas também precisam ter mais atenção ao efetuar doações, uma vez que a identificação de doadores irregulares também configura prática ilegal.

Sem endereço, sem funcionário, mas milionária

É o que motivou a investigação por parte do Ministério Público Estadual no caso dos vereadores paulistanos, apontando que a Associação Imobiliária Brasileira (AIB) doou irregularmente R$ 10,8 milhões nas últimas eleições.

A entidade não tem funcionários registrados e a sede, na Av. Brigadeiro Luís Antonio, é um escritório fechado, sem expediente de trabalho. Dois anos antes, em 2006, a AIB já havia caído na malha fina da Receita Federal e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por doações irregulares.

Em 2008, somando as doações aos candidatos derrotados e àqueles que concorreram em outras cidades – 44 políticos no total -, A AIB doou um montante que chega a R$ 4,43 milhões. Como a Lei Eleitoral (9.504/97) limita a doação das entidades a 2% de sua receita no ano anterior, a AIB teria de ter arrecadado no mínimo R$ 325 milhões em 2007, se for levado em consideração os valores doados em 2008. Segundo o MPE, a entidade não mostrou ter essa capacidade financeira.

Haja dinheiro ein!

Em tempo: Fiquei muito triste com a notícia do incêncio que destruiu parte considerával das obras de Hélio Oiticica. Uma tragédia que golpeia parte da importante da arte nacional.

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Kassab corta a merenda. As crianças estão obesas!

Parece manchete de humor a lá Zé Simão, mas não é. O prefeito Gilberto Kassab reduziu os gastos com a merenda nas creches da cidade e tem nutricionista dizendo que é porque as crianças estão obesas. O Índice de Cara-de-Pau – ICP – está nas alturas!!!

Para o azar dos paulistanos, Kassab tornou-se o prefeito da cidade – em boa parte graças ao eficiente marketing político de sua campanha. Mas, em pouco tempo São Paulo pôde ver que péssimo prefeito é o Kassab. Já falamos disso neste blog ao tratar das AMA´s que ele prometeu e não cumpriu. Já falamos, também, dos escândalos envolvendo a merenda escolar, que agora volta às manchetes depois da prefeitura anunciar um corte de 20% nos gastos com as refeições nas creches.

Corte de gastos
O prefeito contingenciou gastos em quase todas as áreas da administração, usando para tanto o argumento da crise econômica internacional. Cortou gastos nas áreas sociais e tomou decisões que custaram milhões de reais aos cofres da prefeitura e muita dor de cabeça para o paulistano, como no caso da redução dos recursos para coleta de lixo na cidade.

Que lixo!
As ruas estão emporcalhadas. Antes mesmo das chuvas trazerem literalmente à tona o problema do lixo, bastava uma caminhada no centro ou nos bairros mais pobres da cidade para ver os efeitos da falta de higiene do prefeito do DEM. Com as chuvas, esse lixo todo entupiu as já saturadas galerias pluviais e boom, São Paulo encheu como um bote furado no meio do oceano.

O pior, é ver como o Índice de Cara-de-Pau dos demos-tucanos não têm limite. O governador José Serra descaradamente disse que os estragos provocados pelas chuvas na cidade eram responsabilidade de São Pedro. É o fim da picada!

Café da manhã ou jantar?
kassbmerendaAgora, Kassab corta os custos com a alimentação das crianças. Segundo reportagem da Folha, cerca de 60 mil crianças vão ter uma refeição a menos no período de 10 horas que permanecem nas creches. Vejam o absurdo: os pais receberam um formulário para decidir se o filho deveria ficar sem o café da manhã ou sem o jantar.

Afinal, deve pensar o prefeito, estão reclamando de barriga cheia. A criança pobre sai de casa 6:30 horas, chega na creche às 7:30 horas e vai comer um pãozinho com manteiga lá pelas 9 horas. Está mais do que bom.

A diretora de uma creche da zona oeste da cidade foi procurar uma nutricionista da empresa terceirizada responsável pela merenda na sua unidade para pedir esclarecimentos sobre a medida. Imagina qual não foi a surpresa dela ao ouvir da profissional de saúde a explicação de que o corte fora feito por que as crianças estavam obesas!!!! É muita cara-de-pau!

Categoria: São Paulo  Tags: ,  One Comentário
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