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Mídia quer tirar Serra da clandestinidade

Eu sei que você sabe; você sabe que eu sei que você sabe, mas eu fico calado fingindo que ninguém sabe de nada. A estratégia de não assumir a candidatura à Presidência da República adotada por José Serra está deixando os setores conservadores, cujo porta-voz é a grande mídia, de cabelo em pé.

Não é para menos, já que Dilma Rousseff cresce e se fortalece num ritmo que os tucanos não esperavam. O editorial Candidato clandestino, do Estadão deste domingo, é quase um ultimato ao PSDB e, particularmente a Jose Serra.

Tirar Serra do lusco-ofusco
“Serra deve estar convencido de que sua estratégia dará certo. Talvez dê, mas por enquanto não há quem entenda o que ele tem a ganhar se comportando como candidato clandestino”. Chama a atenção o editorial, para o avanço da candidata de Lula “o contraste entre a desenvoltura de longa data da operação Dilma e o tardio despertar da oposição para o imperativo de tirar Serra do lusco-ofusco em que escolheu permanecer serviram até agora para debilitar eleitoralmente o governador (…) A oposição precisa de um candidato que vá para a batalha pela porta da frente”.

O Estadão caracteriza a postura de Serra como errática e alfineta: “É sabido que Serra quer ser presidente desde criancinha. Mas a relutância em assumir a sua legítima aspiração, pela qual trabalha em surdina, já faz com que se diga que ele não tem medo do poder, tem medo do voto”.

Afundar com a tripulação ou pular do barco?
Não é à toa que as especulações em torno de uma possível desistência do governador paulista para concorrer à certa reeleição em São Paulo foi ganhando adeptos. Serra é um político que não se permite navegar em oceanos turbulentos e não quer entrar num barco que pode naufragar.

O traçado político que o tucano desenhou para chegar à Presidência foi muito bem pensado. Derrotado em 2002, resolveu se fortalecer no maior colégio eleitoral do país. Elegeu-se prefeito, e depois governador em 2006, num cálculo bem preciso, já que derrotar Lula numa reeleição era tarefa de altíssima improbabilidade, mesmo com toda a campanha midiática anti-Lula. Na conta de Serra, o retorno do PSDB à Presidência da República teria que esperar 2010, ano em que pela primeira vez Lula não seria candidato.

Rapidamente a direita e a mídia se uniram para corroer as principais lideranças políticas da base do governo Lula, para minar as possibilidades de ter um nome forte para assumir o legado de Lula na disputa de 2010.

O surpreendente avanço de Dilma
Quando começou a ficar claro a opção do presidente pela candidatura de Dilma Rousseff, ela tornou-se o alvo da vez. Mas não foram bem sucedidos. As previsões de que a ministra seria um poste, um peso morto que não decolaria na disputa, escoaram pelo ralo. Dilma se fortalece e avança nas pesquisas, e muito antes do previsto já está praticamente empatada com Serra.

O projeto da direita de colocar um ponto final no ciclo político aberto com a eleição de Lula está mais fragilizado a cada dia. E isso aumenta as incertezas em torno do caminho que Serra efetivamente seguirá. Acredito que a probabilidade de Serra desistir da disputa ao Planalto é praticamente nula. Mas, o batalhão conservador não brinca em serviço e através do  editorial do Estadão manda o recado: “Essa hipótese [de concorrer à reeleição em São Paulo] é desonrosa para o governador. A esta altura, ou ele disputa o Planalto ou sai da vida pública”.

Enquanto isso FHC…
O sociólogo ex-presidente vai assumindo a linha de frente da oposição e demarcando politicamente com o governo Lula. Tem dado declarações, participado de eventos e publicado sucessivos artigos que tentam balizar as posições tucanas para a disputa. Neste mesmo Estadão de domingo, em artigo publicado ao lado do editorial comentado acima, pontua as ações de seu governo como sendo as responsáveis pelo atual estágio do Brasil. Desconsidera que já nos separam daquele período oito anos e muitas iniciativas que mudaram a cara do país.

E, como já está bastante acostumado a fazer, pede aos brasileiros que esqueçam o que ele disse e escreveu antes. Dessa vez, tenta tirar o foco do debate sobre as privatizações e sobre o papel do Estado. “Perdemos tempo com uma discussão bizantina sobre o tamanho do Estado ou sobre a superioridade das empresas estatais em relação às empresas privadas, ou vice-versa”, e conclui com a célebre frase: “Ninguém propõe um “Estado mínimo”, muito menos o PSDB”. Dá para acreditar?

O seminário dos donos da mídia em 140 toques

Eu não pude pagar R$ 500,00 para estar no seminário promovido nesta segunda pelo Instituto Millenium. Mas, estive do lado de fora, ao lado de ativistas do movimento social e da luta pela democratização da comunicação fazendo o meu protesto, deixando a minha marca para mostrar que os que lutam por democracia e liberdade de expressão estavam ali, na rua.

protestomidiaMas, a internet está ai pra disseminar a informação e não é que o twitter do Estadão estava atualizando em 140 toques as pérolas ditas entre as quatro paredes do Hotel Golden Tulip, na Alameda Santos.

Entre eles, não se incomodam em dizer explicitamente que eles são um grupo de direita, organizados e atuando para impedir a eleição de Dilma Rousseff. Reproduzo, abaixo, alguns twittes para o seu deleite.

No Brasil o cerco à liberdade de expressão não é novidade”, diz Carlos Alberto Di Franco. Cita Confecom, PNDH-3. Vê como perigosa relação Lula-Chávez.

“Minha preocupação é que, se a Sra. Dilma seja eleita, teremos uma infiltração de ‘formigas’” da velha esquerda, diz Arnaldo Jabor

“Lula teve mérito de manter os ‘bolcheviques’ fora do governo”, argumenta Jabor, que diz não acreditar que Dilma seja capaz de fazer o mesmo

“Vivemos num país em que o presidente da República usa a mentira como prática política”, diz Marcelo Madureira (humorista), que diz ter simpatia pelo PSDB

Reinaldo Azevedo, da ‘Veja’, provoca: “O Marcelo diz ser do PSDB. Eu não, eu sou de direita. Da direita democrática. A democracia está perdendo”

Azevedo: “A imprensa se acovardou diante do lulismo.” Madureira: “já fui dono de revista. Não da prá abrir mão da publicidade da Petrobrás”

Pergunta do público: “É possível haver um partido de direita capaz de quebrar a hegemonia do progressismo no Brasil?”

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O pânico do controle e o medo da perda do poder

Quem tem poder não quer perdê-lo por nada. Não é à toa que a história do mundo é a história da luta pelo poder. Sempre foi assim e continuará sendo, ao menos enquanto nossa sociedade estiver dividida em classes sociais distintas e antagônicas. Marx dedicou sua vida a estudar essas relações.

O desespero diante da participação
Por isso, não me causa espanto a ira destilada pelos barões da mídia diante da tentativa da sociedade em ter maior participação nos processos de comunicação no Brasil. Participação essa que nunca foi exercitada em razão dos contornos econômicos, políticos e sociais que determinaram historicamente a formação dos meios de comunicação no país.

Mas, com o exercício da democracia, com o aumento da participação popular nos processos de elaboração das políticas (outro fator que incomoda e causa urticária nas elites), essa situação começou a se alterar e a sociedade começou a reivindicar maior presença em todas as áreas, inclusive na comunicação.

Estava tão bom como era antes, sem questionamentos, sem ninguém querendo opinar a respeito do que é produzido por estes veículos. Audiência, leitores passivos e resignados em receber aquilo que as empresas decidiam nos entregar como produto de comunicação.

A ira dos barões da mídia
Para manter o status quo, a mídia arregaça as mangas e parte para o ataque. Uma peça exemplar dessa ira é o editorial do Estado, desta terça: Nova investida contra a democracia. Ele é ácido e descamba para o ataque puro e simples, usando argumentos que são, no mínimo, risíveis.

Afirma o editorial que não há monopólio dos meios de comunicação no Brasil. Claro que não, o âncora do Jornal Nacional já explicou muito bem isso ao dizer, que há 6 ou 7 empresas de televisão no país. Para que mais? Vamos ser mais precisos: 6 ou 7 empresas que dominam toda a cadeia de comunicação.

Taxa os movimentos sociais, as organizações não governamentais e tantas outras instituições da sociedade civil, que têm participado ativamente do processo de conferências, de bandos antidemocráticos patrocinados e coordenados pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, comparando esses movimentos com skinheads ou outros grupos arruaceiros.

Acusa esses movimentos de quererem controlar os meios de comunicação, a produção artística e a investigação científica e tecnológica. Alguém por acaso acha que não há um controle já sendo exercido sobre os meios de comunicação e sobre a cultura? Lógico que há, eles são fortemente controlados pela iniciativa privada e servem aos interesses políticos, econômicos, ideológicos e sociais dessa elite dominante.

Ou você, caro leitor, já foi chamado em algum momento para opinar sobre o conteúdo da programação da Rede Globo? Claro que não, a única forma de “opinar” é trocar o canal ou desligar a TV. Aliás, é o que recomendam os próprios executivos das emissoras. E rebatem: se assistem é porque gostam e estão aprovando.

Essas redes, na sua esmagadora maioria, nem sequer possuem o ombusdman para fazer o contato com a população. Claro, não querem ouvir, não querem compartilhar o seu poder, ou alguém duvida que ter nas mãos uma emissora de TV ou de rádio, ou um jornal, ou uma revista é um instrumento de poder?

Tolos e autoritários
O editorial – que nada mais faz do que dar vazão à opinião da elite que está sendo questionada – classifica as propostas discutidas pela sociedade em conferências e outros fóruns de debate de tolices. “Mas conferências desse tipo não têm o poder de transformar tolices em ideias inteligentes nem propostas autoritárias em projetos democráticos”.

Tolos e autoritários são os barões da mídia que estão enclausurados num modelo de comunicação que está ultrapassado, uma vez que as novas tecnologias permitem a troca entre emissor e receptor, acabando com a via de mão única que caracterizou os meios de comunicação em todo o século XX.

Autoritários são os proprietários dos meios de comunicação, que se encastelaram em concessões públicas ignorando que é direito, sim, do cidadão, ter participação nos destinos dos bens públicos e comuns da nossa sociedade.

A luta pelo poder e o recado à oposição conservadora
O que está em jogo, ao fim e ao cabo, não é a liberdade de expressão, de imprensa ou a democracia, que de repente viraram bandeira dessa elite. O que está em jogo é o poder, e nessa briga vale tudo para mantê-lo.

Como a mídia hegemônica cumpre, no capitalismo, o papel de partido político da burguesia, o editorial finaliza com uma orientação política para a oposição e um puxão de orelha nos partidos de direita: “A oposição poderia ajudar a conter esse projeto insano, se deixasse o comodismo e mostrasse mais disposição para defender a democracia do que mostrou diante do ameaçador decreto dos direitos humanos”.

Tal chamamento também pode ser visto como um pedido de SOS. “Não deixem que os partidos de esquerda ganhem mais uma vez a eleição e continuem essa escalada de ampliação da democracia e de questionamento dos nossos métodos de fazer comunicação”. Um pedido de socorro para que o poder dos barões da mídia seja mantido.

O pânico do controle e o medo da perda do poder

Quem tem poder não quer perdê-lo por nada. Não é à toa que a história do mundo é a história da luta pelo poder. Sempre foi assim e continuará sendo, ao menos enquanto nossa sociedade estiver dividida em classes sociais distintas e antagônicas. Marx dedicou sua vida a estudar essas relações.

Por isso, não me causa espanto a ira destilada pelos barões da mídia diante da tentativa da sociedade em ter maior participação nos processos de comunicação no Brasil. Participação essa que nunca foi exercitada em razão dos contornos econômicos, políticos e sociais que determinaram historicamente a formação dos meios de comunicação no país.

Mas, com o exercício da democracia, com o aumento da participação popular nos processos de elaboração das políticas (outro fator que incomoda e causa urticária nas elites), essa situação começou a se alterar e a sociedade começou a reivindicar maior presença em todas as áreas, inclusive na comunicação.

Estava tão bom como era antes, sem questionamentos, sem ninguém querendo opinar a respeito do que é produzido por estes veículos. Audiência, leitores passivos e resignados em receber aquilo que as empresas decidiam nos entregar como produto de comunicação.

Para manter o status quo, a mídia arregaça as mangas e parte para o ataque. Uma peça exemplar dessa ira é o editorial do Estado, desta terça: “Nova investida contra a democracia”. Ele é ácido e descamba para o ataque puro e simples, usando argumentos que são, no mínimo, risíveis.

Afirma o editorial que não há monopólio dos meios de comunicação no Brasil. Claro que não, o âncora do Jornal Nacional já explicou muito bem isso ao dizer, que há 6 ou 7 empresas de televisão no país. Para que mais? Vamos ser mais precisos: 6 ou 7 empresas que dominam toda a cadeia de comunicação.

Taxa os movimentos sociais, as organizações não governamentais e tantas outras instituições da sociedade civil, que têm participado ativamente do processo de conferências, de bandos antidemocráticos patrocinados e coordenados pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, comparando esses movimentos com skinheads ou outros grupos arruaceiros.

Acusa esses movimentos de quererem controlar os meios de comunicação, a produção artística e a investigação científica e tecnológica. Alguém por acaso acha que não há um controle já sendo exercido sobre os meios de comunicação e sobre a cultura? Lógico que há, eles são fortemente controlados pela iniciativa privada e servem aos interesses políticos, econômicos, ideológicos e sociais dessa elite dominante.

Ou você, caro leitor, já foi chamado em algum momento para opinar sobre o conteúdo da programação da Rede Globo? Claro que não, a única forma de “opinar” é trocar o canal ou desligar a TV. Aliás, é o que recomendam os próprios executivos das emissoras. E rebatem: se assistem é porque gostam e estão aprovando.

Essas redes, na sua esmagadora maioria, nem sequer possuem o ombusdman para fazer o contato com a população. Claro, não querem ouvir, não querem compartilhar o seu poder, ou alguém duvida que ter nas mãos uma emissora de TV ou de rádio, ou um jornal, ou uma revista é um instrumento de poder?

O editorial – que nada mais faz do que dar vazão à opinião da elite que está sendo questionada – classifica as propostas discutidas pela sociedade em conferências e outros fóruns de debate de tolices. “Mas conferências desse tipo não têm o poder de transformar tolices em ideias inteligentes nem propostas autoritárias em projetos democráticos”.

Tolos e autoritários são os barões da mídia que estão enclausurados num modelo de comunicação que está ultrapassado, uma vez que as novas tecnologias permitem a troca entre emissor e receptor, acabando com a via de mão única que caracterizou os meios de comunicação em todo o século XX.

Autoritários são os proprietários dos meios de comunicação, que se encastelaram em concessões públicas ignorando que é direito, sim, do cidadão, ter participação nos destinos dos bens públicos e comuns da nossa sociedade.

O que está em jogo, ao fim e ao cabo, não é a liberdade de expressão, de imprensa ou a democracia, que de repente viraram bandeira dessa elite. O que está em jogo é o poder, e nessa briga vale tudo para mantê-lo.

Como a mídia hegemônica cumpre, no capitalismo, o papel de partido político da burguesia, o editorial finaliza com uma orientação política para a oposição e um puxão de orelha nos partidos de direita: “A oposição poderia ajudar a conter esse projeto insano, se deixasse o comodismo e mostrasse mais disposição para defender a democracia do que mostrou diante do ameaçador decreto dos direitos humanos”.

Tal chamamento também pode ser visto como um pedido de SOS. “Não deixem que os partidos de esquerda ganhem mais uma vez a eleição e continuem essa escalada de ampliação da democracia e de questionamento dos nossos métodos de fazer comunicação”. Um pedido de socorro para que o poder dos barões da mídia seja mantido.

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A democracia participativa na mira da mídia

Omitida de forma deliberada pela grande mídia, as conferências setoriais realizadas pelo governo do presidente Lula já reuniram em torno de 4 milhões de pessoas. Foram cerca de 60 conferência das mais variadas áreas: saúde, segurança pública, comunicação, esportes, direitos humanos, mulheres, GLBT, juventude, igualdade racial e tantas outras.

Todas, solenemente ignoradas pela mídia. Afinal, para que alardear que há um espaço político onde as pessoas podem participar, opinar sobre as iniciativas do Estado para melhorar a sociedade?

A exceção a essa regra ficou por conta da cobertura da conferência de comunicação, que não foi ocultada pelosveículos por um simples motivo: com divergências profundas entre si, os veículos partiram para a disputa da conferência e o fizeram, de certa maneira, pelo noticiário e editoriais.

Confinado ao ostracismo ou a poucos especialistas, a conferência de comunicação abriu a tampa do debate sobre a mídia, sobre o direito humano à comunicação e mostrou que é necessário haver um espaço através do qual a sociedade possa dialogar sobre o tema.

Claro que isso incomodou os barões da mídia. O III Plano Nacional de Direitos Humanos foi bombardeado pelos veículos principalmente porque ele tocava nos interesses dos donos da mídia. Agora, é a vez da Conferência de Cultura.

Para dar lastro à ofensiva contra o governo e desqualificar as conferências como espaço de debate e participação, usam opiniões de intelectuais como a publicada neste domingo, no Estadão. Em entrevista ao jornal, o professor de ciência política Leôncio Martins Rodrigues ataca as formas de participação popular, afirmando que a democracia direta é impossível de realizar e que das tentativas de sua implantação nasceram o fascismo e outras formas de totalitarismo.

Numa visão reacionária do processo político em curso no país, acusa os partidos de esquerda de usaram os instrumentos de participação popular para impor uma hegemonia ideológica, manipulando uma minoria para dominar a maioria e afirma que “uma nova elite de origem plebeia ascendeu com o Lula”.

Os argumentos não são novos, como também não é novo o tom de raiva e desprezo com o fato de o Brasil ter sido governado por sete anos consecutivos por uma coalização política da qual participam setores oriundos do movimento social.

Ao final da entrevista, o propósito dos ataques se escancara:

Estado: “Programas nascidos das conferências nacionais têm incluído sucessivamente propostas de controle da mídia. Como o sr. reage?
Leôncio: Há uma forte tendência da esquerda em querer um controle da mídia privada. Para contrabalançar, são favoráveis a uma mídia controlada pelo Estado. Acho muito má essa ideia. Os proprietários privados não têm o poder que parecem ter. E, quando se fala em mídia estatal, ela está sob o controle de um grupo político. Não seria mau se pudéssemos ter alguma coisa como uma mídia estatal competente, como a BBC de Londres. Mas a ideia de que a imprensa privada, a mídia privada, jornais e televisão modelam o pensamento dos brasileiros é um equívoco”.

Ou seja, enquanto as conferências não estavam ameaçando os interesses da mídia não se falava delas, mesmo que elas já tocassem, de forma tangencial, em propostas para ampliar a democracia nos meios de comunicação. Mas, o cenário mudou e com ele mudou a posição da mídia.

Afinal, estamos em ano eleitoral, é preciso criar novas crises, gerar instabilidade e fazer todo o possível para evitar que o país dê continuidade ao processo político em curso e retroceder à era do governo das elites.

Categoria: Brasil  Tags:  One Comentário
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