A escalada rumo ao Olimpo do Ãndice da Cara-de-Pau continua. Nesta segunda-feira, o argumento usado pela seguradora AIG para justificar o mega bonus com que a empresa pretende presentear seus executivos, foi que para enfrentar as dificuldades, é necessário atrair “talentos”.
Haja taleto para tanta picaretagem. O governo norte-americano está empenhado em reverter a situação. Para ler mais, acesse Obama e o banditismo empresarial da AIG, publicada no Portal Vermelho
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AIG 2 – Aumentando o ICP
2009
AIG – Ajuda Imediata aos Grandes
2009
O ICP – Ãndice da Cara-de-Pau – está nas alturas. No final da semana passada, Madoff pousou de arrepedido e penitente. Agora é a AIG, uma das maiores seguradoras do mundo, que abriu mais uma clareira nos mercados internacionais ao anunciar há pouco mais de 15 dias que estava em situação falimentar.
O governo dos Estados Unidos não titubeou e destinou nada mais, nada menos do que US$ 150 bilhões para evitar o colapso que poderia ter consequências desastrosas.
Mas ontem, pleno domingo, a seguradora informou que pretendia destinar a bagatela de 165 milhões de dólares em bonus para 400 funcionários do alto escalão.
É ou não é muita cara-de-pau?
Um bom começo de Obama
2009
Num espaço de 116 km² na costa sudeste da Ilha de Cuba, acontecia à decadas as mais diversas violações dos direitos humanos sob o consentimento calado de uns e a indignação bradada da maioria do mundo.
Guantânamo já estava convertida a sinônimo de tortura, que vinha sendo cometida por sucessivos governos norte-americanos em nome da liberdade, da luta contra o terrorismo, da preservação do ‘american way of life’. Em funcionamento desde 1898, precisaram 211 anos para que, enfim, os até então surdos abrissem os ouvidos ao clamor mundial para que a Base Militar de Guantânamo fosse fechada.
Foi o que se deu hoje, neste 22 de janeiro de 2009, 2º dia do mandato do novo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. A atitude de Obama permitiu que este pensamento fôsse escrito no passado. Recente ainda, mas passado.
A assinatura desse decreto pode nos permitir olhar para o futuro, não sei se com mais ou menos esperança, mas certamente com uma vitória.
Obama começou bem. Que desdobramentos isso trará, não sei. Prefiro não entrar na polêmica entre entusiastas e céticos, obamistas e não obamistas. Até porque, o que está em jogo, ao meu ver, não é o debate acerca da possibilidade ou não de salvar a econômia norte-americana e melhorar o modo de vida predatório que os estadunidenses levam. Mas, sim, como abrir caminhos para superar esses paradigmas, ou seja, construir uma alternativa possÃvel a este modelo econômico e social.
Claro que também não sou adepta do quanto pior melhor. Mas não nós iludamos… Obama pode ter começado bem, pode ser melhor, mas seu limite termina onde sejam alcançados os sucessos da ideologia burguesa.
Noticiário
2007
As manchetes de hoje – 17/04/2007
Atirador mata 32 nos Estados Unidos – FSP
Atirador mata 32 pessoas nos Estados Unidos – Estadão
Assassino solitário mata 32 universitários nos EUA – JB
A maior tragédia das armas – O Globo
Atirador mata 32 e espalha terror em campus nos EUA – Zero Hora
32 shot deade in Virginia; Worst US Gun Rampage – NYT
Gunman kills 32 at Virginia Tech In deadliest shooting in US history – Washington Post
Não…. Não é um fato isolado e, muito menos, como a mÃdia imediatamente vai tentar fazer crer, resultado de uma ação tresloucada de um imigrante sul-coreano. Mas é fruto de uma sociedade cada vez mais patológica na violência que prega e pratica.
Noticiário
A indústria do entretenimento vive do merdado da solidão.
A indústria do consolo vive do mercado da angústia.
A indústria da insegurança vive do mercado do medo.
A indústria da mentira vive do mercado da estupidez.
Onde medem seus êxitos? Na Bolsa.
Também a indústria das armas. A cotação de suas ações é o melhor noticiário de cada guerra.
Bush vem ai…
2007
O Bush tá chegando ai…. a mega-operação de segurança que promete parar a cidade de São Paulo, como está sendo alardeado pela imprensa, é apenas mais um indÃcio de como é ‘adorado’ o lÃder estadunidense.
Mas nem essa mega-operação vai dar conta de esconder o repúdio que sentimos à polÃtica belicista de Bush, que invadiu o Iraque e o Afeganistão para atender aos interesses econômicos estratégicos dos Estados Unidos, invasão que se sustentou em contra-informação, mentiras, e desrespeito à diplomacia internacional.
A imprensa norte-americana teve seu quinhão de responsabilidade nesse processo. É o que mostra o brilhante levantamento feito pela PBS, uma organização que agrupa as tv’s públicas norte-americanas. Uma série de 4 documentários do programa Frontline, o News War, aborda o papel que a imprensa cumpriu nesse episódio e, também, trás reflexões sobre o futuro da mÃdia.
É muito interessante.
Voltando ao Bush, manifestações pelo Fora Bush estão sendo organizadas em todo o paÃs. Aqui vamos fazer a nossa parte.

