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Curiosidades musicais – Marina e a campanha pelas Diretas Já!

O engajamento de artistas nas campanhas pelas Diretas Já, em 1984, não é novidade. Muitos abraçaram a militância política em prol do fim da ditadura e do reestabelecimento da democracia no Brasil.

Mas algumas manifestações foram  discretas. Na MPB, dezenas de músicas foram compostas por grandes ícones da música criticando a ditadura e cantando o sonho da liberdade. Assim também foi no nascente rock nacional. Como no clipe da música Fullgás, do LP que levou o mesmo nome da cantora Marina Lima. “Você me abre, seus braços e a gente faz, um país”. Talvez ninguém associe a letra desta canção com a luta pelas diretas. Mas no clipe, Marina está usando uma camiseta branca, com a inscrição: “Brasil, Urgente, Diretas pra Presidente”. Confira!

As chuvas de São Kassab e a miséria do poder

Fico muito feliz quando pessoas queridas deixam comentários neste blog. Seja para apontar críticas ou reforçar ideias. Afinal, este é um espaço de diálogo. Felipe Maia, doutorando em Ciência Política no Iuperj, deixou comentário na postagem sobre as chuvas e a postura do prefeito Kassab diante do caos em que a cidade mergulhou.

 ” Lembrei de seus artigos sobre Kassab e a chuva quando li o José de Souza Martins no Estadão. O artigo dele parece ser sobre as chuvas, mas é sobre o poder, e me parece muito bom: http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,com-agua-pelo-pescoco,485014,0.htm

De fato, o artigo é excelente, mas discordo do foco escolhido por Martins para tecer considerações sobre os efeitos do poder em governantes. Para isso, o professor da FFLCH da USP compara as posturas de Lula e Kassab diante de situações completamente distintas e sem paralelo, ao meu ver: a ausência do prefeito para ver de perto as enchentes no Jd. Romano e o palavrão usado por Lula no lançamento do programa Minha Casa, Minha Vida no Maranhão.

O que falta, à análise da liturgia do poder feita por Martins, seria medir situações similares e seus impactos sobre a população e as instituições. Ainda assim, vale a reflexão.

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Imagens da Confecom

Para ficar registrado neste blog, algumas imagens da Confecom.

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Confecom – Uma celebração democrática

No final a alegria tomou conta da plenária final da 1º Conferência Nacional de Comunicação. Todos se abraçando, mesmo antes do término dos trabalhos. A tensão do início foi substituída pela comemoração e pelo sentimento de que todos que participaram desse processo foram protagonistas de algo que entrará para a história da construção da democracia brasileira.

A 1º Conferência Nacional de Comunicação será apenas a primeira. Outras edições virão e, esta, talvez seja um das principais conquistas da sociedade que, a partir de agora, terá um espaço democrático para debater as políticas de comunicação para o país.

Foi um processo que transformou todos os atores que dele participaram. Empresários, movimentos sociais e poder público, certamente se reconhecerão de forma diferente daqui para frente. Foi uma lição de cidadania.

As resoluções da Conferência não têm caráter vinculante. Elas servirão de orientação e subsídio para o Poder Público adotar políticas nesta área. E, neste quesito, a Conferência foi altamente produtiva. Muitas proposições não dependem de tramitação no Congresso Nacional e podem ser implantadas por iniciativa do Executivo. Entre elas a criação do Conselho Nacional de Comunicação.

Ao contrário do que a mídia derrotada (Rede Globo, Folha, Estadão e Cia) tenta passar, a criação do Conselho não pretende ser um ‘tribunal da mídia’. Será o espaço por excelência da continuidade deste diálogo iniciado com a Conferência entre os segmentos do empresariado, sociedade civil e governo. Diálogo que poderá produzir ainda muitos frutos para o avanço da comunicação brasileira.

Para mim, foi motivo de muito orgulho ter participado deste processo, ao lado de muitos outros companheiros que trabalharam nestes meses com muita dedicação para que o sonho da Conferência se transformasse em realidade. Não vou citar nomes para não cometer a falha de esquecer alguém. Obrigada a todos e todas!

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Confecom – O lamento dos derrotados

Onde há vitoriosos há também os derrotados. E, no caso da Conferência de Comunicação os da última categoria são aqueles que erradamente apostaram na explosão da Confecom e se retiraram da sua construção. Refiro-me à Abert, Aner, ANJ e as entidades empresariais que representam os interesses de empresas como a Rede Globo, Folha de S.Paulo, O Estado de S.Paulo e outros veículos que se negaram a participar do debate democrático sobre as comunicações.

Quando se retiraram, lá atrás, da Comissão Organizadora Nacional, na esperança que o cheque mate fizesse o governo recuar e desmobilizar a conferência, estes setores assinaram um atestado de intolerância e derrota.

Em décadas de hegemonia informacional, onde eles construíram uma imagem estereotipada dos movimentos sociais – os extremistas, radicais, intransigentes, baderneiros e toda a sorte de adjetivos pejorativos – o que eles conseguiram com a postura que tiveram durante a conferência foi mostrar que os intransigentes são eles. Ou seja, não estão dispostos a participar do diálogo democrático. Querem calar a todos. Foram de certa forma calados.

Nos editoriais que têm publicado nos últimos dias, essas emissoras tentam a todo o custo deslegitimar a conferência, num lamento desesperado de quem foi derrotado por ter aberto mão da prerrogativa de influenciar o debate político.

Estes segmentos da grande mídia estão, a cada dia, mais isolados. Emissoras como a Bandeirantes e a Rede TV que estão presentes na conferência vieram defender seus interesses. Não correram amedrontados.

A decisão de realizar periodicamente novas edições da Conferência vai exigir outra postura desse segmento. Na sociedade da informação, num mundo digital no qual se desvanecem e se misturam os papéis de receptor e emissor, não há mais espaço para unilateralidade no processo comunicacional.

Eles podem continuar lamentando, mas não têm outro caminho a não ser mudar de postura.

1ª fase da Confecom aprova propostas democráticas

Os que apostaram no fracasso da 1ª Conferência Nacional de Comunicação caíram do cavalo. Além do valor histórico desse processo, pelo ineditismo que ele tem, e do seu sentido pedagógico, uma vez que reuniu milhares de pessoas em todo o país para debater as comunicações no Brasil, já há conquistas concretas aprovadas pelos delegados e delegadas que estão reunidos na plenária final, em Brasília.

Nos grupos de debates temáticos, que discutiram questões variadas relativas aos três eixos definidos no temário da Confecom – Produção de Conteúdo, Meios de Distribuição e Cidadania: Direitos e Deveres, já foram aprovadas propostas importantes para o avanço da democratização da comunicação.

Entre elas estão políticas que garantam os direitos civis na internet, pela não aprovação do AI-5 Digital, proibição de publicidade direcionada às crianças menores de 12 anos, fundo de apoio às rádios comunitárias, divisão do espectro radioelétrico entre os sistemas público, privado e estatal na proporção 40 – 40 – 20, democratização das verbas publicitárias para veículos livres e comunitários entre tantas outras reivindicações dos movimentos sociais.

Parte considerável das propostas já aprovadas (as que obtiveram maioria de 80%) não eram consenso entre os três setores presentes na conferência. Elas puderam ser aprovadas nos grupos graças ao diálogo e a negociação entre movimentos sociais, governo e empresários, que com o maior espírito republicano perceberam que não adianta tapar os olhos à realidade e é preciso construir instrumentos de modernização nas políticas de comunicação que estejam pautadas pela garantia do acesso e pela pluralidade.

Esse processo mostrou que é possível preservar as posições de cada seguimento sem prejuízo de procurar sínteses possíveis.

Nesta terça, começam as votações na plenária final. As propostas mais polêmicas, e que por isso não conseguiram angariar a maioria necessária para aprovação nos grupos, serão apreciadas. Em torno de 150 propostas serão discutidas nessa fase final da Confecom. A perspectiva é que seja possível obter outras conquistas, que sejam ainda mais representativas para o avanço democrático da sociedade.

O que precisa ficar claro para todos que estão participando deste debate – movimentos sociais, empresários e governo – é que o debate da comunicação não termina aqui. Pelo contrário. Uma vez aprovadas é preciso construir um processo acompanhamento político da transformação destas propostas em políticas públicas efetivas.  Para isso, é preciso manter a articulação e mobilização que os movimentos sociais construíram durante o processo de realização da conferência.

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Os desafios dos movimentos sociais na Confecom

Um exercício democrático de construção política para alcançar conquistas e acumular forças. Este é o desafio colocado para os movimentos sociais que estão representados na 1ª Conferência Nacional de Comunicação, que começa nesta segunda-feira, em Brasília.

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Desde o final de janeiro, quando o governo anunciou que convocaria a Conferência, os movimentos sociais começaram a se articular em comissões por todo o país com o objetivo de preparar a participação nos debates e construir uma plataforma de propostas que contribuam para avançar o cenário da comunicação no país.

1ª fase de uma disputa acirrada
Reivindicações históricas dos movimentos sociais para democratizar as comunicações foram o ponto de partida das discussões da Confecom. Os empresários, que procuraram todos os meios para inviabilizar a Conferência, entraram no processo para colocar obstáculos ao processo. O governo, sob o argumento da necessidade de garantir a participação dos empresários, acabou optando por endossar as posições desse segmento na construção da Confecom.

2ª fase – a etapa nacional
Passadas as conferências municipais e estaduais, que por não terem podido aprovar propostas encaminharam centenas delas à Comissão Organizadora Nacional, chegamos à Conferência com o desafio de definir prioridades e unificar os movimentos sociais em torno das propostas que queremos ver aprovadas.

Esse desafio exigirá muito diálogo entre as centenas de entidades presentes e com os outros segmentos, na tentativa de construir propostas que unifiquem um campo e obtenham o quórum necessário para serem aprovadas nos grupos e na plenária final.

Isso porque na fase de construção da conferência, critérios limitadores foram definidos para aprovar as propostas. Nos grupos, aquelas que obtiverem mais de 80% dos votos estão aprovadas. Afora isso, entre as que tiverem 30% e 80%, apenas 7 serão escolhidas para ser encaminhadas à plenária final, onde precisarão de 60% dos votos, com votação em todos os segmentos para ser aprovada. O restante estará sumariamente reprovado.

Unificação da sociedade civil
A ausência histórica de espaços institucionais de discussão das comunicações no Brasil gerou um acúmulo enorme de reivindicações e demandas nessa área. O país convive com legislações caducas, algumas que remontam a década de 60. E, mesmo estas, são amplamente desrespeitadas.

Por isso, chegar a uma síntese que combine, de um lado, manter propostas históricas do movimento que luta pela democratização da comunicação e um elenco de propostas que a partir de negociação podem ser aprovadas com a perspectiva de implantação em curto prazo será uma engenharia política a ser construída nos próximos 3 dias.

Vai ser preciso convicção e serenidade para identificar onde é possível haver flexões e até algum recuo em nome da construção da unidade. Temos obtido sucesso nessa empreitada, até o momento, e caminhamos para ter conquistas concretas.

Foto: Vadré Fernandes

JT: Isso não é o caos, prefeito?

Hoje, recebi em casa junto com os jornais que assino, uma edição do Jornal da Tarde. Não sei se foi engano, ou um brinde, mas fico feliz por ter recebido. Às vezes, nos esquecemos de parar na banca e mergulhar no mundo jornalístico que existe além da Folha e do Estadão.

Fiquei feliz porque a capa do JT de hoje está imperdível. Numa provocação explícita ao prefeito Gilberto Kassab o diário pergunta: Isso não é o caos, prefeito? Do lado direito, uma tarja preta traz as frases do Kassab, que na maior cara-de-pau soltou a pérola: “A cidade está preparada para enfrentar as chuvas”. Pior e mais divertido é ver, logo abaixo: “José Serra, governador de São Paulo (silêncio)”.

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Uma cidade submersa

No lugar de cidade, água. Esta foi a imagem que marcou  São Paulo nesta terça-feira (08/12). No rádio, os repórteres alertavam: “não adie, mas sim cancele seus compromissos”. “Evite a cidade”. “Não saia de casa”.

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O retrato da cidade submersa não é um infeliz acaso causado pelo recorde dos índices pluviométricos. Isso é o que o prefeito e o governador dizem para tirar a responsabilidade de suas costas,  na tentativa de apagar a falta de investimentos nas obras de infraestrutura para evitar alagamentos; o colapso dos serviços de limpeza pública, que deveriam manter as vias, os bueiros e canais de escoamento de águas limpos.

Na Cidade Limpa de Kassab, o que se viu nesta terça-feira foram toneladas de lixo boiando pelas ruas. O caos tomou conta desta cidade desgovernada.

Enquanto isso, em seu gabinete, o prefeito engenheiro fazia cálculos de como aplicar ainda mais dinheiro público, proveniente do aumento nos valores de IPTU, em publicidade. Afinal, o que vale é divulgar o que foi feito, mesmo que não tenha sido.  É muita cara de pau!

Foto extraída da galeria do IG.

Hoje: a Comunicação no Soteropolitano

O Restaurante Soteropolitano realizará no mês de dezembro o Ciclo Nilo de Debates, uma homenagem a Nilo Rovai (tio do jornalista Renato Rovai) que faleceu em 28 de dezembro do ano passado. Os temas em debate abordarão questões relacionadas à conjuntura política.

Nesta terça-feira (08/12), o tema em debate será a Democratização da Mídia e a Conferência de Comunicação, que terá como debatedores o blogueiro e editor da Revista Fórum, Renato Rovai  e esta blogueira. A 1º Conferência de Comunicação acontece nos dias 14 a 17 de dezembro em Brasília.

Ambos estamos participando ativamente dos debates da Conferência. Rovai é delegado à etapa nacional pelo campo da sociedade civil empresarial e eu sou delegada eleita da sociedade civil. Rovai foi eleito com outros 19 colegas na etapa estadual de São Paulo, onde pela ação organizada do empreendedorismo midialivistra houve espaço para a participação de setores da sociedade civil empresarial que têm muita proximidade com o debate dos movimentos sociais.

Na conversa de hoje, vamos dar uma panorama do que imaginamos que vai acontecer em Brasília, na semana que vem, mas também vamos tratar um pouco do momento que se vive nas comunicações.

Segundo Rovai, seu tio, se ainda estivesse por aqui, odiaria a homenagem. Mas, lembrar pessoas que tiveram convicções muito fortes e claras, todas de esquerda, sempre é um estímulo para a nossa luta.

Hoje, às 20h, no Soteropolitano, rua Fidalga, 340, Vila Madalena.

(Este texto é uma compilação livre e personalizada do texto publicado no blog do Rovai)

Ciclo Nilo de Debates: A Democratização da Mídia e a Confecom

O Restaurante Soteropolitano realizará no mês de dezembro o Ciclo Nilo de Debates, uma homenagem a Nilo Rovai (tio do jornalista Renato Rovai) que faleceu em 28 de dezembro do ano passado. Os temas em debate abordarão questões relacionadas à conjuntura política.

Nesta terça-feira (08/12), o tema em debate será a Democratização da Mídia e a Conferência de Comunicação, que terá como debatedores o blogueiro e editor da Revista Fórum, Renato Rovai e esta blogueira. A 1º Conferência de Comunicação acontece nos dias 14 a 17 de dezembro em Brasília.

Ambos estamos participando ativamente dos debates da Conferência. Rovai é delegado à etapa nacional pelo campo da sociedade civil empresarial e eu sou delegada eleita da sociedade civil. Rovai foi eleito com outros 19 colegas na etapa estadual de São Paulo, onde pela ação organizada do empreendedorismo midialivistra houve espaço para a participação de setores da sociedade civil empresarial que tem muita proximidade com o debate dos colegas da sociedade civil.

Na conversa de hoje vamos dar uma panorama do que imaginamos que vai acontecer em Brasília, na semana que vem, mas também vamos tratar um pouco do momento que se vive nas comunicações.

Segundo Rovai, seu tio, se ainda estivesse por aqui, odiaria a homenagem. Mas, lembrar pessoas que tiveram convicções muito fortes e claras, todas de esquerda, sempre é um estímulo para a nossa luta.

Hoje, às 20h, no Soteropolitano, rua Fidalga, 340, Vila Madalena.

(Este texto é uma compilação livre e personalizada do texto publicado no blog do Rovai)

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