Mais blogs
HORAMENSAGEM

Archive for » 2006 «

STF rechaça cláusula de barreira!

Foi bonito de ver. Emocionante. Ganhou a democracia. A decisão unânime do STF, que julgou inconstitucional a cláusula de barreira, reafirma a luta pelo amadurecimento do sistema político nacional. Cheio de incongruências, lacunas, mas que vai aos poucos encontrando o seu caminho.
Faz a gente pensar. Depois da pancadaria promovida pela grande mídia contra o presidente Lula, o povo vai às urnas e o reelege com grande vantagem.
A mesma enxurrada de impropérios tem sido espalhada contra a existência dos partidos “nanicos†– como a imprensa gosta de chamar as agremiações que ainda atingem um pequeno espectro do eleitorado -, pequeno, porém não insignificante.
E contrariando o senso comum e os adjetivos depreciativos contra partidos que têm histórias imbricadas com a própria história do Brasil, como o PCdoB, que tem 84 anos de existência, os ministros do Supremo reafirmaram a pluralidade partidária.
Decisão que está em sintonia com o novo Brasil que o povo almeja construir, um Brasil desenvolvido, soberano, com mais distribuição de renda, mais emprego e mais democracia.
Foi bonito de ver. Emocionante.

Categoria: Brasil  One Comentário

1972 – filme ou almanaque?


Tudo começou com a idéia de fazer um almanaque. Primeiro veio o estrondoso sucesso do ‘Almanaque anos 80’, que cativou a geração que cresceu assistindo Bozo, brincando de Cubo Mágico e mascando Bubbaloo.

Em seguida, pegando carona nessa onda, veio o ‘Almanaque anos 70’, organizado pela jornalista Ana Maria Bahiana. Foi a vez da geração que circulava de Fusca, assistia Dancing Days e curtia rock n´roll ter o seu livro de recordações. Só que Bahiana quis mais do que um livro, ela quis um filme, e nasceu ‘1972’.

Dirigido pelo jornalista José Emilio Rondeau, ‘1972’ tenta retratar uma geração que procurava construir uma identidade em meio a um país castrado pela ditadura militar. No filme, os antagonismos se dão pela contraposição dos personagens que vivem na periferia e os da zona sul carioca. Os sonhos de sucesso do jovem Snoopy (Rafael Rocha), que luta para vencer na vida e sair do subúrbio com sua banda de rock – Vide Bula; e os de Júlia (Dandara Guerra), moça rica que tenta reconhecimento como jornalista sem que seja preciso a influência dos pais.

Os dois se cruzam e, como já é de se esperar, se apaixonam e vivem os conflitos de um amor entre classes sociais. Os estreantes Rafael Rocha e Dandara Guerra, filha de Cláudia Ohana e Ruy Guerra, não convencem em suas interpretações. Tony Tornado rouba a cena como Tião, um militar que vive com o fantasma da tortura e acaba sendo conselheiro de Snoopy. Vale o destaque para as atuações de Bem Gil – Zé e Débora Lamm – Monique.

A história do filme, já cansada, vai se desenvolvendo sem muita criatividade. As seqüências mais se parecem com as páginas de um almanaque que podem ser folheadas sem que haja uma ordem. A trilha sonora, que poderia ser um diferencial, dada a riqueza dos efervescentes anos 70, deixa a desejar.

Enfim, o ano de 1972 assim como toda a década de 70 foram anos intensos, ao contrário do filme, que se arrasta sem saber aonde quer chegar e o que quer ser. Melhor investir no Almanaque.

Ficha técnica
1972
– 104 min.
Direção – José Emilio Rondeau
Produção – Ana Maria Bahiana e Tarcísio Vidigal
Elenco: Rafael Rocha, Dandara Guerra, Bem Gil, Débora Lamm, Dudu Azevedo, Lúcio Mauro Filho, Louise Cardoso, Pierre dos Santos, Tony Tornado

Publicado no www.estudantenet.com.br

Um mergulho no Céu de Suely


Mergulhar nos sonhos de Hermila, viajando pelo Brasil ao seu lado, é reconhecer um pouco que seja dos desejos de muitas mulheres e, porque não, de muitos homens deste imenso país. Quem é Hermila? É Suely, mas poderia ser Joana, Cláudia, Fernanda, Renata.

“O Céu de Suely”, segundo longa-metragem de Karim Aïnouz (Madame Satã) é esse mergulho. Almodóvar e suas mulheres é como se referem às obras do diretor espanhol. Agora, temos Karim e suas mulheres. A história do filme é fundamentalmente feminina, sem ser em nenhum momento feminista.

Aïnouz procurou na realidade a ficção, e vice-versa. Os personagens se emaranham com atrizes e atores, a ponto de não se saber onde começa e acaba um ou outro. A começar pela escolha, inédita, de adotar no filme o nome real de cada ator. “Emprestei mais do que meu corpo a Karim, eu lhe dei a minha alma” disse Hermila Guedes, que viveu Hermila, sua primeira protagonista.

O céu, sempre grande na tela, nos remete a imensidão de nós mesmos, aos dilemas sociais contemporâneos da globalização que vai abraçando ao seu modo cada cantinho do país, numa mistura que liberta e ao mesmo tempo oprime.

Depois de deixar Iguatu, no sertão do Ceará, para viver com seu amor juvenil as descobertas e possibilidades da ‘cidade grande’, Hermila retorna à terra natal com um filho nos braços, a espera que logo em seguida o marido se junte a ela.

A narrativa, sem tropeços, mas também sem querer abarrotar o espectador de informações, vai mostrando quem é Hermila que, ao se deparar com o fato de que o marido a abandonara, sai em busca de outros caminhos para encontrar o seu paraíso.

O olhar para o nordeste também é outro em “O Céu de Suely”. Menos estigmatizado, ele mostra que o lá e o cá estão integrados. Há um pouco de Iguatu em cada metrópole deste país, assim como há um pouco de São Paulo em Iguatu, ainda que pelas mechas descoloridas do cabelo de Hermila.

A fotografia de “O Céu de Suely” é ousada e abusa de quadros desfocados, que podem ser vistos tanto como uma opção estética, mas também como um elemento narrativo, já que a própria vida muitas vezes parece perder o foco. A excelência da captação e edição de som merece registro, num cinema nacional tantas vezes criticado por deficiências neste campo.

A trilha sonora é marcada por versões de grandes sucessos internacionais. A escolha foi proposital, segundo Aïnuouz “faz parte da construção do cenário que é local e global, marca dos dias atuais”.

Vencedor do Festival do Rio (Melhor Filme, melhor diretor e melhor atriz), O Céu de Suely é uma das melhores produções nacionais dos últimos tempos. Mergulhe de cabeça.

Ficha Técnica:
O Céu de Suely – 88 min.
Direção – Karim AïnouzProdução – Walter Salles, Maurício Andrade Ramos, Hengameh Panahi, Thomas Häberle, Peter Rommel (Brasil, França, Alemanha, Portugal)
Elenco – Hermila Guedes
Georgina Castro
Maria Menezes
João Miguel
Zezita Matos
Mateus Alves
Gerkson Carlos

resenha escrita para o site www.estudantenet.com.br

Categoria: Filmes  2 Comments

Manual de Auto-Ajuda

Um rápido giro pelos principais portais de notícias, blogs e outros meios dá mostras de que está aberta a temporada de balanço da mídia brasileira. O que isso terá de conseqüências ainda é cedo para dizer.
Conflitos entre partes e inteiros sobram nesse debate que, para ter algum efeito positivo e concreto irá carecer de direcionamento. Cabe a pergunta: de quem? A resposta pode desagradar a maioria da coorporação jornalística mas acredito ser um tanto óbvia – do Estado.
Sim, porque os meios de comunicação são concessões públicas, e deveriam estar prestando um serviço público, de interesse da sociedade.
Bem, ai começam as várias interpretações que levam a debates fossilizados e chavões: isso é interveção, censura, tráfico de influência, e por ai vai.
O fato é que se não houver um rumo, toda essa discussão acabará se transformando em terapia barata e, quem sabe, renderá manuais de auto-ajuda, mas não interferirá decisivamente para a democratização e pluralidade dos nossos meios de comunicação.

Não haverá trégua da mídia!

Domingo, 29 de outubro. 18 horas. Acomodada em um bar da Prainha, quarteirão de botecos na esquina da Av. Paulista com a Joaquim Eugênio de Lima, acompanhava pela tevê a apuração das eleições 2006, plugada na GloboNews. A emissora dava, regularmente, a evolução da contagem dos votos para os governos estaduais que tiveram disputa em 2º turno.
Até então, a emoção estava por conta da diferença voto a voto no Paraná. O resultado presidencial ainda não podia ser noticiado, já que a votação no Acre só se concluiria às 19 horas de Brasília, devido ao fuso horário.
Entre uma cerveja e outra, o pessoal ia chegando, comentando, fazendo especulações. De repente, uma gritaria geral. Olho na telinha e vejo: 85% das urnas apuradas – Lula 60,7% dos votos válidos e Alckmin pouco menos de 39%.
Os resultados confirmavam o que as pesquisas já indicavam: Lula não só ganharia, como Alckmin teria uma votação menor do que a obtida no 1º turno.
Mas qual não foi a minha surpresa quando, logo em seguida, com Lula já matematicamente eleito, o GloboNews entra com reportagem sobre o presidente – algo como saiba mais sobre o presidente reeleito. A reportagem nada falava diretamente de Lula, de sua trajetória política rumo ao primeiro e, posteriormente, ao segundo mandato. Não. Nem tampouco sobre as realizações de seu governo.
O que a reportagem trazia eram spots mostrando a cronologia da crise política, iniciada com as denúncias contra Zé Dirce, Waldomiro Diniz; Pallocci e o caseiro Francelino, a compra do dossiê e lógico a imagem da montanha de dinheiro.
Ou seja, mesmo derrotada, a imprensa e seu bombardeio contra o presidente, deu mostras que não haverá trégua. Mesmo tendo seu discurso golpista ignorado por mais de 58 milhões de brasileiros, insistem na mesma tecla, como num samba de uma nota só, órfãos de argumentos e conteúdo; perdidos diante da avassaladora vitória do atual governo.
O papel que a mídia jogou nestas eleições foi preocupante, deixando de lado a notícia e abraçando a opinião ideológica, fazendo não jornalismo, mas propaganda camuflada.
Um segundo mandato do presidente Lula precisa enfrentar a questão da democratização dos meios de comunicação de forma decidida, com ousadia. A sociedade não pode mais ficar refém de meia dúzia de empresas familiares que dirigem a mídia nacional, transmitindo o que lhes interessa, e que, na maioria das vezes, não interessa a maioria do povo e ao país.
Fiquemos atentos e vamos começar a cobrar, desde já, que se inicie esse debate para promover a pluralidade de idéias e opiniões.

Experiência Profissional

2006 / Atual – Revista Movimento – Publicação da União Nacional dos Estudantes
Cargo – Editora e Redatora
Sou responsável por todo o processo de edição da revista, que foi criada em 1986. A publicação é composta pelas editorias de Brasil, Internacional, Educação e Cultura. De circulação nacional, tem tiragem de 50 mil exemplares e é de distribuição gratuita.

2005 / Atual – Revista Presença da Mulher – Publicação da União Brasileira de Mulheres
Cargo – Editora e Redatora
Revista dedicada ao público feminino que completou 20 anos. Aborda temas relativos à questão de gênero no século XXI, a situação da mulher no mercado de trabalho e na sociedade, temas científicos e culturais, entrevistas, encarte teórico e reportagens especiais e dicas de saúde e tecnologia.

2002 / 2006 – EstudanteNet – Site Oficial da UNE e da UBES
Cargo – Editora e Redatora
Produção e edição de conteúdo para portal diário na internet. Temas mais abordados: Educação, Política Nacional e Internacional, Comportamento Jovem, Cultura. Entre as atribuições, orientei a criação de layout e definição de conteúdos editorias para o portal. Também era responsável pelo desenvolvimento de conteúdo para os materiais impressos da empresa (jornais, revistas, boletins). A organização da cobertura dos eventos nacionais das entidades bem como a coordenação das equipes era de minha responsabilidade. Colaborava com a equipe de assessoria para fazer o relacionamento com imprensa

Assumindo posições

Não é tarefa fácil, nos dias atuais, elogiar a imprensa. Arrebatada pela idéia de ser um poder paralelo e acima do bem e do mal, apresenta cotidianamente para milhões de pessoas – seja pela TV, internet, jornais, revistas – opiniões como fatos, pontos de vista como verdades inquestionáveis.
Sob o manto da imparcialidade, da divulgação de notícias, alicia um exército de seguidores para suas ‘opiniões’ fatos.
Há quatro anos, elogiei a coragem e a coerência de Carta Capital por ter assumido publicamente seu posicionamento diante daquela disputa presidencial.
Na ocasião, poucos foram os que saudaram a iniciativa da transparência, do respeito ao leitor, que mesmo sendo contrário ao posicionamento do veículo, estava ciente dele. Pior os casos nos quais essa postura é implícita.
Mais uma vez, Carta Capital vem a público explicitar sua opinião diante das eleições. E, novamente, o faz declarando apoio a Lula, rompendo com a hipocrisia da imparcialidade e com o censo comum da grande mídia, que promoveu um linchamento público contra o governo Lula e que, se “dependesse dos donos da mídia nativa, não sobraria pedra sobre pedra do governo que se encerra”, nas palavras do próprio Mino Carta.

x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x

Interessante e instigante o blog de Mino Carta. Com seu estilo, um pouco romanesco é verdade, ele destila sem vacilar suas opiniões sobre os mais variados assuntos.

Eu blogo, tú blogas, ele bloga, nós blogamos

É gente, apesar de já ser final deste 31 de agosto, não poderia deixar passar em branco o dia mundial do blog!
A data foi criada por blogueiros de todo o planeta, que escolheram este dia pela sua semelhança com o BLOG – 3108.
Há os que considerem os blogs como uma revolução comunicacional, que democratizam os espaços, veiculando com rapidez zilhões de opiniões e até fatos, porque não. Muitos chamam a atenção de que os blogs não podem ser considerados fontes jornalísticas, pois não há como averiguar as informações e, com isso, boatos tornam-se fatos – o que é mesmo preocupante.
Para a grande maioria dos blogueiros, o espaço virtual funciona como um diário, um lugar para dar vazão aos sentimentos, pensamentos, reflexões. Para experimentar novas formas de expressão, arriscar uma veia literária, dramática, cômica, filosófica, esportiva.
Enfim, o blog pode ser o que você quiser e muito mais.
Eu demorei para aderir. Me rendi aos seus encantos e às suas ilimitadas possibilidades. É certo que, como já disse outra vez, não é tarefa fácil mantê-lo. E não tem sido mesmo. Mas, o desafio é um de seus atrativos.
Eu blogo, nós blogamos!

De cabeça erguida

Foi assim o tempo todo. Todo mesmo. Os 180 minutos de um jogo que colocou frente a frente os dois melhores times do Brasil e da América.
De cabeça erguida, os tricolores e colorados, buscaram a vitória, desejaram o título. E cada um à sua moda percorreu os gramados paulista e gaúcho para encher os olhos de torcedores com um espetáculo esportivo que merece uma justa reverência.
Sempre registrei que a disputa com o Inter seria de alto nível. Procurei não menosprezar o adversário, respeitando-o.
Claro que a derrota em casa nos prejudicou. Mas sabíamos que era possível vencer.
No Beira Rio demos a nossa alma. Até o último minuto. 2×1 – Esperança nos olhos, mão suada, ainda é possível vencer. 2×2 – Ainda é possível. Não foi.
Não vencemos. Empatamos, e o Inter sagrou-se pela primeira vez campeão da Taça Libertadores da América. O seu primeiro título. Foi justo. Foi suado.
Isso não significa que tenha sido justa a nossa derrota. Não foi. Merecíamos a vitória, o tetra. Fizemos uma campanha excelente. Guerreira.
Mas perdemos altaneiros, de cabeça erguida. Apesar da tristeza, do nó na garganta, me orgulho de torcer para o São Paulo. Viva o Tricolor!

Categoria: Futebol  One Comentário

Frase do Dia

“Tiraram o Soneca pra colocar o Dunga e deixar todo mundo Zangado.”
Daniele Moraes, jornalista

Precisa dizer mais alguma coisa?

Categoria: Futebol  2 Comments
FireStats icon Powered by FireStats