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HORAMENSAGEM

Cuba: mártir sin aura

aaaaaapatriaPor José Steinsleger, no La Jornada

Un terremoto acabó con Haití, y otro de gran intensidad estremeció a Chile. En Colombia se descubrió la mayor fosa clandestina de la historia latinoamericana (2 mil cadáveres) y los paramilitares admitieron haber asesinado a 30 mil personas, cifra que la Fiscalía estimó en 120 mil cuanto menos.

En México, las decapitaciones y matanzas de jóvenes son parte del “turismo aventura”, sólo que ahora las cabezas vienen desholladas. Y las teleaudiencias de los países “civilizados” ya responden con bostezos a los bombardeos de ciudades abiertas y las masacres sistemáticas de civiles de-sarmados en Afganistán, Irak o Palestina. ¡Usted elige!

De las tragedias acontecidas en el primer bimestre del año en curso, ninguna más ruidosa que la muerte por inanición voluntaria del ciudadano cubano Orlando Zapata Tamayo, preso “político”, “de conciencia”, “disidente”, “opositor”, “delincuente común”. Macromediáticamente, resultó la noticia mejor posicionada.

Los comentarios publicados se dispararon en cuatro direcciones: 1) el desgarre de vestiduras del tipo “te lo dije”; 2) los de la izquierda que admiten el drama, y luego te explican cómo funciona el sistema penitenciario yanqui; 3) los refritados del Miami Herald y El País de Madrid que presentan al muerto como el Nelson Mandela del Caribe; 4) y los del Granma, en los que Zapata era una suerte de Hannibal Lecter.

Si para hilar fino nos apoyamos en las reflexiones de Michel Foucault (Vigilar y castigar, 1975), sólo resta cerrar filas con los mirlos blancos del humanismo a la carta. En el loquito mundo que vivimos, todos los presos del País Vasco o de Colombia son por definición “terroristas” de la ETA y de las FARC, y toda la población penal de Cuba, sin excepción, lucha en favor de “la democracia y la libertad”.

En España, por ejemplo, jueces como Baltasar Garzón resultan tan “justicieros” que de un lado libran orden de captura contra los genocidas de América Latina o emprenden la revisión de los crímenes del franquismo, y por el otro legalizan por omisión la tortura en el País Vasco. ¿Que “fuera de España no se entiende”? Es posible: basta con hacerse el sueco y calcular, cuidadosamente, costos y beneficios políticos.

¿Por definición de quién? Mejor no preguntar. De hacerlo, quedaría en entredicho el celo de los grandes medios de comunicación que velan por la verdad, la objetividad, la independencia, la ética y nuestra claridad informativa.

En los informes de Amnistía Internacional y Human Rights Watch (entidades poco amigas de Cuba), donde figuran los famosos 75 cubanos sentenciados en 2003 por conspiración, Orlando Zapata no aparece. Y en el libro Los disidentes, de Rosa Miriam Elizalde y Luis Báez (La Habana, 2003), tampoco aparece entre el medio centenar de “luchadores por la libertad” que entre noviembre de 2002 y marzo de 2003 eran agasajados por el embajador James Cason en la Oficina de Intereses de Estados Unidos en La Habana.

Se dice que Zapata fue encarcelado por “… profesar unas ideas que contradecían la línea oficial”. Algo de razón hay en esto. En el juicio celebrado en 2003, Zapata admitió que violaba (y no pacíficamente) el artículo 91 del Código Penal y la ley 88 de “Protección de la Independencia Nacional y la Economía de Cuba” (1996), que castiga con duras penas de cárcel a los considerados culpables de apoyar la política criminal de Estados Unidos contra Cuba a través de la ley Helms-Burton.

¿Irregularidades legales? En España la ley establece: “… serán castigados con la pena de prisión de cuatro a ocho años los que, con el fin de perjudicar la autoridad del Estado o comprometer la dignidad o los intereses vitales de España, mantuvieran inteligencia o relación de cualquier género con gobiernos extranjeros, con sus agentes o con grupos, organismos o asociaciones internacionales o extranjeras” (artículo 592, sección primera del Código Penal).

No hay muerto malo y lo apuntado no explica el suicidio de Zapata. En mayor o menor grado, los sistemas penitenciarios son una mierda. Y cuando un sentenciado oye por primera vez el seco ruido metálico de las rejas a sus espaldas, ingresa en una dimensión de la existencia en la que todo pasa a depender, básicamente, de su conciencia, de su equilibrio síquico, de su moral de resistencia.

Hace un año, el legendario militante antifascista José Ortín Martínez, miembro del Partido Comunista de España (reconstituido), falleció de un infarto al corazón en la cárcel de Fontcalent (Alicante). Tenía 63 años y padeció 25 años de prisión en primer grado. Ortín Martínez fue brutalmente torturado y vejado, y protagonizó 10 huelgas de hambre, algunas de varios meses de duración.

La pregunta es: ¿por qué Washington, la mafia de Miami, el Estado español y la Unión Europea se hallan tan preocupados por la voluntaria muerte del cubano?

Quem são e por que lutam os “dissidentes” cubanos

aaaaaaaaaaaaaaadamas

Por Osvaldo Bertolino

A foto acima está correndo o mundo pela mídia para ilustrar a “repressão” às “Damas de Blanco” ontem na cidade de Havana, em Cuba. A manipulação é flagrante. Observe que as pessoas que não estão de branco não são mostradas. As legendas e as matérias dizem apenas que são políciais, agredindo manifestantes pacíficos. Podem até ser policiais — vamos admtir essa hipótese para não sermos tão rigorosos com os manipuladores. Mas a mensagem ignora que uma multidão de cubanos — cerca de 400 “partidários do regime”, segundo a mídia torpe — enfrentou as manifestantes. De onde surgiram essas “Damas”? Vejamos.

Em meados de 2002, um sujeito astuto desembarcou em Havana, vindo dos Estados Unidos, pisando macio como se estivesse de sandálias de veludo. Atendia pelo nome de James Cason e em setembro daquele mesmo ano seria anunciado como o novo chefe do Escritório de Interesses dos Estados Unidos em Cuba. Era amigo de longa data de Otto Reich, o comandante das operações da “guerra suja” travada contra a Revolução Sandinista na Nicarágua. Ali, os dois atuaram juntos. Reich era o responsável por redigir proclamações e manifestos em nome dos grupos organizados por eles e que empreendiam a “guerra suja”. Cason atuava como recrutador de mercenários.

Com o caso “Irã-Contras”, um escândalo de corrupção e tráfico de armas para financiar os “contras” nicaragüenses, ambos foram afastados das operações por decisão do Senado dos Estados Unidos. Reich ficou atuando nas sombras até que em um momento de recesso do Congresso, já no governo do ex-presidente George W. Bush, foi nomeado subsecretário de Estado para Assuntos da América Latina. E uma de suas primeiras providências foi a de enviar Cason a Cuba para “sondar o terreno”.

Viagens de exploração

O momento era delicado para a ilha socialista. O governo dos Estados Unidos trabalhava febrilmente para convencer o mundo que um “eixo do mal” preparava ações para atacar o império. E, para se defender, a melhor defesa seria o ataque. O Iraque foi o primeiro país a entrar na alça de mira de Bush — a invasão do país começou no dia 19 de março de 2003. Cuba poderia ser a próxima vítima a qualquer momento.

Em setembro de 2002, antes de assumir oficialmente a chefia do Escritório de Interesses dos Estados Unidos em Cuba, Cason fez algumas viagens de exploração pelo país. Fez contatos, propostas e muitas reuniões. Com as informações levantadas, montou um plano de ação. A primeira atividade foi a convocação de uma manifestação para o dia 24 de fevereiro de 2003, quando se comemora na ilha o início da última guerra de independência contra a Espanha, em 1895. O ato ocorreu no apartamento de Martha Beatriz Roque — organizadora do grupo “Damas de Blanco” e conhecida mercenária cubana —, em Havana, com a presença de cerca de 30 pessoas. Tudo feito às claras, com declarações públicas.

Liberdade e justiça

Em uma entrevista coletiva, Cason anunciou o plano de intensificar os esforços pela “transição democrática” em Cuba e pronunciou verdadeiros impropérios contra o líder revolucionário e então presidente cubano, Fidel Castro. Quando um jornalista lhe perguntou se a sua presença no ato não confirmava a denúncia do governo cubano de ingerência em assuntos internos, Cason disse: “Não, porque acredito que aqui convidaram todo o corpo diplomático e, como convidado, não tenho medo.”

Em seguida ele revelou a verdadeira intenção da reunião. “Infelizmente, o governo cubano, esse sim, tem medo. Medo da liberdade de consciência, da liberdade de expressão, medo dos direitos humanos. Os grupos (de “dissidentes” organizados por ele) estão demonstrando que há cubanos que não têm medo”, disse. E finalizou a declaração: “Estou aqui como convidado e vou percorrer todo o país, visitando todas as pessoas, que, sim, querem liberdade e justiça.”

Invasão do país

Os cubanos presentes eram pessoas que os norte-americanos capturavam no mar e mandavam de volta à ilha — geralmente com antecedentes criminais ou com problemas legais que as impedem de serem enquadradas nas regras para um visto de saída conforme o acordo migratório entre Cuba e Estados Unidos. Cason agrupou essas pessoas em uma “organização de ex-balseiros” e deu-lhes a denominação de “dissidentes”. Outro grupo foi organizado como “jornalistas independentes”.    

Logo depois da reunião, Cason viajou para Miami — onde intensificou os ataques a Cuba e a Fidel Castro. Nos dias seguintes, ele fez um intenso vai-e-vem entre Havana e Miami. E sempre concedia entrevista coletiva, matéria prima que alimentou uma onda anticubana ignominiosa pela mídia. O objetivo era provocar a sua expulsão ou algum outro tipo de atrito para criar um fato que justificaria a invasão do país. O assunto foi debatido pela Assembléia Nacional cubana, que chegou à conclusão de que o país estava diante de uma armadilha.

Celas solitárias

Outra medida que complementaria o plano Reich-Cason foi a transferência dos “Cinco Heróis da República” cubanos, presos nos Estados Unidos em missão para combater o terrorismo contra a ilha, para unidades especiais, no dia 6 de março de 2003. Foram tomadas medidas rigorosas contra eles, como o confinamento em celas solitárias. No dia 10 de março, o Ministério das Relações Exteriores de Cuba entregou uma nota diplomática de protestos a Cason.

A situação já havia chegado a um ponto crítico. No dia 12 de março de 2003, foi realizada, na residência de Cason em Havana, uma atividade com 18 “dissidentes”. No dia 14, o grupo votou a se reunir. E, desde então, passaram a se encontrar regularmente. A invasão do Iraque estava próxima. E uma atmosfera de guerra tomou conta do país.

Tensa negociação

Duas horas antes de começar a invasão do Iraque, no dia 19 de março de março de 2003, um avião da ilha da Juventude, fazendo a última viagem di dia, foi seqüestrado por seis pessoas e desviado para os Estados Unidos com mais um grupo de “dissidentes” a bordo, onde receberam permissão para ficar em virtude da imoral Lei de Ajuste Cubano. Os demais passageiros foram incitados e ficar e, diante da recusa, foram hostilizados e devolvidos a Cuba.

No dia 31 de março de 2003, outro avião foi seqüestrado, com 45 passageiros a bordo. O líder dos seqüestradores anunciou que desviaria o vôo para Miami, mas o combustível não dava. O avião pousou na ilha da Juventude e iniciou-se uma tensa negociação, comandada pessoalmente por Fidel Castro. O próprio piloto se recusava a voar, indignado com a ousadia dos “dissidentes”. Foi preciso uma longa conversa de Fidel Castro para convencê-lo a levar o avião para as Bahamas.

Pena capital

No dia seguinte, 1º de abril, na baía de Havana, houve o seqüestro de uma embarcação cheia de passageiros — alguns, turistas — por um grupo de onze ou doze “dissidentes”. De novo, Fidel Castro comandou pessoalmente as negociações, que resultaram na prisão do chefe dos sequestradores e na liberação da embarcação. Duas turistas francesas se jogaram na água. Na distração do líder do bando, um membro do Ministério do Interior que estava a bordo se atracou com ele e o dominou.

Diante da situação, a Assembléia Nacional aprovou a aplicação de penas previstas na legislação do país, de acordo com decisões da Justiça. Três “dissidentes” receberam a pena capital. Outros tantos foram apenados de acordo com os mais rígidos preceitos do Estado de Direito e das regras judiciais internacionais. Logo em seguida, começou a campanha internacional da direita pela libertação dos “presos políticos”, que tem nas “Damas de Blanco” um de seus pontos de apoio. 

Com informações dos livros “Biografia a duas vozes” e “Os dissidentes”

Cuba: Diplomatas dos EUA e da UE participam de provocação

O governo cubano denunciou diplomatas europeus e americanos por participar de atos de provocações por estarem presentes quando uma manifestação de mercenárias, chamadas de “Damas de Blanco”, foi rechaçada pela população cubana.

“Um funcionário do Escritório de Interesses dos Estados Unidos (Sina) em Havana participou hoje de novo ato de provocação contrarrevolucionária”, afirmou a agência Prensa Latina, que o identificou como Lowell Dale Lawton.

De acordo com a agência de notícias, o americano “assistiu a uma missa em uma igreja no bairro de Párraga junto com integrantes das autodenominadas Damas de Branco, que ao fim da liturgia saíram às ruas para protestar contra supostas violações de direitos humanos em Cuba”.

A Prensa Latina disse que as “ações de provocação em Cuba com a presença de diplomatas americanos e de países da Europa Ocidental acontecem em meio a uma campanha de corporações midiáticas contra a ilha, intensificada a partir de 10 de março, quando o Parlamento Europeu adotou uma resolução de condenação por supostas violações dos direitos humanos”.

Além da nota, um programa de duas horas na televisão denunciou uma “maquinaria anticubana” que mantém uma “feroz campanha midiática” contra o país.

Segundo a televisão, “os europeus cumprem uma missão dos Estados Unidos”, com a ajuda de “cérebros que trabalham para o mal”.

Uruguai rejeita participar de campanha anticubana

O chanceler uruguaio, Luis Almagro, afirmou que seu governo considera precipitado anunciar uma condenação contra a morte do mercenário Orlando Zapata Tamayo.

“Empurrar o Uruguai a uma condenação é precipitado, não há dados suficientes. Existe informação contraditória”, assinalou Almagro, que planeja se reunir com funcionários da Embaixada de Cuba em Montevidéu para conversar sobre a onda de ataques a Cuba.

O chanceler comentou que para fazer uma declaração contrária a um país é preciso ter mais informações do que àquelas à disposição do governo provenientes de agências de notícia internacionais.

O ministro das Relações Exteriores também lembrou que, na região, “até agora ninguém condenou” o governo cubano pelo falecimento do mercenário.

De acordo com Almagro, o Uruguai é “respeitoso e promotor dos direitos humanos” e o caso de Cuba, como o de qualquer outro país, “deve ser revisado sobre uma base ética muito firme”. O chanceler lembrou ainda que seu governo age de acordo com o princípio da não intervenção em assuntos internos de outros Estados.

Tanto no Senado quanto na Câmara de Deputados do Uruguai foram rejeitadas moções de condenação a Havana.

Com agências

 

Declaración Sodepaz Andalucía sobre fallecimiento preso cubano‏

aaaavenceremosEn relación con el fallecimiento del preso cubano Orlando Zapata Tamayo tras una prolongada huelga de hambre y la campaña mediática desencadenada por los medios occidentales, Sodepaz Andalucía declara:

1. Lamentamos sinceramente el fallecimiento del preso cubano y el dolor que ello ha llevado a su familia. Los cuáles no son ajenos al conflicto creado y mantenido por EEUU y el capitalismo mundial, que se expresa fundamentalmente en la agresión por todos los medios contra Cuba.

2. Consideramos que este luctuoso suceso ha sido utilizado para argumentar una nueva campaña contra Cuba basada fundamentalmente en que Orlando Zapata se encontraba preso por sus opiniones y en que el Gobierno cubano le ha dejado morir, incluso le ha llevado a la muerte. Consideramos ambos argumentos falsos.

3. El citado preso cubano inició una huelga de hambre voluntaria el 18 de diciembre de 2009 y rechazó expresamente la asistencia médica. Y falleció el 23 de febrero de 2010 a causa de Neumonía bacteriana bilateral y Fracaso Multiorgánico, muy frecuentemente mortales y sin duda condicionados por el prolongado ayuno.

4. El citado preso cubano fue trasladado inicialmente al Puesto Médico del penal y posteriormente, al Hospital Provincial de Camaguey y al Hospital Nacional de Reclusos de La Habana, donde se le realizaron estudios clínicos y se le prestó asistencia médica, incluida terapia intermedia, medicación intravenosa y alimentación voluntaria por vía parenteral y enteral. Finalmente fue trasladado al Hospital Hermanos Amejeiras, el más grande de Cuba, en cuya UCI falleció bajo tratamiento antibiótico, ventilación mecánica, diálisis artificial y soporte vital avanzado. Su propia familia agradeció el esmerado cuidado médico tal como se aprecia en grabaciones difundidas en varios medios.

5. La declaración de Malta de la Asociación Médica Mundial sobre las Personas en Huelga de Hambre de 1991 establece en su artículo 19 que es ético permitir que una persona en huelga de hambre muera en dignidad, en lugar de someterla a repetidas intervenciones contra su voluntad. Y también que el médico puede considerar, si se justifica, no seguir las instrucciones que rechazan el tratamiento porque, por ejemplo, se piensa que el rechazo fue expresado bajo presión. En el artículo 20 se establece que la alimentación artificial puede ser aceptable si las personas incompetentes no han dejado instrucciones anticipadas sin presión que la rechacen. Consideramos por todo ello que Orlando Zapata fue tratado, antes de su muerte, esmeradamente desde el punto de vista clínico y justamente desde el punto de vista médico legal.

6. El citado preso cubano desde julio de 1990, fue procesado y condenado por “violación de domicilio” (1993), “lesiones menos graves” (2000), “estafa” (2000), “lesiones y tenencia de arma blanca” (2000: heridas y fractura de cráneo a una víctima utilizando un machete), “alteración del orden” y “desórdenes públicos” (2002). También otros cargos como Daños y Exhibicionismo público. Ingresa nuevamente en prisión después de haber sido sancionado en el 2004, a tres años, por Desorden Público, Desacato y Resistencia. Y a partir de entonces protagoniza varias acciones violentas en ella, agrediendo físicamente a funcionarios penitenciarios lo que incrementa su condena por Desorden en Establecimiento Penitenciario y Desacato. Es más de una década después de su primer juicio cuando es vinculado a los llamados disidentes sin aparente motivo alguno.

7. En los informes de Amnistía Internacional y Human Rights Watch donde figuran los cubanos sentenciados en 2003 por conspiración con EEUU, Orlando Zapata no aparece. Y en el libro  Los disidentes, de Rosa Miriam Elizalde y Luis Báez (La Habana, 2003), tampoco aparece entre el medio centenar de “luchadores por la libertad” que entre noviembre de 2002 y marzo de 2003 eran agasajados y financiados por el “embajador” James Cason en la Oficina de Intereses de Estados Unidos en La Habana. Tampoco aparece en la lista de “disidentes” que EEUU entregó a la ONU en 2003.

8. En el juicio celebrado en 2003, Zapata admitió que violaba el artículo 91 del Código Penal cubano y la ley 88 de “Protección de la Independencia Nacional y la Economía de Cuba” (1996), que castiga con penas de cárcel a l@s considerados culpables de colaborar activamente con la política criminal de Estados Unidos contra Cuba. En el estado español el artículo 592, sección primera del Código Penal establece: “… serán castigados con la pena de prisión de cuatro a ocho años los que, con el fin de perjudicar la autoridad del Estado o comprometer la dignidad o los intereses vitales de España, mantuvieran inteligencia o relación de cualquier género con gobiernos extranjeros, con sus agentes o con grupos, organismos o asociaciones internacionales o extranjeras”.

9. Un informe de la Oficina de Contabilidad del Gobierno de Estados Unidos (GAO) divulgado en 2006 encontró irregularidades en el uso de parte de los 74 millones de dólares de donaciones enviadas a grupos de la oposición cubanos entre 1996 y 2005, cifra creciente año a año.Considerando que hay ciudadanos norteamericanos procesados por sólo viajar a Cuba, ¿Qué le pasaría a un norteamericano acusado de estar dirigido y financiado por Cuba para subvertir el sistema de los EEUU?

10. Según el último informe de la propia Amnistía Internacional, Cuba es el país que menos viola los derechos humanos en comparación a toda América Latina, ya que no se recogen torturas, ni desapariciones, ni asesinatos extrajudiciales, ni desplazamientos forzosos por el ejército de miles de personas. Pero si Zapata Tamayo fue encarcelado por sus ideas. ¿Por qué no está presa su madre?, que acusa a gritos al Gobierno de Cuba de asesino. ¿Por qué no están presas las Damas de blanco, u Oswaldo Payá o Elizardo Sánchez el Camaján? Que se manifiestan reiteradamente en Cuba contra el Gobierno e intervienen libremente en medios internacionales, que recogieron 10.000 firmas para cambiar la Constitución cubana y las presentaron libremente ante  las cámaras internacionales ¿No dicen los medios que se encarcela a todo el que piensa distinto? ¿No se habla de cerrazón informativa de Cuba? ¿Cómo aparecen a las pocas horas noticias en todas las agencias occidentales? ¿Cómo publica libremente Yoani Sánchez cada día? ¿No estaba prohibido internet en Cuba? Demasiadas preguntas para otra historia.

11. Denunciamos que no es la preocupación por los derechos humanos y la muerte de Orlando Zapata lo que mueve a los que atacan a Cuba. Sino la tremenda hipocresía, la doble moral y la utilización inmoral de la desgracia, nada propiciada por el Gobierno de Cuba, que hacen los enemigos de Cuba. La declaración de un alto responsable del Partido Popular de Euskadi diciendo que cada preso vasco que llevara hasta el final su huelga de hambre sería un problema menos, les delata. La entrega del Toisón de Oro por parte del Rey y el gobierno español al Rey Abdalá de Arabia Saudi (donde se ejecuta homosexuales por el hecho de serlo, se lapida a las mujeres y donde insultar al rey te cuesta la muerte) les condena. Su silencio frente a los 2.000 cadáveres de civiles colombianos descubiertos hace unos días, asesinados por sus “demócratas”, les acusa.

12. Llamamos a tod@s los que se han dejado influir, voluntariamente o no, por una supuesta neutralidad y falso humanitarismo, ajenos al análisis de la realidad, a reflexionar e informarse.

13. Llamamos a tod@s l@s amig@s de Cuba y de los Pueblos a redoblar sus esfuerzos y su tarea en defensa de la Revolución Cubana y con ello a la de los Pueblos del mundo.

En Sevilla a los 26 días del mes de febrero de 2010

Sodepaz Andalucía

Presidente da Finep defende a inclusão na sociedade do conhecimento

Do site da UEM
Na palestra que proferiu, na quarta-feira à tarde, na Universidade Estadual de Maringá, o presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Luis Manuel Rebelo Fernandes, disse que o indivíduo que não domina as técnicas básicas das tecnologias da informação “não é um cidadão pleno do mundo”.

Fernandes falou sobre a ciência, a tecnologia e os desafios do desenvolvimento nacional, na aula magna para a pós-graduação. Para ele, o conceito de sociedade do conhecimento foi o que acabou prevalecendo para traduzir o desenvolvimento verificado nas últimas décadas em todo o mundo.

Segundo o presidente da Finep, embora as tecnologias da informação alavanquem o desenvolvimento, alguns países centrais passaram a concentrar riqueza e poder pelo fato de dominar estas tecnologias. E, na medida, em que estes países passaram a bloquear o uso de algumas tecnologias, com o argumento de que possam ser utilizadas de forma dual, ou seja, tanto para o bem como para o mal, isso implica numa espécie de apartheid tecnológico.

De acordo com Fernandes, aceitar passivamente a lógica que estrutura a sociedade do conhecimento é como permitir o surgimento de um novo estatuto colonial.

A boa notícia, diz ele, é que alguns países decidiram implementar políticas ativas de desenvolvimento nacional, que resultaram na reversão do processo de concentração dos países emergentes. Um exemplo é a China, que, nos últimos anos, triplicou sua participação no PIB (Produto Interno Bruto) mundial, se considerado o crescimento apenas pelo poder paritário de compra.

Antes da palestra, Fernandes visitou as instalações do Complexo de Apoio à Pesquisa (Comcap), no câmpus universitário, e conheceu alguns laboratórios que desenvolvem estudos financiados pela Finep.

Ao abrir a solenidade, o reitor Décio Sperandio enalteceu a importância da UEM no cenário nacional, destacando que o resultado desta visibilidade se deve ao idealismo dos professores, técnicos e alunos.

Além de citar a quantidade de cursos de pós-graduação stricto sensu que a UEM possui, o reitor informou que a Universidade deve apresentar, até junho deste ano, a proposta de criação de mais 10 programas de pós-graduação. Segundo ele, isso vai aumentar “o capital científico” do Paraná e do Brasil.

Sperandio elogiou o trabalho da Finep, frisando que o órgão atua sob critérios eminentementes acadêmicos e científicos. O reitor disse que a UEM obteve da Finep cerca de R$ 7,2 milhões em 2009 e está pleiteando, para 2010, em torno de R$ 15 milhões. E agradeceu à Financiadora pela destinação de editais de financiamento específicos para as universidades estaduais, atendendo a uma reivindicação apresentada pela Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem).

O pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Benedito Prado Dias Filho, enalteceu o fato de que a Finep passou a representar um marco a partir do momento em que começou a destinar recursos por meio do Fundo Setorial de Infra-Estrutura, o CT-INFRA.

Segundo ele, o dinheiro que a UEM já obteve do Fundo permitiu a aquisição de equipamentos e a ampliação das instalações.

O pró-reitor também falou sobre a perspectiva de ampliação da área do Comcap em 3 mil m2. Conforme ele, a idéia é consolidar o Complexo como centro de geração de tecnologias e de transferência destas tecnologias para o setor produtivo.

O presidente da Fundação Araucária, José Tarcísio Trindade, que representou a ex-secretária estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Lygia Pupatto, disse que a ciência e a tecnologia são um dos caminhos para a emancipação política, além de uma ferramenta pela busca de uma sociedade mais justa e igualitária.

O vice-reitor Mário Azevedo, presidente da Comissão de Celebração dos 40 anos da UEM, lembrou que a grande idéia da Comissão, ao organizar as aulas magnas, foi promover a recepção acadêmica para o ano letivo de 2010. A aula magna ocorreu no auditório do PDE (Programa de Desenvolvimento Educacional).

Líder do PT:Ciro está do nosso lado, apesar de suas críticas

aaaaaaaaaavaxarezzaEliano Jorge, na Terra Magazine

Se os ataques do deputado Ciro Gomes, do PSB, enfim convenceram o PT a desistir de tê-lo encabeçando uma chapa de candidatura ao governo de São Paulo, eles não inviabilizam a aliança com os petistas em âmbito nacional.

O líder do Partido dos Trabalhadores na Câmara, Cândido Vaccarezza, contemporiza e conserta qualquer sinal de rachaduras. “Não vamos levar em consideração as críticas que ele fez ao PT. O Ciro tem um jeito próprio de ser. Estou entre aqueles que acham que o Ciro está do nosso lado. Como ele mesmo disse, faz parte do campo do Lula. Então, não convém a gente ficar esgrimando entre nós. Ele fala, mas tem horas que a gente diz coisas que não quer dizer”, contornou, em entrevista a Terra Magazine.

Reviravoltas são pouco prováveis, na opinião de Vaccarezza. “No quadro atual, não existe mais a hipótese do Ciro Gomes ser o candidato em São Paulo. Ele mesmo deixou claro que não quer. Já tinha falado, semana retrasada, comigo e deu a resposta claramente pelos jornais. Acredito que é definitivo. Se não fosse, ele não falaria do jeito que ele falou, publicamente”, analisa.

A tão comentada reunião entre Ciro e Lula segue em suspensão. “Não sei, aí é a agenda do presidente. Não sei se o presidente vai se reunir com ele”, diz o deputado federal. Assuntos para uma conversa de acertos, a dupla tem. “Deve ter”, esquiva-se Vaccarezza.

Corrida presidencial

O parlamentar petista recorre a uma suposta vantagem do governador paulista José Serra, do PSDB, justamente para retirar importância do aguardado anúncio de sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto, que é propalada pelos tucanos como um marco para seu crescimento na corrida presidencial.

- Não tem nada a ver ele anunciar com a situação dele na pesquisa. Ele é o mais conhecido. A própria pesquisa responde essa pergunta. “Quem é o candidato mais conhecido? José Serra”. Ele é mais conhecido do que a Dilma (Rousseff, pré-candidata petista). Então, ela não está crescendo porque ele não anunciou.

Vaccarezza acredita que a própria falta de pressa de Serra em oficializar sua pré-candidatura confirma essa tese. “Anunciar ou não anunciar é secundário. Ele sabe disso. Tanto é que não está preocupado com isso”.

Sondagens de intenção de voto indicam que a diferença entre o governador e a ministra da Casa Civil vem se reduzindo. Estudo da CNI/Ibope, divulgado nessa quarta-feira, 17, contabiliza 35% para Serra e 30% para Dilma.

“A cada pesquisa, eles dizem que ela bateu no teto. É o jeito do PSDB”, ironiza Vaccarezza, em referência ao discurso tucano, que costuma diagnosticar limites do avanço de Dilma. “Eu entendo o desespero deles. E também uma arrogância grande, né?”.

O líder do PT descarta qualquer estimativa. “Não. Nós temos que fazer o nosso trabalho. Pesquisa não resolve a eleição. O que resolve é eleição”.

Acusações

O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra, afirmou, nesta quarta-feira, 17, que a ministra antecipou sua campanha e usa ilegalmente recursos públicos para isso, como avião presidencial, combustível do governo, além de claque do presidente Lula.

Cândido Vaccarezza retruca: “Acho uma pena que a oposição no Brasil, em vez de discutir projetos, fique atacando inverdades contra as pessoas. Acho lamentável a conduta da oposição. O povo não gosta disso.”

Ele não confirma se o partido tomará providências em relação a essas acusações. “Nossa ação é desenvolver o País, criar empregos, gerar desenvolvimento, distribuir renda, fazer propostas, projeto para tornar o Brasil uma potência mundial, diferente deles”.

A resposta às críticas vem na insistente estratégia de comparar as administrações tucana e petista. “Só os empregos criados no mês de fevereiro (de 2010) correspondem a dois anos do governo Fernando Henrique Cardoso. Foram 209 mil empregos. Até agora, o Lula já criou dez vezes mais empregos do que nos oito anos de Fernando Henrique Cardoso. Dez vezes mais! Até o final do ano, vai multiplicar um pouco mais”, provoca.

O voto antipaulista

Maria Inês Nassif, no jornal Valor Econômico

A popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está longe de ser o único dos problemas do quase candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra. Paulista e governador do Estado mais rico da Federação, Serra carregará o carimbo de origem para os palanques nas outras unidades federativas no momento em que a aversão à política paulista se generaliza.

Lula obteve o seu segundo mandato, em 2006, com uma consagradora votação no Norte e no Nordeste e com uma ínfima diferença sobre o seu adversário, Geraldo Alckmin (PSDB), no Estado de São Paulo. É também o objeto da aversão da elite política e social paulista, alimentada pelo partido hegemônico no Estado, o PSDB. Esse afastamento da política paulista, por si, o livra do estigma de estar ligado ao Estado mais rico da Federação. A sensibilidade para o momento antipaulista da política nacional o conduziu a uma candidata, a ministra Dilma Rousseff, nascida em Minas e que viveu boa parte de sua vida adulta no Rio Grande do Sul. Serra, ao contrário, é o mais importante representante do reduto tucano paulista. É o herdeiro político do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-1998 e 1999-2002), cujos governos tiveram inconteste hegemonia da política e dos setores econômicos do Estado.

Uma das lógicas de Lula, ao escolher a sua candidata, é a de tirar a sucessão do circuito de poder do PT paulista. PSDB e PT de São Paulo dividem não apenas as antipatias dos políticos de outros Estados, mas do eleitorado não paulista. A candidatura de um político recém-saído do governo do Estado mais rico da Federação vai na contramão dessa lógica. São duas apostas diferentes.

Em Minas, o sentimento antipaulista do eleitor foi alimentado por um governador que até o fim do ano passado disputou com Serra a preferência de seu partido como candidato a presidente da República. O discurso de Aécio Neves, que tem popularidade imbatível em seu Estado, é carregado de forte regionalismo; a mídia mineira é coesa em torno do seu governador e amplifica não apenas a ideia de mineiridade, mas a de que o poder político-econômico paulista é indevido. Na hora em que saiu da disputa, deixando o campo aberto para Serra, Aécio já tinha montado, em Minas, um cenário francamente contrário a uma candidatura paulista. Aliás, um trabalho de continuidade do governo anterior, de Itamar Franco, que levou essa pregação ao extremo. Mesmo que Aécio não mova um dedo contra Serra durante o processo eleitoral, e até faça uns discursinhos a favor, dificilmente o governador conseguirá desfazer o que está feito: o ambiente em Minas é francamente contra São Paulo. E Serra é a configuração da hegemonia política desse Estado sobre os demais. No mínimo, o candidato paulista do PSDB vai ter um grande trabalho para reverter essa situação.

Esse não é um prejuízo desprezível. Segundo a contabilidade de um aliado, dono de uma afiada análise político-eleitoral, tomada a base eleitoral da qual partem os candidatos à sucessão de Lula, Minas não apenas é fundamental, mas os votos dos mineiros são definitivos.

A conta que é feita nos bastidores dos partidos oposicionistas transfere para Minas Gerais a decisão sobre as eleições presidenciais. Num cálculo mais ligeiro, a explicação é a seguinte: no Norte e no Nordeste, onde Lula tem uma popularidade próxima a 90%, imagina-se que, mesmo se não fizer uma transferência completa de votos para Dilma, ela será amplamente vitoriosa; no Sul e no Sudeste, exceto Minas, imagina-se que Serra seja o mais votado, neutralizando o favoritismo de Dilma no outro extremo do país. O Centro-Oeste é neutro nessa conta. No fim, os eleitores de Minas – que representam cerca de 10% do eleitorado nacional – acabam definindo o pleito.

Trabalhar esse sentimento antipaulista sem renegar os governos de Fernando Henrique Cardoso será um desafio para o marketing de campanha de Serra. E isso terá de chegar, quase que sem intermediários, no eleitorado dos Estados fora do circuito do Sul-Sudeste (o raciocínio exclui Minas). Nos Estados onde Lula tem grande popularidade, o candidato tucano tem dificuldade de montar palanques.

Um movimento eleitoral de aversão a um grupo hegemônico é um indicador poderoso de um fim de ciclo. Não raro, os movimentos de contestação a hegemonias políticas precedem o fim propriamente dito de uma hegemonia econômica. No período anterior à ditadura militar, o poder político de São Paulo e o econômico estavam dissociados pelo poder autoritário; no período seguinte, eles se encontraram. Nos governos de Fernando Henrique Cardoso, a concentração dos poderes político e econômico do Estado atingiu o seu auge. Nos primeiros anos do governo tucano, o Estado, que era hegemônico econômica e financeiramente, esteve plenamente representado na política e dominou o aparelho do Estado com quadros originários de suas universidades, bancos, setor agropecuário e indústria. Os demais Estados e regiões, esvaziados por uma política tradicional que sobreviveu à ditadura e por uma grande concentração de renda que os excluía dos benefícios do projeto de modernização do governo Fernando Henrique, foram coadjuvantes de um projeto de poder onde sobreviviam meramente das práticas clientelistas. Foi o auge do poder paulista.

Esse poder, ao que tudo indica, não sobreviveu a um período em que ocorreu um movimento mais forte de desconcentração, não apenas decorrente da distribuição de renda a indivíduos, via programas de transferência, mas da descentralização do investimento público. Um projeto de desenvolvimento menos regionalizado vem corroendo a sólida hegemonia que comandou o país pós-Real e foi incontestavelmente dominante até o início do segundo mandato de Lula. O país vive esse período de transição, com todos os ressentimentos dos que perderam no período anterior embutidos na conta a ser paga pelo grupo ainda hegemônico.

Maria Inês Nassif é repórter especial de Política

 

Decisões de investimentos produtivos

Antonio Corrêa de Lacerda, na Terra Magazine

A interpretação dos dados, a partir da divulgação pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) do resultado das contas nacionais de 2009 tem gerado uma interessante discussão sobre o atual momento da economia brasileira. O investimento, medido pela formação bruta de capital fixo, de fato, caiu 9% no ano passado. Ou seja, o que evitou uma queda maior do PIB (Produto Interno Bruto) no ano que passou foi o aumento do consumo das famílias, em grande parte estimulado pelas políticas governamentais, mas também e principalmente pela criação de empregos e crescimento da massa salarial. Outro fator determinante foi a expansão do crédito, para o que houve forte contribuição dos bancos públicos que compensaram a retração do crédito privado.

Embora seja insustentável no longo prazo a repetição deste padrão de crescimento do consumo, sem a correspondente elevação dos investimentos, é absolutamente prematuro desqualificar o desempenho da economia brasileira na crise, ou a sua capacidade de crescimento futuro, apenas baseado nos dados do ano passado.

Isso porque, o que move o investimento produtivo é a expectativa de crescimento da demanda. Ou seja, as empresas só promovem a ampliação da sua capacidade produtiva diante de uma perspectiva firme de crescimento da demanda. Outro fator importante é a disponibilidade de crédito e financiamento, além de demais condições favoráveis ao investimento.

Portanto, se se quer despertar o “espírito animal” do empreendedor (retomando Keynes) é preciso garantir essas condições. O primeiro passo foi muito bem sucedido, ao usar as políticas anticiclicas para suportar o crescimento do consumo. O aumento do investimento público, a oferta de crédito e as desonerações tiveram impacto positivo no consumo. Os efeitos também já se fazem sentir na retomada de projetos de investimentos em vários setores.

É preciso agora ampliar a oferta de condições para favorecer as decisões de investimento na produção, o que passa desde as condições macroeconômicas, como câmbio e juros, por questões de ordem regulatória e de licenciamento ambiental e ainda pela adoção de políticas de competitividade (políticas industrial, comercial e de inovação).

Também é preciso ficar claro que todas essas são condições necessárias para a competitividade e para o investimento produtivo. Portanto, é falsa a ideia que se possa “compensar” a valorização do real, para citar o ponto fundamental, por uma desoneração tributária, ou incentivo. Isso porque, o que está em jogo não é a comparação com as nossas próprias condições de competitividade no passado, mas dos nossos concorrentes no mercado internacional.

Estudos recentes realizados pelos economistas William R. Cline e John Williamson (*) apontam que enquanto o real está sobrevalorizado em 15% em relação ao dólar norteamericano, outro países que competem com o Brasil, possuem moedas desvalorizadas. O yuan chinês, por exemplo, o caso mais gritante, está subvalorizado em 40% relativamente ao dolar. Ou seja, um produto chinês competindo no mercado doméstico brasileiro, ou com uma empresa brasileira no mercado internacional, leva uma vantagem inicial de pelo menos 55%, somente pelo aspecto cambial, sem considerar os demais fatores de competitividade, como custo de financiamento, carga tributária, etc… que também lhe é favorável.

A conclusão é que somente com medidas ousadas que propiciem uma forte transformação nos fatores de competitividade é que vamos evitar que o crescimento econômico brasileiro seja interrompido no futuro, seja por carência de investimentos, ou pelo aumento da vulnerabilidade das contas externas. Houve importantes progressos nos últimos anos, mas a sustentabilidade do processo somente será obtida com as correções nos fatores determinantes para a competitividade da produção e dos investimentos.

(*) “Notes on Equilibrium Exchange Rates: January 2010″. Policy Brief. Peterson Institute for International Economics. Disponível em http://www.piie.com/publications

Antonio Corrêa de Lacerda é professor-doutor do departamento de economia da PUC-SP e autor, entre outros livros, de “Globalização e Investimento Estrangeiro no Brasil” (Saraiva). Foi presidente do Cofecon e da SOBEET.

 

Encontrados restos mortais que podem ser da guerrilha do Araguaia

aaaaaaaaaaossadasFamiliares de um guerrilheiro do Araguaia e uma equipe do Ministério Público Federal (MPF) encontraram restos mortais que podem ser de um guerrilheiro enterrado em Brejo Grande do Araguaia (PA), a 472 km de Belém, em um região conhecida como Tabocão.

Uma pessoa que não quis se identificar apontou a familiares do guerrilheiro Antônio Teodoro de Castro (que usava o codinome Raul) vários locais onde poderiam ter ocorrido os sepultamentos.

Ao realizar buscas no local, os familiares encontraram pedaços de crânio, dentes e tecidos no lugar apontado pelo informante e comunicaram o Ministério Público Federal.

O procurador da República Tiago Modesto Rabelo reuniu uma equipe com agentes da Polícia Federal, do Instituto de Perícias Científicas do Pará e do Instituto Médico Legal de Marabá e se deslocou para o local na terça. Foram registrados depoimentos de moradores e novas escavações encontraram mais restos humanos.

Todo o material encontrado foi levado para a sede do MPF e será encaminhado ao Instituto Médico Legal em Marabá, onde será analisado e descrito.

Identificação

O processo de identificação deve ocorrer em Brasília. De acordo com o informante, o local poderia conter restos dos guerrilheiros Pedro Carretel (Carretel), Rodolfo de Carvalho Troiano (Manoel do A), Gilberto Olímpio Maria (Pedro) e Maurício Grabois (Mário).

Segundo infomrou o MPF, o Tabocão sempre foi apontado como possível área de enterros de guerrilheiros mortos durante os combates da década de 70. Em outubro do ano passado foram realizadas escavações pelo Grupo de Trabalho Tocantins, formado pelo Ministério da Defesa para procurar as ossadas desaparecidas, mas não foram encontrados restos mortais.

De acordo com os depoimentos prestados pelos moradores de Brejo Grande, as escavações do ano passado teriam sido feitas em pontos incorretos.

Um Fundo Monetário Europeu?

Por que os europeus precisam criar um Fundo Monetário próprio, se já controlam amplamente o FMI?

Por Paulo Nogueira Batista Jr., no jornal Folha de S. Paulo

Posso dar um “teco” nos europeus outra vez? Quem gostava de falar assim era o embaixador Álvaro Alencar, brilhante diplomata e querido amigo, já morto. O Itamaraty, aliás, publicou em 2009 um belo livro em sua homenagem: “Álvaro Alencar: Um Diplomata na Luta Contra o Subdesenvolvimento” (Fundação Alexandre Gusmão).

Mas volto aos europeus. Não sei se devo dar mais um “teco”. Vários europeus estão me caçando a pauladas, feito ratazana prenhe. Não gostaram nada de artigos que publiquei recentemente na Folha e em “O Globo”. Onde já se viu um subdesenvolvido ousar escrever sobre o declínio, ainda que relativo, da Europa? Os velhos instintos imperiais deram arrancos triunfais de cachorro atropelado, como diria Nelson Rodrigues.

O leitor provavelmente não sabe, mas hoje já não é possível ter uma conversa reservada, só com brasileiros, no idioma pátrio. Logo aparece algum estrangeiro para dar palpites os mais variados (baseando-se, o que é pior, em traduções parcialmente incorretas e até incompletas).

Por isso, antes de entrar no assunto, aviso amigavelmente a algum europeu que esteja por acaso extraviado nesta coluna: estou falando com o leitor brasileiro, só com ele. Quando quiser falar com estrangeiros, vou escrever em inglês e tentar publicar em algum jornal ou revista no exterior.

Bem. Os europeus não param quietos. A cada semana, uma novidade. A última: querem agora criar um “Fundo Monetário Europeu”.

O ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schäuble, manifestou-se mais de uma vez sobre o tema e publicou artigo no “Financial Times”, na sexta-feira passada.

O ministro atraiu muita atenção, uma vez que a Alemanha é a maior economia da zona do euro.

Todo esse debate começou com o que Schäuble chama de “desastre orçamentário da Grécia”. Pela primeira vez, os países da zona do euro estão plenamente engajados no monitoramento da política econômica de um país membro da união monetária, observa o ministro.

Schäuble reconhece que esse tem sido o papel do FMI em muitas crises. Mas, para ele, assim como para muitos europeus influentes, que um país da zona do euro bata às portas do Fundo é um desfecho inaceitável, ou muito difícil de aceitar. Lorenzo Smaghi, integrante da diretoria do Banco Central Europeu, declarou que a Grécia ir ao Fundo significaria colocar o euro sob administração de um “comissário externo”.

Que ironia! Quando nós, subdesenvolvidos, manifestávamos esse tipo de relutância, os europeus e outros nos criticavam severamente por falta de compromisso com as entidades multilaterais e resistência irracional ao FMI.

Segundo Schäuble, os membros do euro deveriam ter acesso a ajuda de emergência proporcionada por um “Fundo Monetário Europeu”, “o que evitaria que eles tivessem de recorrer ao FMI no futuro”.

Não há consenso na Europa, nem mesmo na Alemanha, a respeito da proposta. A chanceler alemã, Angela Merkel, apoia a proposta, que ainda precisa ser detalhada.

O presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, disse que ela merece ser examinada.

Porém um aspecto parece incompreensível: por que os europeus precisariam criar um Fundo Monetário próprio, se já controlam amplamente o FMI aqui em Washington, onde estão escandalosamente sobrerrepresentados?

O último eldorado brasileiro

Por Guilherme A. V. Dias, coordenador do escritório do IPEA da Região Norte, no siete anoticia

No final do ano de 2009, o presidente Lula escolheu a região Norte do Brasil como a mais estratégica e importante para a sociedade nacional e diretamente ligada ao futuro da sobrevivência da humanidade. Exagero do nosso presidente? O presidente Lula está com a razão!

A região Norte representa quase a metade do território e dá abrigo a 23 milhões de brasileiras e brasileiros.

É na região Norte onde está a maior bacia hidrográfica do planeta e a maior floresta tropical.

Por diversas razões, que não serão ditas neste artigo, infelizmente, é também a região Norte a de menor desenvolvimento do Brasil e, ao mesmo tempo, a de maior potencial na geração de riquezas.

Terra dos mistérios, dos valentes, dos desbravadores, da gente bonita, forte e hospitaleira. Seria a terra dos condenados e derrotados também? Condenados a serem subjugados pela força da natureza, derrotados pela ganância dos forasteiros?

Definitivamente não serão o destino do povo da região Norte nem a derrota, nem a subjugação.

O Norte também é a terra dos resistentes, dos teimosos e generosos. Resistentes à força da natureza, teimosos em permanecer vigilantes e guardando os segredos e as riquezas da terra para, no futuro, de forma generosa, redistribuí-las para as outras regiões do Brasil.

É assim que eu vejo a terra e o povo do Norte. As duas grandes forças – terra e gente -tendo como aliadas a natureza.

Falta ao povo do Sudeste enxergar, valorizar e ser solidário já com o povo do Norte. Não a solidariedade da doação de esmolas, pois este povo se recusa a recebê-las, mas sim o ato de trabalharem juntos para crescer conjuntamente.

O atual governo federal reconhece o valor do povo e da região. O PAC é um exemplo desse reconhecimento que, agora, é ampliado com a chegada e o apoio modesto que poderá fornecer o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), fundação pública federal vinculada à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República.

O Ipea há 45 anos contribui nos campos do planejamento, da formulação e avaliação das políticas públicas e na produção e disseminação de conhecimento técnico nos mais variados temas, desde a macroeconomia ao meio ambiente. Essas serão as contribuições, para o instante presente, que pretendemos fornecer em estreita parceria com os governos dos estados e municípios, os institutos de pesquisa locais, as universidades e a sociedade civil organizada.

Devem-se somar os esforços e os conhecimentos para multiplicar e bem aproveitar as riquezas naturais e humanas da região Norte. O objetivo do governo federal e do Ipea é contribuir com a elevação da qualidade de vida do povo desta região, no nível que ele merece viver. É questão de justiça.

É a nossa primeira tarefa nesta caminhada. Sem gerar o bem-estar e elevar a qualidade de vida das sociedades dos estados – Acre, Amapá, Amazonas, Rondônia, Roraima, Pará e Tocantins -, não poderemos dar o segundo passo da jornada.

Nesta jornada, o povo do Norte, que tem a sabedoria e a generosidade suficientes e já demonstradas ao longo da história, saberá dividir os avanços conquistados com as outras regiões do Brasil. E até mesmo com a comunidade internacional, que num futuro não distante dependerá muito da terra e do povo do Norte do Brasil. Tratemos da construção do mundo novo a partir da região Norte do País. Uma responsabilidade de todos os brasileiros e para o bem da humanidade.

Ipea lança revista internacional Tempo do Mundo

Facilitar a troca de ideias e proposições com ênfase no desenvolvimento econômico e social sustentável de países do eixo Sul-Sul é o objetivo da Revista Tempo do Mundo, publicação internacional lançada nesta semana pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), na capital fluminense.

Com abordagem plural de temas contemporâneos, a revista traz artigos de professores e pesquisadores no campo da economia política e será quadrimensal. No primeiro ano, apresentará abordagens de autores convidados, com o compromisso de estender a participação para os demais, sob avaliação do conselho editorial.

Segundo o assessor técnico da presidência do Ipea, Milko Matijascic, a publicação também trará texto de estudiosos dos Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China) e visões sobre o desenvolvimento da África. “Os Brics são países emergentes que podem apoiar o desenvolvimento, do ponto vista da teoria e das discussões de políticas públicas mais adequadas para esses países”, afirmou.

Nesta primeira edição, a Tempo do Mundo conta com artigos sobre a relação do meio ambiente com o desenvolvimento, globalização e as oportunidades e os desafios desencadeados com a crise financeira mundial. Há artigos de pesquisadores chineses, do economista francês Ignacy Sachs e do sociólogo e cientista político brasileiro Emir Sader.

Para o presidente do Conselho Regional de Economia do Rio, João Paulo de Almeida Magalhães, a revista é um espaços privilegiado para pesquisadores do eixo Sul-Sul apresentarem sugestões e análises objetivas sobre a região.

“Na economia não existe laboratório. Não podemos reproduzir experiências. Então, quem está em um país subdesenvolvido tem condições melhores de interpretá-las, compreendê-las e tirar lições, mais que um pesquisador da Europa, por melhor que ele seja.”

A Tempo do Mundo está disponível no site do Ipea em versões em português e em inglês. O instituto também pretende disponibilizar na internet os artigos em língua original.

A informação é da Agência Brasil

 

China analisa o “ato patriótico” dos EUA

Por nsdel, no Blog do Luiz Nassif

China denuncia: violações de DH nos EUA assolam presídios e agridem liberdade de imprensa

Em um documento divulgado dia 12 pelo Escritório de Informação do Conselho de Estado da China, foi apresentado um registro detalhado sobre as violações dos direitos humanos cometidas pelos Estados Unidos no ano passado.

O documento divulgado pela China ressalta o chamado “ato patriótico” imposto pelo governo de Bush – usando como pretexto o 11 de setembro – para vigiar os cidadãos.

“Apesar de sua defesa da ‘liberdade de expressão’, ‘de imprensa’ e ‘na Internet’”(…) a “Agência Nacional de Segurança (NSA) começou a controlar as comunicacões com equipametos especializados de escuta e interceptando telefonemas, faxes e contas de correio eletrônico em 2001. Usam isso para controlar milhões de americanos”.

Com relação à liberdade de imprensa, segundo o New York Times (de 20 de abril de 2009), “o governo dos EUA fez com que ex-oficiais participassem dos jornais de rádio e TV sobre Iraque e Afeganistão para glorificar estes conflitos armados”.

Já em relação ao sistema penitenciário americano, o documento ressalta que “os casos de presos violados por carcereiros abundam”. E que, “segundo o Departamento de Justiça, o número de denúncias relacionadas com a ‘má conduta sexual’ dos trabalhadores das 93 prisões federais do país vêm crescendo nos últimos oito anos”. Há 2,3 milhões mantidos em regime de prisão.

TENSÃO

A tensão e os desníveis sociais na sociedade norte-americana teve como consequência a ocorrência de 4,9 milhões de crimes violentos. No sistema judicial a discriminação racial é escandalosa. A proporção de jovens negros condenados a prisão perpétua em 25 Estados é 10 vezes superior à dos brancos; na Califórnia é 18 vezes maior. Em 2009 houve 3.890 crimes motivados por ódio racial.

O documento relata também que, nos EUA, “a população que sofre de fome foi a mais alta em 14 anos. O Departamento de Agricultura dos EUA informou, em 16 de novembro de 2009, que em 2008 um total de 49,1 milhões de estadounidenses, ou 14,6% de todas as familias do país norteamericano, têm negado acesso permanente a uma alimentacão adequada”. A população em estado de pobreza foi a maior dos últimos 11 nãos. O Washinton Post informou, setembro de 2009, de 39,8 milhões de americanos na pobreza.

O documento conclui afirmando: “durante anos os EUA se impõem a outros países considerando-se como a ‘polícia mundial dos direitos humanos’ e ignorando seus próprios problemas a respeito, e têm publicado seus Informes para os Países sobre Práticas de Direitos Humanos para criticar outros países, utilizando os direitos humanos como ferramenta política para difamar e interferir nos assuntos internos de outras nações”.

http://www.horadopovo.com.br/

Maringá estará representada em Fórum Urbano Mundial

aaaamarina234Os bons resultados obtidos com o programa de Hortas Comunitárias resultaram em convite para que integrantes da administração municipal de Maringá participem do 5º Fórum Urbano Mundial, do Programa de Assentamento Urbano da ONU, a ser realizado na cidade do Rio de Janeiro entre os dias 22 e 26 deste mês.

Em atendimento ao convite feito pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) administração municipal de Maringá enviará para o evento o coordenador do programa de Hortas Comunitárias, engenheiro agrônomo José Oliveira de Albuquerque.

Com 13 hortas implantadas nos bairros e atendendo atualmente a 250 famílias, o programa de inclusão social maringaense mantém parceria com o Centro de Referência em Agricultura Urbana e Periurbana da Universidade Estadual de Maringá (Ceraup/UEM), que oferece assistência técnica, adubos, sementes, equipamentos e insumos para as hortas.

No 5º Fórum Urbano Mundial o MDS será uma das instituições organizadoras de uma oficina que terá como tema a agricultura urbana e periurbana, a ser coordenada pelo Comitê Gestor dos Centros de AUP.

No final deste mês – segundo Albuquerque – o programa de Hortas Comunitárias de Maringá estará concorrendo ao Prêmio Rosani Cunha, instituído pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

A comissão organizadora do prêmio fez a escolha após analisar 454 práticas governamentais.

“Essa premiação visa reconhecer e valorizar as boas práticas nas áreas de assistência social, segurança alimentar e nutricional, transferência de renda e inclusão produtiva”, explica o coordenador.

A informação é do HNews

 

Anatel reitera proibição de cobrança de ponto extra de TV a cabo

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) divulgou nesta quinta-feira, após reunião de conselheiros, uma súmula que interpreta as resoluções já existentes sobre a cobrança do ponto extra por companhias de TV por assinatura.

O documento reitera que qualquer mudança nos contratos entre empresa e assinante deve ocorrer de comum acordo. Também mantém a interpretação de que é vedada a cobrança pelo serviço de ponto extra. Nada impede, no entanto, cobrança por instalação, assistência, aluguel, venda ou comodato do decodificador.

“A súmula não cria nenhum dever, nenhum direito, nenhuma regra. Na realidade, o ponto extra continua sem poder ser cobrado”, disse o conselheiro João Rezende.

Com agências

 

Lula incentiva parceria econômica entre Brasil e Jordânia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se mostrou convencido nesta quinta-feira de que Brasil e Jordânia podem conseguir uma associação econômica com a colaboração do setor privado.

“Podemos atingir este objetivo expandindo o comércio, a colaboração entre os setores privados de ambos os países e realizando projetos conjuntos nos âmbitos das energias renováveis, indústria, água e agricultura”, afirmou Lula diante de 500 empresários jordanianos e brasileiros.

Lula ressaltou que a cooperação econômica entre os dois países pode receber também um impulso “construindo sobre o acordo que a Jordânia assinou com os países do Mercosul em 2008″, segundo um comunicado oficial jordaniano.

Além disso, o presidente disse que “há um grande interesse dos empresários brasileiros de expandir o comércio e a cooperação em investimentos com a Jordânia e de lançar projetos conjuntos em energia e tecnologia”.

Em particular, Lula expressou a disposição do Brasil em ajudar o reino hachemita a desenvolver uma indústria de biocombustíveis.

“Temos interesse em abrir grandes blocos econômicos na África, Ásia e no mundo árabe, incluindo a Jordânia”, disse.

No mesmo fórum, também discursou o primeiro-ministro jordaniano, Samir Rifai, segundo o qual Brasil e Jordânia “possuem as qualificações necessárias para conseguir uma associação, incluindo a determinação de conseguir o progresso e a prosperidade para seus dois povos, adotando uma economia de livre mercado”.

“A Jordânia louva a associação com o Brasil e está pronta para desenvolver a visão do rei Abdullah II para conseguir a associação dos dois países amigos apesar dos desafios”, disse Rifai.

Em seu segundo dia de visita, Lula esteve presente também à assinatura de um acordo entre a Câmara de Indústria da Jordânia e a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) para incentivar a cooperação entre as partes, a troca de visitas entre empresários e o estabelecimento de feiras.

Desta forma, Lula concluiu uma visita à Jordânia na qual se reuniu também com o rei Abdullah II e o presidente do Senado local, Taher Masri.

A Jordânia foi a última escala da viagem de Lula pelo Oriente Médio, onde visitou também Israel e Cisjordânia.

Com agências

 

Venezuela: reservas de petróleo sobem 23%, a 211 bilhões de barris

As reservas comprovadas de petróleo na Venezuela subiram 23,1% no último ano e ficaram em 211,173 bilhões de barris em dezembro de 2009, quando foram incorporados 39,949 bilhões de barris, informou nesta quinta-feira o ministério de Energia e Petróleo.

Em março do ano passado, a Venezuela, primeiro produtor de petróleo sul-americano, registrava reservas comprovadas de 172,323 bilhões de barris.

Segundo os dados publicados nesta quinta-feira por este ministério no Diário Oficial, as novas reservas provêm, em uma pequena parte, das áreas tradicionais de extração petrolífera na Venezuela, situadas nos estados de Zulia e Anzoátegui, no oeste e leste do país, respectivamente.

Mas a maioria (39,23 milhões de barris) foi registrada nos blocos de Junín, Ayacucho e Boyacá, na rica faixa de Orinoco (sudeste do país).

A Venezuela, que em 1998 contava com reservas comprovadas de petróleo de 76,108 bilhões de barris, iniciou em 2005 o Projeto Socialista Orinoco Magna Reserva, que propõe elevar o total de reservas de petróleo do país até 314 bilhões.

Com agências

 

Líder defende nova lei sobre royalties para produtos minerais

O líder do governo no Câmara Federal, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), afirmou nesta quinta-feira que o Brasil precisa de uma nova lei sobre royalties para produtos minerais. Segundo Vaccarezza, o governo pode enviar um projeto sobre o assunto para o Congresso Nacional, que tratará de royalties de todo tipo de produto mineral, incluindo petróleo.

O deputado, no entanto, nega que essa seja uma estratégia para esfriar a briga federativa desencadeada pela emenda aprovada pelos deputados que redistribui os royalties do petróleo igualmente para todos os Estados brasileiros.

Questionado sobre essa intenção, uma vez que um projeto sobre royalties do setor mineral atingiria outros Estados como Minas Gerais e Pará, deixando o Rio de Janeiro mais forte na briga pela sua fatia, Vaccarezza disse que o País precisa de uma nova lei por outros motivos.

“Porque aí entra a questão de que o Rio não pode cobrar ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços] do petróleo na orgiem, e Minas pode cobrar no caso da mineração. Então, precisamos corrigir isso. Estamos precisando de uma outra lei de royalties no Brasil e de uma reforma tributária também”, disse o líder.

Ele voltou a dizer que a emenda Ibsen Pinheiro é ilegal e que o assunto deve ser corrigido no Senado. Vaccarezza disse não acreditar que os senadores possam fazer uma outra emenda sobre o assunto que substitua a Ibsen e que também atinja contratos que já estão em vigor. “Eles não vão corrigir uma ilegalidade com outra.”

A informação é da Agência Brasil

 

Governo manterá programas de apoio ao milho, diz ministro

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse nesta quinta-feira que o Brasil prosseguirá em 2010 com os programas de subvenção ao transporte do milho produzido no interior do país, com o objetivo de ajudar produtores que vivem em áreas sem logística e infraestrutura adequadas.

No ano passado, o governo brasileiro gastou pouco mais de R$ 400 milhões em programas como o PEP e o Pepro, que subsidiaram o transporte de mais de 6 milhões de t do cereal.

O valor gasto com os leilões de PEP e o Pepro para o cereal representou cerca de 25% do total que o governo despendeu com o apoio ao milho, que incluiu também contratos de opção e compras diretas, com o objetivo de garantir o preço mínimo aos produtores.

No caso do PEP, entretanto, o governo deixou uma brecha no edital dos leilões que permite a exportação do produto contemplado como prêmio.

Boa parte do milho exportado pelo Brasil no ano passado foi embarcado por meio do PEP, embora o ministro tenha ressaltado que o programa é voltado ao mercado interno.

“Não damos nenhum subsídio, o que tem acontecido sim é aquele milho produzido em região muito distante do Mato Grosso e que não tem condições de ser armazenado lá… O governo ajuda no transporte do milho para equipará-lo ao preço do milho produzido em regiões com melhor infraestrutura”, afirmou o ministro.

Com grandes estoques de milho e uma colheita do cereal indo bem até o momento nesta safra 2009/10, o Brasil provavelmente terá que contar com o PEP para diminuir o excedente do produto.

Produtores do Centro-Oeste, inclusive, plantaram milho confiando que o governo apoiará novamente a cultura em 09/10.

Segundo dados do Ministério da Agricultura, a produção total deverá atingir 51,3 milhões de t em 09/10, leve alta ante a safra passada, atingida por uma seca no Sul, apesar de uma forte queda na área.

Com isso, mesmo que o Brasil exporte estimadas 8 milhões de t em 09/10, contra 7,7 milhões de t na temporada passada, o estoque final ainda será historicamente elevado, em mais de 9 milhões de t, segundo o ministério.

O consumo brasileiro de milho, importante produtor de carne de frango e de suínos, é estimado em 46 milhões de t ao ano.

A informação é da Agência Brasil

 

Fiat anuncia contratação de 1 mil funcionários em Betim

A Fiat anunciou na manhã desta quinta-feira a contratação de 1 mil novos empregados para a fábrica de Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG). O anúncio foi feito após uma reunião entre representantes da montadora e do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim, Igarapé e São Joaquim de Bicas na Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

Em nota, a Fiat afirma que o acordo garante o maior número de admissões realizado no Brasil em uma empresa do setor automobilístico em 2010.

Com o maior número de profissionais, a empresa estima um aumento de 6,5% da produção, o que representa 190 carros a mais por dia. As contratações serão efetivadas até o final de maio.

A projeção de vendas no primeiro trimestre do ano é de cerca de 730 mil unidades, o que representa uma alta de 13,6% sobre igual período de 2009.

Com agências

 

Bernardo: não está descartado abatimento do PAC da meta fiscal

O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, afirmou nesta quinta-feira que a meta de superávit primário de 3,3% do PIB está mantida neste ano, mas lembrou que o governo ainda tem a prerrogativa de abater das contas os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

“Poderemos fazer o desconto. Não está descartado”, disse após anunciar um contingenciamento de R$ 21,8 bilhões do Orçamento de 2010.

Com agências

 

Como manipular a Selic

Por Uwe, no Blog do Luiz Nassif

Apenas para constar, começou de novo

Só para vc ver a situação atual, começou na mídia toda uma manobra para aumentar a taxa da Selic. Veja a manobra:

- Noticia-se insistentemente o aumento da inflação futura projetada.

- Noticia-se insistentemente o aumento da taxa de juros no mercado futuro (mercado de especulação).

- Coloca-se economistas a serviço dos grandes investidores para dar entrevista, dizendo que a taxa da selic tem de subir urgentemente em função das avaliações futuras de inflação do boletim Focus, que são eles mesmo que fazem.

- Coloca-se colunistas de finanças dizendo que, quem precisa de crédito deve antecipar os emprestimos pois os juros irão subir com certeza, por causa da selic que irá subir na próxima reunião.

- Fecha-se o cerco, mostrando como o controle da inflação foi bem sucedido com taxas de selic altas, e destaca-se que outros países (apesar de no momento só ter ocorrido na Austrália) estão aumentando os juros. Cita-se países asiáticos que, segundo estes mesmos analistas, terão de obrigatoriamente aumentar seus juros, apesar de não citar sequer fontes destas informações.

Após criar todo este ambiente, prepara-se a opinião pública para aceitar que o BC suba a selic, para a felicidade dos investidores que ganham mais sem nenhum risco.

Comentário

Mesmo não subindo a Selic, conseguiram montar o movimento especulativo com o DI futuro.

Leilão da usina de Belo Monte será em 20 de abril

O leilão da usina hidrelétrica de Belo Monte (PA) será em 20 de abril, anunciou nesta quinta-feira o Ministério de Minas e Energia em seu site.

“Caberá à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) elaborar o edital e o respectivo contrato de comercialização de energia no ambiente regulado necessários para a promoção do referido leilão… com prazo de duração de 30 anos e início de suprimento em 2015″, informou o ministério.

A usina será a segunda maior hidrelétrica do País, atrás apenas de Itaipu, com capacidade de geração estimada em 11 mil megawatts.

Os custos previstos com a construção da usina são de R$ 19 bilhões. O valor foi autorizado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) na quarta-feira. O TCU também aprovou o teto máximo de R$ 83 por megawatt/hora.

Com agências

 

Após reunião eleitoral, Meirelles diz estar “focado” no BC

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, reiterou nesta quinta-feira que está “totalmente focado” na sua função de chefe de autoridade monetária, independentemente de estar discutindo o programa de governo que o PMDB deve apresentar no próximo dia 8 de maio como proposta para a candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República.

Cotado para projetos eleitorais, o nome de Meirelles aparece como possível candidato a vice-presidente da chapa de Dilma – posto que terá de disputar com o presidente da Câmara, Michel Temer -, como senador pelo PMDB e também como eventual candidato ao governo de Goiás.

Para ser candidato, o presidente do BC tem de necessariamente deixar o Poder Executivo até o dia 3 de abril. “Não discutimos esse assunto (licença na reunião com o PMDB). No momento, estou totalmente focado lá no Banco Central”, disse após participar de uma reunião com o PMDB na Câmara dos Deputados.

Com agências

 

ONU: 10,4 milhões deixam de morar em favelas graças às políticas de Lula

As políticas do governo Lula como a criação do Ministério das Cidades, a geração de emprego e renda e a adoção de programas sociais, além do subsídio para materiais de construção, terrenos e serviços são apontados pela Organização das Nações Unidas (ONU) como alguns dos fatores que fizeram com que 10,4 milhões de brasileiros deixassem de morar em favelas. De acordo com o documento divulgado nesta quinta-feira, 18/03 – às vésperas da abertura do Fórum Urbano Mundial, que acontece entre os dias 22 e 26/03 no Rio – o Centro das Nações Unidas para Assentamentos Humanos – UN-Habitat, informou que a população favelada brasileira caiu de 31.5% para 26,4% nos últimos 10 anos, o que representou uma queda de 16%.

O relatório da ONU revelou ainda que além do Brasil, a China e a Índia deram “passos gigantes” para melhorar as condições de moradia de suas populações. Mas, apesar dos esforços, a população favelada em todo o mundo saltou de 777 milhões para 827,6 milhões em uma década, principalmente pelo crescimento populacional e o êxodo rural. Os pesquisadores da Organização das Nações Unidas calculam que, mantida a taxa atual, este número chegará a 889 milhões em 2020.

O Brasil foi o quarto país do mundo a proporcionar condições para que sua população de baixa renda deixasse as favelas e passasse a habitar moradias mais dignas. O país só foi suplantado por China, Índia e Indonésia.

A informação é do Brasília Confidencial

 

O círculo vicioso do Copom

Por Luiz Nassi, no Último Segundo

Faz parte dos clássicos da economia política a maneira como o mercado financeiro cria ideologias e como elas amarram países por anos, mesmo quando a lógica original foi desmentida pelos fatos.

É o caso da taxa de juros no combate à inflação e a decisão do COPOM (Comitê de Política Monetária) de manteros juros para combater uma suposta inflação futura, em cima de sinais vagos supervalorizados pelo mercado.

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Desde a implantação do sistema de metas inflacionárias, o jogo tem sido feito assim:

1. A lógica do modelo consiste em antever sinais de aquecimento da economia, que poderiam levar a aumento de preços. Aí o Banco Central aumenta as taxas básicas de juros, já um efeito encadeado sobre outras taxas, reduzindo as compras dos consumidores e os estoques das empresas. Reduzida a pressão de demanda, caem as expectativas inflacionárias.

2. Quando existe caminho aberto para os fluxos de capital externo, esse aumento de juros atrai investimentos especulativos. Ganha-se meramente tomando empréstimos em moedas fortes (e juros baixos) e aplicando-se no real. Aumentando o fluxo externo, o real se valoriza, ampliando ainda mais os ganhos de quem trouxe recursos de fora.

3. A apreciação do real ajuda a conter a inflação, por tornar mais baratos os produtos importados e os exportados. Ou seja, a queda de preços não se dá via redução da demanda mas via apreciação cambial.

4. Só que, quando o câmbio se aprecia, enfraquece a competitividade de todas as empresas brasileiras que concorrem com produtos externos. Caem as exportações, aumentam as importações e vai-se criando gradativamente um rombo nas contas externas. Sem contar o efeito mais pernicioso, que é de empresas nacionais reduzirem a produção para se tornarem meras revendedoras de produtos estrangeiros.

5. Esse movimento não é sustentável. Chega uma hora que o rombo nas contas externas torna-se tão acentuado que os especuladores passam a retirar seus recursos daqui, acelerando a desvalorização cambial.

6. Quando ocorre a desvalorização – como em 1999, 2002 e 2003, 2008 – todo o esforço anterior é desperdiçado. Há um aumento no custo de vida, dos produtos importados e exportados. A alta obriga o BC a aumentar ainda mais os juros. Depois, no ano seguinte, mesmo com os preços livres sob controle, a inflação sofrerá o impacto do reajuste de contratos indexados pelo IGP – índice muito sensível a variações cambiais.

7. Com a desvalorização, as contas externas voltam gradativamente a se equilibrar. Os especuladores vendo se afastar o perigo de novas desvalorização, e olhando o aumento de juros, voltam para o país. Inicia-se, assim, novo ciclo de apreciação cambial que, mais à frente, vai resultar em nova desvalorização cambial.

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Uma das missões essenciais de um BC é evitar a volatilidade do câmbio. Moeda estável é essencial para planejamento dos negócios e para se conseguir preços estáveis.

A existência de reservas apenas tornará mais longo esses ciclos de apreciação – e mais danosos os efeitos da apreciação sobre a economia.

PAC vai criar 17 mil empregos diretos no RS apenas em 2010

Por Ayrton Centeno, no Brasília Confidencial

As obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no Rio Grande do Sul vão gerar 17 mil novos empregos diretos apenas em 2010. É o que prevê o presidente do Conselho de Infraestrutura (Coinfra), da Federação das Indústrias/RS (Fiergs), Ricardo Portella Nunes. “Os empregos indiretos e remotos serão muitos mais”, reforça. Empresário do setor da construção, ele descreve o estado hoje como “um canteiro de obras pesadas”. O presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil (Sinduscon/RS), Paulo Vanzetto Garcia, projeta para 2010 um crescimento de 7,5% na atividade, o que representa o dobro do verificado em 2009.   

Hoje, as obras do PAC no Rio Grande do Sul incluem a implantação do Polo Naval, a construção da termelétrica Candiota III, a expansão do metrô de superfície na região metropolitana, a duplicação das BR 101 e 392 e a construção da BR-448, entre muitas outras. Nunes comenta que “na década de 1970, o pais investia algo como 2% do PIB em infraestrutura de transporte e crescia a 7%. Chegamos a reduzir este investimento a 0,1%. Agora voltou a ser 0,6%, o que é um grande crescimento. Precisamos de mais, mas já evoluímos bastante”, compara. Na avaliação do Sinduscom/RS, outro trunfo para 2010 é o programa federal Minha casa, Minha Vida. “Quando se tem o incentivo do poder público, o setor cresce em uma velocidade muito mais alta”, entende Garcia.

Outro dirigente do setor, o ex-presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Luiz Roberto Andrade Ponte, estende sua análise além do Rio Grande do Sul. “Pode-se dizer que nenhum governo democrático viveu um momento como este que estamos vivendo. Desde o período do Milagre Brasileiro, sob o regime militar, no começo dos anos 1970, que eu não via algo assim”, acentua ele, que acompanha o cenário político e econômico do Brasil há década e se se diz entusiasmado ao ver o Brasil investindo na recuperação da sua infraestrutura. “Passamos 25 anos só tapando buracos nas estradas”, recorda. “Quem imaginaria isto quatro anos atrás?”, indaga. Mas o ritmo das obras e a necessidade de mão-de-obra estão produzindo alguns problemas. “Veja só, agora mesmo saí de uma reunião em que umas empresas estavam se queixando de outras por estarem lhes roubando os engenheiros…”, comenta com bom humor. E admite: “A indústria também está  com falta de equipamentos e de operadores de máquinas”.

Internacional da especulação: objetivo final é a liquidação do euro

Por Petros Panayotidis, no Monitor Mercantil 

A crise da Grécia e a corrida do dólar norte-americano chamaram fortemente a atenção dos grandes investidores e, principalmente, dos hedge funds no mercado de câmbio.

Ao que tudo indica, as moedas continuarão constituindo uma das estratégias básicas da “Internacional da especulação” ao longo deste ano e, assim, qualquer negócio afeta ou relaciona-se diretamente com o mercado de câmbio e continuará no topo da lista do hot money. E é por isso que a maioria dos capitais especulativos continua apostando o pior para a Grécia.

O Barclay Hedge junto com a Trim Tabs Investment Research realizaram uma pesquisa entre 61 gerentes de hedge funds e corretores do mercado de câmbio, visando auferir as avaliações e expectativas destes integrantes da “Internacional da especulação” sobre os mercados.

O real do Brasil e o dólar da Austrália seguem à distância, porém continuam sendo muito apreciadas pelos macro funds, isto é, os hedge funds que apostam com base nas tendências macroeconômicas.

Tudo isso confirma a percepção generalizada existente que justifica as compras agressivas realizadas pelos especuladores ultimamente. Além disso, ao que tudo indica, previsões pessimistas continuam atingindo o euro, embora, de acordo com dados existentes, os especuladores dos mercados de moedas reduziram, há uma semana, suas posições short no euro de 71.663 contratos para 66.770.

Euro igual ao dólar

A propósito, não foi somente por ocasião da realização da “Santa Ceia” aqui, em Atenas, que os gigantes da indústria dos hedge funds destacaram em sua lista de temas (leia-se oportunidades) a derrocada do euro, até inclusive o nível de paridade absoluta com o dólar. Também, o Goldman Sachs em novo relatório adverte exatamente sobre isto: a absoluta paridade entre as moedas.

Erik Nielsen, analista-chefe do Goldman Sachs, além de advertir sobre a necessidade de se dar um ponto final nas apostas contra a libra esterlina porque – segundo ele – a Grã-Bretanha encontra-se em posição muito melhor do que a Europa no que diz respeito a recuperação econômica – destaca também que o euro continuará em sua trajetória descendente.

Nielsen diz que “a libra esterlina se encontrará em 1,73 contra o dólar nos próximos seis meses, por causa da considerável melhoria que registrará a economia britânica, enquanto o euro provavelmente se encontrará em 1 por 1 com o dólar norte-americano”.

Mas outros analistas profissionais também profetizam sobre o futuro do euro e avaliam que fechará este ano em 1,28 contra o dólar norte-americano, assim como o Standard Bank destaca que qualquer recuperação da moeda única será provisória e brevemente o euro mergulhará em 1,25 contra o dólar norte-americano.

Marcha dos juros

Divididos se mostram os dirigentes dos hedge funds quanto às taxas norte-americanas de juros. Seus pontos de vista dividem-se entre aqueles que esperam estabilidade na política monetária (49,2%) e aqueles que avaliam que haverá um aumento repentino até o final deste ano (44,3%).

Somente 6,6% dos hedge funds acredita que as taxas de juros serão reduzidas. Contudo, constitui surpresa o fato de os dirigentes que são bullish no dólar norte-americano são, também, bearish contra as taxas de juros.

Isto explica-se por causa do paradoxo da inflação. Os administradores que são crentes de que a economia mundial terá fundo duplo, é muito provável serem pessimistas contra as taxas de juros e otimistas sobre o dólar norte-americano, por causa do status que tem como “refúgio para investimentos”.

Por outro lado, os hedge funds que se “preocupam” com a inflação acreditam que as taxas de juros de longo prazo aumentarão e provavelmente querem se distanciar do dólar e se justificam explicando que as políticas fiscais e monetárias norte-americanas são as mais flexíveis entre todas as economias desenvolvidas.

Apostas contra a Grécia

A pesquisa da Trim Tabs/Barclays Hedge mostra que quase 60% dos hedge funds avaliam que a crise fiscal da Grécia se disseminará em outros países europeus. Mas descartam a hipótese de risco ameaçando a unidade da Zona do Euro.

Entretanto, um percentual considerável, quase 15%, acredita que a crise resultará na quebradeira do euro, embora nenhum dos hedge funds que integra o grupo de 15% possui sua sede na Zona do Euro. Entretanto, este cenário é, particularmente, favorável aos hedge funds britânicos, suíços e norte-americanos.

Como mostra então a pesquisa, a maioria dos especuladores (59%) aposta o pior para a Grécia, porque votou a favor da disseminação da crise grega em outros países europeus sem, contudo, isto significar a quebradeira da Zona do Euro.

De acordo com o Barclays, os resultados da pesquisa são “absolutamente lógicos”. O euro é um dos poucos sucessos da União Européia nos últimos dez anos e a evolução da moeda comum em uma moeda mundial de reservas cambiais é uma prioridade de longo prazo de Bruxelas.

Obviamente, a opinião pública alemã é completamente contrária à salvação dos “perdulários gregos” e não está disposta a pagar suas boêmias. Mas, na realidade, o euro fraco favorece os exportadores alemães. Assim, o governo alemão está disposto a permitir que o mercado de bônus “puna” a Grécia.

Finalmente, o Barclays revela que, de acordo com a pesquisa, 17,6% dos hedge funds sediados na Grã-Bretanha e na Suíça avaliam que a crise da Grécia destruirá a moeda comum. Aliás, o mesmo acreditam 10% dos hedge funds norte-americanos.

Dieese: 92% das negociações salariais repõem inflação em 2009

Mesmo sendo o ano marcado pela crise econômica, 92,6% das categorias de trabalhadores brasileiros conseguiram, ao menos, repor em 2009 a inflação registrada nos 12 meses anteriores aos reajustes salariais. Os dados são de um levantamento feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e divulgado nesta quinta-feira.

Segundo a pesquisa, 80% das negociações salariais realizadas por 692 categorias conquistaram aumento real de salários. Outros 88 documentos (12,6% do total) asseguraram, no mínimo, a reposição da inflação com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado do ano passado é superior ao contabilizado em 2008 (88,6%) e é o sexto consecutivo em que mais de 80% das categorias conseguem reposições superiores ou iguais à inflação.

Ainda de acordo com a pesquisa, 79,9% das negociações garantiram reajustes superiores à variação do índice. Além deles, 12,7% obtiveram percentual igual ao INPC. Apenas 7,4% não conseguiram repor o índice.

OMC enfrenta problemas para fechar Doha em 2010

Membros da Organização Mundial do Comércio (OMC) devem concluir na próxima semana que será preciso um milagre político para fechar um novo acordo comercial neste ano, mandando outro prazo da Rodada de Doha direto para a lata de lixo.

Os chefes de Comércio dos Estados Unidos e da União Europeia já admitiram que pode não ser possível completar a Rodada de Doha em 2010, como exigido por líderes na última cúpula do G20 e em outras reuniões.

Assim, a reavaliação da próxima semana, exigida por ministros em uma conferência em dezembro, teve sua importância minimizada.

A possibilidade de ministros participarem foi descartada, deixando o anúncio para autoridades sêniores.

“Eu tenho expectativas muito baixas”, disse o embaixador na OMC de uma economia emergente. “Está claro que 2010 não está no jogo.”

Muitos negociadores dizem que as negociações, lançadas no final de 2001 para abrir o comércio global e ajudar os países pobres a prosperarem através de mais comércio, estão relutantes apesar de algum avanço em questões técnicas.

O negociador-chefa da Nova Zelândia na OMC, Crawford Falconer, que presidiu as negociações sobre agricultura até o ano passado, disse em uma conferência em Canberra neste mês que 2010 continua sendo a meta.

“Mas não vamos nos enganar. A realidade é que, da maneira como estamos indo em Genebra, não vamos conseguir”, disse ele.

Situação política

O acordo, que o diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, diz ser necessário para impulsionar a economia mundial e garantir uma proteção contra o protecionismo, está travado em uma situação política desde que os ministros falharam em conseguir um avanço em julho de 2008.

A maior parte dos outros membros diz que os EUA não estão realmente comprometidos com as negociações, algo simbolizado pelo fato de o presidente Barack Obama não ter conseguido convencer o Congresso a aprovar um embaixador do país à OMC em Genebra.

Com o representante de Comércio Ron Kirk, os Estados Unidos dizem que estão tentando avançar nas negociações, mas que China, Índia, Brasil e outras economias emergentes não estão dispostas a oferecer o suficiente para vender um acordo aos votantes.

Em Washington há pouco interesse em um acordo considerado como garantia de ônus aos EUA, com pouco em troca. A não ser que os empresários norte-americanos batam na porta dos congressistas exigindo seu apoio, é improvável que aconteça.

Não alcançar um novo acordo comercial nos próximos meses levanta a pergunta sobre se ele de fato importa.

O comércio mundial está se recuperando com força depois de se contrair 12 por cento em 2009, a maior queda desde a Segunda Guerra Mundial, conforme a demanda caiu como resultado da crise financeira.

O Deutsche Bank diz que o crescimento do comércio neste ano pode ficar na casa dos dois dígitos, em meio a notícias de uma enorme recuperação no início do ano.

A OMC diz que uma temida onde de protecionismo como aconteceu na década de 1930 não se materializou após a crise, e o sistem de comércio global provou seu vigor.

Com agências

 

Ano eleitoral não é adequado para mudar royalties, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira que o Congresso Nacional deve resolver a polêmica da redistribuição dos royalties do petróleo e que já havia alertado aos líderes parlamentares que ano eleitoral não é adequado para mudar as regras.

“A minha primeira vontade era não votar os royalties esse ano, isso foi dito para todos os líderes, porque eu sabia que era um ano político, que em ano de eleição todo mundo quer fazer gracinha”, disse Lula em entrevista antes de embarcar de volta da Jordânia para o Brasil, divulgada pela presidência da República.

“O presidente da República já apresentou o projeto, tá na mão do Congresso Nacional, o Congresso Nacional que resolva o problema. Eu já cumpri com a minha parte”, afirmou o presidente.

Ele ressaltou que como a produção do pré-sal ainda vai demorar, não haveria necessidade de pressa na mudança da divisão do imposto. “Só para 2016″, disse Lula. “Então, meus companheiros, a bola está com o Congresso”, afirmou.

Atualmente o Estado do Rio de Janeiro é o maior beneficiado com a arrecadação de royalties e Participações Especiais (cobrado de campos com grande produção), por ser responsável por cerca de 85% da produção de petróleo do País.

Segundo a Petrobras, em 2016 a região do pré-sal, área que se estende dos Estados do Espírito Santo a Santa Catarina, mas se concentra mais fortemente em São Paulo, deverá estar produzindo cerca de 1 milhão de barris de óleo equivalente (959 mil boe/dia).

Se for aprovado pelo Congresso Nacional, a emenda do deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-SP) poderá ainda ser vetada por Lula. O presidente não deixou claro no entanto se vetaria a redistribuição dos royalties.

“Se o resultado do Congresso for muito diferente daquilo que o governo apresentou, obviamente que eu vou sentar e debruçar em cima do que foi aprovado”, explicou.

Com agências

 

Pré-sal pode ter produção igual a pós-sal em 2015, diz ministro

A produção de petróleo da camada pré-sal no Brasil vai crescer rapidamente em 2013 e 2014 e já em 2015 poderá se igualar à produção das áreas convencionais, o chamado pós-sal, afirmou nesta quinta-feira o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.

As informações do ministro contrastam com as projeções atuais da Petrobras, porque indicam um ritmo mais acelerado do crescimento da produção do pré-sal. O Plano de Negócios da companhia 2009-2013 está sendo reavaliado, mas ainda não foi divulgado ao mercado.

“O petróleo do pré-sal já começou a jorrar, em pequena quantidade, é verdade. Temos alguns poucos pilotos, mas essa produção tende a aumentar. Estimamos em 2013, 2014 uma grande produção. Talvez em 2015 o petróleo do pré-sal seja tão importante em valores que o petróleo que nós já exploramos hoje, o chamado pós-sal”, disse Bernardo no programa Bom Dia Ministro.

“É uma estrutura muito grande… nós vamos gradativamente produzindo equipamentos, implantando o uso deles e começando a produzir. A produção vai ser crescente e talvez em 2015 seja maior que a produção de hoje do pós-sal”, afirmou ele, novamente indicando o período daqui a cinco anos para que a produção da nova fronteira petrolífera se iguale à da área convencional de exploração, que por sua vez continua em crescimento.

De acordo com o Plano Estratégico da Petrobras vigente, a produção de petróleo do pré-sal somente chegaria próxima à produção do pós-sal depois de 2020.

A produção de petróleo da Petrobras, praticamente toda ela de áreas do pós-sal (com exceção do TLD – - Teste de Longa Duração de Tupi, que produz cerca de 18 mil barris diários), atingiu 1,97 milhão de barris/dia em janeiro.

Segundo a Petrobras, em 2015 o pré-sal estaria produzindo 582 mil barris/dia e chegaria a 1,81 milhão de barris em 2020.

A estatal espera que o projeto piloto de Tupi, a primeira grande estrutura de produção, com expectativa de 100 mil barris diários, entre em operação ainda nesse ano.

Com agências

 

Dívidas “afogam” Europa e EUA

Por Laura Britt , no Monitor Mercantil

A histórica altura de 1,44 trilhão de euros atingirá este ano o endividamento de médio e longo prazo dos países da Europa, derrubando o recorde de 1,39 trilhão do ano passado, de acordo com a relatório da agência de avaliação de risco Standard & Poor”s.

E em assustadores níveis se conformará, também, o endividamento líquido dos países, isto é, sem incluir o serviço dos títulos o qual, avalia-se que atingirá 762 bilhões de euros, volume seis vezes superior em relação a 2007, enquanto o volume total do endividamento, de acordo com as agências de avaliação de risco, totalizará 8.1 trilhões de euros.

Sete países europeus constituem 70% do total geral da dívida estatal da Europa, com a Itália ocupando o primeiro lugar (18%), Alemanha (14%) e Grã-Bretanha (15%). A dívida total da Grécia se conformará em 10,1% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, cujas debêntures estatais permanecem vulneráveis aos ataques dos mercados, assim como os 12,9% do PIB da Grã-Bretanha.

Está iminente o risco de perda da classificação AAA pelos EUA e Grã-Bretanha, enquanto aumenta o risco de atendimento do serviço, destacou Pierre Caletier, diretor-geral da Moody”s, prevendo que o risco é maior para estas duas economias em relação a Alemanha e França.

Por enquanto, EUA, Grã-Bretanha, Alemanha e França estão sendo classificados corretamente, porque enfrentam o desafio de retirada das medidas de apoio, porque caso contrário o aumento das taxas de juros onerará a dívida pública. De acordo com cenário de crescimento moderado da Moody”s para os EUA, 7% do PIB do país serão destinados ao atendimento do serviço da dívida pública neste ano.

Grã-Bretanha, silêncio

Desfavorável será, também, o custo de atendimento do serviço da dívida pública na Europa, de acordo com a S&P. A gradual retirada das medidas de apoio à liquidez no setor interbancário e uma consequente elevação das taxas de juros, o estável aumento de necessidade do financiamento e uma redução do interesse dos investidores poderão acrescentar até 300 unidades de base sobre a curva dos rendimentos até 2015. Algo assim levaria ao aumento dos pagamentos anuais de juros em até 3,9% para a Grécia, 2,6% para Portugal e 2,5% para Grã-Bretanha e Itália.

Allister Darling, ministro de Economia da Grã-Bretanha, recusou-se a assumir qualquer compromisso com relação ao eventual aumento dos impostos no âmbito da formulação do novo orçamento do país.

Em uma conjuntura crítica para o governo do primeiro-ministro Gordon Brown, em vista das eleições de junho próximo, Darling declarou, caracteristicamente, que “nenhum ministro de Economia jamais irá declarar que nenhuma mudança será feita no sistema tributário do país nos próximos cinco anos ou dez anos”.

O déficit do orçamento, espera-se, deverá ser superior a 12% do PIB do país. A discussão a propósito foi iniciada semana passada, enquanto membro do estado-maior econômico do governo dos trabalhistas declarou não sendo indispensável o aumento dos impostos para a redução, pela metade, do déficit fiscal de 178 bilhões de libras esterlinas nos próximos quatro anos.

Entretanto, a Grã-Bretanha não é o único país que recebe pressões para reduzir seu déficit fiscal e limitar seus gastos públicos. Finalmente, é indicativo que o endividamento a médio e longo prazo dos países europeus conformou-se ano passado em 1,39 trilhão de euros, de acordo com a Standard & Poor”s.

Banda larga “popular” custará até R$ 35 por mês, diz ministro

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou em entrevista nesta quinta-feira a emissoras de rádio durante o programa Bom Dia, Ministro que o governo pretende criar um programa de internet de banda larga que garanta preços acessíveis, entre R$ 25 a R$ 35 por mês.

Segundo ele, a rede de fibra óptica da antiga Eletronet deve ser utilizada no plano de banda larga. O mecanismo de acesso poderá ser feito em parceria com empresas privadas. “(A empresa) terá o acesso à fibra ótica e vai fornecer para o usuário. Vamos condicionar que tenha um preço compatível”, disse Bernardo.

Para ele, não poderá haver venda casada, em que a operadora oferece a internet com o telefone fixo, uma vez que isso ampliaria os custos para o usuário. A ideia é que, depois de lançado, o projeto de uso da fibra ótica se dissemine pelo País em dois anos, segundo Bernardo.

O assunto voltará a ser discutido no fim do mês ou em abril, após o laçamentodo Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) 2, afirmou ele.

Paulo Bernardo ainda disse na entrevista que o Plano de Banda Larga deve ser aprovado pelo Congresso Nacional com rapidez. “Temos observado que há uma demanda muito grande (pela banda larga). Se a gente fizer uma boa proposta, com certeza o Congresso vai correr para aprovar. Todos sabemos que é muito importante diminuir o custo, facilitar o acesso”, disse.

De acordo com ele, também está sendo testada a utilização dos cabos de eletricidade para oferecer mais uma opção de acesso à banda com preços baixos. Onde não há cabos de eletricidade ou fibra óptica, poderão ser usados sistemas de rádio ou satélite.

A informação é da Agência Brasil

 

Paulo Bernardo: manutenção da Selic não surpreendeu governo

O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, afirmou nesta quinta-feira que a decisão do Banco Central de manter o juro básico em 8,75% ao ano não surpreendeu o governo.

“Nós achamos absolutamente normal. Me parece que surpreendeu aqueles que estavam apostando e até pressionando publicamente… O Banco Central manteve o juro por cinco reuniões seguidas e em todas elas havia notícias e afirmações de analistas de que o BC teria que aumentar aqui ou ali,” afirmou ao ser questionado sobre a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) no programa Bom Dia Ministro.

“E parece que fica claro que o Banco Central também não se deixa pressionar e faz seu trabalho olhando os dados que tem. O principal alvo é a taxa de inflação… Tivemos em janeiro e fevereiro pressões inflacionárias, mas tudo indica que agora em março vamos ter um índice já mais comportado. Acho que o BC está fazendo um bom trabalho e isso vai continuar”, disse.

Paulo Bernardo também reiterou que os cortes no Orçamento de 2010, que serão anunciados nesta quinta-feira, não vão afetar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) ou áreas consideradas essenciais, como saúde e educação.

“Temos que calcular quanto vamos arrecadar este ano e temos uma necessidade de fazer superávit primário. Daí, o restante vamos colocar à disposição para gasto. Evidentemente vamos ter um pouco de prudência, o pessoal chama de conservadorismo, algo que nos dê uma margem e ao longo do ano vamos fazendo a liberação se tivermos folgados,” disse.

“Vamos fazer isso preservando algumas áreas. Nenhum recurso do PAC será contingenciado, nem área de saúde ou educação. Recursos para programas como Bolsa-Família, para agricultura familiar serão preservados”, afirmou ainda.

Com agências

 

Jornal chinês compara críticos do iuan a soldados de “Avatar”

Primeiro foram os ambientalistas e ativistas da causa indígena; agora é a vez das pressionadas autoridades financeiras chinesas serem comparadas aos gigantes azuis do filme Avatar. A edição de quinta-feira do jornal China Daily publicou um comentário intitulado “Como os Na’vi, nós iremos decidir, obrigado”. O texto ataca os críticos da política cambial chinesa, comparando-os à gananciosa corporação que quase destrói o planeta Pandora no épico em 3D dirigido por James Cameron.

“O som e fúria nos Estados Unidos a respeito da valorização do iuan na China me lembra mais do que qualquer outra coisa de uma cena de Avatar em que os soldados da Terra se preparam para destruir a Árvore das Almas em Pandora”, escreveu a comentarista Li Xing.

Ela admitiu, no entanto, que os EUA não estão preparando tropas. “Em Avatar, os agressores que gritam ‘guerra contra o terror’ (…) são principalmente soldados. A coalizão que está pressionando a China a revalorizar sua moeda é mais complexa.”

Há anos Washington se queixa que a moeda chinesa está artificialmente desvalorizada, e que isso gera uma vantagem indevida a exportadores da China. As queixas atingiram um novo nível nesta semana, quando o Senado dos EUA começou a examinar um projeto, com amplo apoio bipartidário, que prevê sanções comerciais contra produtos chineses.

A notícia foi mal recebida na China, cujas autoridades culpam a má gestão em Washington e em Wall Street pela crise econômica global, e apontam a pressão pela desvalorização do iuan como uma tentativa de fazer os outros pagarem pelos erros dos EUA.

“Como os Na’vis, a China não está a fim de ser intimidada repetidamente pelo próprio país que levou o mundo à beira da ruína econômica. Os líderes da China e muitos economistas acreditam que a valorização do iuan é uma questão soberana”, escreveu Li.

O primeiro-ministro Wen Jiabao negou no domingo que o iuan esteja desvalorizado, e acrescentou que seu governo é contra “politizar” a questão. “Como os invasores da Terra que são banidos de Pandora… o presidente Barack Obama deveria buscar soluções para os seus problemas domésticos”, concluiu o artigo.

Negócio da China: Canton Fair discute comércio com o Oriente

Estreitar relações comerciais entre Brasil e China. Este é o principal objetivo da Canton Fair, que será realizada na cidade de Guanzhou, capital da província de Guangdong, no Sul da China. O evento, que apresenta sua 107 edição, tem duas edições por ano, com três fases, e acontecerá entre os dias 15 a 19 de abril, a segunda de 23 a 27 do mesmo mês e a terceira 1 a 5 de maio.

Na edição de outubro de 2009, a maior feira multissetorial da China reservou mais de 1 milhão de metros quadrados para a exposição em 55 mil estandes de 22 mil empresas chinesas e 386 estrangeiras e recebeu a visita de 188 mil visitantes internacionais. Segundo os organizadores, os negócios fechados somaram cerca de US$ 30 bilhões.

Além da oportunidade de visitar a Canton Fair e outras feiras setoriais na mesma época, a CBCDE oferece uma extensão para os empresários conhecerem a cidade de Yiwu, o maior centro de distribuição de produtos de varejo do mundo, localizada a 300 quilômetros de Shanghai. Os empresários que participarem da missão da CBCDE serão convidados para um jantar de recepção com autoridades dos governos de Guangzhou e Yiwu.

A primeira fase (de 15 a 19 de abril) será dedicada aos negócios de máquinas e equipamentos pesados; pequenos maquinários; bicicletas; motos; autopeças; produtos químicos; hardware; ferramentas; veículos; máquinas para construção; eletrodomésticos; eletrônicos; produtos elétricos; computadores e produtos de comunicação; equipamentos de iluminação; materiais de construção e decoração; e artigos sanitários e para banheiro.

Na segunda fase (de 23 a 27 de abril) será aberto espaço para os empresários dos setores de artigos de cama, mesa e banho; artigos de decoração; vidros; móveis; produtos em aço; produtos para jardinagem; produtos em pedras e aço; itens de utilidade doméstica; produtos de estética; artigos de higiene; relógios; instrumentos ópticos; brinquedos; presentes e prêmios; e produtos para festas.

Na terceira fase (1 a 5 de maio) estarão expostos vestuário masculino e feminino; vestuário infantil; roupa íntima; artigos esportivos e casuais; produtos de pele; couro; plumagem e produtos relacionados; acessórios de moda; tecidos para o lar, matéria-prima têxtil e tecidos; carpetes e tapeçarias; alimentos; produtos médicos e para saúde; aparelhos médicos, descartáveis e para curativos; produtos para viagem e lazer; e material de escritório.

A informação é do Monitor Mercantil

 

Após crise, BC amplia alerta antibolha no setor imobiliário

De olho no apetite crescente de instituições em participar do efervescente setor imobiliário, o Banco Central está reforçando o discurso prudencial para impedir que no Brasil floresça qualquer instrumento parecido com os que levaram Estados Unidos e parte da Europa perto do abismo financeiro.

“Queremos alternativas, mas que o crédito imobiliário continue sendo levado com prudência”, disse o chefe do Departamento de Normas do Sistema Financeiro do BC, Sergio Odilon, durante seminário promovido pela autoridade.

Diante das projeções de profissionais do setor de que o volume de crédito imobiliário, hoje quase totalmente concedido pelo sistema bancário, triplique de tamanho em relação aos atuais 3% do Produto Interno Bruto (PIB) num prazo de cinco anos, Odilon avalia que o momento atual é o melhor para se definir regras seguras, valendo-se da experiência de outros países, onde esse mercado já amadureceu.

“É muito dinheiro carreado para um setor específico da economia”, disse.

Durante o evento, representantes de entidades do ramo imobiliário e do mercado de capitais frisaram que, mantidas as atuais expectativas de crescimento, a busca crescente por produtos como cédula de crédito imobiliário (CCI) e certificado de recebíveis imobiliários (CRI) é inexorável. Nos últimos cinco anos, o volume de CCI cresceu de R$ 2 bilhões para R$ 19 bilhões.

“A poupança não vai sumir como instrumento de captação, mas com o crescimento do setor imobiliário, ela pode não ser mais suficiente”, afrmou o diretor comercial e de produtos da Cetip, Jorge SantAnna.

O BC, satisfeito com a regulação atual, quer evitar que a ansiedade do mercado resulte em maior pressão para que se flexibilize regras. Uma das preocupações é com produtos que propõem como mitigadores de risco dos financiamentos o uso de certos instrumentos financeiros sobre os quais ainda não há segurança comprovada.

A própria Cetip, depositária de títulos de renda fixa privados, vem trabalhando num produto batizado de gestão de colateral, que permite que as partes envolvidas numa operação ofereçam e administrem uma cesta de garantias.

“Se acharmos que é 100% segura, vamos aprovar, mas precisamos que nos garantam isso”, disse Odilon.

Segundo ele, mesmo ávidos por ver aprovadas reformas regulatórias que permitam ao mercado de capitais decolar no segmento imobiliário, representantes do setor hoje se mostram menos críticos à regulação do setor.

“Antes da crise, havia pleitos por maior flexibilização. Hoje não ouço mais ninguém reclamando de excesso de prudência regulatória”, afirmou.

Com agências

 

Desemprego na Grécia dispara, pressionando déficit do orçamento

O desemprego na Grécia teve a maior alta em pelo menos 11 anos, ressaltando as dificuldades que Atenas enfrenta para reduzir o déficit orçamentário, enquanto os cortes de gastos do governo ameaçam prejudicar ainda mais a economia já em contração.

A taxa de desemprego grega subiu para 10,3% no último trimestre de 2009, de 7,9% no ano anterior.

Foi o maior nível de desemprego desde o primeiro trimestre de 2005, e a maior variação na base anual desde que a série de dados trimestrais começou, em 1998, indicando que o ritmo em que as pessoas estão perdendo seus empregos está acelerando.

O número de pessoas desempregadas na Grécia é de cerca de 514 mil pessoas, 31% a mais que há um ano.

A taxa de desemprego média nos 16 países da zona do euro ficou estável em 9,9% em janeiro, enquanto a Grã-Bretanha, um dos países europeus mais atingidos pela crise financeira global, registrou uma surpreendente queda no desemprego em fevereiro.

Com agências

 

BC mostra deferência a rito ao manter Selic em 8,75%

A manutenção da Selic em 8,75% ao ano mostra que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, ou pelo menos parte dele, considera o rito da tomada de decisão sobre juro tão importante quanto a própria deliberação.

Parte do mercado esperava a manutenção por entender que o BC não havia dado sinais claros de que já aumentaria a taxa em março, enquanto outra parcela de analistas acreditava no início do aperto monetário diante de dados mais fortes de atividade e inflação.

Os discursos adotados no comunicado e na ata do encontro de janeiro deste ano foram bastante similares ao tom dos documentos da reunião de janeiro de 2008, quando o BC esperou pelo menos mais duas reuniões para dar início ao ciclo de aperto monetário.

Na ata de janeiro, o Copom se mostrou preocupado com o balanço de riscos à inflação, mas sem a mesma apreensão da ata de março de 2008, que precedeu o aumento da Selic em 16 de abril daquele ano.

“A manutenção confirmou que, para a maioria do Copom pelo menos, o processo é importante, não só a decisão”, avaliou o estrategista para América Latina no Nomura Securities em Nova York, Tony Volpon.

“O BC deu início ao processo de alta na reunião de janeiro quando utilizou um comunicado idêntico ao de janeiro de 2008. Isso apontou para abril como sendo a reunião do aumento (efetivo). E esse processo de convencimento (da necessidade de subir o juro) ainda terá a ata e o Relatório de Inflação”, disse ainda.

“Policymaker”

Na véspera, o Copom manteve a Selic em 8,75% ao ano, com o placar dividido de cinco votos a três. Os três dissidentes defendiam um aumento imediato de 0,50 ponto percentual.

Números recentes sobre a atividade econômica interna, mostrando demanda elevada, e a deterioração tanto da inflação corrente como das projeções fortaleceram nas últimas semanas análises e apostas de que tal liturgia poderia ser deixada de lado com uma alta da Selic já em março.

“O BC, contudo, não agiu como ‘trader’, mas como ‘policymaker’”, destacou o vice-presidente-executivo de tesouraria do WestLB no Brasil, Ures Folchini. “O BC deu um sinal para a sociedade de que está preparado para a alta do juro e que ela poderá vir em abril”, disse.

Na visão de Volpon, o BC brasileiro conta com credibilidade e, assim, tem tempo para tomar essa decisão. “Há muito ruído para definir o tamanho do processo de alta e o Copom decidiu esperar até abril para avaliar isso, período em que terá amplas oportunidades de se comunicar com a sociedade”, afirmou ele.

O economista do BofA Merrill Lynch Research Virgílio Castro Cunha reforça a análise de que o resultado da reunião do Copom deste mês corrobora uma probabilidade ‘esmagadora’ de que a Selic suba em abril. “Não só pelo placar dividido, mas também pelo comunicado igual ao de março de 2008″, disse.

“E naquela reunião a decisão foi unânime, o que faz com que o sinal neste encontro seja até mais forte do que foi em 2008″, afirmou.

Ainda assim, o economista ponderou que se acontecer alguma surpresa o BC não está totalmente comprometido com alta em abril. Se em algum momento a autoridade monetária se convencer de que não precisa elevar o juro na próxima reunião, vai passar essa mensagem, acrescentou. “Ninguém será pego de surpresa”.

Novamente, a “mão invisível” dos mercados

Por Laura Britt , no Monitor Mercantil

Mas não foram só os adversários políticos de Brown que exerceram fortes críticas contra o primeiro-ministro e seu governo. Ao que tudo indica havia chegado a hora e a vez do governo de Sua Majestade de “receber instruções” (leia-se admoestações) das sobreviventes agências de avaliação de risco, as quais, após a Grécia, já colocaram na alça de mira os buracos negros portugueses, espanhóis, italianos, britânicos e se preparam para os demais países integrantes da Zona do Euro.

A agência Fitch soou o sinal de alerta ao Governo de Londres por causa do elevadíssimo déficit, o qual já atingiu 12% do Produto Interno Bruto (PIB), recomendando-lhe “a formulação de um programa mais confiável para a estabilização dos fundamentos fiscais e a contenção da dívida, considerando o ritmo com o qual estão se descarrilando os fundamentos fiscais e as seríssimas dificuldades que o governo enfrenta”.

Todas as agências de avaliação de risco não hesitam em apontar o dedo contra o governo de Brown em vista da apresentação do orçamento para este ano na quarta-feira da semana que vem. A dívida pública já supera o 60% do PIB, enquanto as previsões do próprio governo elevam a dívida em 80% do PIB até 2015.

O ministro de Economia, Alistair Darling, já declarou que “uma meta viável é o equilíbrio do orçamento até 2018″, e destacou que “a tomada de medidas mais drásticas ameaçaria, diretamente, a recuperação econômica do país”.

Já avalia-se que a débil recuperação em 0,3% registrada no último trimestre do ano passado desvanecerá com o volta do denominador básico do imposto sobre a renda aos níveis anteriores de 17,5%.

Contudo, defensores da adequação fiscal e das “medidas de choque” não desistem. A União dos Industriais Britânicos (CBI) destaca que “a recuperação econômica poderá retardar se o governo insistir em aumentar a tributação, enquanto deveria propor congelamento de salários e aumento do limite de idade para aposentadoria no setor público”.

Apesar de tudo isso, o estado-maior econômico de Brown já insinuou que “além dos extremamente sensíveis setores de Saúde e Educação, deverão ser tomadas decisões difíceis” na orientação da contenção dos gastos públicos.

A “mão invisível” dos mercados move novamente os fios da economia real: “Não tenham dúvida alguma. Faremos tudo aquilo que somos obrigados a fazer, e considero que os mercados confiarão em nós”, declarou, cheio de certeza e orgulho, o ministro Darling.

Japão diz que EUA não deveriam punir China por causa do iuan

Um dos dois vice-ministros de Finanças do Japão, Yoshihiko Noda, disse nesta quinta-feira que a China deveria entender o apelo global para uma maior flexibilidade do iuan que ocorre enquanto os Estados Unidos mantêm pressão para Pequim deixar sua moeda se valorizar.

Mas Noda disse que seria “errado” Washington recorrer a sanções.

“Eu não sei se os Estados Unidos vão impor sanções, mas eu não acho que seria a maneira correta de lidar com isso”, afirmou ele em entrevista coletiva.

“Basicamente, tal ação não é desejável. Mas eu quero que a China entenda que há expectativas de um iuan mais flexível, não apenas dos Estados Unidos”, disse.

Os Estados Unidos mantiveram a pressão sobre a China para a valorização do iuan nesta quinta-feira, com o embaixador americano, Jon Huntsman, afirmando que se trata de uma questão “muitíssimo importante” e uma “real preocupação” para o país.

“Nós acreditamos ver mais flexibilidade na taxa de câmbio”, disse Huntsman em uma audiência com estudantes na Universidade de Tsinghua, uma escola da elite em Pequim.

“Eu estaria enganando vocês se eu deixasse a impressão de que esta não é uma questão muitíssimo importante nos Estados Unidos e continuará a ser. Vamos ver como as próximas semanas procedem”, afirmou.

“Eu suspeito que haverá muitas importantes negociações nas próximas semanas. Este é uma preocupação real para as pessoas em meu país”, disse Huntsman. “Muitos vêem a relação comercial com a China com um pouco fora de equilíbrio, parcialmente, por causa da emissão de moeda”.

Com agências

 

Grécia alerta sobre efeito de alto custo para se financiar

A Grécia não será capaz de promover os planejados cortes nos déficits para resolver seus problemas de dívida se precisar continuar pedindo dinheiro emprestado a juros elevados, afirmou o primeiro-ministro grego, George Papandreou, nesta quinta-feira.

Ele disse a um comitê do Parlamento Europeu que as ações tomadas pela Grécia para resolver seus problemas de endividamento mostraram que o país está comprometido com a estabilidade do euro e que irá levar a cabo reformas estruturais profundas.

“Mas se continuarmos a contratando empréstimos a taxas muito elevadas, e este é o desafio que temos, não podemos sustentar a redução do déficit que estas medidas duras visam atingir”, disse. “Deveríamos ser capazes de contrair empréstimos a taxas que são normais.”

As novas medidas de austeridade da Grécia visam reduzir o déficit do país de 12,7% para 8,7% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano e incluem cortes no pagamento do funcionalismo público e elevação de impostos.

Ao mesmo tempo, Atenas precisa captar cerca de 53 bilhões de euros (US$ 72 bilhões) nos mercados financeiros este ano e refinanciar ao redor de 20 bilhões de euros em dívida em abril e maio, tudo com taxas de juros que analistas consideram insustentáveis.

Papandreu, pediu nesta quinta-feira aos líderes da União Europeia (UE) que aprovem um instrumento de ajuda financeira à Grécia na cúpula que será realizada na próxima semana, em Bruxelas. Apesar do apelo, o chefe de governo não destacou o que a Grécia fará do dinheiro dos outros países da UE.

“A cúpula da próxima semana é uma oportunidade para a tomada de uma decisão. Uma oportunidade para que a UE atenda às expectativas da Grécia. É uma oportunidade que não deveríamos desperdiçar”, disse Papandreu à imprensa após uma sessão do Parlamento Europeu.

Segundo o premiê, a habilitação desse mecanismo de ajuda, que deve baratear o refinanciamento do déficit grego, está bem avançada tecnicamente, mas ainda não foi estipulada em nível político.

“Quando tivermos esse instrumento em andamento, ele será suficiente para tranquilizar os mercados, dizer a estes que a especulação acabou. Pode ser que nunca precisemos empregá-lo”, acrescentou o chefe de governo da Grécia.

“Não se trata de um pedido inviável, mas realista”, insistiu Papandreu, que afirmou que a Grécia precisa de “taxas de financiamento similares às da zona do euro” para conseguir empregar o dinheiro obtido com o plano de austeridade para “promover o crescimento e a prosperidade”, em vez de gastá-lo no financiamento de dívidas.

Por esse motivo, o premiê voltou a dizer que, embora prefira uma “solução europeia”, não descarta pedir ajuda econômica ao Fundo Monetário Internacional (FMI), que já declarou que as reformas adotadas pelas autoridades gregas tornam o país apto para receber ajuda do órgão.

Com agências

 

Lições neokeynesianas dos conservadores

Por Laura Britt , no Monitor Mercantil

Foi duvidosa a declaração do atacado por todos lados primeiro-ministro Gordon Brown, na BBC, o qual, embora tenha destacado que “a tormenta já pertence ao passado”, todavia, advertiu que “existem riscos reais que ameaçam a recuperação econômica”.

Por este motivo, prometeu que adotará “todas as necessárias – mas não indolores – medidas” que já havia anunciado anteriormente, isto é, o congelamento de salários de todos os funcionários públicos de alto escalão, assim como o aumento de tributação sobre os rendimentos altos.

O governo dos trabalhistas está em meio ao fogo cruzado da oposição dos conservadores por causa de sua política, e a oposição não perdeu a oportunidade de caracterizar os últimos dados econômicos de “decepcionantes”.

Porém, aquilo que seguramente os trabalhistas não esperavam (embora ainda estejam sob a sombra da Terceira Via de governança de Tony Blair) é receberem lições de política neokeynesiana por parte dos conservadores.

“Devemos edificar uma nova economia apoiada sobre os investimentos públicos, poupança e exportações, e nos afastarmos do modelo de crescimento dos últimos dez anos, que é alimentado pelo endividamento”, declarou o ex-ministro de Economia dos conservadores Ken Clark.

Mas, este último foi tudo, menos alheio à formulação da política econômica que adotaram os anteriores governos conservadores, de 1979 até 1997. E esses governos, seguramente, não ficaram na história por terem aumentado os gastos públicos, mas pelas incontáveis privatizações.

No mesmo espírito foram, também, as declarações do representante dos democratas liberais: “As exportações são apenas uma parcela de nossa economia nacional. É equívoco considerarmos que podemos escapar da queda baseando-nos, somente sobre as exportações. Isto não é simples de ser feito”, declarou o ex-líder dos democratas liberais Bins Cable.

Royalties: valor per capita em RR seria 63 vezes maior que no RJ

De acordo com um dos critérios de distribuição de royalties aprovado pela Câmara dos Deputados, baseado no Fundo de Participação dos Estados (FPE), cada cidadão de Roraima teria direito a receber 63 vezes mais sobre a exploração de petróleo do que um do Rio de Janeiro.

Isto porque o FPE, que já é utilizado para repasse de outras verbas federais, dá mais dinheiro para estados pobres. Curiosidade: em Roraima não há exploração de petróleo, enquanto que o Rio é responsável por 77% da produção nacional.

De acordo com a proposta, 50% dos royalties seriam distribuídos com os critérios do FPE. Assim, um acreano receberia 52,7 vezes mais que um cidadão do Rio; um paraibano, 13,27 mais. O critério também é ótimo para os estados dos deputados autores da emenda.

Moradores de Campos teriam direito a menos royalties ‘per capita’ que os de São Borja, terra de Ibsen, e de Montes Claros, a de Souto. Em 2009, cada cidadão de São Borja ficou com 3,4 vezes mais de FPM do que um de Campos; os de Montes Claros, 1,5 vez a mais.

Com base no FPE, um gaúcho como Ibsen Pinheiro receberia 2,24 vezes mais que um fluminense; um mineiro como Humberto Souto ficaria com 2,33 a mais. Distorções também ocorreriam na distribuição da outra metade dos royalties, feita com base no Fundo de Participação dos Municípios. Por este critério, cada morador das cidades de Minas e do Rio Grande do Sul valeria, respectivamente, 3,5 e 3,3 vezes mais que cada cidadão do Rio.

A emenda ao projeto de lei que trata do regime de partilha e da distribuição dos royalties do petróleo extraído da camada pré-sal foi aprovada na Câmara por 369 votos a 72 e duas abstenções. De autoria dos deputados Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) e Humberto Souto (PPS-MG), a emenda redistribui os royalties pagos pela extração do petróleo em todo o País, incluindo o da camada pré-sal. A proposta prevê que estes recursos sejam divididos entre Estados e municípios – metade para cada -, seguindo o modelo de distribuição dos Fundos de Participações dos Estados (FPE) e dos Municípios (FPM).

A proposta provocou polêmica particularmente entre os Estados, pois retira recursos dos principais produtores de petróleo – Rio de Janeiro e Espírito Santo – em favor dos demais estados e municípios. De acordo com levantamento feito pelo PSDB, com a aprovação da emenda, a receita do Espírito Santo passaria de pouco mais de R$ 313 milhões (receita de 2009) para R$ 157 milhões. Já a do Rio de Janeiro cairia de R$ 4,9 bilhões para R$ 159 milhões.

A informação é do jornal O Dia

 

Deputado dos EUA diz que Espanha está 5 vezes pior que Grécia

O deputado republicano Mark Steven Kirk aproveitou a presença no Congresso da presidente da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC), Mary Schapiro, para criticar a economia espanhola, que disse estar “cinco vezes pior que a da Grécia”.

Kirk pediu que Schapiro exija que as empresas americanas tornem públicas as suas relações com as economias de Grécia, Itália, Portugal e Espanha, que chamou pelo acrônimo de Gips.

“Poso ter a sua palavra de que vai avaliar esse tema?”, disse Kirk a Schapiro, com o argumento do risco representado pelas operações das empresas americanas nesses países. “Absolutamente”, respondeu a representante da SEC.

“Podemos estudar isso, certamente. A legislação atual já prevê a obrigação de informar os riscos em seus negócios e operações. Mas podemos fazer a prova com gosto e ver que tipo de informações estão sendo repassadas a respeito da dívida externa (desaes países)”, afirmou Schapiro.

“Eu gostaria de insistir neste tema, porque segundo o meu entendimento, a situação na Espanha é cinco vezes pior que a da Grécia, e nos surpreende saber que algumas instituições financeiras dos EUA não tornaram públicos os empréstimos feitos à Grécia”, disse o deputado.

O legislador também questionou o impacto que o possível rebaixamento da qualificação da dívida dos quatro países pode ter nas empresas americanas. “Não tenho certeza de estar realmente qualificada para responder a essa pergunta. Acho que poderia haver um impacto muito grande, obviamente”, afirmou Schapiro.

Nas últimas semanas, os investidores questionaram a capacidade da Grécia de fazer frente à crise, o que elevou os juros de sua dívida.

Ao mesmo tempo, fez com que os mercados revisassem a situação dos países da zona do euro cuja situação econômica é mais instável, em particular Espanha e Portugal, onde a dívida também aumentou.

Recentemente, o Fundo Monetário Internacional (FMI) se pronunciou sobre a solidez das instituições e a credibilidade da política de Espanha e Portugal, o que faz com que, segundo a entidade, a situação econômica de ambos seja diferente à da Grécia.

Para o FMI, tanto Espanha como Portugal contam com estatísticas econômicas e instituições robustas, tem bons históricos políticos econômicos e credibilidade.

Em contrapartida, a Grécia sofria com um problema orçamentário mesmo antes de chegar à crise.

Com agências

 

Campos e Cid Gomes defendem royalties para não produtores

Os governadores Eduardo Campos (PE) e Cid Gomes (CE), ambos do PSB, defenderam nesta quarta-feira os benefícios conquistados pelos Estados e municípios não produtores de petróleo com a aprovação na Câmara dos Deputados da emenda que propõe um rateio igualitário royalties da commodity.

Eles afirmaram, entretanto, que o Senado deveria criar um mecanismo de transição para que os Estados e municípios produtores não sejam prejudicados até que o volume de produção do petróleo da camada pré-sal compense as perdas de arrecadação previstas na proposta aprovada pelos deputados.

Os dois governadores, que são de Estados não produtores, circularam pelo Congresso para tratar do tema nesta quarta, no mesmo dia em que políticos do Rio de Janeiro protestavam no Estado contra a matéria.

“A posição da Câmara foi atropelada pela emenda Ibsen. Agora, só dá para discutir uma regra de transição”, disse Campos. “Tem que ter uma transição até que as novas frentes de exploração recompensem a arrecadação desses Estados.”

Aprovada na semana passada pela Câmara, a chamada emenda Ibsen determina uma distribuição pelos critérios do Fundo de Participação dos Municípios e do Fundo de Participação dos Estados dos royalties e participações especiais de contratos vigentes e futuros de exploração e produção de petróleo.

A aprovação da emenda substituiu um acordo que havia sido fechado entre os Estados e o governo federal, o qual constava do relatório de autoria do líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN). “O princípio da justiça e da equidade é inegociável, não dá para ser como antes,” disse Campos.

Na votação na Câmara, parlamentares do Rio de Janeiro disseram que seria mais interessante para os Estados produtores a aprovação da emenda, pois apostavam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetará esse trecho do projeto se ele também for aprovado no Senado.

“Quem jogou no tudo ou nada ficou sem nada,” afirmou Campos, acrescentando que é contra a proposta de líderes governistas de dividir o projeto em dois a fim de discutir a questão da divisão dos royalties separadamente, após as eleições.

O governador do Ceará também disse ser favorável a uma regra de transição e contrário ao desmenbramento da proposta. “A questão dos royalties não dá para separar,” disse Cid Gomes.

Integrante da base aliada mas representante de um Estado produtor, o senador Renato Casagrande (PSB-ES) sinalizou que não está disposto a aceitar a proposta dos colegas de partido. Ele afirmou que só se deve ter pressa para aprovar o novo marco regulatório do pré-sal no Senado quando houver um entendimento sobre a questão dos royalties.

“A transição também não nos interessa. Queremos algo permanente. Nós, Estados produtores, podemos dificultar a votação da matéria no plenário.”

O governo quer aprovar os quatro projetos do novo modelo no primeiro semestre, antes das eleições.

Com agências

 

Grã-Bretanha: sem luz no fim do túnel da economia

Por Laura Britt , no Monitor Mercantil

Dois meses antes das contraditórias – como são previstas as eleições parlamentares na Grã-Bretanha – o primeiro-ministro Gordon Brown não está preocupado somente com a redução das possibilidades de sua reeleição, as quais, nos últimos tempos, são cada vez mais escassas, mas, também, com as pedras no caminho da economia britânica.

A realmente espetacular queda da libra esterlina gera sérias preocupações para a evolução da economia do país, tanto para os trabalhistas, que estão no poder, quanto para os conservadores. Aliás, a desvalorização da moeda britânica não é, exclusivamente, produto de ações da “Internacional da especulação”, mas, também, reflexo dos problemas existentes que o governo de Londres enfrenta.

O déficit fiscal corre com ritmo de 12%, enquanto, conforme anunciou o Serviço de Estatística do pais, o déficit da balança comercial amplia-se apesar do fato de que os produtos britânicos tornam-se cada vez mais atraentes no exterior (por causa da desvalorização da libra esterlina).

Políticos e economistas mostram estar de acordo em um só aspecto: a hora da recuperação não chegou ainda. Só que cada um deles tem sua própria receita para a saída do túnel (mesmo sem luz no fim). Em meio a um amontoado de propostas liberais e keynesianas, o ministro da Economia, Allister Darling, está dando as últimas pinceladas em um orçamento “apertado” a fim de – como ele diz – “viver daqui para frente com os meios disponíveis”.

Importações crescem

Para grande surpresa dos economistas, e ao contrário com os cânones da teoria econômica clássica, a desvalorização da moeda britânica contra o euro e o dólar norte-americano não favoreceu a balança comercial da Grã-Bretanha, com resultado de as exportações de produtos britânicos registrarem queda, aliás, a maior queda dos últimos três anos.

De acordo com os dados divulgados pelo Serviço de Estatística do país (ONS), o déficit da balança comercial atingiu em janeiro deste ano o total de 8 bilhões de libras esterlinas, superando em 1 bilhão as avaliações de dezembro do ano passado.

As exportações foram reduzidas em 1,4 bilhão de libras esterlinas, registrando queda de 6% em relação com dezembro do ano passado, enquanto as importações de bens aumentaram em janeiro deste ano em 0,5 bilhão de libras esterlinas, registrando aumento de 1,2%.

Anotem que, tudo isso ocorre enquanto a moeda britânica tem sido desvalorizada desde 2007 em 24% em comparação com as demais moedas básicas, embora o Serviço de Estatística tenha evitado fornecer uma explicação clara sobre o, realmente, paradoxal fenômeno.

Entretanto, de acordo sempre o Serviço de Estatística, o aumento do déficit das transações comerciais com os países fora da União Européia (UE) foi superior em relação com os países dentro da UE e atingiu o total de 4,8 bilhões de libras esterlinas.

Sair da crise

Os economistas do City londrino se limitaram a constatações provisórias, impossibilitados de interpretar por que os consumidores da Europa e dos EUA não se apressem a comprar produtos britânicos no momento que estes se tornam – de fato – mais atraentes, por causa da favorável para a Grã-Bretanha paridade cambial.

Alguns dos economistas alegaram as condições atmosféricas desfavoráveis que se prolongaram no início deste ano na Grã-Bretanha (assim como em quase todo o norte europeu), porém, isto não justifica uma evolução tão negativa para uma das mais fortes economias do mundo.

Aquilo que os economistas, provavelmente, não quiseram se conscientizar é que, quando os demais países do mundo desenvolvido – e não – lutam desesperadamente para sair da crise, ainda até os baratos, comparativamente, bens que a Grã-Bretanha exporta é lógico de não encontrarem compradores dispostos ou, talvez, tantos quantos gostariam os exportadores britânicos. Por enquanto, a maioria dos economistas prefere manter o tradicional sangue-frio britânico, pelo menos em relação com o déficit comercial.

Petrobras quer conquistar novos mercados em bunker

A Petrobras está investindo R$ 12,6 milhões para a Coppe/UFRJ desenvolver o primeiro laboratório do hemisfério sul especializado em testes com combustíveis para navios. O objetivo é fazer um produto menos poluente para conquistar novos mercados como Europa e Mar do Norte.

A unidade vai reduzir pela metade os gastos da companhia com o desenvolvimento do óleo combustível utilizado em navios, conhecido como bunker, que antes era feito em laboratórios da Noruega.

De acordo com o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, a empresa abastece anualmente 7.200 navios no Brasil, de bandeiras nacional e estrangeira, mas visa agora ampliar as exportações do produto. Por ano, a estatal vende 5 milhões de t de bunker nos mercados interno e externo.

“Estamos trabalhando para fechar contratos de exportação de bunker com baixo teor de enxofre para Europa, Mar do Norte, e outros lugares, é uma abertura de mercado muito importante”, avaliou Costa a jornalistas após inaugurar a primeira fase do laboratório na Coppe/UFRJ.

Segundo Costa, a Petrobras tem a vantagem de possuir petróleo com baixo teor de enxofre, produto escasso no mercado, produzido nos campos da bacia de Campos. Ele informou que a empresa vem há algum tempo trabalhando junto a clientes e espera ainda este ano fechar os primeiros contratos.

“Hoje trabalhamos apenas no mercado spot (à vista) e agora estamos em um processo negocial para atender a Europa. Esse ano com certeza teremos os primeiros contratos de longo prazo, com isso você fideliza o cliente e tem uma programação maior”, disse o executivo.

A grosso modo, os equipamentos desenvolvidos pela Coppe/UFRj possibilitarão maior queima do bunker por aumentar o potencial calorífico do produto.

“Há a queima integral do derivado, por isso o preço vai ser majorado, vai ser bom para Petrobras e bom para o meio ambiente”, disse Costa.

Presente no evento, o gerente executivo do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Petrobras, Carlos Tadeu Fraga, que acompanha o projeto, informou que com o melhor aproveitamento do calor do combustível existe menor desperdício do produto e, portanto, menor impacto ao meio ambiente.

“A partir de 2010/2011 os navios terão que obrigatoriamente usar bunker de baixo enxofre, e não há muita oferta no mercado. Vai ser bom para a Petrobras”, afirmou Fraga.

Com agências

 

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