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Arquivado para fevereiro, 2010

O lançamento do livro “Ideias e Rumosâ€em Belo Horizonte

Postado em Andando pelo Brasil, Últimas notícias em fevereiro, 2010

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Estive na capital de Minas Gerais nesta sexta feira (26) para o lançamento do livro “Idéias e Rumosâ€. Foi uma atividade intensa e muito participativa. A presidente do PCdoB em Minas e deputada Federal Jô Moraes foi a responsável pela organização da festa, junto com o presidente da Fundação Maurício Grabois no Estado, José Vieira Filho, o Zito. Antes do lançamento, entretanto, recebemos a visita ilustre na sede do PCdoB-MG no bairro Floresta em Belo Horizonte, do Ministro das Comunicações – o senador Helio Costa. No quadro político de Minas, o ministro é um dos candidatos ao governo do Estado pelo PMDB mineiro. Mas como fez questão de dizer logo ao chegar à sede do PCdoB, “não há hipótese, sendo ou não candidato, de eu não apoiar a candidatura da ministra Dilma. Eu defendo, assim como o presidente Lula, que tenhamos uma unidade dos partidos porque a batalha não vai ser fácilâ€.

À noite, no plenário principal da Câmara Municipal de BH, fizemos o lançamento do livro e aproveitamos a ocasião para debater os rumos do Brasil e de Minas na encruzilhada política em que nos encontramos neste ano de 2010. O ato foi prestigiado pela presidente da Câmara, vereadora Luzia Ferreira, do PPS-MG, pela nossa vereadora Lúcia Scarpelli, pela presidente do Comitê Municipal de BH, Dalva Stella Rodrigues, pelo representante do prefeito da capital Márcio Lacerda – o secretário de Relações Institucionais Mario Assad, o Secretário de Esporte de São José da Lapa, Antonio Cosme, a Secretária da Educação de Divinópolis, Valéria Morato, o Secretário Executivo do ministério do Esporte, Wadson Ribeiro, a secretária de Cultura de Lagoa Santa, Renata Rosa, o presidente do PT estadual, Reginaldo Lopes, o deputado estadual PCdoB Carlin Moura, os prefeitos de Lagoa Santa e de Ibiá, respectivamente Rogério Avelar e Ivo Mendes, além de representantes do movimento social e sindical, como o presidente estadual da CTB, professor Gilson Reis.
Em minha apresentação do livro procurei mostrar sua estrutura básica, que se constitui de três partes: a primeira, onde aprofundo a análise dos rumos do Brasil, um grande país continental, com imensos recursos naturais e humanos, e pátria de um povo uno e laborioso que vive desafios e grandes impasses; a segunda parte, com artigos relativos ao problema do caminho a seguir, destacando aspectos importantes de nossa história, como a vitória de Lula em 2002 e o fenômeno simbólico que foi a queda do Muro de Berlim em 1989; o terceiro e último capítulo, trato do instrumento necessário para percorrer o caminho político de como construir uma Nação socialista, mais avançada que a sociedade capitalista.
Hoje vivemos um momento político inédito – após sete anos de governo Lula – um período ainda pequeno do ponto de vista histórico, mas que conseguimos dar passos muito importantes. As forças progressistas e democráticas alcançaram o governo da República pela primeira vez em nossa história. E ao cabo destes dois mandatos, conseguimos estabelecer o esboço de um novo plano nacional de desenvolvimento, plasmando uma liderança de origem popular com inédito prestígio nacional e internacional que é Luiz Inácio Lula da Silva.
É preciso dizer, entretanto, que os setores dominantes e conservadores tudo fizeram e fazem para impedir a continuidade deste avanço transformador. A reação das elites apoiadas na grande mídia tenta diariamente desmoralizar e desqualificar esta liderança e sua obra. Por isso em 2010 vivemos uma encruzilhada imediata: ou damos curso ao ciclo político inaugurado por Lula, ou retroagimos ao período neoliberal, como foram os governos de Fernando Henrique Cardoso. Não podemos subestimar esta batalha, como bem lembrou o ministro Hélio Costa em sua visita ao PCdoB-MG, e precisamos eleger a sucessora de Lula, a Ministra Dilma Rousseff, para construir uma Nação solidária e Moderna.

Seminário sobre o Código Florestal

Postado em Últimas notícias em fevereiro, 2010

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Na última terça feira (23) participei de um importante Seminário realizado na Câmara dos Deputados sobre o Código Florestal, em debate na casa atualmente. A Liderança do PCdoB e a Fundação Maurício Grabois promoveram este Seminário, reunindo vários líderes políticos e técnicos destacados na matéria e o Ministro da Agricultura. O Seminário cumpriu plenamente seu objetivo de fornecer subsídios à formulação de uma atualização no Código Florestal Brasileiro em vigor desde a década de 60 do século passado. Veja esta reportagem sobre o tema que tratei elaborada pela Fundação Maurício Grabois:

Renato Rabelo abre seminário sobre código florestal

O auditório Freitas Nobre, no anexo IV da Câmara dos Deputados, ficou pequeno para o público interessado em discutir as mudanças no código florestal brasileiro, tema do seminário promovido pela Fundação Maurício Grabois e pela bancada do PCdoB, nesta terça-feira (23). Aldo Arantes, ex-deputado federal e atual secretário de Meio Ambiente do PCdoB, foi encarregado de fazer a apresentação do plano de trabalho do Seminário e convocou a primeira mesa dos debates, que foi dirigida pela líder do PCdoB na Câmara dos Deputados, Vanessa Grazziottin. Estavam presentes o presidente do PCdoB, Renato Rabelo, o representante do PSB, deputado Rodrigo Rollemberg, o deputado Dr. Rosinha, representando o PT, o deputado do PDT, Roberto Pini, o deputado Moacir Micheletto (PMDB-PR), presidente da Comissão Especial do Código Florestal e o relator desta Comissão, o deputado Aldo Rebelo, do PCdoB-SP.

O evento teve início com a intervenção do presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, que apresentou algumas ideias do Partido sobre a questão do meio ambiente, argumentando que a preocupação com o meio ambiente é ponto fundamental para o modelo de desenvolvimento que os comunistas defendem para o Brasil. Segundo ele, “não pode haver uma sociedade mais avançada — exigência histórica da humanidade — sem o desenvolvimento das forças produtivas e da produtividade do trabalho”. Para isso, o homem tem que intervir na natureza e o desenvolvimento científico e tecnológico, em contrapartida, permite melhores condições de desenvolvimento sustentável.
Partindo deste raciocínio básico, Renato Rabelo fez uma digressão histórica sobre os processos de desenvolvimento brasileiros. Com o esgotamento do chamado nacional-desenvolvimentismo, disse ele, e o período perdido das décadas de 80 e 90, em que o país ficou estagnado, as diferenças regionais e os problemas sociais foram aprofundados. Só no segundo Governo Lula o país começou a esboçar um novo modelo de desenvolvimento, colocando em pauta o tema do desenvolvimento sustentável, explicou Rabelo. Em linhas gerais o capitalismo levou ao desenvolvimento desigual, à divisão internacional do trabalho e, consequentemente, à imposição de países mais desenvolvidos aos países periféricos.

“Neste ponto se dá a contradição: Para crescer, os países periféricos precisam de desenvolvimento acelerado e contínuo, mas os países hegemônicos querem lhes impor metas de contenção para evitar a degradação do planeta”. Essa contradição norteou os debates na Cúpula de Copenhague, quando – na opinião do presidente – deveriam ser pautados para responder quais as fontes de energia necessárias e quais seriam as matizes renováveis.
Nesse aspecto o Brasil reúne condições privilegiadas, uma vez que suas fontes energéticas são variadas e a pesquisa nacional tem avançado nas alternativas para propiciar energia renovável, como o etanol e o biodiesel. Além disso, descobriu reservas petrolíferas o que garante autonomia energética. Esses fatores credenciam o país a imprimir novo ritmo ao seu desenvolvimento e em dez anos o Brasil pode se tornar a quinta economia mundial.
Para o PCdoB, o avanço social, o fortalecimento da base material da sociedade e da produtividade do trabalho estão interrelacionados. Intervir na natureza é necessário, porém, os investimentos em ciência e tecnologia permitirão uma intervenção mais sustentável e cada vez menos predadora. O Código Florestal tem mecanismos essenciais, a Reserva Legal e as Ãreas de Proteção Permanente (APP), que não podem ser descartados, frisou Rabelo. “Temos mecanismos para preservar o solo e a água, e o debate hoje é exatamente como aplicar esses mecanismos em um país de realidade continental, com diferentes biomas, necessidade de desenvolvimento e profundas diferenças sociais” concluiu.
De Brasília

Ana Cristina Santos

PCdoB encontra a pré-candidata Dilma Rousseff

Postado em Últimas notícias em fevereiro, 2010

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Nesta quarta feira (24) aqui em Brasília, a direção do Partido e eu mantivemos um encontro com a Ministra Dilma Rousseff – seguido de almoço em sua residência oficial. Na verdade este foi um dos primeiros encontros da agora pré-candidata do PT às eleições presidenciais deste ano com os outros partidos da base aliada. Segundo o atual presidente do PT, José Eduardo Dutra, o PCdoB é um aliado histórico e que a candidata Dilma certamente irá se comprometer com o aprofundamento das conquistas do Governo Lula. Presentes ao encontro estiveram além da Ministra Dilma o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, o Ministro Orlando Silva Jr., o Ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, o líder do governo na Câmara dos Deputados, Cândido Vaccarezza, o Prefeito de Olinda Renildo Calheiros, a vice-presidente nacional do PCdoB Luciana Santos, o líder do Bloco de Esquerda Daniel Almeida, a líder da bancada do PCdoB Vanessa Grazziottin e o Secretário de Organização do PCdoB Walter Sorrentino.

Encontro com o PC de Cuba

Postado em Últimas notícias em fevereiro, 2010

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Nós também tivemos um excelente encontro com os dirigentes do Partido Comunista de Cuba na semana passada. Na pauta a situação da América Latina. Publico aqui no blog o relato deste encontro feito para o Vermelho.

PCdoB debate a situação da América Latina com delegação do PC de Cuba

“En la unidad está la fuerzaâ€, afirmou o chefe do Departamento Internacional do Partido Comunista de Cuba, Jorge Martí Martinez, em reunião com a direção do PCdoB, a respeito de como o povo cubano e as forças revolucionárias e democráticas na América Latina devem conduzir a luta pela emancipação nacional e social e pela integração solidária da região. Na última sexta feira (19), Martinez – acompanhado do responsável pelas Relações Internacionais do PCC para o Cone Sul, Orlando Silva e por Maria Antonia Ramos, conselheira política da Embaixada cubana em Brasília – encontrou-se com Renato Rabelo, presidente do PCdoB, Ricardo Alemão Abreu, secretário de Relações Internacionais do Partido, Ronaldo Carmona, membro da Comissão de Relações Internacionais, e Pedro de Oliveira, assessor da Presidência do PCdoB.

A consigna da unidade, levantada por Martinez, se aplica para que o povo cubano enfrente o mais prolongado bloqueio econômico registrado na história contemporânea, o bloqueio dos EUA contra a ilha rebelde. E ainda para que os cubanos possam suplantar as conseqüências da crise do capitalismo, que também prejudicou a economia cubana, segundo avaliação do dirigente comunista. O Governo cubano completou Martinez, avança no processo de renovação do socialismo, promovendo mudanças para elevar a produtividade, a racionalidade e a eficiência na economia, aprimorar a institucionalidade das instâncias governamentais, e incrementar a pesquisa tecnológica.

Apesar de certa alteração no discurso e nos métodos do imperialismo estadunidense com relação a Cuba, o Governo Obama continua com a sua política de bloqueio e de cerco econômico. Segundo Martinez, os dirigentes norte-americanos ainda nutrem o sonho de que a revolução cubana possa desaparecer. Entretanto, o dirigente cubano ressaltou confiante que, “em Cuba, o socialismo seguirá!â€.

Renato Rabelo, por sua vez, destacou o fato de que todas as vitórias do povo cubano são também conquistas das forças avançadas no Brasil. “Aqui em nosso país, lutamos para unir as esquerdas e o campo de apoio ao presidente Lulaâ€, disse Renato. No caso brasileiro, explicou o dirigente do PCdoB, haverá uma polarização entre o campo que representa o novo ciclo político que o país vive e o campo representado pelos setores conservadores, com o PSDB/ DEM à frente, defensores do neoliberalismo em toda a linha e contra o fortalecimento da união da América Latina.

Pedro de Oliveira, de Brasília

Um jogo especial num ano especial

Postado em Gente brasileira, Vale a pena dar uma olhada em fevereiro, 2010

Li hoje um artigo muito interessante publicado no jornal Valor Econômico pelo jornalista Raymundo Costa que reproduzo aqui no blog.

Um jogo especial num ano especial

Numa de suas esporádicas visitas à sala de troféus do Palmeiras, paixão do menino migrante das Alagoas, o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) encontrou uma preciosidade: uma escultura da deusa da Vitória, na mitologia romana, com a inscrição “Homenagem do Movimento Unificador dos Trabalhadores – MUT”. O comunista disciplinado tomou o lugar do torcedor apaixonado, e a memória de Aldo o remeteu à criação do braço sindical do Partido Comunista do Brasil nos anos em meados dos 40.

O resultado desse encontro está no livro “Palmeiras x Corinthians, 1945: O Jogo Vermelho”, em fase final de impressão pela editora Unesp. Salas de troféus como a do Palmeiras “são verdadeiras bibliotecas repletas de narrativas épicas”, diz Aldo. O troféu do MUT é uma delas. Fala de uma partida de futebol entre Palmeiras e Corinthians, realizado em 13 de outubro de 1945, e do ambiente político, no país, nos dias imediatos ao pós-guerra, a Segunda Grande Guerra Mundial, antes de a Guerra Fria tornar-se sua extensão e cindir a sociedade brasileira.

“Outubro de 1945 era a véspera das eleições gerais de dezembro. Todos os partidos estavam em campanha de arrecadação de fundos, e não tive dúvidas em concluir que Palmeiras e Corinthians jogaram para ajudar a campanha do Partido Comunista do Brasil (PCB), o partido amigo da União Soviética, o partido dos operários, o partido do socialismo”, escreveu Aldo. “Decidi então que a história e os bastidores daquela partida não podiam repousar eternamente no anonimato da galeria de troféus e das estatísticas dos dois clubes”.

Os jogadores de Palmeiras e Corinthians, à época, localizados pelo deputado, pouco ou quase nada se lembram dessa partida específica. Apenas um deles, ao que parece, tinha simpatia pelos comunistas. Mas Aldo jogou a bateia, garimpou simpatizantes na federação de futebol, entre profissionais liberais, artistas e montou o painel de uma época que permitia ao PCB organizar um jogo de futebol entre os dois times mais populares de São Paulo para financiar uma campanha do partido.

Uma história que Aldo retira do anonimato com os olhos daqueles que perderam em 1964, com o golpe militar, mas que retrata um mundo político quase esquecido nos anos longos da Guerra Fria.

Ao final da Segunda Grande Guerra era grande o prestígio da então União Soviética. O exército vermelho, “destroçara dois terços das divisões de Hitler ao custo de 20 milhões de vidas entre militares e civis, contra 400 mil baixas americanas em toda a guerra”. Havia uma espécie de “gratidão” – Carlos Drummond de Andrade escrevera seu célebre poema dedicado a Stalingrado. “Esse ambiente acentuou a influência do PCdoB entre os trabalhadores e a opinião antifascista das camadas médias da sociedade e os intelectuais”, concluiu Aldo de pesquisas a registros da época.

O ditador Getúlio Vargas tentava se equilibrar no redemoinhos da história. Em fevereiro de 1945 anunciou a realização de eleições gerais; logo depois restabeleceu relações diplomáticas com a União Soviética; mais tarde decretou a anistia aos presos e perseguidos políticos. Nesse ambiente, o MUT reunia em sua sede profissionais liberais para promover o “jogo vermelho” – do jornalista militante ao casal judeu que integrava o grupo de intelectuais ligados ao partido e abria os salões de suas casas para dirigentes como Luiz Carlos Prestes, Joaquim Câmara Ferreira, Maurício Grabois e João Amazonas.

Aldo visitou o filho de Iracema Rosemberg, que integrava um grupo de mulheres do partido que incluía a escritora Zélia Gattai. “O médico Sérgio Rosemberg lembra-se que a mãe visitava com frequência os jornais para levar notícias da legenda”, contou. Quando se despedia de Sérgio, o deputado viu na sala do apartamento um retrato da mãe pintado por Di Cavalcanti. Iracema habitualmente posava como modelo para o pintor, mais um simpatizante de uma galeria que tinha Jorge Amado, Monteiro Lobato, Cândido Portinari, Caio Prado Jr., Zélia Gattai, Oscar Niemeyer, Pancetti, Rachel de Queiroz, Graciliano Ramos.

O PCB fixara a meta de arrecadação de Cr$ 750 mil para financiar seus candidatos, em 1945. Só o jogo Palmeira e Corínthias entrou com Cr$ 114,464 mil, nessa bolada.

O livro conta a história do jogo. Deu Palmeiras, 3 a 1.

Raymundo Costa é repórter especial de Política, em Brasília.

Encontro com a delegação do PC do Vietnã

Postado em Últimas notícias em fevereiro, 2010

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Na semana passada tivemos um excelente encontro com a delegação do PC do Vietnã em Brasília. Foi um encontro de alto nível cujo relato para o Vermelho, eu reproduzo aqui no blog.

PCdoB mantém encontro com a delegação do PC do Vietnã

Durante a realização do IV Congresso do PT, na semana passada, a direção nacional do PCdoB esteve reunida com a delegação do Partido Comunista do Vietnã, que veio a Brasília representando seu país. Renato Rabelo, presidente do PCdoB, Ricardo Abreu Alemão, secretário de Relações Internacionais do Partido e o membro da Comissão de Relações Internacionais, Ronaldo Carmona, recepcionaram os comunistas vietnamitas. O professor e doutor Le Huu Nghia, presidente da Academia Nacional de Política e de Administração Pública Ho Chi Minh, de Hanói, chefiou a delegação do PCV, ao lado do embaixador vietnamita no Brasil, Nguyen Thac Dinh e Duong Minh, membro da Comissão de Relações Exteriores do PCV.

Na reunião, o professor Le Huu Nghia destacou a importância do estreitamento das relações de amizade e de cooperação entre o PCV e o PCdoB. Lembrou a visita que o PCdoB fez ao Vietnã capitaneada por Renato Rabelo em 2008. Renato, por sua vez, destacou a viagem à Hanói do Presidente Lula e da agora pré-candidata à presidência da República pelo PT, Dilma Rousseff, quando estiveram inclusive com o general Giap, um dos estrategistas militares mais respeitados do mundo. Afinal, Giap foi um dos comandantes vietnamitas que derrotaram dois imperialismos, o francês, em 1954, na batalha de Dien Bien Phu, e o estadunidense, na grande ofensiva do Tet, em meados da década de 70 do século passado.
Le Huu Nghia também relatou que em 25 anos da política de Renovação — aplicada pelo Comitê Central do PCV — muitas foram as conquistas da República Socialista do Vietnã que podem ser debitadas principalmente ao povo vietnamita, aos militantes do Partido e ao apoio dos povos de outros países do mundo inteiro. O mais notável é o crescimento econômico contínuo em média 8% do PIB ao ano, durante este período especial. Mesmo com a crise financeira mundial, o Vietnã teve um aumento do PIB de 6% no ano de 2009.

Le Huu informou na ocasião que está agendada para os dias 18, 19 e 20 de abril próximo uma visita do Primeiro Ministro do Vietnã ao Brasil – Nguyen Tan Dung. Disse também que o próximo Congresso do PCV deverá ser realizado em inícios de 2011, onde se estabelecerão as metas de desenvolvimento do país de 2011 a 2020. Além das preocupações com a política econômica, social e cultural, os comunistas vietnamitas promoverão uma atualização em seu Estatuto partidário.

Renato Rabelo fez questão de valorizar o encontro entre os dois partidos. Disse o dirigente brasileiro que no plano das relações comerciais entre o Brasil e o Vietnã houve um grande incremento desde o estabelecimento de relações diplomáticas em 1989. Naquele ano, o intercâmbio comercial foi de US$ 16 milhões. Após anos de declínio, as trocas bilaterais se intensificaram a partir de 2002. Nos últimos cinco anos, o comércio bilateral cresceu sete vezes. As exportações brasileiras para o país asiático aumentaram em proporções ainda maiores: nove vezes, saltando de US$ 25 milhões para US$ 200 milhões em 2007. O intercâmbio comercial chegou ano passado ao volume de US$ 600 milhões e a meta é de chegar a US$ 1 bilhão em 2010.

Rabelo declarou aos membros do PCV, por fim, que o PCdoB estará presente neste ano de 2010 com uma delegação ao Seminário Internacional por ocasião das comemorações dos 120 anos do nascimento de Ho Chi Minh, seminário este que foi convocado pela Academia de Estudos da qual o chefe da delegação vietnamita é presidente, o prof. Le Huu Nghia. Renato enfatizou que os comunistas brasileiros tudo farão para uma aproximação cada vez maior entre os dois partidos, dois povos e dois Estados.

Pedro de Oliveira, de Brasília

Neuton Miranda, dirigente nacional do PCdoB, sofre ataque cardíaco e morre em Beiterra, no Pará

Postado em Últimas notícias em fevereiro, 2010

Em nome da direção nacional do Partido Comunista do Brasil e de seus militantes, externo os mais profundos sentimentos de pesar aos familiares e amigos de Neuton Miranda, membro do Comitê Central do PCdoB e presidente estadual do Partido no Estado do Pará.

Neuton foi um exemplo de militância revolucionária. Militou no Partido por 38 anos. Foi líder estudantil e vice-presidente da UNE na gestão de Honestino Guimarães, foi perseguido pela ditadura militar, sendo obrigado a viver clandestino em seu próprio país. No auge da repressão, no ano de 1972, entrou para as fileiras ao Partido Comunista do Brasil. Trabalhou na organização partidária em Minas Gerais e em São Paulo. Após 1979, foi destacado pela direção para reorganizar o PCdoB no Pará.

Atualmente, Neuton exercia a função de superintendente do Serviço do Patrimônio da União (SPU) no Pará, tendo sido eleito deputado estadual e ocupado vários outros cargos públicos ao longo de sua vigorosa militância política. Em sua atividade institucional, ele assumiu diversas outras tarefas na administração estadual, entre elas, a de presidente da Cohab, e de secretário municipal de Habitação da prefeitura de Belém.

Como membro da direção nacional de nosso Partido, Neuton soube defender os interesses do povo brasileiro e do Pará especialmente, honrando a função de membro do Comitê Central, procurando de todas as formas contribuir para suas decisões, na formulação de seu Programa Socialista e na aplicação da política de unir o povo nesta nova fase da luta para dar continuidade ao ciclo político democrático e popular que o país vive.

A militância abnegada e persistente de Neuton Miranda contribuiu decisivamente pela retomada e recomposição atual do PCdoB no Estado. O Partido vinha atravessando uma nova fase de crescimento no Pará, ampliando sua perspectiva política com Neuton à frente. O seu falecimento é uma grande perda para nosso Partido. Os novos e os veteranos militantes que com Neuton têm se empenhado nesta nova etapa partidária no Estado saberão seguir o seu exemplo e ocupar o seu lugar na nossa trincheira de luta.

Neuton Miranda, você está presente!

São Paulo, 21 de fevereiro de 2010.
RENATO RABELO
Presidente do Partido Comunista do Brasil

Há convergências das diretrizes do PT com a opinião do PCdoB

Postado em Últimas notícias em fevereiro, 2010

Esta é minha avaliação inicial a respeito das diretrizes para o programa de Governo aprovadas na plenária final do IV Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores encerrado neste final de semana em Brasília. Como um dos convidados presentes à posse da nova direção eleita pelo IV Congresso e ao lançamento de Dilma Rousseff como pré-candidata à presidência da República, considero que há importantes convergências entre a opinião dos comunistas – formalizada em documentos aprovados pela direção nacional do Partido — e o documento aprovado no Congresso do PT.
O IV Congresso do PT se reuniu no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, e os seus 1350 delegados discutiram e votaram as resoluções sobre tática eleitoral e política de alianças, as diretrizes para um programa de governo que deverão ser submetidas aos partidos que se dispuserem a participar da aliança em torno do nome de Dilma Rousseff, finalmente consagrada no sábado como pré-candidata do PT. O texto aprovado das diretrizes para o programa de governo sinaliza à esquerda os outros documentos destacam positivamente o papel da coalizão de esquerda na concertação de forças e nas alianças eleitorais tendo em vista a formação do futuro governo.
Vamos então debater essas resoluções para dar curso dentro dos órgãos decisórios do Partido Comunista do Brasil, da opinião partidária a respeito das alianças e do programa de governo. Inaugura-se uma nova fase na grande luta que se trava pelos rumos do país, se continuamos a avançar no caminho inaugurado com a eleição do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2002, ou se voltamos a trilhar os parâmetros neoliberais consagrados nos dois governos de Fernando Henrique Cardoso, de triste memória.