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	<title>Blog do Miro</title>
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		<title>Lula em Israel e os sionistas da mídia</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Mar 2010 12:22:57 +0000</pubDate>
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A política externa do governo brasileiro, bem mais altiva e soberana, é um dos principais alvos da fúria oposicionista da mídia colonizada. Na sua visita ao Oriente Médio, o presidente Lula foi novamente motivo das críticas de alguns colunistas de aluguel – talvez influenciados por lobistas sionistas. A sua recusa em visitar o túmulo de [...]]]></description>
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<p>A política externa do governo brasileiro, bem mais altiva e soberana, é um dos principais alvos da fúria oposicionista da mídia colonizada. Na sua visita ao Oriente Médio, o presidente Lula foi novamente motivo das críticas de alguns colunistas de aluguel – talvez influenciados por lobistas sionistas. A sua recusa em visitar o túmulo de Théodor Herzl, fundador do sionismo e inspirador das ações terroristas de Israel, foi tratada como “uma gafe”, um “erro diplomático imperdoável”.</p>
<p><strong>Noblat omite e estimula a cizânia</strong></p>
<p>O blogueiro oficial da Globo, Ricardo Noblat, foi um dos primeiros a alardear que “Lula provoca incidente diplomático em Israel”. A sua fonte foi o ministério das Relações de Israel, dirigido por um direitista convicto, que condenou o “desrespeito o protocolo do país”. Para instigar a cizânia, ele ainda noticiou que “Lula pretende depositar flores no túmulo de Yasser Arafat”, mas deixou de informar que também homenagearia as vítimas do holocausto. Diante das críticas que recebeu em seu blog, o irritadiço Noblat ainda desqualificou os seus leitores, tratando-os de “levianos”.    </p>
<p>A “informação” de Noblat e de outros veículos foi totalmente tendenciosa. O governo brasileiro não cometeu “gafes” em Israel, apenas rejeitou uma manobra da diplomacia sionista, que incluiu a visita à tumba de Théodor Herzl sem prévia consulta. A mídia colonizada preferiu mentir. Nem sequer informou que vários chefes de Estado, inclusive o francês Nicolas Sarkozy, também já se recusaram a visitar o túmulo do “pai do sionismo”. A mídia evitou até criticar o gesto grosseiro de Avigdor Lieberman, ministro das Relações Exteriores, que boicotou a comitiva brasileira.</p>
<p><strong>A “dupla moral” da mídia colonizada</strong></p>
<p>No afã de combater a política externa brasileira, principalmente num ano eleitoral, a mídia venal preferiu ouvir raivosos sionistas, defensores do “holocausto palestino”. Ela deu pouco destaque ao contundente discurso de Lula, feito em pleno parlamento israelense, o Knesset, em defesa da criação do Estado Palestino, “independente, soberano, coeso e economicamente viável&#8230; Temos urgência em ver israelenses e palestinos vivendo em harmonia. Recusamos o mito de que estão fadados ao conflito, de que seus filhos estão condenados à irracionalidade da guerra”.</p>
<p>O atual bombardeio revela toda a hipocrisia da mídia colonizada. Ela prega “direitos humanos” em Cuba, mas silencia diante dos crimes dos EUA e do seu satélite no Oriente Médio. Segundo o jornalista Breno Altman, do sítio <em>Opera Mundi</em>, a imprensa padece de “dupla moral” ao satanizar Cuba e ao não informar que Israel “é um dos países com maior número de presos políticos no mundo, cerca de onze mil detentos, incluindo crianças, a maioria sem julgamento&#8230; Mais de 800 mil palestinos foram aprisionados desde 1948. As detenções atingiram também autoridades palestinas: 39 deputados e nove ministros foram seqüestrados desde junho de 2006”.</p>
<p><strong>O lobby sionista nas redações</strong></p>
<p>Breno lembra que “naquele país a tortura foi legitimada por uma decisão da Corte Suprema, que autorizou a utilização de ‘táticas dolorosas de interrogatório de presos sob custódia do governo’” e que Israel desrespeitou todas as decisões da ONU sobre partilhas dos territórios. “Mais de 750 mil palestinos foram expulsos de seu país desde então. Israel demoliu número superior a 20 mil casas de cidadãos não-judeus apenas entre 1967 e 2009. Construiu, a partir de 2004, um muro com 700 quilômetros de extensão, que isolou 160 mil famílias palestinas, colocando as mãos em 85% dos recursos hídricos das áreas que compõem a atual Autoridade Palestina”.</p>
<p>Diante destes fatos inquestionáveis, nada justifica as “gafes” de alguns colunistas. É sabido que os lobbies sionistas freqüentam assiduamente as redações de vários veículos, mas os jornalistas deveriam ter mais de dignidade e ética profissional no trato deste delicado tema. Daí a justificada indignação de Breno Altman contra a “dupla moral” dos meios de comunicação e dos políticos conservadores. “Nada se ouve tampouco de alguns personagens presumidamente progressistas, sempre tão céleres quando se trata de apontar o dedo acusador contra a revolução cubana”.</p>
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		<title>Contra Dilma, Veja apela para bandidos</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Mar 2010 13:13:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>altamiroborges</dc:creator>
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A Casa Millenium, que reúne a lama da direita midiática nativa, deveria instituir um prêmio para os seus freqüentadores mais sádicos. A revista Veja já é uma forte concorrente. Logo após o seu convescote, ela já produziu duas capas espalhafatosas contra a campanha de Dilma Rousseff. Na primeira, utilizou como “fonte primária” o promotor José [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> </p>
<p>A Casa Millenium, que reúne a lama da direita midiática nativa, deveria instituir um prêmio para os seus freqüentadores mais sádicos. A revista <em>Veja</em> já é uma forte concorrente. Logo após o seu convescote, ela já produziu duas capas espalhafatosas contra a campanha de Dilma Rousseff. Na primeira, utilizou como “fonte primária” o promotor José Carlos Blat, que foi desautorizado pela Justiça de chofre. Já nesta semana, ela acionou Lúcio Bolonha Funaro, famoso doleiro do rentista Naji Nahas e “sócio” do ex-governador José Roberto Arruda, que permanece preso em Brasília.</p>
<p>As denúncias requentadas do promotor não duraram uma semana. O juiz Carlos Eduardo Franco negou o pedido de Blat de bloqueio das contas da Cooperativa Habitacional dos Bancários e até recusou a quebra do sigilo bancário do ex-presidente da Bancoop, João Vaccari. No despacho, o juiz argumenta que as denúncias de Blat não podem ser “contaminadas” pelo ambiente eleitoral e nem servir à manipulação da sociedade. A revista <em>Veja</em>, que já havia arquivado a sua reportagem de fevereiro de 2005 com relatos dos podres de Blat, preferiu agora ocultar a bronca do juiz.</p>
<p><strong>A ficha suja de Funaro</strong></p>
<p>Mas a famíglia Civita não dará sossego a Dilma Rousseff e seguirá a estratégia traçada nas orgias da Casa Millenium. Para isto, usará os expedientes mais torpes, como ouvir notórios bandidos. A “fonte primária” da <em>Veja</em> desta semana, Lúcio Funaro, tem vastíssima ficha policial. No passado, esteve metido no escândalo do Banestado. Já na Operação Satiagraha, a Polícia Federal o acusou de doleiro Naji Nahas, responsável por remessas ilegais de dinheiro ao exterior. Só não foi preso porque Gilmar Mendes, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, deu-lhe habeas corpus.</p>
<p>Lúcio Funaro também se lambuzou no escândalo do “mensalão do DEM” de Brasília. Em duas investigações assumidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, ele é citado como pivô da remessa de altas somas para contas de firmas de fachada. A Operação Tucunaré revelou que sacolas de dinheiro eram distribuídas em hotéis do Distrito Federal. A empresa Royster Serviços, de Lúcio Funaro, seria uma das beneficiadas no esquema de corrupção do ex-governador demo José Roberto Arruda – o badalado “vice-careca” do tucano José Serra.</p>
<p><strong>Ligações do doleiro com Serra</strong></p>
<p>Apesar da sua ficha suja, a <em>Veja</em> requentou as denúncias de Funaro contra a Bancoop. Temendo a prisão, ele as apresentou em 2005, mas elas foram rejeitadas pela Justiça. Segundo João Vaccari, que novamente não foi ouvido pela revista, “passados cinco anos, nunca fui chamado para prestar esclarecimentos no Ministério Público Federal, que não propôs ação contra mim”. Para ele, a nova “reporcagem” é mais um ataque “sem fundamentos ou provas”, que visaria influenciar a eleição presidencial deste ano – conforme a tática traçada no convescote da Casa Millenium.</p>
<p>Mas o desespero da famíglia Civita pode respingar no seu próprio candidato. A “fonte primária” da <em>Veja</em> pode reabrir antigas feridas de José Serra, que teria repassado informações privilegiadas ao doleiro Naji Nahas na venda de ações da empresa paulista de energia. Na ocasião, uma escuta telefônica da Operação Satiagraha ouviu o doleiro se jactando de que poderia ganhar “80 paus” (R$ 80 milhões) com a venda de ações. Sem papa na língua, ele revelou que “soube pelo próprio Serra a confirmação de que a Cesp seria privatizada”. Será que a <em>Veja</em> irá atrás desta história?</p>
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		<title>O racismo explícito da Folha e O Globo</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Mar 2010 13:13:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>altamiroborges</dc:creator>
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E ainda tem gente que acha que não há racismo no Brasil. Mas a própria mídia elitista desmente os adeptos desta tese fajuta – pregada, entre outros, pelo “senhor das trevas” da Rede Globo, Ali Kamel. Nos últimos dias, ela cometeu dois crimes de racismo. O jornal O Globo simplesmente vetou a publicação de um [...]]]></description>
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<p>E ainda tem gente que acha que não há racismo no Brasil. Mas a própria mídia elitista desmente os adeptos desta tese fajuta – pregada, entre outros, pelo “senhor das trevas” da Rede Globo, Ali Kamel. Nos últimos dias, ela cometeu dois crimes de racismo. O jornal <em>O Globo</em> simplesmente vetou a publicação de um anúncio pago (pago!) do movimento Afirme-se, que defende as cotas nas universidades brasileiras. Já a FSP (Folha Serra Presidente) se meteu numa enrascada ao dar espaço para o racista Demétrio Magnoli, que esculhambou dois repórteres do próprio jornal.</p>
<p>A peça publicitária do movimento Afirme-se, produzida pela agência baiana Propeg, enfatizava que 60% dos brasileiros apóiam as políticas afirmativas e defendia a manutenção das cotas. O anúncio visava interferir nos debates da audiência pública do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o tema. Ele foi publicado em vários veículos ao custo médio de R$ 40 mil. Já o jornal da famíglia Marinho, que antes havia orçado a publicação em R$ 54.163,200, ao saber do conteúdo da campanha elevou o preço para R$ 712.608,00 – um aumento de 1.300%.</p>
<p><strong>Preço elevado em 1.300% </strong></p>
<p>Diante deste evidente racismo, a entidade ingressou com representação no Ministério Público do Rio de Janeiro contra <em>O Globo</em>, exigindo a “punição do veículo e a obrigatoriedade da publicação do anúncio a preço simbólico ou gratuito”. Para o jornalista Fernando Conceição, coordenador do Afirme-se, o majoração de 1.300% “é uma coisa irracional, por isso ingressamos com uma representação por abuso de poder econômico”. Segundo o advogado João Fontoura Filha, a atitude do jornal atenta contra a liberdade de expressão e fere vários artigos da Constituição.</p>
<p>Na ação enviada ao subprocurador-geral de Justiça e Direitos Humanos, o advogado afirma que o anúncio visava “informar a sociedade a respeito da constitucionalidade das cotas – tão atacadas nos editoriais e artigos difundidos, entre outros, pelo <em>O Globo</em>”. Mas o jornal preferiu vetar a sua difusão, confirmando a existência de “uma verdadeira campanha que objetiva extinguir, vetar e destruir as poucas iniciativas institucionais de ação afirmativa; e impedir, bloquear e derrotar qualquer possibilidade de criação de novos instrumentos legais de ação afirmativa”.</p>
<p><strong>Magnoli, o novo jagunço das elites</strong></p>
<p>Na mesma semana, os senhores da Casa Grande confirmaram que seguem mandando na mídia. Após publicar matéria dos jornalistas Laura Capriglione e Lucas Ferraz (“DEM responsabiliza negros pela escravidão”), a <em>Folha</em> abriu espaço para o seu jagunço de aluguel, Demétrio Magnoli, atacar os dois repórteres. No artigo “O jornalismo delinqüente”, o novo mercenário das elites se solidariza com o discurso racista do senador demo Demóstenes Torres, que culpou os escravos pela escravidão, e criticou covardemente os dois jornalistas, sugerindo a sumária demissão.</p>
<p>A atitude da <em>Folha</em>, que terceirizou as suas críticas à política de cotas, causou forte repulsa. Um manifesto de solidariedade aos dois repórteres já circula nas redações. Para o blogueiro Leandro Fortes, a Folha cometeu suicídio editorial ao autorizar um “elemento estranho à redação (mas não aos diretores) a chamar de ‘delinqüentes’ dois repórteres do jornal, autores de matéria sobre a singular visão do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) da miscigenação racial no Brasil. Vocês, eu não sei, mas eu nunca vi isso na minha vida, nesses 24 anos de profissão. Nunca”.</p>
<p><strong>Enquadramento de repórteres e editores</strong></p>
<p>“Das duas uma: ou a <em>Folha</em> dá direito de resposta aos repórteres insultados, como, imagino, deve prever o seu completíssimo manual de redação, ou encerra suas atividades. Isso porque Magnoli, embora freqüente os saraus do Instituto Millenium, não entende nada de jornalismo e confundiu reportagem com opinião”, opina Leandro Fortes. Para ele, o repulsivo artigo de Magnoli visa a “intimidação pura e simples voltada para o enquadramento de repórteres e editores, e não só da <em>Folha</em>, para os tempos de guerra que se aproximam” –, referindo-se a batalha eleitoral em curso.</p>
<p>A delinqüência de Magnoli também atingiu um dos principais articulistas da <em>Folha</em>, Elio Gaspari, que ironizou o demo: “Demóstenes Torres estudou história com o professor de contabilidade de seu ex-correligionário Arruda. O senador exibiu um pedaço do nível intelectual mobilizado no combate às cotas”. Para o jagunço, a reportagem e, de quebra, a coluna de Gaspari não deviam ter sido publicados sem prévia autorização da direção do jornal. Ou seja: ele exige maior censura na decrépita <em>Folha</em>. Os racistas, bastante reais e atuantes, estão nervosos no combate às cotas.</p>
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		<title>PT finalmente reage à agressão midiática</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Mar 2010 14:27:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>altamiroborges</dc:creator>
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Passado o convescote Instituto Millenium, antro da direita hidrófoba do país, os barões da mídia resolveram ir às ruas para evitar o perigo da “restauração stalinista e castrista” representada pela candidatura Dilma Rousseff. Como na preparação do golpe midiático na Venezuela, em abril de 2002, agem como “una solo voz”. A Veja estampa na capa [...]]]></description>
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<p>Passado o convescote Instituto Millenium, antro da direita hidrófoba do país, os barões da mídia resolveram ir às ruas para evitar o perigo da “restauração stalinista e castrista” representada pela candidatura Dilma Rousseff. Como na preparação do golpe midiático na Venezuela, em abril de 2002, agem como “una solo voz”. A <em>Veja</em> estampa na capa a manchete “caiu a casa do tesoureiro do PT”; na sequência, a TV Globo difunde a versão para milhões de telespectadores desavisados; já os jornais <em>Folha</em>, <em>Estadão</em> e <em>Globo</em>, entre outros, dão farta munição para a artilharia pesada.</p>
<p>Diante deste autêntico “genocídio midiático”, a sociedade fica perplexa e confusa; parlamentares da base aliada se acovardam; até alguns demos voltam a falar em ética na política, deixando de visitar Arruda, o “vice-careca”, na prisão; e os tucanos tentam sair do seu inferno astral. Alguns expoentes petistas ainda defendem a tática do se fingir de morto, achando que isto abrandará o ódio da mídia. Neste cenário, a nota pública do novo presidente do PT, José Eduardo Dutra, é um alento. Serve para esclarecer a população, municiar a militância e retomar a ofensiva política.</p>
<p><strong>A bandidagem do Estadão e da Veja</strong></p>
<p>“É com perplexidade e absoluta indignação que o PT vem acompanhando a escalada de ataques mentirosos, infundados e caluniosos por parte de alguns órgãos da imprensa a partir de matéria sensacionalista publicada na última edição da revista <em>Veja</em>. O mais absurdo desses ataques se deu no jornal <em>O Estado de S.Paulo</em>, que usou seu principal editorial para acusar o PT de ser ‘o partido da bandidagem’ – extrapolando os limites da luta política e da civilidade sem qualquer elemento que sustente sua tese”, afirma o partido do presidente Lula, que finalmente decidiu reagir.</p>
<p>Ainda segundo a nota, o PT “buscará, pelas vias institucionais, a devida reparação judicial pelas infâmias perpetradas nos últimos dias. Acionará judicialmente o jornal o Estado de S.Paulo, pelo editorial, e a revista Veja, pela matéria que começou a circular no último sábado. Representará no Conselho Nacional do Ministério Público contra o promotor José Carlos Blat, fonte primária de onde brotam as mentiras, as ilações, as acusações sem prova e o evidente interesse em usar a imprensa para se promover às custas de acusações desprovidas de base jurídica ou factual”.</p>
<p><strong>Os interesses eleitoreiros da mídia</strong></p>
<p> </p>
<p>A nota do PT é mais do que justa. É necessária à democracia. Quanto às “reporcagens” da mídia demotucana, elas atentam contra a própria Constituição Federal, que estabelece a “presunção da inocência”. Sem ouvir os acusados, numa atitude covarde, a mídia incorreu novamente no crime da “presunção da culpa”. Requentou antigas denúncias sem apresentar qualquer prova concreta. Seu objetivo evidente é acuar a candidatura de Dilma Rousseff e ajudar no palanque eleitoral do tucano José Serra, homem de confiança das famíglias Marinho, Civita, Frias e Mesquita.</p>
<p>Quanto ao promotor José Carlos Blat, fonte primaria das ilações da Veja, o PT poderia anexar ao processo velhas denúncias da própria revista contra o sinistro sujeito. Entre os manjados padrões de manipulação da mídia, um dos principais é realçar o que interessa e ocultar o que não serve no momento. Neste caso, a Veja preferiu esconder as denúncias que já fez contra o promotor – que revelou recentemente suas pretensões políticas. “Estou pensando em me candidatar a deputado”.</p>
<p><strong>Fonte primária é bastante suspeita</strong></p>
<p>A revista sabe que Blat é um elemento suspeito. Quando integrou o Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), ele foi acusado de tentar se livrar de multas do Detran e de proteger suspeitos de corrupção. Em 2004, Blat inclusive foi afastado do órgão. Na ocasião, a Corregedoria do Ministério Público apontou vários indícios de crimes: uso de veículo e pessoal da Gaeco para interesses pessoas; negociar com um delegado a liberação do seu pai, preso em flagrante por armazenar bens roubados; abuso de autoridade e enriquecimento ilícito.  </p>
<p>Ele também foi acusado de beneficiar o contrabandista chinês Law Kin Chong. Em 2002, quando atuou na força-tarefa antipirataria, focou a investigação nos pequenos contrabandistas, livrando o chefe da máfia. A advogada do contrabandista costumava visitar Blat no Gaeco. A Corregedoria descobriu ainda que ele morou num apartamento de Alfredo Parisi, condenado por bancar o jogo do bicho. Antes de virar promotor, ele foi sócio do filho de Ivo Noal, outro banqueiro do bicho, numa loja de conveniência. Esta é a fonte privilegiada da Veja, da TV Globo e dos jornalões.</p>
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		<title>Mídia servil lamenta retaliação aos EUA</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 12:27:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>altamiroborges</dc:creator>
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Numa atitude ousada, inédita e histórica, o governo brasileiro decidiu retaliar os EUA em função de suas práticas desleais de comércio. Ele anunciou a lista de mercadorias produzidas no império que terão as tarifas de importação elevadas em resposta aos subsídios concedidos ilegalmente aos produtores de algodão ianques. A retaliação inicial, no valor de US$ [...]]]></description>
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<p>Numa atitude ousada, inédita e histórica, o governo brasileiro decidiu retaliar os EUA em função de suas práticas desleais de comércio. Ele anunciou a lista de mercadorias produzidas no império que terão as tarifas de importação elevadas em resposta aos subsídios concedidos ilegalmente aos produtores de algodão ianques. A retaliação inicial, no valor de US$ 591 milhões, foi autorizada pela Organização Mundial do Comércio (OMC), mas pode atingir US$ 829 milhões. O governo Lula deve anunciar nova lista, incluindo serviços e propriedade intelectual, nos próximos dias.</p>
<p>Uma equipe interministerial trabalhou vários meses para definir os produtos sujeitos à retaliação. Ela focalizou mercadorias de luxo, supérfluas, deixando de fora máquinas e insumos para evitar o aumento de custos indústrias e a retração do desenvolvimento interno. No caso dos produtos agrícolas, o governo conta com o aumento das safras, como a do trigo, e com novos parceiros comerciais para coibir a elevação dos preços dos alimentos na mesa dos brasileiros. A retaliação, porém, visa obrigar os EUA a recuarem na sua política protecionista ou fazer compensações.</p>
<p><strong>Clima de pânico na sociedade</strong></p>
<p>A corajosa decisão do governo, inédita na história recente do Brasil, foi elogiada inclusive por várias entidades empresariais. Há muito elas reclamavam das atitudes arrogantes e protecionistas dos EUA, que seguem o modelo “faça o que eu falo, não o que faço”. O império prega o “livre mercado” para os países dependentes, exibindo a “abertura de suas fronteiras”, mas se fecha internamente, numa prática desleal de comércio exterior. A própria OMC, antro dos adoradores do deus-mercado, concordou com a iniciativa brasileira, autorizando as medidas de retaliação.  </p>
<p>Já a mídia hegemônica, sempre tão colonizada e servil aos interesses imperialistas, decidiu atacar o anúncio do governo e criar um clima artificial de pânico na sociedade. O <em>Jornal Nacional</em> da TV Globo alardeou que as medidas “poderão encarecer o preço do pãozinho dos brasileiros” – pura especulação. Já a <em>Folha</em>, sempre tão valente diante das nações mais sofridas da América Latina, mostrou sua covardia diante dos EUA ao afirmar que a retaliação poderá causar prejuízos ao Brasil. Além de colonizada, a mídia aproveita o episódio para se firmar como partido político da direita, fazendo campanha descarada contra Lula e sua candidata à sucessão presidencial.</p>
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		<title>Veja, Bancoop e panfletagem contra Dilma</title>
		<link>http://www.vermelho.org.br/blogs/altamiroborges/2010/03/09/veja-bancoop-e-panfletagem-contra-dilma/</link>
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		<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 14:55:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>altamiroborges</dc:creator>
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A famíglia Civita saiu excitada do evento do Instituto Millenium, que unificou a pauta da direita midiática para a sucessão presidencial. Na mesma semana do convescote, a Veja deu a manchete garrafal: “Caiu a casa do tesoureiro do PT”. Numa típica panfletagem, também espalhou cartazes enormes nas bancas anunciando sua “descoberta”. Prova cabal de manipulação, [...]]]></description>
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<p>A famíglia Civita saiu excitada do evento do Instituto Millenium, que unificou a pauta da direita midiática para a sucessão presidencial. Na mesma semana do convescote, a <em>Veja</em> deu a manchete garrafal: “Caiu a casa do tesoureiro do PT”. Numa típica panfletagem, também espalhou cartazes enormes nas bancas anunciando sua “descoberta”. Prova cabal de manipulação, a revista não deu capa para o “mensalão do DEM”, mas para atingir a candidatura Dilma Rousseff ela promoverá “um extermínio midiático”, como antecipou o novo presidente do PT, José Eduardo Dutra.</p>
<p> A reportagem parece uma peça acusatória de advogados fuleiros. Desrespeitando a Constituição, que prevê a “presunção de inocência”, a revista volta incorrer no crime da “presunção de culpa”. João Vaccari Neto, ex-dirigente da CUT, ex-diretor da Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop) e atual secretário de finanças do PT, é covardemente atacado, mas sequer foi ouvido. Sua foto na capa parece a de um criminoso. Na prática, a matéria não apresenta provas e apenas requenta velhas denúncias, que pipocam na mídia desde 2005 e já foram parar até no Wikipédia.</p>
<p> <strong>Jornalismo antiético e eleitoreiro</strong></p>
<p> João Vaccari reagiu de imediato às agressões. Em nota, ele esclareceu: “1- Presidi a Bancoop de 2005 até a semana passada, quando me desliguei para assumir as minhas funções de secretário de Finanças e Planejamento do PT; 2- Nunca houve nenhum tipo de acusação contra mim e não respondo a nenhum processo, civil ou criminal; 3- Em relação à investigação da Bancoop, sempre nos colocamos à disposição das autoridades, agindo com total transparência; 4- Repudio o tipo de jornalismo antiético praticado por <em>Veja</em>, que diz ter passado seis meses ‘investigando’ o caso e em nenhum momento procurou ouvir a mim ou a Bancoop”.</p>
<p> A atual direção da cooperativa também divulgou nota. “A Bancoop não foi ouvida em momento algum pelos jornalistas responsáveis pela matéria da revista <em>Veja</em>, em clara violação ao princípio elementar da ética jornalística; a matéria tem nítida finalidade política, já que ela não agrega nenhuma novidade às acusações efetuadas no passado e devidamente rebatidas pela Bancoop”. A nota presta esclarecimentos sobre os processos movidos contra a cooperativa, que até hoje não resultaram em medidas judiciais, e relata os empreendimentos imobiliários da cooperativa.</p>
<p><strong>O promotor Blat sob suspeita</strong></p>
<p>As explicações do novo secretário de finanças do PT e da diretoria da Bancoop não mereceram espaço na revista. A <em>Veja</em> preferiu dar ouvidos ao sinistro promotor José Carlos Blat, que afirma de forma leviana: “A Bancoop é hoje uma organização criminosa cuja função principal é captar recursos para o caixa dois do PT e que ajudou a financiar a campanha de Lula à Presidência em 2002”. Na busca de holofotes, ele não comprova o que afirma e exacerba nas suas funções legais.</p>
<p>Para desgastar Dilma Rousseff, a revista até arquivou antigas denúncias contra o promotor. Blat respondeu a processo no Ministério Público, acusado de tentar se livrar de multas do Detran e de proteger corruptos do Grupo de Ação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). Em 2004, ele inclusive foi afastado de suas funções no Gaeco. Na ocasião, a própria Corregedoria do Ministério Público afirmou ter encontrado vários indícios de crimes graves contra Blat.</p>
<p><strong>Pretensões políticas e jogo sujo </strong></p>
<p>A principal fonte da <em>Veja</em> foi acusada de proteger o contrabandista chinês Law Kin Chong. Em 2002, quando atuou na força-tarefa antipirataria, ele teria focado as investigações nos pequenos contrabandistas, livrando o chefe da máfia. Uma advogada do contrabandista visitava Blat periodicamente no Gaeco. A Corregedoria descobriu ainda que Blat morou num apartamento de Alfredo Parisi, que já foi condenado por bancar o jogo do bicho. Antes de se tornar promotor, ele foi sócio do filho de Ivo Noal, outro banqueiro do bicho, numa loja de conveniência.</p>
<p> Sobre Blat ainda pesam as seguintes suspeitas: usar veículos e pessoal do Gaeco para interesses pessoais; negociar com um delegado a liberação de seu pai, que teria sido preso em flagrante por armazenar bens roubados; abuso de autoridade, truculência e suspeita de enriquecimento ilícito.  Os bens do promotor também entraram na mira da Corregedoria. Segundo os depoimentos, Blat comprou numa só tacada dois carros importados e blindados. A Justiça de São Paulo arquivou várias destas denúncias, mas as suspeitas ainda recaem sobre o “inimigo público do PT”.</p>
<p>Como se nota, o promotor é uma figura muito estranha. Numa recente entrevista à revista <em>Veja</em>, ele revelou seus próximos passos, que confirmam suas aspirações políticas. “Eu me desiludi com o Ministério Público. Estou pensando em me candidatar a deputado”. Apesar das suspeitas que pesam sobre Blat, a revista deu destaque às suas insinuações contra o secretário do PT, mas sem ouvir o acusado. Pura covardia! A manipulação faz parte do jogo sujo para a batalha sucessória.</p>
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		<title>8 de Março e as empregadas domésticas</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 13:16:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>altamiroborges</dc:creator>
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Neste 8 de março, milhares de protestos ocorrem no planeta para comemorar o centenário do Dia Internacional da Mulher. Apesar das controvérsias históricas, a instituição desta homenagem foi aprovada na 2ª Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, em agosto de 1910, proposta pelas comunistas Clara Zetkin, Rosa Luxemburgo e Alessandra Kollontai. A partir de então, ela [...]]]></description>
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<p>Neste 8 de março, milhares de protestos ocorrem no planeta para comemorar o centenário do Dia Internacional da Mulher. Apesar das controvérsias históricas, a instituição desta homenagem foi aprovada na 2ª Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, em agosto de 1910, proposta pelas comunistas Clara Zetkin, Rosa Luxemburgo e Alessandra Kollontai. A partir de então, ela passou a ser celebrada em datas distintas em cada país. A greve das tecelãs de São Petersburgo, em 8 de março de 1917, no clima da revolução russa, acabou unificando a data da homenagem.</p>
<p>Neste ano, as manifestações reafirmarão as bandeiras históricas do movimento feminista, contra a exploração de classe e a opressão de gênero. Também denunciarão as guerras imperialistas. No Brasil, os protestos serão focados na defesa no Plano Nacional de Direitos Humanos, que previa o direito ao aborto e foi alvo de brutal campanha das forças direitistas. Também será denunciada a violência contra as mulheres. Apesar dos avanços da Lei Maria da Penha, nove mulheres foram assassinadas no ano passado após registrarem ameaças de violência sexual e doméstica.     </p>
<p><strong>Pela valorização do trabalho da mulher</strong></p>
<p>Como afirma a convocatória do protesto unitário de São Paulo, “voltamos a ocupar as ruas para comemorar o já conquistado, mas também para mostrar que a luta por autonomia, igualdade e direitos segue atual&#8230; Bandeiras históricas, como a socialização do trabalho doméstico, salário igual para trabalho igual, combate à violência, creches para todas as crianças e direito ao aborto, continuam na ordem do dia do nosso movimento. Seguimos batalhando para mostrar, a cada 8 de março, o quanto nossa sociedade ainda precisa avançar em relação aos direitos das mulheres”.</p>
<p>Um dos eixos do protesto será a luta pela valorização do trabalho. “Ainda hoje é desconsiderado economicamente o trabalho na esfera privada, que ocorre nos lares. Em média, a mulher trabalha 16 horas por dia; a maior parte não remunerada, outra parte, sub-remunerada. Mesmo com maior escolaridade, ela recebe em média 71% do salário masculino&#8230; Na crise econômica, as mulheres foram as mais atingidas, pois estão inseridas da forma mais precária no mercado de trabalho, predominando em profissões como empregadas domesticas e operadoras de telemarketing”.</p>
<p><strong>Jornada semanal de 59 horas</strong></p>
<p>Recente pesquisa do Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Sócio-Econômicas (Dieese) reforça este eixo central da luta das mulheres. Ele aponta que a jornada de trabalho das empregadas domésticas com carteira assinada atingiu até 54 horas semanais em 2009. Para as trabalhadoras informais, a jornada semanal média chega a 59 horas. O estudo também aponta que o serviço doméstico é a atividade com pior remuneração no país. A empregada doméstica recebe, em média, metade do valor pago às trabalhadoras do setor de serviços.</p>
<p>Segundo Patrícia Costa, economista do Dieese, houve tímido avanço neste setor nos últimos sete anos. O trabalho se formalizou, o que tem ajudado a melhorar as condições da profissão. A maior escolaridade e a abertura de vagas no comércio e serviços também fizeram com que o emprego doméstico deixasse de ser a porta de entrada no mundo do trabalho para as mulheres jovens. De acordo com a pesquisa, mais de 77% das mulheres que exercem a atividade têm de 25 a 49 anos.</p>
<p>Mesmo assim, a situação das empregadas domésticas continua sendo uma das mais degradantes, o que reafirma a importância dos combativos protestos em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. Na luta contra a exploração de classe e a opressão de gênero reside a força e atualidade do movimento feminista. Como já ensinou Karl Marx, “a libertação da mulher é a condição para a libertação de toda a humanidade”. Viva o 8 de Março!</p>
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		<title>Dilma cresce e mídia se desespera</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Mar 2010 16:37:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>altamiroborges</dc:creator>
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A pesquisa Datafolha deste final de semana ascendeu o sinal de alerta máximo na mídia golpista. As famíglias Frias, Mesquita, Civita e Marinho devem ter urinado nas calças. A sondagem revela o consistente crescimento da pré-candidata Dilma Rousseff, apoiada por Lula, que subiu cinco pontos e atingiu 28% da preferência. Ela também atesta a queda [...]]]></description>
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<p>A pesquisa Datafolha deste final de semana ascendeu o sinal de alerta máximo na mídia golpista. As famíglias Frias, Mesquita, Civita e Marinho devem ter urinado nas calças. A sondagem revela o consistente crescimento da pré-candidata Dilma Rousseff, apoiada por Lula, que subiu cinco pontos e atingiu 28% da preferência. Ela também atesta a queda do presidenciável tucano José Serra, que recuou de 37% para 32% na taxa de intenção de voto. Com isso, a diferença entre os dois pré-candidatos recuou de 14 pontos para quatro pontos, o que aponta um “empate técnico”.</p>
<p> Outros dois institutos, Sensus e Vox Populi, já haviam registrado o forte crescimento de Dilma e a estagnação – e até a queda – do grão-tucano. Mas a mídia preferiu escamotear os resultados. O <em>Jornal Nacional</em>, da TV Globo, sequer divulgou estas sondagens, num nítido desrespeito aos seus telespectadores. Agora, porém, é o Datafolha que confirma a tendência de polarização na eleição de 2010. Este instituto &#8211; juntamente com o Ibope do bravateiro tucano Montenegro – tem sólidas e sinistras ligações com a oposição neoliberal-conservadora. Serve aos seus interesses!</p>
<p><strong>“Casco do navio está avariado”</strong></p>
<p>O bordão da artista global Regina Duarte contra Lula, o famoso “eu tenho medo”, deve ter sido repetido pelos barões da mídia. O jornalista Fernando Rodrigues, da <em>Folha</em>, interrompeu as suas férias para comentar o resultado do Datafolha. Para ele, “Dilma subirá mais ainda nas pesquisas” e deve ultrapassar Serra “logo após sair da Casa Civil”. O “especialista” em pesquisas avalia que “será uma campanha dura, mas em teoria muito mais fácil para o PT e para Dilma por conta da grande popularidade de Lula e da desarticulação do PSDB”, cujo “casco do navio está avariado”.</p>
<p>Numa espécie de consultoria gratuita, o “especialista” adverte que “a grande esperança tucana é desconstruir Dilma [seria um convite ao jogo sujo?] e provar ao eleitor que Serra seria o melhor nome para ocupar o lugar de Lula”. Bastante preocupados, outros articulistas da <em>Folha</em> apelam à imediata reação de José Serra e à unidade demo-tucana. Fernando de Barros e Silva sintetiza: “Não há dúvida de que Aécio agora será muito pressionado pelos tucanos. Mas quem precisa dizer a que veio antes que as águas de março fechem o verão é o governador de São Paulo”.</p>
<p> <strong>“Precisamos de fatos novos”</strong></p>
<p> Mais maroto, o colunista Josias de Souza preferiu transferir o apelo aos apoiadores, ao dizer, em manchete, que “aliados cobram de Serra ao menos uma sinalização”. Bem enturmado no ninho tucano, ele informa “o grão-tucano reagiu à última pesquisa Datafolha de duas maneiras. Em público, considerou ‘natural’ a ascensão de Dilma, atribuída à superexposição. Em privado, ele concluiu que a subida da candidata de Lula pede ‘reação’. Na noite passada, um dirigente tucano disse ao blog: ‘Precisamos de fatos novos’ [outro convite ao jogo sujo?]”.</p>
<p>No mesmo rumo, o blogueiro oficial da famíglia Civita, o mercenário serrista Reinaldo Azevedo, deixa explícito o desnorteamento da oposição neoliberal-conservadora. No sítio da revista <em>Veja</em>, ele põem em dúvida até se o governador paulista lançará sua candidatura&#8230; “se é que vai lançar”. Para o pobre coitado, “ou bem o PSDB se dá conta do tamanho do desafio, ou bem se prepara desde já para continuar na oposição – ou sei lá que outros cenários certos tucanos imaginam que se seguiriam a uma eventual vitória de Dilma”. Patético, ele dá broncas em Aécio Neves e exige a imediata unidade do campo direitista. Parece o presidente-mor dos demos-tucanos.  </p>
<p><strong>Do desespero ao jogo sujo</strong></p>
<p>Tudo indica que a mídia golpista não ficará lambendo suas feridas, chorando o leite derramado. Ela partirá para o ataque, intensificando suas manipulações da cobertura eleitoral e jogando sujo nesta batalha considerada estratégica pelo bloco liberal-conservador. Há boatos de que a revista Veja prepara “reporcagens” pesadas e torpes contra Dilma Rousseff – uma delas sobre o famoso assalto ao cofre do ex-governador Adhemar de Barros, em julho de 1969. Os recentes ataques ao ex-ministro José Dirceu, em capas da Folha e destaques na TV Globo, confirmam esta tendência.</p>
<p>Até jornalistas críticos de esquerda do governo Lula ficaram impressionados com o seminário do Instituto Millenium, ocorrido nesta segunda-feira na capital paulista. Os barões da mídia e seus colunistas de aluguel babaram ódio contra a ministra Dilma Rousseff. Ela foi o principal alvo dos palestristas convidados por este novo centro conspirativo da direita nativa. Alguns mais afoitos a trataram como expressão do “stalinismo” e do “radicalismo”. O evento foi realizado para unificar a pauta da mídia venal com vistas à eleição presidencial, o que confirma que o jogo será pesado.</p>
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		<title>Os empresários progressistas da mídia</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Feb 2010 12:15:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>altamiroborges</dc:creator>
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Neste sábado, dia 27, pequenos empresários e empreendedores individuais da mídia realizam, na capital paulista, evento para discutir formas de atuação do setor. Na 1ª Conferência Nacional de Comunicação, no ano passado, eles deram os primeiros passos na sua organização, contrapondo-se aos monopólios que controlam a mídia. Em São Paulo, veículos progressistas – como o [...]]]></description>
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<p>Neste sábado, dia 27, pequenos empresários e empreendedores individuais da mídia realizam, na capital paulista, evento para discutir formas de atuação do setor. Na 1ª Conferência Nacional de Comunicação, no ano passado, eles deram os primeiros passos na sua organização, contrapondo-se aos monopólios que controlam a mídia. Em São Paulo, veículos progressistas – como o sitio Carta Maior e as revistas Caros Amigos, Fórum e Retrato do Brasil – elegeram 20 delegados entre os representantes da “sociedade civil empresarial” e jogaram papel decisivo na Confecom.</p>
<p>Na sequência, decidiram criar uma entidade para organizar o setor, que não se sente representado pelas entidades dos barões da mídia – como a Associação Nacional dos Jornais (ANJ), que reúne os jornalões oligárquicos do país. O evento do sábado reunirá revistas, jornais, sítios e blogueiros progressistas. Como afirma sua convocatória, o objetivo é iniciar a discussão para a “fundação de uma entidade nacional que represente os interesses políticos e econômicos de empreendedores e  empresas de comunicação que se enquadram no campo da imprensa contra-hegemônica”.</p>
<p>Na primeira parte, o evento terá uma mesa redonda, coordenada pelo jornalista Flávio Aguiar e que contará com as presenças dos professores Bernardo Kucinski, Venício Lima, Laurindo Lalo Leal Filho e Denis de Oliveira. Na parte da tarde, os presentes debaterão desde o nome da futura entidade até seus princípios, objetivos e formas de atuação. O encontro é aberto à participação de todos os interessados, já que, como afirma a convocatória, “o apoio à nossa causa deve ser dar na sociedade civil, nos movimentos sociais e no meio acadêmico”. Não deixe de participar!</p>
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		<title>Demo Arruda merece a “delação premiada”</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Feb 2010 14:16:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>altamiroborges</dc:creator>
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O DEM, o ex-PFL nascido das entranhas da ditadura militar, está num mato sem cachorro. Não sabe como se livrar do “panetone” do governador José Roberto Arruda. Um setor mais “radical” propõe uma limpeza geral nos demos de Brasília. “Estão matando o partido”, esbraveja o senador goiano Demóstenes Torres. Outro setor, mais atolado na lama, [...]]]></description>
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<p>O DEM, o ex-PFL nascido das entranhas da ditadura militar, está num mato sem cachorro. Não sabe como se livrar do “panetone” do governador José Roberto Arruda. Um setor mais “radical” propõe uma limpeza geral nos demos de Brasília. “Estão matando o partido”, esbraveja o senador goiano Demóstenes Torres. Outro setor, mais atolado na lama, prega cautela para evitar maiores estragos. Ambos temem os efeitos corrosivos do escândalo do “mensalão do DEM” nas eleições de outubro próximo, que podem minguar ainda mais o partido. Não há santos entre os demos!</p>
<p>No meio desta confusão, o chorão do Arruda, que já foi paparicado como a maior liderança deste conluio oligárquico e chegou a ser cogitado para vice na chapa do tucano José Serra, permanece numa cela na Polícia Federal. Não é justo! Para resolver esta crise existencial, bem que a Justiça poderia propor a “delação premiada” para o governador corrupto. Ele teria reduzida a sua pena se confessasse os crimes dos demos e, de quebra, as sinistras conexões com os tucanos. Jornalistas bem familiarizados com a oposição de direita garantem que o detento guarda muitos segredos.</p>
<p><strong>“Os segredos financeiros do DEM”</strong></p>
<p>O insuspeito jornalista Josias de Souza observa que a cúpula do partido teme que Arruda, “agora hospedado no PF’s Inn, resolva abrir a boca e o baú em que armazena os segredos financeiros do DEM. Único governador eleito pela legenda em 2006, Arruda tornou-se um grande provedor do DEM. No pleito municipal de 2008, a máquina ‘demo’ de Brasília borrifou verbas nas arcas de comitês de campanha instalados em várias partes do país. Arruda ajudou a forrar, por exemplo, o caixa de campanha de Gilberto Kassab, o prefeito ‘demo’ reeleito em São Paulo”.</p>
<p> Ainda segundo o colunista da FSP (Folha Serra Presidente), “a direção do partido alega que todo dinheiro vindo das empresas fornecedoras do GDF ingressou nos livros do DEM pela porta da frente, mediante recibo. A turma de Arruda insinua que a coisa não foi bem assim. Uma parte do dinheiro teria transitado por baixo da mesa. As hesitações da direção do DEM tonificam as suspeitas. Paira no ar a impressão de que, se resolver destravar os dois ‘Bs’ que lhe restam (boca e baú), Arruda pode produzir um novo escândalo, tão devastador quanto o primeiro”.</p>
<p> <strong>O “moderno” esquema fisiológico</strong></p>
<p> As suspeitas realmente são fortes. Na semana passada, a Polícia Federal apreendeu na residência oficial de Arruda recibos que estabelecem a ligação monetária entre o governador e a cúpula dos demos. Emitidos em maio de 2009, eles trazem a assinatura do tesoureiro da direção nacional do partido, o ex-deputado Saulo Queiroz, e registram “doações” de firmas fornecedoras do governo do Distrito Federal que somam R$ 425 mil. Desse total, R$ 275 mil vieram da Construtora Artec – de propriedade de César Lacerda, filiado do PSDB. Os outros R$ 150 mil foram “doados” pela Antares Engenharia. Ambas as empresas “ganharam” contratos milionários na gestão de Arruda.</p>
<p> As investigações da PF e da Procuradoria também confirmam que os demos montaram poderoso esquema de fisiologismo no DF – o que deve frustrar vários colunistas da mídia que elogiavam a “modernidade administrativa” de Arruda. Atas apreendidas na casa de Domingos Lamoglia, ex-assessor do demo, mostram que ele fatiou 4.463 cargos entre amigos e aliados. O texto intitulado “sugestão do grupo especial encarregado de controlar as nomeações” confessa que o objetivo do rateio seria “diminuir a pressão sobre o senhor governador”. Um time seleto – “os 23 amigos do grupo JRA”, as iniciais do governador – teria prioridade nas nomeações dos apaniguados.</p>
<p> <strong>Solitário e tratado como pária</strong></p>
<p> A situação do único governador demo do país é terrível. Ele não tem mais para onde correr. Há boatos de que o Supremo Tribunal Federal pode até prorrogar sua prisão. Arruda já foi coagido a pedir desfiliação do partido e não poderá concorrer a reeleição. Ele está sendo tratado como um pária por seus antigos amigos e aliados. Até colunistas da mídia, que o bajulavam, resolveram lhe apunhalar. Diante desta brutal solidão, a “delação premiada” poderia ajudar a desmascarar outros vestais da “ética” que ainda circulam pelo parlamento e pela imprensa brasileira.</p>
<p> Além disso, as confissões de Arruda ajudariam a enterrar velhos oligarcas da política brasileira, que apoiaram o golpe e a ditadura; assumiram-se como neoliberais com sigla PFL; e mudaram o nome do partido, para Democratas, para enganar os ingênuos. A cada eleição, os demos perdem terreno. Excelente artigo de Bernardo Joffily, no Vermelho, evidencia esta queda vertiginosa – de 118 deputados federais eleitos em 1986 para 65 em 2006 (hoje são 56). A “delação premiada” seria a pá de cal nesta organização direitista, que tantos prejuízos causa ao povo brasileiro.</p>
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