11 de janeiro de 2017 - 17h00

Em Salvador, Lula denuncia perseguição; “Quero que peçam desculpas”




“Eu achei que tinha encerrado minha carreira política, mas, diante dessas acusações, na hora que ficar claro que não há nada contra mim, só quero que peçam desculpas. Eu aprendi a andar de cabeça erguida nesse país e não vou baixar a cabeça para ninguém”, disse.

Na ocasião, Lula também criticou a penalização dos mais pobres no governo Temer e defendeu a realização de eleições diretas, ‘para que o Brasil saia da condição de ilegalidade institucional que vive atualmente’. “Todo mundo que quer ser presidente tem o direito de se candidatar. O que não pode é querer ser presidente dando um Golpe, na base da canetada.”, disse Lula.

Sobre a crise econômica e as medidas que o governo em exercício de Michel Temer, o ex-presidente defendeu que a solução da crise “não passa por penalizar as classes mais pobres da população, mas inclui-las no Orçamento”. Segundo ele, programas sociais realizados durante os governos do PT, de 2003 a 2016, como o Luz para Todos e o Bolsa Família, são uma prova de que investir na qualidade de vida e na capacidade de consumo da população mais pobre são a maneira mais justa e correta de se enfrentar uma crise econômica.

“Levar luz para que uma mãe do sertão seja capaz de dar banho quente no seu filho é tão importante como garantir energia para encher a banheira de uma madame da avenida Paulista”, comparou o ex-presidente. “É por essas e outras que querem criminalizar a mim e ao meu governo. Somos perseguidos pelos nossos acertos. O que está acontecendo no Brasil é algo anormal. […] Deus tinha virado brasileiro. Será que desvirou? Eu não acredito.”, provocou.

Além de Lula, outras lideranças do PT estiveram no evento, como o presidente nacional da sigla, Rui Falcão, e o ex-governador da Bahia, Jaques Wagner, e o ex-presidente da Petrobras Sergio Gabrielli.


De Salvador, Erikson Walla
Colaboração Ascom/Lula




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