20 de outubro de 2013 - 20h26

BA: Delegacia de Atendimento à Mulher completa 27 anos


Os números de denúncias nos últimos anos e com a Lei Maria da Penha, sancionada há sete anos, as punições têm sido mais contundentes. De acordo com a Superintendência de Políticas para as Mulheres, entre janeiro e julho deste ano, foram registradas 5.122 ocorrências relativas a lesão corporal, ameaça, agressão moral, estupro e outros delitos.

No entanto, ainda há muito a ser feito, principalmente em relação às condições de trabalho e atendimento. Para Rosa de Souza, secretária municipal da Mulher, a soma de mais um ano de funcionamento da delegacia mostra que a luta da mulher tem sentido. Mas, ainda não corresponde às necessidades das vítimas da violência. “O serviço ainda é precário e faltam políticas públicas para garantir direitos e permitir que a mulher se sinta mais protegida”.

Segundo Rosa, é preciso oferecer mais centros de referência para a mulher, a exemplo do Loreta Valadares, abrigos de atendimento e acolhimento às vítimas e qualificação dos serviços nas unidades policiais. Além disso, tem varas especializadas e defensorias públicas que não funcionam adequadamente. Sem essa integração, não é possível um resultado eficaz.

Infelizmente, esses problemas da precariedade e alto índice de violência são nacionais. O Brasil está entre os primeiros no ranking de onde mais matam mulheres. Dados da Organização Mundial da Saúde revelam que, nos últimos 10 anos, foram assassinadas mais 43 mil. Cerca de 69% dos crimes são dentro de casa, praticados por maridos e companheiros.

A Bahia conta com outras 14 DEAM. Duas em Salvador (Brotas e Periperi), Vitória da Conquista, Feira de Santana, Ilhéus, Camaçari, Porto Seguro, Itabuna, Teixeira de Freitas, Candeias, Alagoinhas, Paulo Afonso, Juazeiro, Barreiras e Jequié.


De Salvador,
Maiana Brito,
Com agências


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