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8 de fevereiro de 2018 - 17h18

EUA atacam forças governamentais sírias 

Sputnik
   

De acordo com a agência Sana e a televisão estatal, as forças da coligação internacional bombardearam assentamentos populares que apoiam o Exército Árabe Sírio, quando estes combatiam os terroristas do chamado Estado Islâmico e as Forças Democráticas Sírias (FDS), curdas na sua maioria e apoiadas pelos Estados Unidos.

Fontes no terreno precisaram que os ataques das tropas lideradas por Washington ocorreram entre as aldeias de Khasham e al-Tabyia, a nordeste do rio Eufrates, na província de Deir ez-Zor, indica a Prensa Latina.

A TV síria classificou os ataques como "uma nova agressão e uma tentativa de apoiar o terrorismo". Por seu lado, Frants Klintsevich, deputado russo e membro da Comissão de Defesa e Segurança da Federação Russa, disse à agência Interfax que "as ações da coligação norte-americana violam as normas legais", constituindo "um ato de agressão, sem dúvida alguma".

Justificação da força invasora

Na quarta-feira (7), um porta-voz militar norte-americano, que não se quis identificar, disse à Reuters que os bombardeamentos da coligação contra as milícias populares pró-Damasco provocaram mais de 100 mortos.

Num comunicado de imprensa, o comando da coligação internacional justificou a ação bélica em território sírio contra forças que defendem o governo legítimo do país com o fato de estas terem atacado as FDS, aliadas dos Estados Unidos. Tratou-se, na sua perspectiva, de um ato de "legítima defesa".

Com o argumento de estar a atacar posições do EI, a coligação liderada pelos norte-americanos opera na Síria desde setembro de 2014, sem mandato da ONU e sem autorização do governo de Damasco. Desde então, atacou em mais do que uma ocasião as forças do Exército sírio e milícias suas aliadas.

Dos seus ataques resultaram constantemente, para além disso, mortes de civis, e a situação tem sido reiteradamente denunciada pela diplomacia síria, que exige o fim das suas operações em território sírio e a dissolução da força beligerante.

Presença permanente

No entanto, mesmo depois de a Rússia e a Síria terem declarado a derrota do EI, o Secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, deixou claro que os EUA pretendem manter uma presença militar no país árabe, com o objetivo, entre tantos, de afastar Bashar al-Assad do poder e fazer oposição à "influência" do Irã no Médio Oriente.

Nos últimos tempos, representantes do governo russo têm acusado reiteradamente Washington de perseguir o objetivo da fragmentação da Síria.


Fonte: Abril Abril 

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