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6 de fevereiro de 2018 - 13h06

Seis de fevereiro, dia mundial do combate à mutilação genital feminina

   

Essa prática nefasta é realizada em mais de 50 países em todo o mundo e tem resultados dramáticos sobre a saúde mental, sexual e reprodutiva daquelas que lhe são submetidas. Há vários tipos de MGF, que vão desde a excisão parcial do clitóris até ao estreitamento do orifício vaginal através da criação de uma membrana selante, pelo corte e aposição dos pequenos lábios e/ou dos grandes lábios, com ou sem excisão do clítoris, provocando complicações físicas que acompanham a gravidez e o parto, contribuindo para a morte e morbilidade materno-infantil, mas também para o aumento das fistulas obstétrica, para relações sexuais dolorosas, para dificuldades em engravidar, entre outras.

É uma prática ancestral em muitos países da Africa e da Asia e foi disseminada pelo mundo entre as comunidades migrantes que a praticam. Hoje é um flagelo à escala global que condiciona as mulheres quando ainda são crianças, através de um ritual de passagem, a um determinado papel na sociedade que as define, definitivamente, enquanto seres submissos ao poder patriarcal.

E como a regra 34 (se existe, há pornografia) da internet realmente é verdadeira e como a misoginia foi sexualizada, existe uma categoria pornográfica que se chama "cliterless", de mulheres provavelmente prostituídas ou escravas sexuais em que os homens mutilam o clitóris e/ou costuram os grandes lábios dessas mulheres. Isso, excita homens, isso gera gratificação sexual. Isso é a pornografia: a sexualização da misoginia.

As Nações Unidas, através da UNICEF e do FNUAP, lançaram um programa em larga escala de combate à MGF que visa contribuir ativamente para cumprir a Agenda das Nações Unidas e em particular do ODS 5.3 — eliminar todas as práticas nefastas, tendo como meta erradicar a MGF em todo o mundo até 2030. Este ano, o lema do Dia da Tolerância Zero é “O fim da MGF é uma decisão política: tolerância zero das instituições regionais e sub-regionais”, porque só com um forte compromisso de todos os Estados através de todas as instâncias e de financiamento específico será possível alcançar tal objetivo.


Fonte: Página Anti-pornografia e Catarina Marcelino, do Publico 

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