Brasil

7 de dezembro de 2017 - 13h54

Eleições de 2018 terão como desafio combate a fake news

Divulgação/TSE
   

“A prática é uma estratégia antiga dos marqueteiros, que sabem que a recepção de conteúdo pelos seres humanos é seletiva e que, por isso, precisam adaptar o discurso de seus candidatos para elevar seu alcance e, em última instância, conseguir votos. A diferença é que, com a internet e as redes sociais, a disseminação dessa informação passou a ser mais rápida, mais fácil, mais barata e em escala exponencial”, comentou Mendes.

O evento, que é uma parceria entre o TSE, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o Comitê Gestor da Internet, foi realizado nesta quinta-feira (7) e pretende traçar um panorama das questões que permeiam a relação entre internet e eleições.

De acordo com ele, a Justiça Eleitoral e os demais entes públicos não podem se negar a entender essa realidade, “ainda mais no momento em que vivemos a revolução da informação. Uma era em que todos têm acesso a quase todas as informações”, disse o ministro.

Para o ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Gilberto Kassab, o TSE está no rumo certo ao debater temas como esse. “Estamos aqui, através do Comitê Gestor da Internet (CGI), dando uma contribuição que será permanente. O Comitê é uma instituição de excelência, que conta com uma infraestrutura adequada e que se renova. Por isso, essa parceria com a Justiça Eleitoral é fundamental para que o Brasil seja protagonista no uso de tecnologias na gestão pública”, disse.

Para o chefe do MCTIC, o Brasil pode se tonar um exemplo ao fazer frente àquilo que não é saudável na utilização da tecnologia nas eleições.

O coordenador da CGI, Maximiliano Martinhão, por sua vez, falou que, no início da internet, previu-se que o acesso direto e descomplicado à informação levaria a uma era em que o conhecimento seria equalizado através da rede, e que todos tomariam decisões melhores e seriam mais bem informados. “Dessa forma, com ações governamentais regulamentais e políticas, o Brasil ultrapassou a marca de 120 milhões de pessoas conectadas sendo, hoje, o quarto no ranking de pessoas conectadas, atrás dos EUA, Índia e China”, disse.

De acordo com o especialista, com o avanço de tecnologias móveis, computadores portáteis, tablets e smartphones, criou-se um ambiente interativo ideal que ingressa irreversivelmente no cotidiano. “Hoje a internet é a principal fonte de informação de boa parte da população e, por suas características técnicas, tem sido peça fundamental na formação da opinião pública”, falou.

Diante disso, o coordenador da CGI revelou que “na próxima campanha eleitoral, candidatos e partidos farão o uso da internet para fazer com que suas mensagens e propostas cheguem até os eleitores. Muitos dos embates entre planos de governos, propostas políticas, transparência e ética acontecerão nesse ambiente, fazendo com o que o espaço do debate político criado por provedores de aplicações de conteúdo independente da Internet se consolide cada vez mais como parte importante da esfera pública”.

Contudo, para ele, “a falta de uma procuradoria aumenta a demanda por um senso crítico daqueles que consomem as notícias e informações da Internet, como vemos todos os dias nas redes sociais, estamos expostos constantemente a fake news e opiniões que nelas se ancoram. Vivemos em um mundo de pós-verdade onde diversos estudos que comprovam que fatos pouco contribuem para mudar opiniões apresentadas na rede”.


Do Portal Vermelho, com TSE

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