Brasil

12 de outubro de 2017 - 9h13

 Morte em viatura policial é inacreditável, repudia Vanessa Grazziotin


Jefferson Rudy/Agência Senado
   
De acordo com notícias divulgadas pela imprensa, Laís, 30 anos, mãe de uma criança de 8 anos, descobriu que o ex-companheiro havia colocado uma câmera filmadora dentro do banheiro da casa dela e foi registrar a denúncia. Mas quando foi dar o depoimento, foi colocada no mesmo carro que o agressor.

“Aí o agressor, o ex-companheiro, pediu aos policiais que dessem uma paradinha na casa dele, porque precisava pegar um documento. E, quando parou na casa, sabem o que pegou? Uma faca. E, com a faca, matou a mulher dentro da viatura da Polícia Militar. É algo inacreditável”, disse.

Segundo Vanessa, é comum que autoridades façam “pouco caso” da violência contra a mulher. “Dizem que mulher fica no mimimi. Não há nada de mimimi. O que há aqui é uma realidade nua e crua da situação em que vivem as mulheres hoje no país”, disse.

A procuradora Especial da Mulher do Senado disse que as mulheres têm um maior nível de escolaridade e ganham menos; são penalizadas pela concepção, por darem à luz e terem que ter licença-maternidade para garantir os primeiros cuidados dos filhos, sendo que 90% delas, dois anos depois, são demitidas do emprego, como uma prevenção do patrão para que não engravidem novamente e não peçam outra licença-maternidade.

A Procuradoria Especial da Mulher do Senado emitiu uma nota de solidariedade sobre o caso do assassinato de Laís Andrade Fonseca e acompanha o caso.


Fonte: Procuradoria Especial da Mulher

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