América Latina

13 de agosto de 2017 - 11h11

Venezuela repudia ameaças de Trump e pede às nações que defendam a paz

Divulgação
O chanceler venezuelano afirmou que a ameaça de Trump coloca em risco a paz de toda a região O chanceler venezuelano afirmou que a ameaça de Trump coloca em risco a paz de toda a região

As palavras do mandatário estadunidense constituem “uma temerária ameaça com a finalidade de arrastar a América Latina e o Caribe a um conflito que alteraria permanentemente a estabilidade, a paz, e a segurança de nossa região”, diz o comunicado lido pela chanceler da República, Jorge Arreza.

No texto, o governo venezuelano exorta as nações do mundo a condenar “este perigoso atentado contra a paz e a estabilidade do continente americano. Chegou o momento para que as organizações internacionais e foros multilaterais da região e do mundo reafirmem a vigência das normas do Direito Internacional e ponham freio à mais agressiva ação do império estadunidense contra o povo venezuelano”.

As declarações belicistas da América do Norte, refere o texto, representam uma ameaça contra a paz, a estabilidade, a independência, a unidade territorial, a soberania e ao direito à autodeterminação dos povos.

Ademais, constituem uma ação violadora dos propósitos e princípios consagrados na Carta das Nações Unidas e das normas do Direito Internacional, “particularmente no que respeita à ameaça do uso da força contra a independência política dos Estados”.

Mercosul

Por sua vez, o Mercosul emitiu um comunicado que, embora sem mencionar diretamente os Estados Unidos e seu presidente, afirma que “os países do Mercosul consideram que os únicos instrumentos aceitáveis para a promoção da democracia são o diálogo e a diplomacia”. A nota afirma ainda que é “inevitável o repúdio à violência e a qualquer opção que implique o uso da força” e que esse repúdio à violência “constitui a base fundamental da convivência democrática, tanto no plano interno como nas relações internacionais”.

Novo Vietnã

O ex-chanceler e ex-ministro da Defesa brasileiro, Celso Amorim, declarou em nota: “A ameaça de uso da força tem que ser repudiada com veemência. Além de violar princípios básicos do Direito Internacional, ameaça trazer uma guerra civil (um novo Vietnã) para a América do Sul e a nossa fronteira. Embora não tenha dúvida sobre quem será vitorioso e quem será derrotado, uma guerra civil trará sofrimentos indizíveis diante da agressão e da tragédia”.

Solidariedade dos comunistas

Os comunistas brasileiros também rechaçaram as declarações do chefe de turno do imperialismo estadunidense e reafirmaram que estão ao lado do povo venezuelano: “O Partido Comunista do Brasil condena a gravíssima ameaça de agressão feita pelo chefete da Casa Branca, Donald Trump, contra o país irmão. A América Latina é uma Zona de Paz, conforme proclamação da Celac de janeiro de 2014. Os governos populares e as forças progressistas da região tudo farão para manter este compromisso e resistirão por todos os meios a qualquer agressão imperialista. Nossa solidariedade como partido com o povo irmão venezuelano e o governo legítimo bolivariano liderado pelo presidente Nicolás Maduro é plena, irrestrita e incondicional”, afirmou o secretário de Política e Relações Internacionais da legenda comunista, José Reinaldo Carvalho.

Conselho Mundial da Paz

A presidenta do Conselho Munidal da Paz, Socorro Gomes, também emitiu nota sobre a ameaça de agressão dos EUA à Venezuela: “Os Estados Unidos de há muito transformou-se em um Estado fora da lei. Atacar países soberanos para saqueá-los é um elemento importante de sua política externa, seja governo democrata ou republicano, tanto faz.Sua lista de violações das decisões da ONU é grande. No afã de abocanhar o petróleo venezuelano e retomar o domínio da região, controlar a Amazônia, o pré-sal brasileiro, o gás da Bolívia etc., agora anunciam que poderão atacar militarmente a pátria de Bolívar e Chávez para derrubar o governo legítimo venezuelano e impor um capataz de sua confiança. Tramam abertamente derrubar Maduro. O celerado Trump está querendo atear fogo em nosso continente! Viva a Venezuela, coração da América! Viva a constituinte popular e soberana! Toda solidariedade à Venezuela! Vai ter muita luta”!



Fonte: Resistência e AVN

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