Brasil

19 de junho de 2017 - 11h51

Governo argentino distribui livros que “ensinam” a não fazer greve

Reprodução
Manuais de redação colocam direito à greve como "inadmissível" Manuais de redação colocam direito à greve como "inadmissível"

O editorial de 2004, “Um protesto que prejudica o Congresso”, classificava como “inadmissível” a paralisação do Congresso Nacional perante uma greve dos trabalhadores. O texto ainda destacava que manifestações eram uma forma de “entorpecer a democracia” e considera os atos dos manifestantes como fora da lei.

Os livros didáticos destinados a estudantes do 6º ano ainda trazem uma história emquadrinhos onde um homem de terno repreende um operário que estaria se manifestando.

Os professores repudiaram a atitude do Ministério da Educação e afirmaram que se trata de uma “mercantilização” do ensino. Os docentes ainda disseram que episódios como esse evidenciam a visão “tendenciosa” do governo de Mauricio Macri perante os trabalhadores e a educação pública.

O presidente da União dos Trabalhadores da Educação (UTE), Eduardo López, criticou o atual ministro da Educação, Esteban Bullrich, dizendo que existe muito interesse privado na educação para que se formem alunos consumidores. "O jovem é um sujeito de direito, não um objeto de consumo e, tampouco, um de doutrinamento para o governo", disse.


Fonte: Opera Mundi

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