Mundo

19 de maio de 2017 - 18h20

Julian Assange celebra sua vitória na justiça sueca

Julian Assange, na embaixada do Equador, em imagem de 2012 Julian Assange, na embaixada do Equador, em imagem de 2012

“É uma vitória importante para mim”, disse Assange, que se encontra refugiado na embaixada desde junho de 2012 para evitar sua extradição à Suécia, onde era acusado de supostos delitos sexuais.

“A inevitável investigação do que ocorreu neste tempo de terrível injustiça é algo que espero que seja mais que meu (...), porque a realidade é que a detenção e a extradição sem acusações se converteram em uma característica da União Europeia”, denunciou.

“O caminho está longe de terminar (...), a guerra mal está começando”, expressou o fundador de WikiLeaks apesar da decisão da justiça sueca, pois a Polícia britânica assegurou que o deterá se sai da embaixada sul-americana por violar sua liberdade condicional quando se refugiou aí em 29 de junho de 2012.

Um conflito legal com os Estados Unidos e o Reino Unido continua, acrescentou. Também disse que pelo momento permanecerá dentro da embaixada e que procura o diálogo com servidores públicos britânicos e estadunidenses para avançar no processo. Também, denunciou que Reino Unido se nega a confirmar ou negar se uma ordem de extradição estadunidense já se encontra em território britânico.

“Ainda que foram comentários extremamente ameaçadores nos Estados Unidos, sempre estou disposto a um diálogo com o Departamento de Justiça sobre o ocorrido” expressou o ciberativista em alusão aos milhares de documentos confidenciais que WikiLeaks vazou sobre a segurança nacional norte-americana.

“Os recentes comentários do Promotor geral dos Estados Unidos e o diretor da Agência Central de Inteligência (CIA) demonstram a óbvia necessidade de asilo de Assange”, disse a The Guardian, Barry J Pollack, advogado representante do jornalista australiano nesse país.

O Reino Unido não tem nenhuma base legítima para interferir na decisão legal do Equador, acrescentou.

Em 27 de abril, Sessions disse que a detenção do fundador de WikiLeaks é agora uma “prioridade” para seu país, enquanto Mike Pompeo, diretor da CIA descreveu o lugar como um “serviço de inteligência hostil”.


Fonte: Prensa Latina

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