Vermelho

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25/09/2013

Ao som de berimbau e na luta contra o imperialismo: UJS 29 anos

Os militantes da UJS em Alagoas comemoraram o aniversário da entidade realizando um conjunto de atividades no Centro de Estudos e Pesquisa Aplicada (CEPA) na capital alagoana nesta terça-feira (24/09). Logo no início da manhã o elevado que dá acesso ao CEPA foi ocupado com grandes faixas que podiam ser visualizadas por todos que trafegavam pela Avenida Fernandes Lima.

No mês em que comemora 29 anos de história, a União da Juventude Socialista tem intensificado suas atividades e ampliado a luta por mais direitos para a juventude, em defesa do Brasil e do socialismo. No dia em que a presidenta Dilma Rousseff abriu a sessão da Assembleia da ONU, reafirmando a soberania do Brasil e a defesa de um mundo multipolar, taxando os casos de espionagem promovidos pelos EUA como inadmissíveis, a UJS demonstrou seu apoio à presidenta com a faixa “Indigne-se! Você é Espionado! #ObamaTireAsPatasdoBrasil”. A outra faixa demonstrava o repúdio da organização às políticas de desmonte dos serviços públicos e do caos em que o estado vive, sob os governos tucanos de Téo Vilela e do prefeito de Maceió Rui Palmeira. Com a frase “Violência Não! Sou + Educação! #ForaTéo #ForaRui #ForaPSDB” a UJS denunciou a crescente violência que atinge especialmente a juventude da periferia no estado, tendo o simbolismo de na última semana um jovem ter sido assassinado no ponto de ônibus localizado em frente do CEPA e abaixo do elevado, onde foi colocada a faixa. As atividades continuaram com a manifestação realizada em conjunto com diversas organizações e grupos de capoeira, contra o racismo e em defesa da prática da capoeira nas escolas. O protesto cobrava a volta das aulas de capoeira que haviam sido proibidas. Após a Avenida Fernandes Lima ser fechada e ser realizada uma passeata dentro do CEPA, os manifestantes foram recebidos pela Secretaria Estadual de Educação e conquistaram a volta das aulas, desfazendo um ato absurdo e criminoso contra a cultura do povo brasileiro, o que evidenciou o preconceito com a identidade popular e de resistência, características da terra de Zumbi. Desde os cartazes “Quero capoeira nas escolas” às mensagens cravadas no elevado que dá acesso ao maior centro de ensino do estado, se destaca a capacidade de luta da juventude por uma vida e um mundo melhor, a inquietante vontade de dar passagem ao novo, de amar mais e se preocupar menos com as “necessidades” impostas para o consumo irracional. Ao som do berimbau e sob forte sol, os sonhos mais uma vez se demonstraram possíveis, pois são sonhados na imprescindível tarefa de lutar e obstinados pelo que de melhor somos todos constituídos: o Amor. De Maceió, pela UJS de Alagoas.