6 de fevereiro de 2011 - 22h02

Comissão Política Estadual-AL aprova Resolução Política

Membros da Comissão Política estadual do PCdoB-AL que aprovou Resolução Política Membros da Comissão Política estadual do PCdoB-AL que aprovou Resolução Política

O desafio político implica na necessidade do PCdoB em Alagoas definir a tática e o seu projeto para 2012 em consonância com as resoluções do Comitê Central, com a última reunião da Comissão Política Nacional que abordou questões fundamentais e decisivas para o PCdoB em sua vida interna: a manutenção do seu caráter revolucionário, o seu desempenho na grande política e na realidade atual, o seu projeto eleitoral.

Fazendo uma análise do quadro político no Estado, a partir das últimas eleições, se identifica que houve o fortalecimento das forças mais conservadoras em Alagoas que, com a reeleição de Teotônio Vilela Filho para o seu segundo mandato, estabeleceu, mesmo que momentaneamente, um campo hegemônico de poder estadual baseado, em seu núcleo, nas forças de caráter neoliberal e na predominância concentrada das oligarquias da agroindústria do açúcar no Estado.

Observa-se que a nova composição do governo neoliberal é distinta e mais atrasada que a do governo anterior, tendo ficado mais nítido o caráter conservador desse grupo político hegemônico no poder, excluída a presença do PMDB, PPS e outras personalidades de cunho mais democrático, fruto de uma renhida luta interna em que saiu vitoriosa a banda mais à direita e nitidamente contrária ao papel do Estado nas políticas públicas.

Ressalta o contraste do perfil atrasado do governo e a influência do poder econômico na eleição de Téo Vilela, considerada pela imprensa nacional como a mais cara, proporcionalmente, do Brasil, em um Estado que detém os piores indicadores sociais do País.

Quanto ao campo político nucleado pelo PMDB, PT, PDT e PCdoB, além de outros partidos e personalidades do mundo institucional alagoano, que se compuseram para o embate eleitoral passado, núcleo central do apoio à presidente Dilma nas eleições, a tendência principal será, no geral e à primeira vista, a reaglutinação tendo em vista o projeto político eleitoral de 2012 e em um quadro de acumulação de forças e de resistência no Estado. Esse deve ser o ponto de partida do PCdoB-AL de articulação e demanda de esforços de construção de unidade da tática e projeto político eleitoral.

Reafirma a postura de independência em relação à atual gestão Cícero Almeida na prefeitura de Maceió, após sua participação ativa do campo adversário vitorioso nas últimas eleições, em quase todos os âmbitos da batalha.

Em decorrência dessa linha política o PCdoB-AL deve manter posição de independência na Câmara Municipal de Maceió. Para tanto deve se conduzir para uma posição firme, serena e equilibrada em relação à ação fiscalizadora no legislativo de Maceió. O que implica na adoção da postura de ser favorável ao pedido de instalação de uma CEI em decorrência de uma ação da Promotoria do Estado com relação a graves problemas administrativos na gestão do prefeito.

Projeto Político

Avaliar a possibilidade da construção da candidatura de Edvaldo Nascimento à prefeitura de Delmiro Gouveia, considerando que foi o candidato a deputado estadual mais votado no município.

Estudar, com os olhos na realidade, a possibilidade de construção de uma chapa própria a vereador da capital, encabeçada pelo vereador Marcelo Malta, superando a linha de concentração eleitoral em um ou dois candidatos que o partido vinha adotando.

Formação de uma chapa qualificada de candidatos, construída com ousadia e espírito revolucionário, orientada para ter em suas fileiras um grande número de candidatos comunistas, simpáticos e/ou identificados com a legenda do partido, ou de formação democrática, progressista, presença ou inserção nos diversos movimentos sociais do Estado. Tal orientação deve ser aplicada considerando as particularidades ou dificuldades locais, em todos os municípios do Estado.

O projeto eleitoral do PCdoB que deverá começar a ser esboçado já em março, segundo orientação da Comissão Política Nacional, será conduzido em Alagoas pela Comissão Política Estadual, e terá como centro executivo a recém-eleita comissão executiva político-organizativa.

O objetivo do PCdoB-AL será aumentar o número de vereadores sob a legenda e se possível de prefeitos, com uma nova referência de aumentar qualificadamente o nível político e ideológico de compromissos com o povo e a sociedade e com as causas democráticas e progressistas, para com o Estado de Alagoas e do Brasil.

O desafio ideológico e político-organizativo

Constata-se um rebaixamento das discussões e da aplicação coletiva da linha do PCdoB, com evidente dispersão na consecução e materialização das decisões políticas. Com a organização do partido em vários municípios com aqueles que procuram a legenda por indicações de amigos, chefes políticos locais, pedidos de aliados e partidos com quem mantemos boas relações em determinados locais, sem se levar em consideração o objetivo central que é a qualificação política e o verdadeiro crescimento da legenda, atraindo o respeito e consideração popular à mesma por parte da população.

A renovação em curso, através da comissão político-organizativa, tem em vista o crescimento diferenciado do Partido, com filiados de posições efetivamente democráticas e progressistas, preocupados com as condições da população, dos trabalhadores, da juventude, mulheres, minorias etc. Novos ou antigos filiados que somem na luta por uma Alagoas e um Brasil mais avançados. Um projeto político que faça crescer o partido, aumente a sua influência junto às massas, o que é qualitativamente diferente de crescer a qualquer custo. O objetivo é a renovação do Partido e sua reorientação em bases mais avançadas.

A formação é elemento fundamental para a ação política e ao projeto político do PCdoB. É importante que funcione efetivamente, para dentro, ou seja, para o Estado, a formação e o estudo, no mínimo do Programa, do Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento e dos Estatutos, junto aos filiados e militantes. Para tanto, a Direção Precisa Dirigir, inclusive suas frentes de massas, e coordenar essas orientações com o projeto político do PCdoB em Alagoas.

Corrigir o “autonomismo” onde cada frente cuida da sua parte, como se fossem vários partidos dentro de um partido e quase que independentes em suas linhas, fazendo com que haja um certo desinteresse pela realidade política em Alagoas, como se fosse uma questão pertinente aos quadros que atuam fora das frentes, ou seja “na política mais em geral” o que leva seguramente ao rebaixamento da ação do companheiro ou companheira e do coletivo em geral. No partido todos são militantes universais, ou seja, atuam e opinam sobre o todo e todos os comunistas devem procurar se especializar, ou pelo menos se preocupar, em assuntos ou demandas das diversas frentes de massas.

Trabalhar uma política de fortalecimento material do partido, através de uma comissão executiva que se apresente tal como a comissão executiva político-organizativa.

A presença do Partido no parlamento deve apoiar politicamente a organização partidária em suas diversas frentes. O Partido deve acompanhar mais de perto a frente institucional, inclusive a parlamentar, espaço de sua intervenção e expressão política, interligando a ação do parlamento com as frentes de massas.

De Maceió, Selma Villela.


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